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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Passamos em revista os destaques dos jornais russos com a Laura Figueiredo e começamos pela agência de notícias estatal, que dá conta de que Donald Trump tem sido contraditório sobre um novo pacote de sanções à Rússia.

Em causa um pacote bipartidário de sanções contra Moscovo, um projecto que estava a ser liderado pelo senador norte-americano Lindsey Graham, que morreu no passado domingo. A agência TASS adianta que Donald Trump tem sido contraditório. Se por um lado disse que as hipóteses de o Congresso norte-americano aprovar as novas sanções russas são altas, por outro afirmou que há pontos-chaves do documento que ainda não foram discutidos. O presidente norte-americano diz que está a analisar a ideia em homenagem ao senador que idealizou o projecto de lei. Este novo pacote de sanções abriria caminho para que Trump impusesse tarifas elevadas sobre importações provenientes de países que compram petróleo, urânio e gás natural russos, numa tentativa de enfraquecer ainda mais Moscovo no contexto da guerra na Ucrânia.

Laura, depois dos ataques russos a Kiev e Odessa, Volodymyr Zelensky pressiona Bruxelas sobre o próximo pacote de sanções.

O presidente ucraniano lançou um apelo urgente à União Europeia para a adopção imediata do 21º pacote de sanções contra Moscovo, afirmando que a comunidade internacional não pode ficar parada. De acordo com o jornal Ria Novosti, o líder ucraniano exige que as novas restrições sejam aprovadas ainda esta semana. Sublinha que qualquer atraso concede à Rússia tempo vital para contornar bloqueios e para conseguir obter componentes essenciais para a indústria militar. Este pedido de endurecimento diplomático surge no momento de algum impasse em Bruxelas, depois da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, ter ontem admitido que os países do bloco não conseguiram chegar a um acordo sobre o novo pacote de sanções.

E a Rússia diz ter atacado uma fábrica de mísseis Neptuno em Kiev.

É o que adianta o Ministério da Defesa russo, que diz que as forças do Kremlin atingiram as instalações de produção de componentes para mísseis guiados Neptuno, após um ataque com mísseis balísticos contra a capital ucraniana e a região de Odessa. No Telegram, o ministério adianta que foram utilizadas armas de precisão terrestres de longo alcance contra instalações da indústria militar ucraniana em Kiev, dedicadas à produção de mísseis de cruzeiro e veículos aéreos não tripulados. O comando militar acrescenta ainda que foram lançados drones no ataque e que o alvo eram instalações da indústria militar ucraniana. Em Odessa, entretanto, as autoridades afirmam ter atingido o porto de Yuzhny, no sul, dedicado principalmente ao descarregamento de combustível, bem como sete depósitos de combustível e um navio cargueiro.

A Rússia afirma ter atacado portos e navios ucranianos.

É o que adianta a Ria Novosti, que cita o Ministério da Defesa da Rússia. O ministério adianta que as tropas russas continuam a atacar a infraestrutura portuária utilizada pelas Forças Armadas da Ucrânia. De acordo com o jornal, dois navios cargueiros foram intercetados e atingidos por drones enquanto faziam o trajeto entre os portos de Chornomorsk e Odessa. A ofensiva russa incidiu com particular violência no porto de Yuzhny, onde armas de precisão lançadas por via aérea atingiram o centro logístico da empresa Migtrans. No terreno, Moscovo reclama a destruição de um camião-tanque e de 12 veículos pesados carregados com combustível, lubrificantes e suprimentos militares destinados à frente de batalha.

Fica por aqui a edição de hoje da "Guerra Traduzida". Está de regresso amanhã.