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Pergunta.
A questão é difícil.
Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar.
É uma boa pergunta essa.
Começa agora a nova edição do Ainda Bem Que Faz Essa Pergunta, da Rádio Observador. Hoje com perguntas sobre um desastre, uma greve, uma companhia aérea.
Olá, meninos. Então como é que vão as coisas no recreio de São Bento?
Olá, sou a dona Palmira.
Dona Palmira. Isso não aconteceu, pois não?
Há uns meninos a tirar fotografias e a fazer filmes de outros deputados em pleno.
Queixinhas.
E depois põem essas coisas no TikTok, na China TokTok. E isso para alguns deputados pode configurar uma forma de coação e intimidação da liberdade dos parlamentares, que é como quem diz dos outros meninos e meninas que estão ali no recreio de São Bento. Agora, a sério, é neste ponto de dignidade e elevação que as coisas se encontram no Parlamento. Ficou agora a saber-se que na conferência de líderes do dia 20 de novembro, Hugo Soares, o líder da bancada parlamentar do PSD, denunciou esta situação de haver outros deputados a filmar e a tirar fotografias para fazerem as suas brincadeiras online, que depois se tornam virais. Na mesma conferência, Inês de Sousa Real, a deputada única do PAN, queixou-se de lhe terem sido deixadas coisas à porta do gabinete e de posteriormente terem sido recolhidas imagens. Será preciso por esta altura dizer quem são os responsáveis por estas brincadeiras? Eu acho que não.
Olha, e cá vamos nós de novo. O Parlamento vai analisar mais um desastre empresarial, Paulo.
É mais uma autópsia, não é? A especialidade do Parlamento quando se trata de avaliar empresas e o envolvimento do Estado na tentativa de as salvar. Desta vez é a Efacec. Deverá ser aprovada a proposta da Iniciativa Liberal para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito, cá está mais uma, à tutela política da gestão da Efacec, já que o PSD e o Chega vão votar a favor desta proposta da IL. Portanto, é mais um daqueles casos em que o Estado pensou que ia conseguir salvar uma empresa em dificuldades, uma empresa estratégica, como aliás passam a ser todas aquelas em que o Estado se intromete, passam logo a ser estratégicas. Antes já tinha acontecido o mesmo com a TAP, com os bancos, o BPN, o BES, o Banif e por aí fora. No caso da Efacec, estão já enterrados ali cerca de 500 milhões de euros dos contribuintes e agora vamos tentar saber o que é que correu mal num caso em que já se sabia que ia correr mal.
Pois. Bruno, e agora aquela pergunta que interessa a muita gente hoje: quais os serviços mais afetados pela greve desta sexta-feira?
Eu hoje roubei o tema habitual do Paulo, que é as greves.
As greves da sexta-feira.
A extraordinariedade das greves, exatamente.
E aqui temos mais uma sexta-feira, mais uma greve ou duas, ou mais, porque a Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos convocou uma paralisação e a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais convocou outra. E depois também temos a já tradicional greve da CP, já ouvimos aqui um ponto de situação no noticiário, e a greve da CP também é mais previsível que uma quinta-feira. Portanto, resumindo, escolas, serviços de saúde e comboios podem ter problemas. Vamos ter escolas fechadas, centros de saúde a meia gás, comboios fora de circulação, ou então escolas interrompidas, centros de saúde suprimidos e comboios de portões fechados, isto já dá para tudo. Mas o impacto das greves será sentido também nos tribunais, nos registos e nos notariados, embora estejam previstos serviços mínimos para mitigar os efeitos do novo capítulo, mais um da saga greve à sexta-feira.
Greve à sexta-feira. Os espanhóis mudam os feriados, não é? Nós fazemos greve à sexta-feira.
É uma tradição. Cada país, a sua tradição.
Exatamente. Olha, deixa-me regressar às empresas do Estado. A TAP, Paulo, vai passar de novo por dificuldades.
É bem possível. E o aviso foi ontem deixado por Luís Rodrigues, o presidente da empresa, depois de um ano extremamente positivo, como disse o próprio sobre este ano de 2024, que está quase a chegar ao fim. É favor apertarem todos os cintos porque vamos entrar aqui numa zona de turbulência. Por quê? Porque a aviação tem cada vez mais regras para cumprir e o custo do negócio se está a tornar insuportável, avisou o presidente da TAP. Também porque 2025 vai ser um ano com desafios significativos. Luís Rodrigues refere-se, por exemplo, aos conflitos armados severos que andam por aí, às condicionantes meteorológicas sérias, como recentemente em Valença e Porto Alegre, e à falta de mão de obra qualificada. Por isso, o gestor não se compromete com lucros da TAP para o próximo ano. Em resumo, venda onde te apresse à empresa enquanto essas dificuldades não se acentuam, senão lá ficamos de novo com a criancinha nos braços e a pagar.
E a pagar. Paulo Ferreira e Bruno Vieira Amaral com o Ainda Bem Que Faz Essa Pergunta.
A questão é difícil.
Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar.
É uma boa pergunta essa.