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E começa agora mais uma Boa Moeda, Má Moeda das manhãs 360. Paulo, vem aí um comparador de investimentos da CMVM.

É verdade.

As coisas que eu sei. Eu corto isto de memória. A primeira coisa que sei é que as boas. É, o meu radar não para.

É verdade, e ainda bem que vem, porque permite aos pequenos investidores, a todos nós que vamos tendo alguma poupança para aplicar, perceber quais são as características de produtos financeiros que se tornam mais transparentes de comparar. O anúncio foi feito ontem pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, que é o regulador do mercado de capitais, e diz que está a preparar um comparador de produtos financeiros. Isto vai permitir comparar os instrumentos financeiros que estão disponíveis no mercado com base em critérios como o risco, o retorno, ou seja, a rentabilidade, e os custos que estão associados, porque muitas vezes essas transações têm custos de comissões, que são pagas aos intermediários financeiros que acabam por executar essas ordens. Com isto, a CMVM, o regulador, pretende fomentar a transparência e a confiança no mercado. Pretende também certamente aumentar a literacia, porque isto são áreas em que o conhecimento é muito pouco em Portugal, nós sabemos disso. E para 2025, esta entidade reguladora também vai desenvolver ainda outras duas iniciativas: alertas rápidos aos investidores sobre os riscos nos mercados, isto é, quando acontece alguma coisa que deve ser de conhecimento geral, vai fazer esse alerta. Por exemplo, entidades que não estão autorizadas a fazer algum tipo de intervenções no mercado e que, de alguma forma, o fazem. E esse alerta vai sendo dado pelo Banco de Portugal ou pela CMVM, vai ser mais rápido e também vai implementar um plano de literacia financeira para informar, porque há muita desinformação sobre ações, obrigações, fundos e por aí fora, este tipo de instrumentos.

Entretanto, estamos a falar da inflação na zona euro, que subiu ligeiramente.

Subiu ligeiramente, uma variação aqui de uma décima para 2,5%. Estava em 2,4%. Estamos a falar do dado de janeiro, obviamente, que foi ontem divulgado. Estamos a falar também da média dos 20 países do euro. Este é o quarto mês consecutivo em que a taxa de inflação se agrava na zona euro, depois de ter tocado no mínimo deste ciclo de 2,2% em agosto, portanto, 2,2% em agosto para 2,5% agora. Enfim, não é nada de preocupante se esta tendência se vier a inverter ou a ser travada nos próximos meses. Sabemos que o BC tem como objetivo central ter a inflação em torno de 2%. A economia alemã, em recessão, por exemplo, a taxa está nos 2,8% e este é um indicador importante, obviamente, que é a maior economia da zona euro. Aí manteve-se o mesmo valor de dezembro. E em França, está no outro extremo, sendo as inflações mais baixas, a França está com 1,8%, também igual à de dezembro. Portanto, vamos ter que continuar a olhar com atenção para este valor, porque é daqui que resultam depois as decisões do BC para as taxas de juro.