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Conferência de imprensa. Vamos saber o que contam os jornais de Portugal e do mundo esta manhã. Eu sou o Miguel Gato e a edição de hoje é com o jornalista João Costa Campos. Bom dia, João.
Olá, Miguel. Bom dia.
Começamos a olhar para a manchete do Diário de Notícias, com a nova sondagem para as eleições presidenciais.
Que coloca André Ventura em primeiro lugar, é o que diz o barómetro da Aximage para o Diário de Notícias. Esta nova sondagem reconfigura um pouco as posições para Belém, a começar por Henrique Gouveia e Melo, que cai para terceiro lugar, que desce praticamente dos 25% para os 17,5%. Já o segundo lugar passa para Luís Marques Mendes, que fica com 18,2%. O outro grande destaque desta nova sondagem é o quarto lugar. António José Seguro perde-o para João Cotrim de Figueiredo e fica em quinto com menos de 10%, verificando-se o cenário projetado pelo barómetro da Aximage. À segunda volta, passam André Ventura e Luís Marques Mendes.
Seguimos para o Jornal de Notícias, que noticia esta manhã o reembolso milionário do IRS por parte das autarquias.
Isto porque mais de 200 câmaras municipais abdicaram de parte ou da totalidade do imposto nos últimos seis anos. Este ano, 43 autarquias abdicaram na totalidade da cobrança de IRS, sendo que 40 destes conselhos já não cobraram taxa no ano passado. Lisboa, Valença e Montalegre juntam-se este ano à lista de municípios que não cobram de todo o IRS. Para além destas 43 autarquias, há ainda 161 câmaras municipais que prescindiram de parte deste imposto, o que se traduz numa poupança de 231 milhões de euros em 2026 para as famílias.
Já o jornal Público abre o dia com destaque para a reforma laboral.
Escreve que o anteprojeto do governo reforça a possibilidade de se ter um contrato a prazo a vida toda. O Público sublinha que a proposta do governo propõe que um trabalhador que nunca teve um vínculo permanente possa ser contratado a termo certo, mesmo sem ser para necessidades temporárias por parte das empresas. Sobre esta matéria, o Público recupera declarações da ministra do Trabalho, quando Maria Palma Ramalho disse que os receios dos trabalhadores com as alterações na política de contratos já não se adequam à atualidade, porque, diz a ministra, e estou a citar: "Os jovens nem querem estabilidade, gostam de mudar e não percebem o conceito de emprego para a vida". A ministra diz que este conceito de emprego para a vida está ultrapassado.
Vamos ainda à imprensa internacional e começamos com o El País, João, com uma sondagem sobre a popularidade dos líderes partidários em Espanha.
Este barómetro do Instituto Estatístico Espanhol 40DB para o El País e a Rádio Cadena SER. Uma das principais conclusões é que nenhum dos líderes partidários espanhóis tem nota positiva. Dos líderes partidários, a figura que os espanhóis mais gostam continua a ser Pedro Sánchez, o primeiro-ministro, seguido de Santiago Abascal, do Vox, da extrema-direita, que ultrapassa o partido de centro-direita, o PP. Alberto Núñez Feijóo, líder da oposição, salta assim para o terceiro lugar, seguido de Yolanda Díaz, do Sumar, e Irene Montero, do Podemos, que fica em quinto lugar, todos eles com distâncias relativamente curtas, à exceção do Podemos, que se distancia.
E seguimos para o britânico The Guardian, que tem por manchete os esforços diplomáticos para desbloquear os ativos russos.
E para isso vamos a todo vapor até Londres, ao 10 Downing Street, a residência oficial do primeiro-ministro inglês, que foi ontem palco de mais um encontro entre líderes europeus. O chanceler alemão, o presidente francês e o presidente ucraniano foram recebidos em Londres para discutir um acordo que permita à Ucrânia ter acesso aos milhares de milhões de euros em ativos russos congelados. Neste encontro, teve lugar ainda uma videochamada com outros líderes europeus e representantes da NATO e da União Europeia, que terá, ao que dizem fontes do governo inglês, resultado em avanços consideráveis para desbloquear os ativos russos e colocá-los ao serviço da Ucrânia. Este tema é um verdadeiro calcanhar de Aquiles no apoio europeu a Kiev, uma vez que está a ser alvo de forte contestação por parte da Bélgica. De recordar que em Bruxelas estão congelados mais de 200 mil milhões de euros em ativos russos e o governo belga teme ser responsabilizado perante o direito internacional e sofrer represálias de Moscovo caso desbloqueie estes milhares de milhões em ativos russos. Este vai ser um apoio significativo para a Ucrânia por parte da Europa e, ao que diz a liderança britânica, fumo branco pode estar para breve.
Alguns destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com o jornalista João Costa Campos. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.