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Guerra traduzida na Rádio Observador. Trazemos todos os dias os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana. Estou com a Diana Rosa. Diana, boa noite.
Boa noite, Filipa.
Hoje começas pelos jornais da Ucrânia e com o anúncio feito pelo governo do país esta tarde. As negociações de paz com a Rússia estão actualmente suspensas.
É o que admite o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, e diz que isto se justifica com o pouco progresso que tiveram as conversações de paz este ano. O Kyiv Independent cita a imprensa nacional, diz que o governante declarou que durante o verão a Ucrânia tentou que o presidente Volodymyr Zelenskyy se encontrasse com o homólogo russo, Vladimir Putin. No entanto, os esforços diplomáticos não conseguiram quebrar o impasse neste assunto. Acrescenta ainda o diplomata que numa ditadura é impossível ter discussões construtivas com negociadores que estão completamente dependentes da vontade de um ditador. Apenas repetem a posição que lhes é imposta. O vice-ministro ucraniano salienta que um acordo de paz é impossível sem a participação directa de Vladimir Putin. Diz ainda que no sistema russo não se lida com as delegações, lida-se directamente com o ditador.
E, Diana, demitiu-se a ministra da Energia da Ucrânia, na sequência do mais recente escândalo de corrupção, mas garante não ter violado a lei.
Svitlana Hryntsuk apresentou hoje a demissão. Ela que é suspeita de negócios ilícitos numa empresa estatal que supervisionava e também depois de ter recebido um apelo de Volodymyr Zelenskyy nesse mesmo sentido. De acordo com a agência Ukrinform, a agora ex-governante diz que o cargo de ministra nunca foi um fim em si mesmo. Hryntsuk alegou que não houve quaisquer violações da lei no âmbito da sua actividade profissional e quanto às especulações relativas às relações pessoais, garante que qualquer especulação sobre este tópico é inapropriada.
E o governo ucraniano também afastou o ministro da Justiça por suspeitas de corrupção, também no sector da energia.
O presidente ucraniano já tinha pedido à primeira-ministra que procedesse nesse mesmo sentido. Dizia Zelenskyy nas redes sociais que o ministro da Justiça e a ministra da Energia não podiam permanecer nos cargos. No âmbito deste caso, as autoridades acusaram sete pessoas de envolvimento num esquema de subornos de 100 milhões de dólares, que poderão ter beneficiado altos responsáveis do sector energético, aumentando a indignação pública e o escrutínio sobre a anticorrupção em Kiev. Galushchenko, que no passado foi ministro da Energia, confirmou estar a ser alvo de ações de investigação, embora não tenha esclarecido se o caso está ligado ao processo conduzido pelo Gabinete Nacional Anticorrupção. Em comunicado, afirmou concordar com a suspensão do cargo, considerou um passo civilizado e adequado durante a investigação e garantiu que vai defender-se nos tribunais. O caso surge num momento delicado. Há apagões diários prolongados em várias regiões da Ucrânia por causa dos ataques russos, o que torna as suspeitas de corrupção ainda mais sensíveis para a população. Entretanto, de acordo com uma fonte presidencial ao Kyiv Independent, Zelenskyy quer supostamente impor sanções contra o Oleksandr Tsukerman e um dos seus colaboradores próximos, Timur Mindich, pelo facto de estarem alegadamente envolvidos neste caso. A primeira-ministra Yulia Svrydenko afirma que o governo já iniciou esse processo.
E um homem originário da Crimeia é suspeito de colaborar com um agente do FSB para planear ataques terroristas em Kiev.
É o que revela o Serviço de Segurança da Ucrânia. A investigação, segundo a informação do Kyiv Post, acredita que o suspeito planeava detonar explosivos em centros comerciais e numa estação de metro da capital. O homem residente na Crimeia e que teria começado a colaborar com o FSB depois da ocupação russa da península em 2014, recrutou alegadamente outros cúmplices, incluindo cidadãos ucranianos nas zonas ocupadas. Um dos recrutas terá entrado na Ucrânia através de um terceiro país e recebido instruções para recuperar uma pistola Makarov escondida, além de preparar engenhos explosivos caseiros destinados a serem então detonados remotamente durante as horas de ponta.
E voltamos já a seguir para a segunda parte de guerra traduzida com os destaques da imprensa da Rússia.