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Começa agora mais uma comissão de inquérito, hoje com o líder da Juventude Social-Democrata, João Pedro Louro, que se junta a nós à distância. Bom dia, bem-vindo. Muito obrigada por ter aceitado o nosso convite.

Bom dia, eu é que agradeço o convite. Muito obrigado.

Sabe ao que vem, João Pedro Louro?

Mais ou menos. Eu costumo assistir, mas algo me diz que é mais fácil ser ouvinte do que participante.

Não, é superfácil, vai ver.

Vai ver.

Darei o meu melhor.

Até faz de olhos fechados. Pode fechar os olhos e tudo.

À distância.

Vou experimentar.

São cinco perguntas, cada resposta certa vale cinco pontos. Se tiver ajuda e acertar, recebe dois. Vamos a isto?

Vamos a isto.

Nasceu em 1994. Até aqui tudo bem, não é?

Tudo certo.

Desculpe, já a rir-me. Que música dos Boyz II Men estava no topo dos tops nesse ano? Era uma balada.

Ui, começamos bem. Vou precisar de ajuda, inevitavelmente.

A Virgília canta um bocadinho.

Vejo lá ser esta: "Back to life, back to reality." Esta é uma hipótese, a outra é: "If you wanna be my lover"

Spice Girls, quem não se lembra das Spice Girls?

"I'll make love to you When you want me to"

Eu aposto nesta última.

Devia pedir pra repetir, que era mais difícil.

Mas adorei.

Vamos lá outra vez.

Estive quase pra não responder, pra continuar a desfrutar.

Está muito bem, foram dois pontos. Tenho que lhe perguntar isto: com quem a AD deve fazer o amor, atenção que estou a fazer aspas com as mãos, para poder governar em paz? Se o não é não ao Chega se mantém, não seria de encontrar aqui áreas de entendimento com o PS?

Eu considero que a questão da governabilidade é bastante clara face aos resultados eleitorais de domingo. É evidente que houve um reforço da votação da AD, por isso acho que não se coloca a questão de quem deve governar. Deve ser a AD, e é a AD que está em melhores condições para formar governo assim que o Presidente da República quiser. Perante a inexistência de uma maioria absoluta, cabe à AD procurar o diálogo com todos os partidos, com todas as outras forças políticas, e não há dúvidas nenhumas que nesse cenário, o Partido Socialista é o parceiro preferencial de diálogo, e não de governação, nem de qualquer outro acordo, mas de diálogo, face à responsabilidade histórica que o Partido Socialista tem na democracia portuguesa. E é evidente que neste cenário de não existir nenhuma maioria absoluta, eu creio que os partidos das oposições têm naturalmente aqui uma responsabilidade e uma maturidade política que deve ser chamada à responsabilidade, ao diálogo. E por isso estou em crer que não teremos dificuldades em formar governo e em passar o nosso programa de governo.

Não seria mais estável um acordo de incidência parlamentar com o PS, por exemplo?

Eu acho que, honestamente, não vejo a necessidade de existir esse acordo parlamentar. Se os partidos políticos, analisando os resultados eleitorais, analisando a mensagem clara que os portugueses transmitiram neste domingo, se forem responsáveis, se tiverem a maturidade política e democrática exigida por parte dos portugueses, eu não vejo necessidade de existir um acordo escrito, um acordo de incidência parlamentar. Vejo, sim, a necessidade dos partidos políticos terem maturidade e responsabilidade para poderem viabilizar o programa de governo e viabilizar, naturalmente, por via do diálogo, por via da construção de políticas públicas, de debate de ideias e de propostas, analisar todos os outros instrumentos que estão na base de qualquer governação.

Mas sem esse acordo com um dos dois partidos, seja com o PS ou com o Chega, isso não abre a porta à chamada coligação negativa pra aprovação de medidas que depois condicionam muito a ação do governo?

Naturalmente que essa é uma possibilidade e nós não nos podemos esquecer que fomos a eleições justamente porque existiu essa coligação negativa entre o Partido Socialista e o Chega. Agora cabe a estes dois partidos também analisarem os resultados e a mensagem que os portugueses passaram no domingo. É claro que o Chega teve um resultado grande, teve um resultado que temos de respeitar e até de compreender. Eu creio que o voto no Chega é muito mais do que um voto de protesto, é de facto um grito de revolta por parte dos portugueses e eu sinceramente compreendo por quê. Os portugueses estão cansados desta instabilidade, estão cansados de um país que não sai da cepa torta, estão cansados dos salários baixos, de uma economia constantemente em crise. Aqueles portugueses que todos os dias se levantam às 05h, 06h da manhã pra trabalhar, que voltam à noite e depois não conseguem ver a sua vida a melhorar consideravelmente para poderem dar um futuro aos seus filhos, aos seus netos, que de facto lhes permita construir um projeto de vida e de felicidade. E, portanto, de facto, é um país que teima em sair da cepa torta, teima em dar uma luz, um farol de esperança aos portugueses. E, portanto, eu compreendo por quê. Agora, há uma mensagem muito clara que sai destas eleições: é que os portugueses estão cansados de instabilidade. E, portanto, há que ter responsabilidade por parte dos partidos políticos de darem estabilidade aos portugueses e darem estabilidade ao país e à economia portuguesa, que é muito prejudicada perante esta instabilidade.

Vamos ver o resultado.

É fundamental as oposições, para concluir as oposições, estarem à altura desta responsabilidade e terem maturidade política para, por via do diálogo, criarem condições para que a AD possa governar.

Muito bem, estamos na fase das audições com o Presidente da República. Vamos ver o que vai saindo daqui. João Pedro Louro, vamos à segunda pergunta. Eu agora fico aqui um bocadinho embaraçada. Os meus colegas cantaram, eu devia fazer vozes, mas não vou. Tenho uma citação e vamos perguntar-lhe quem é o autor da frase. É muito recente: "É perigoso criarmos a ideia de que as urnas absolvem ou culpabilizam." É uma frase muito recente.

É perigoso criarmos a ideia...

De que as urnas absolvem ou culpabilizam. Isto tem a ver com o caso Spin Livra. Está a googlar?

Não.

Não. Estávamos a ouvir aqui um teclado. Sim. Quem é que poderia ser?

Essa frase poderia ter sido o deputado André Ventura.

Sim, podia e foi.

Foi?

Foi ontem na entrevista que André Ventura deu à CNN falando do caso Spin Livra.

Recentíssimo, então.

Muito recentíssimo. É mesmo fresquinha esta. O caso Spin Livra está ultrapassado, na sua perspectiva?

Eu creio que sim.

Ainda ontem tivemos notícias sobre o Ministério Público com mais uma iniciativa pedindo mais informações à empresa.

Sim, lá está. Há a dimensão política, há a dimensão legal e eu até diria que existe a dimensão pessoal. Do ponto de vista da dimensão política, eu creio que Luís Montenegro prestou todos os esclarecimentos, ou seja, no sentido em que não houve nenhuma decisão que Luís Montenegro tenha decidido enquanto primeiro-ministro, que tenha sido condicionada pela existência da empresa Spin Livra ou outro fator qualquer.

A questão é se o primeiro-ministro vai estar em exercício com a possibilidade de ter uma comissão parlamentar de inquérito.

Lá está. Depois, existe a dimensão legal, que à data de hoje, não existe evidência nenhuma que tenha sido cometida qualquer ilegalidade ou que seja ilegal um primeiro-ministro ter uma quota em qualquer empresa. Aliás, já aconteceu no passado com ministros, com primeiros-ministros e por isso, do ponto de vista legal, eu creio que a discussão também está encerrada. Depois há, de facto, a dimensão pessoal, que eu creio que é a única dimensão que os protagonistas políticos, nomeadamente os partidos da oposição, podem querer explorar através de uma comissão de inquérito, porque é a única dimensão que falta explorar, no sentido de poderem chamar os filhos, a esposa do primeiro-ministro. E eu creio que é uma dimensão pessoal que não interessa aos portugueses, que não devemos explorar, mas parece-me ser a única dimensão que falta explorar, porque no que diz respeito à dimensão legal e à dimensão política, eu acho que todos os esclarecimentos foram dados.

Muito bem. Sete pontos então, João Pedro Louro. Vamos passar à terceira questão, que é esta: em que ano foi feita a última revisão da Constituição?

Então, a revisão constitucional. Houve várias. Seis ou sete.

Certíssimo.

E, portanto, a última eu creio que foi em 2002.

Não quer ajuda?

É melhor. Vamos a isso.

Terá sido em 87, em 97 ou em 2005.

2005.

Foi 2005.

Estava lá perto.

Exato, perto. E na altura foi para fazer uma pequena alteração para permitir os referendos a tratados internacionais, nomeadamente a União Europeia. Mas voltamos agora, João Pedro Louro, a falar disso, com a Iniciativa Liberal a avançar com o projeto de revisão constitucional. Qual deve ser a posição do governo e da AD em relação a isto?

Sobre a revisão constitucional?

Sim.

Lá está. É um tema que advém da nova composição do Parlamento, a partir do momento que existe, de facto, aqui uma oportunidade perante a AD, com a IL, com o Chega, terem a maioria de dois terços que faltaria. Em primeiro lugar, eu creio que a haver uma revisão constitucional, seria um erro colocar de fora o Partido Socialista do diálogo e da construção e do projeto de revisão constitucional a vir a ser apresentado, porque o Partido Socialista é um partido histórico, é um partido fundador da democracia e por isso eu creio que uma revisão constitucional é bem-vinda, em primeiro lugar, mas deve ser o mais alargada possível ao espectro moderado, democrático e político da nossa democracia. Por isso, acho que faz sentido envolver o Partido Socialista nesta revisão constitucional. Agora, acho que a revisão constitucional é bem-vinda, até porque o Partido Social-Democrata já apresentou uma proposta de revisão constitucional, eu creio que há dois, três anos, sensivelmente, e por isso é evidente que olha para a possibilidade de existir uma revisão constitucional com bons olhos. Da minha parte, como líder da JSD Acho que faz todo sentido. É uma discussão que é bem-vinda à democracia, até porque a última revisão constitucional, como vimos, já foi há cerca de 20 anos e por isso acho que faz sentido aproximarmos a Constituição da nossa sociedade, atualizá-la e colocar alguns instrumentos a bem da democracia, como é por exemplo, a limitação dos mandatos dos deputados, que é uma proposta que a JSD defende e que, por isso, víamos com bons olhos a possibilidade de colocarmos essa limitação nesta revisão constitucional, que eventualmente se abrirá.

João Pedro Loure, e se o PS rejeitar esse envolvimento, o AD deve avançar para a revisão constitucional juntamente com o Chega e com a Iniciativa Liberal?

Eu, sinceramente, não vejo como é que o Partido Socialista pode faltar à chamada a um debate sobre a revisão constitucional.

Mas vamos imaginar que falta.

Nesse cenário, eu acho que o debate pode dar-se, mas será difícil de conseguirmos um projeto de revisão constitucional que, de facto, vá ao encontro da sociedade portuguesa. É uma posição de princípio, eu acho que um processo de revisão constitucional tem de ser o mais alargado possível. E por isso não me faz sentido que o Partido Socialista falte à chamada. E nesse cenário, eu acho que o projeto de revisão constitucional cairia facilmente por terra, porque não estou a ver que seja possível alcançarmos um projeto de revisão constitucional que melhore efetivamente a democracia, que melhore efetivamente o sistema político, que vá ao encontro da sociedade que temos hoje, única e exclusivamente com a participação do partido Chega. Acho que seria um péssimo serviço à democracia fazermos esse debate apenas com o partido Chega ou com a Iniciativa Liberal e por isso acho que, a abrir-se essa discussão, tem de ser feita com o Partido Socialista e estou certo que o Partido Socialista não faltará à chamada e à sua responsabilidade.

Avançamos então para a quarta pergunta, João Pedro Loure.

Tem nove pontos neste momento.

Nove pontos é um ótimo resultado. João Pedro Loure é líder da JSD, mas esta é uma pergunta sobre história. Temos de recuar um bocadinho. Não é sobre os jovens? Quer dizer, na altura foram jovens.

Também era, já teve o seu tempo.

Mas o João Pedro Loure é natural de Alcochete, estou certo?

Sim, cresci em Alcochete. Não nasci lá, mas cresci em Alcochete.

Mas sabe qual foi o rei de Portugal que nasceu em Alcochete? Esta é a pergunta.

Essa é fácil.

Eu sei.

D. Manuel I.

E o PSD, desta vez, foi rei em Alcochete nas legislativas. Não foi um rei com uma grande vantagem sobre o Chega, mas foi de facto o único concelho do distrito.

O único concelho do distrito.

De Setúbal em que a AD triunfou. Há algum segredo para travar esta ascensão do Chega?

De facto, em primeiro lugar, realçar que Alcochete foi o único concelho do distrito de Setúbal onde a AD venceu, o que pessoalmente me encheu de orgulho. Mas efetivamente o Chega teve um resultado, como já tive a oportunidade de dizer, algo surpreendente, porque acaba por ser inexplicável, porque quer queremos, quer não-

Não encontra explicações óbvias.

Encontro algumas, mas é evidente que o partido Chega também é um partido que está muito ligado ao combate à imigração, à defesa da segurança, ao combate à corrupção, mas também é um partido que nos últimos anos teve vários casos relacionados com a justiça, com vários deputados do partido Chega a terem problemas com a justiça, o que poderia levar a uma quebra de votos. Quer queiramos, quer não, o governo da AD deu passos importantes no combate à imigração, porque nós também concordamos que não podemos ter as portas escancaradas e de facto não podemos ter uma imigração descontrolada e portanto o governo foi capaz de introduzir alguns instrumentos, alguns mecanismos e dar algumas respostas para termos uma imigração mais regulada e controlada, que nos permita receber imigrantes, sim, mas de forma regulada, controlada e poderem ser integrados com humanismo. E por isso, perante estas respostas, também poderíamos equacionar e pensar que o Chega pudesse ter alguma perda de votos neste sentido. Mas lá está, como disse, eu acho que o resultado do Chega e o número de votos que o Chega consegue alcançar nestas eleições vai para além do combate à imigração, vai para além do combate à corrupção. É, de facto, um grito de revolta por parte dos portugueses. E eu compreendo esse grito de revolta. De facto, nós estamos perante realidades, nomeadamente realidades mais a sul, que foi de facto onde o partido Chega teve resultados mais elevados, em que estamos perante comunidades que se calhar há décadas estão abandonadas, há décadas que lhes prometem a concretização de promessas eleitorais e que nunca se concretizam. Dou o exemplo do Hospital Central do Algarve, em que já foram não sei quantas pedras lançadas e que nunca viu a luz do dia. E por isso eu acho que a melhor forma de combatermos, de facto O partido Chega é, por um lado, com as nossas ideias, porque eu também digo várias vezes que o partido Chega não tem uma única ideia, uma única proposta, uma única medida que tenha, de fato, melhorado a vida, por exemplo, de um jovem em Portugal, ao contrário da AD, que já demonstrou que consegue melhorar a vida de um jovem em Portugal. Mas a segunda forma de combatermos o Chega é concretizarmos estas promessas que há décadas são feitas a comunidades inteiras e que nunca veem a luz do dia. E por isso acho que a melhor forma de combatermos o partido Chega é governarmos bem e resolvermos o problema das pessoas. Resolvemos o problema dos salários baixos, resolvemos o problema de uma economia estagnada, resolvemos o problema dos transportes públicos, que todos os dias têm problemas, resolvemos verdadeiramente o problema das pessoas e eu acho que se formos capazes disso, o Chega talvez venha a perder votos numas futuras eleições.

João Pedro Louro, só falta uma pergunta, estamos aqui a olhar para as contas. Esta é de caras para si. Para já tem 14 pontos.

Esta agora então eu não posso falhar.

Esta não pode. Não pode, porque estivemos aqui no passado e esta tem a ver mesmo consigo. Quanto custa o cartão jovem?

O cartão jovem?

É um cartão para jovens. Para jovens, verdade. Na verdade, tenho a sensação que o cartão jovem foi muito mais importante na geração dos anos 80, 90 do que agora.

Mas só viu a luz do dia graças à JSD. Eu creio que foi Pedro Passos Coelho como líder da JSD.

Por isso é que dissemos que esta era de caras para si. Então e quanto é que custa?

Quer queiramos, quer não, Pedro Passos Coelho foi líder da JSD há 30 anos.

Sim, senão até mais. É capaz de ter sido até mais.

Sim, há mais de 30 anos, portanto, tem 30 anos.

Sim, mas eu não lhe estou a perguntar quanto é que custava na altura. Agora, quanto é que custa? Quer ajuda? É uma ajudinha.

Eu acho que vou precisar de ajuda.

Já não somos jovens, já nem sabemos estas coisas. Custará €5, €10 ou não custa nada?

Não foi grande ajuda. Mas eu vou arriscar. O cartão jovem poderia ser gratuito, mas eu acho que não é. E por isso vou arriscar talvez nos €10.

Era sim, mas desde o ano passado é gratuito.

É que falho, ainda por cima com o governo a garantir a gratuitidade que falha.

Ficou gratuito.

Terminei mal esta comissão de inquérito.

Não, não terminou mal, mas estava aqui a falar do fenómeno Chega. Os jovens aderem, parece, muito mais facilmente agora ao Chega do que aos partidos tradicionais. Tem explicações para isso?

Eu tenho algumas, embora deva dizer que todos os últimos estudos apontam para que o voto jovem continue a ser maior no que diz respeito à AD.

É claro que profissionalmente sim, mas percebemos o fenómeno, o interesse até nas escolas.

Mas é evidente que o Chega tem, de fato, captado muito eleitorado jovem, muitos jovens até para a sua juventude, para o seu partido, e eu acho que isso deve-se sobretudo a dois motivos. Em primeiro lugar, de fato, uma aposta que foi feita por parte do Chega nas redes sociais como nenhum outro partido o fez. E quer queiramos, quer não, por muito que nós trabalhemos nesse campo e nos tenhamos esforçado, de fato, o Chega está a anos-luz de todos os outros partidos no que diz respeito à utilização das redes sociais e à forma como consegue captar a atenção dos mais jovens nas redes sociais, e isso é uma aprendizagem para todos os outros partidos. O segundo motivo, eu creio que é pela forma como faz política, é uma forma diferente do habitual. E quer queiramos, quer não, o Partido Social-Democrata e o Partido Socialista, os dois partidos fundadores da democracia, têm marcas muito fortes, mas têm marcas muito fortes que resultam sobretudo da Revolução do 25 de Abril. Ora, de fato, hoje, um jovem de 15, 16, 17, 18 anos, a verdade é que a Revolução do 25 de Abril lhe diz muito pouco e por isso é claro que há todo um trabalho a fazer para modernizar, atualizar, no que a mim diz respeito, a marca do PSD, porque nós não podemos continuar a querer fazer política como há 50 anos.

Claro.

E por isso todas as campanhas eleitorais, toda a forma como o PSD, a JSD também, é sobretudo a estrutura que eu tenho mais responsabilidade, nós temos de procurar fazer política de maneira diferente, de forma mais atrativa para estas novas gerações. As redes sociais constituem um instrumento fundamental, mas eu continuo a achar que a melhor forma de conseguirmos captar o eleitorado e as novas gerações, sobretudo, é resolvermos os seus problemas. E eu orgulho-me muito de ser líder da JSD porque IRS Jovem, isenção do IMT e do imposto selo na compra da primeira casa, garantia do Estado, o Passe Ferroviário Verde, o Passe Sub23, são tudo medidas que nasceram e que viram a luz do dia graças ao trabalho da JSD e por isso continuo a acreditar que é a resolver o problema dos jovens portugueses que melhor captamos a sua atenção.

E o eleitorado, sim.

O Chega não tem uma única medida que tenha melhorado, de fato, a vida de um jovem em Portugal.

João Pedro Louro, sai daqui com 14 pontos. Não foi nada mau, em 25.

Não foi mau.

Não. Foi bastante simpático. Pode ser que tenha uma segunda oportunidade um dia destes. Espero que sim. Exatamente. Obrigada. Obrigada por ter aceitado o convite. Um bom dia para si.

Obrigado eu.

Obrigada, bom dia.