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Começa agora mais uma Comissão de Inquérito das manhãs 360. Hoje é nosso convidado António Cunha Vaz. Bem-vindo, bom dia.
Bom dia.
Obrigada por ter aceitado o nosso convite. É um nome que toda a gente conhece no mundo da comunicação e não só. Já agora, já tem alguma função ou vai ter na campanha da AD? Esta não vale pontos.
Não, não tenho.
Não tem?
Não tenho. Há uma pessoa que todos vocês conhecem também, que anuncia que eu fui convidado, mas não aceitei. Eu é o contrário, não fui convidado.
Mas toda a gente acha que sim. Então e se fosse convidado, aceitava? A pergunta faz-se ao contrário.
Com regras. Eu já, com a minha idade e com o que já fiz, só aceito quando há regras. E os políticos portugueses são pouco profissionais a aceitar regras e, portanto, é difícil. Sabe por quê? Porque se corre bem, o mérito é de toda a gente que anda à volta. Se corre mal, a culpa é do indivíduo da comunicação. Aliás, já devem ter ouvido imensamente dizer que eu é que estou a fazer a campanha. Há algumas pessoas que não gostam de mim, o que é normal, não sei quem sejam.
Não agradamos a toda a gente.
Não, eu até gosto, que eles não gostem de mim, até me dá publicidade. Dizem todos que o Cunha Vaz fez isto mal. Até já me atribuíram a letra do hino da campanha. Eu nem sabia que havia um hino da campanha.
Já lá vamos então, falar disso tudo. Se quiser pôr os fones, assim depois consegue perceber se acertou ou errou, porque tem sonzinhos diferentes.
Vamos lá.
Vamos lá, então. Então vamos começar com uma pergunta. Esta é um bocadinho mázinha, mas vai perceber por quê. É um quem disse. Gostamos de perguntar, pedir a autoria de algumas frases. Quem disse: "Penso que todos conhecem a Madeira, tem uma urologia e toda a parte norte da ilha é muito escarpada."
A senhora Ministra da Administração Interna.
É isso mesmo. Cinco pontos. É difícil um político sobreviver a gafes destas?
Eu acho que não é, até porque a senhora ministra sobreviveu e muito bem. Vamos ver uma coisa. Eu posso falar disso à vontade. Os senhores não podem, mas eu posso falar disso à vontade. Eu tenho um metro e 58.
Olha, é cá dos meus.
Quando chegam 20 jornalistas em cima de mim, eu, como já sei como é que hei de fazer as coisas, não me assusto e não os deixo chegar muito e não os deixo pôr o microfone por cima da minha testa. Quando é uma pessoa que teve a vida toda muito regrada nos tribunais, não tem a rodagem disto, não tinha assessoria de imprensa e os jornalistas chegam todos, encostam o microfone às bochechas, à testa, à cara, à boca, a todo o lado e fazem 33 perguntas. Entre um U e um O há uma pequena diferença. Então a senhora ministra, em vez de dizer a orologia da Madeira, disse a urologia da Madeira. Claro que houve logo uma série de gente. É uma gafe tremenda, quase que a nação caiu por causa da gafe da senhora ministra.
Não foi a única.
Não, mas também é bom vermos todas as outras coisas em que acertou.
Mas disse que ela não tinha assessoria na altura. Já tem, porque chegou-se a dizer que teve uma ajuda informal. Agora já tem.
Tem. A minha ajuda informal foi simples. Sabe que quando a gente faz as coisas com transparência, não tem que esconder nada. A minha ajuda informal foi simples. Eu conheço a senhora ministra desde há muitos anos. Como já sou velho, sou como o Diabo, portanto, tenho muitos anos disto.
Está sempre a dizer que é velho, então? Até parece. Não é o que eu ouvi falar.
Estou quase a ser dado em forma, já. Mas eu trabalhei na União Europeia, na altura na CEE, desde 86, desde que Portugal entrou. E a senhora ministra também teve ligações aos tribunais europeus desde muito cedo. Cruzámo-nos várias vezes, conhecíamos, e há um momento em que a senhora ministra disse: "António, eu estou aqui a selecionar uns assessores de imprensa. Antônio, importa-se de me dar uma ajuda?" E foi a ajuda informal que eu lhe dei. Ajudei a selecionar o assessor de imprensa, dois, aliás, assessores de imprensa, e pronto. E foi a ajuda informal que eu lhe dei.
Isso não devia ter sido pensado antes? Ou seja, quando alguém é convidado. Antes das gafes. Exato, antes das gafes. Isso não é uma componente fundamental hoje da comunicação ou da forma como se comunica para o desempenho também do ministro?
É. Devia ter sido pensado antes e é assim. Aí eu posso dizer uma coisa: a máquina de comunicação do Partido Socialista é muito mais profissional do que a máquina de comunicação do PSD. Aliás, quando estiveram no poder, desde o tempo do Sócrates, a teia de influência que montaram é brutal. E às vezes as coisas são feitas com tanta subtileza. Não sei se têm reparado, ultimamente têm surgido, não vou dizer dezenas, mas muitos novos opinadores. Destes opinadores que agora-
Que estão nas televisões.
Comentadores, sim. Meus colegas também.
Teus colegas. Sim, com 22 anos que já sabem tudo sobre a guerra da Ucrânia e sobre Israel e sobre Gaza. Eu conto sobre esse tema uma pequena anedota trâmpica. O amigo do André Ventura cancelou o envio de cinco milhões de preservativos para Gaza, achando que estava a cancelar o envio de cinco milhões de preservativos para a Faixa de Gaza, mas eram para a província de Gaza, em Moçambique. Estes comentadores, com pequena idade, tendem a cancelar envios de preservativos. Mas estes comentadores às vezes não nascem do nada. São estratégias montadas por entidades que estão por trás, que começam a lançar estes nomes e a colocar estas pessoas para no futuro, quando eles já souberem distinguir entre a Faixa de Gaza e a província de Gaza.
Mas como é que isso funciona?
Como tudo na vida funciona, só quem é ingênuo é quem pensa que as coisas acontecem por acaso.
Vamos avançar. Cinco pontos já são seus. Cunha Vaz, lembra-se do filme Ghostbusters?
Lembro-me.
Caça-Fantasmas.
Caça-Fantasmas, sim.
Em que ano estreou? Pelo menos a década.
80.
O ano foi 1984. Gostou de ser apelidado o conselheiro fantasma do governo?
Eu não me importei nada. Eu acho que o humor é uma das coisas boas da vida. Eu volto a falar da minha altura, porque uma vez eu estava num restaurante, eu não conhecia o indivíduo, e ao meu lado estava uma mesa com três pessoas, e um dos indivíduos estava zangadíssimo comigo. Eu não sei por quê, devo lhe ter feito alguma, com certeza. E ele chamou-me de matraquilho, táctopia, passei da cama, salta de paraquedas. Ele disse tudo.
Mas ali na mesa ao lado, indireto?
Ele estava para aí duas mesas ao lado. Eu vi o olhar dele assim, a fumegar para mim. E depois, no fim da coisa, fui ter com ele e disse: "Faça o seguinte, o António Aleixo já morreu, mas precisamos de livros daqueles. Escreva, homem, deite cá para fora isso tudo, ponha isso tudo cá para fora." E os amigos dele partiram-se a rir quando eu fui ter com ele e lhe disse isto. E depois o comentário dele, obviamente, esvaziou. Mas é preciso sabermos o conselheiro fantasma. Eu acho que é um bom elogio.
Mas por que não pode ser tudo às claras? Não tinha medo do escuro em miúdo?
Eu nunca tive e faço tudo às claras.
Como é que sugere?
Eu não posso. Quando um partido pede um conselho a uma pessoa, se amanhã eu pedir ao Paulo: "Diz-me o que tu achas disto", e o Paulo me disser, é um conselho. Quando um partido diz: "O Paulo colabora comigo", ou "o António colabora comigo", o António ou o Paulo têm que perceber uma coisa, e sobretudo se são empresas, ou há um contrato e há uma remuneração, ou então chama-se financiamento ilegal de partido político. Eu conheço o doutor Luís Montenegro antes de ser primeiro-ministro, muito antes. Tenho outro amigo lá no partido, que é um muito bom amigo, que eu conheci com 20 anos e que agora já tem 42, que se chama Hugo Soares. Gosto dos dois. Desde que o Luís Montenegro é primeiro-ministro, eu nunca lhe fiz um telefonema.
É ele que lhe liga quando precisa.
Se ele precisa, ou liga ou pede ao Hugo Soares para me ligar e eu vou ter com o Hugo Soares. Às vezes a surpresa está lá e ele ao pé, outras vezes não está. O Hugo Soares não, é diferente. O Hugo Soares é um táctopia como eu, só que tem 1,94m.
Quase 2,5m.
Perto de mim, a esgueirar-se, tudo o que ele quer perto de mim. Ele diz que não me vê do outro lado da mesa. Não tenho nenhum problema com isso, mas acho que o nome é giro, conselheiro fantasma.
Mas é informal isso, é o chamado kitchen advisor.
É um amigo com quem se partilham coisas. Agora, o que eu acho que os políticos têm que perceber é que numa campanha, por exemplo, um speechwriter, um de vós precisa de um discurso. E se pedir a nós, os cinco, um discurso, se a pessoa precisar de nós cinco um discurso, cada um de nós prepara um. E se a pessoa se sentar e começar a juntar bocadinhos de cada, não fica com um discurso, fica com uma manta de retalhos. Um político é sério. Ontem eu comprei um livro sobre o Ronald Reagan e o tempo dele, um daqueles recomendados pelos 10 melhores livros do "Financial Times". Nesse livro, o Reagan, como sabem, foi um ator medíocre em Hollywood. Como sabem também, o Reagan fez uma carreira política extraordinária. Para quem foi um ator medíocre em Hollywood. Ele foi vosso colega, foi radialista durante muitos anos, foi onde ele aprendeu a falar e treinou-se a falar permanentemente. O Obama, quando foi nomeado para ser candidato a presidente, ensaiou 32 vezes a entrada em palco. Na nomeação, não foi para presidente, foi na nomeação.
Na convenção democrata.
Exatamente. E o "Yes, we can" foi sugerido por um conselheiro, porque eles lá têm, vimos os valores, 932 milhões o Trump, declarados, claro, 1300 milhões a senhora Clinton.
Montantes de campanha, que eles gastaram em campanha.
Sim, e portanto, eles lá têm dinheiro para ter conselheiros e têm um speechwriter. Ou melhor, durante o período de preparação, eles têm dois ou três speechwriters, identificam-se com um, escolhem um e é esse é que lhe escreve os discursos com os contributos técnicos, de um tipo da agricultura, de um das pescas.
E aquilo tem sempre o mesmo tom, claro.
É um discurso dele. Até porque ele depois habitua-se. Aqui em Portugal é: vamos no carro, vamos jantar na casa de um, encontramos lá um que nos dá umas dicas, a gente apanha. Eu há um tempo atrás fiz uma coisa que se deve fazer sempre nas pré-campanhas. O Marcelo Rebelo de Sousa tem uma frase muito infeliz, que é que o Montenegro era rural. Entre outras. Tem outras felizes, mas esta foi muito infeliz. Sobretudo institucionalmente, ele não podia dizê-la. Quando o Montenegro veio para Lisboa, havia um pré-juízo feito sobre o fato de ele vir de Espinho. E é que assumir. E o Luís Montenegro sabia. E nós fizemos uma ronda enorme de conversas, eu, ele e o Hugo Soares, de conversas sobre esse tema. E depois eles geriram a coisa. Eles geriram a coisa à maneira deles, mas não houve 10 pessoas a falar sobre o tema com eles. Eu vou fazer uma crítica. Na AD vão ralhar comigo, mas eu vou fazer uma crítica.
Força.
Deixem Luís trabalhar. Ui.
Não gosta?
Cheira a sertão Só te dá um prazer.
Rural. Portanto, é rural.
Vamos para a terceira pergunta. Esta não tem a ver com rádio, tem a ver com televisão. Como se chamava o programa de Marcelo Caetano na RTP, estreado em 1969?
"Conversas em Família".
"Conversa em Família", estreado em 1969. A televisão ainda tem a mesma importância para que os políticos consigam passar a mensagem? Ou seja, é importante, é fundamental para um político ter um bom desempenho televisivo ou há outros aspetos, comunicação por outros canais, mesmo o seu contato direto com a população é mais importante?
Contato direto com a população e televisão. O resto é bom, mas contato direto com a população e televisão é o ideal.
Continua a ser o fundamental?
Não é na campanha. Quando alguém pensa em vir a ser político, há duas regras que tem que ter. Primeira: pensar bem no passado, o que fez no passado. Para ver se tem telhados de vidro?
Esqueletos no armário.
Isso. Mas isso é na nossa vida, toda a nossa vida. O que nós fazemos no nosso passado reflete-se no nosso futuro. E na política e com o escrutínio que há, umas vezes justo, outras vezes injusto. Ainda ontem fizeram aquela canalhice de pôr aquilo cá fora do Pedro Nuno Santos. Aquilo é uma canalhice. Achas que foi uma canalhice, mas que é do Ministério Público? Quem pôs cá fora? O Ministério Público pode investigar o que quiser. Quem pôs cá fora eu não sei quem foi, mas que veio cá para fora, veio. Foi o próprio Ministério Público que divulgou. Eu não sei, eu não estava cá. Se foi, não devia ter divulgado.
Confirmou uma deixa.
Seja o que for, não devia ter confirmado. Estas coisas são como são. Da mesma maneira que o que fizeram ao Montenegro foi próprio do Chega, sobre o Pedro Nuno Santos foi igualzinho. É indecente.
Vamos continuar a falar de televisão.
Isto está a correr muito bem. 15 pontos.
Eu vou pegar a próxima.
Não sei se faz. Quem disse isto? Corria o ano de 1997: "Uma estação de TV que tem 50% de share vende tudo, até o Presidente da República." Pois, não é?
Emídio Rangel.
O senhor Emídio Rangel.
Vai ser uma limpeza.
António Cunha Vaz, isso quer dizer que Marques Mendes pode ganhar?
O pai da nova rádio.
O pai da nova rádio, da TSF.
Mudou tudo. O jingle era extraordinário.
E a SIC também veio mudar.
Claro que sim, a SIC também veio mudar muita coisa.
Na informação e depois a SIC Notícias.
O Emídio Rangel foi assim: o José Eduardo Moniz na televisão generalista, espetáculo, etc. E o Rangel na informação foram duas pessoas que, gostem ou não deles, ou que os temos ou não deles.
Há um antes e um depois.
Completamente.
Já há pouco falaste do poder da televisão, confirma esta frase, que foi muito criticada na altura. Isto significa que Marques Mendes pode ganhar, de facto, a eleição presidencial pela exposição que ele teve ao longo de anos? Foi o comentador de domingo à noite.
Eu vou fazer uma declaração de interesse. Um: eu não estou a fazer campanha nenhuma presidencial. As regras do meu grupo não permitem que eu faça. Eu sou um vendido, eu vendi a minha empresa a um grupo internacional.
Ao grupo Avaas.
À Avaas. E então sou um empregado agora da casa. E portanto, não posso fazer campanhas, elas mesmas. Ninguém me tira o direito de ser cidadão, mas profissionalmente e usando o meu cargo.
Não pode receber por isso.
Exatamente. E portanto, o doutor Marques Mendes sempre foi uma pessoa que toda a gente bajulou e andou atrás dele. De repente, aparece um almirante.
Vindo da pandemia, da vacinação?
Sim, um homem da logística. E muitos daqueles que lambiam o chão que o Marques Mendes pisava, agora são apoiantes do almirante, sem dúvida nenhuma, o almirante é que é, o Marques Mendes não tem perfil, e não sei quantos. Isto é muito normal em Portugal. Os velhos do Restelo. Eu tenho uma escultura muito engraçada em casa, que é uma caravela e tem quatro velhos, cada um a puxá-la no seu sentido, norte, sul, leste e oeste, a impedir que a caravela navegue. E portanto, Portugal é um bocado assim. O doutor Marques Mendes tem todo o perfil para ser um bom presidente da República. Tem todo o perfil, porque é um político, é conhecedor dos políticos, da política nacional, da história nacional. Eu não sei quem vai ganhar, nem sei quem não vai ganhar, sei onde vou votar, mas não sei quem vai ganhar, quem não vai ganhar. Agora, há uma coisa que eu pergunto: duas perguntas. Primeira: eu abro um movimento almirante à presidência e não me pronuncio se sou candidato ou se não? Segunda: alguém aqui já ouviu uma ideia ao senhor almirante? Uma.
Há pouco o António Cunha Vaz.
Já escreveu sobre o País.
Já escreveu? Escreveu um artigo, não é?
Dois.
Dois, no Expresso e no Sol.
E uns debates.
Sobre liderança.
Exatamente, que ele nem quer ir e que lhe organizam aquilo. É uma coisa horrível.
Mas há pouco dizia que os comentadores não nascem.
Eu também casei, eu não queria ir, mas a minha mulher organizou o casamento e eu fui.
Há pouco estava a dizer que os comentadores não nascem espontaneamente. Gouveia e Melo nasceu de geração espontânea ou existem forças a empurrá-lo para a candidatura?
Eu agora vou fazer de realista. Está a chamar ao Gouveia e Melo comentador? Não, mas eu acho que o Gouveia e Melo é um fenómeno Importante. Foi uma pessoa que deu muito ao país, porque nos ajudou a ultrapassar a pandemia, pôs ordem nas coisas. Não estou a tirar mérito nenhum ao Governo Melo. Eu não disse que não vou votar nele.
Já disse que sabia em quem ia votar, mas não disse em quem.
Não disse em quem.
E nós não podemos saber?
Não. Varia muito. Por exemplo, uma pessoa que me poria enormes dúvidas para votar também seria se o António Vitorino fosse candidato, que eu acho que é um grande candidato à presidência. Eu sou de centro-direita, mas o António Vitorino é um grande candidato à presidência.
Vamos falar de grandes atores agora.
Se tiver grande como eu.
Vamos falar de grandes atores para uma outra pergunta, a última, António Cunha Vaz. Quem é o ator que interpretou o papel de 007 no filme "Só Se Vive duas Vezes"?
Ui.
Eu nem vou dizer em que ano é que o filme estreou, porque senão acertava. Isto tem que ser um bocadinho difícil. O James Bond de "Só Se Vive duas Vezes". Pode pedir ajuda. Se pedir ajuda e acertar, tem dois pontos.
Não, vou falhar de propósito.
Não falhe, peça ajuda. Não falhe de propósito. Sabe quem foi?
Não sei.
Então tenta.
Quem foi?
O Roger Moore não foi. O Daniel Craig não foi. Ou foi? Não me lembro.
Peça ajuda.
Eu vi todos. Peço ajuda.
Então, Roger Moore, Pierce Brosnan ou Sean Connery?
Pierce.
Sean Connery, 1967.
Eu tinha seis anos.
Já tinha nascido. Este é de 1967.
Era a minha pilheita.
Agora há um novo, que é o Elon Musk, que faz de mau, que faz aquelas figuras do mau.
Na parte de vilão.
Vilão do James Bond.
E na política há muitas vidas.
Então, não há? Há imensas. Que renascem.
Que renascem. Há muitos casos. Atualmente. Santana Lopes.
Sim, Santana Lopes. Ele não está num palco nacional, mas podia estar. Se o Marcos Mendes não tivesse avançado, podia ser um candidato à presidência. E vale bastante mais do que outros que gostariam de ser.
Luís Montenegro ou Pedro Nuno Santos, agora envolvidos nestas polémicas, não estão a perder pontos na vida política?
Não, deixem-me dizer uma coisa. As pessoas já se vão habituando a que as polémicas sejam-
Como as marés, vão e vêm.
São que, de fato. Temos o exemplo das eleições na Madeira.
Estamos mesmo a terminar. O exemplo de Miguel Albuquerque.
De Miguel Albuquerque. Com tantas polémicas, as pessoas perceberam que o Ministério Público não quer ouvir. O Miguel Albuquerque já pediu 10 vezes para ser ouvido pelo Ministério Público, não querem ouvir. O que uma pessoa vai fazer? Ficar com a vida em suspenso. Olhe, quer um exemplo concreto? O José Sócrates. Eu acho que o José Sócrates tem muitas culpas no кредиatório. Não sei quais são, porque não sou juiz nem investigador. Mas não é justo pôr nenhum homem 12 anos ou 10 anos pendurado à espera de uma decisão. Não é justo, não é sério. Não se pode chamar justiça a isto.
António Cunha Vaz, ao contrário da nossa altura, foi uma grande participação. 20 pontos.
Muito obrigado.
Obrigada por ter vindo à Comissão de Inquérito. Obrigada.