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Muito bom dia. Conferência de imprensa da Rádio Observador. Vamos saber já a seguir o que contam os jornais de Portugal e do mundo. A edição hoje é novamente do jornalista João Costa Campos. Bom dia, João.

Olá, Carlos. Bom dia.

E vamos começar com o Jornal de Notícias, que diz: a falta de mão de obra nos lares privados está a fazer disparar as mensalidades.

Uma tendência confirmada pela União das Misericórdias Portuguesas, que atribui efetivamente a subida das mensalidades à escassez de cuidadores. O Jornal de Notícias destaca que em alguns lares há aumentos a rondar os € 500, o que se torna impossível de suportar por parte de várias famílias. As instituições justificam os aumentos com a subida dos custos e a necessidade de atualizar salários. Segundo o presidente das Misericórdias, Manuel Lemos, há mesmo várias famílias a retirar os idosos dos lares por incapacidade financeira. Em declarações esta manhã ao JN, diz que trata-se de um problema estrutural, agravado pela falta de profissionais e a falta de regulação dos preços dos lares.

Seguimos agora para o jornal Público. 30% dos detidos por extremismo violento na União Europeia eram jovens ou até mesmo menores.

São dados da Europol, divulgados pela Unidade Nacional de Contra-Terrorismo da PJ, indicam que, em 2024, 30% dos detidos por extremismo violento na União Europeia eram mesmo jovens, ou jovens adultos, ou até mesmo menores. O mais novo, Carlos, tinha apenas 12 anos. A Polícia Judiciária alerta para o fenômeno descrito como transversal e global. Os jovens que cada vez mais estão isolados e influenciados pelas redes sociais, plataformas de gaming e canais encriptados são mais vulneráveis ao recrutamento para atos de ódio e violência por parte de grupos extremistas. A Polícia Judiciária pede à comunidade escolar e famílias que acompanhem os jovens de perto para identificar mais rapidamente sinais de radicalização.

E o Diário de Notícias diz hoje que o governo está a reservar 25 milhões de euros para futuros apagões.

Esta verba vai servir para reforçar infraestruturas críticas e prepará-las para eventuais apagões elétricos, no âmbito de um concurso financiado por fundos europeus. Está ainda prevista a instalação de painéis solares e baterias em serviços essenciais, como hospitais, maternidades e antenas de telecomunicações. A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, diz que em causa está um plano mais vasto de segurança do sistema elétrico nacional, estudadas desde o apagão ibérico de abril de 2025, um plano que pode mobilizar cerca de 400 milhões de euros em investimento.

Olhamos agora para a imprensa internacional. João, o The Guardian abre o dia com a recusa da Gronelândia em pertencer aos Estados Unidos.

Se é para escolher um lado, os groenlandeses escolhem a Dinamarca. Os primeiros-ministros da Gronelândia e da Dinamarca apresentaram-se esta terça-feira numa conferência de imprensa conjunta para reafirmar que a Gronelândia quer estar com a Dinamarca, com a NATO e com a União Europeia. Donald Trump respondeu, entretanto, diz que nem sabe quem é que é o primeiro-ministro da Gronelândia. A posição groenlandesa surge na véspera do encontro na Casa Branca entre os ministros dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca e da Gronelândia, com o vice-presidente americano J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio. Isto numa altura em que Donald Trump voltou a ameaçar que os Estados Unidos vão ficar com a Gronelândia de uma forma ou de outra, quer queira a Gronelândia ou não.

Em França, o Le Monde dá conta de que as manifestações de agricultores já começaram a desmobilizar durante esta madrugada.

Os tratores dos agricultores franceses que cercaram esta noite a Assembleia Nacional em Paris começaram a abandonar a capital ao amanhecer desta quarta-feira. A mobilização, que levou cerca de 350 tratores ao centro de Paris, faz parte da onda de protestos contra custos de produção elevados, burocracia e o acordo comercial da União Europeia com o Mercosul, que os sindicatos consideram estar a ameaçar a produção agrícola europeia. Para tentar acalmar os protestos, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, prometeu para março uma lei de emergência agrícola, que fez acalmar, pelo menos para já, os ânimos nos protestos dos agricultores.

Vemos aqui ao lado, em Espanha, o El País destaca que governo e oposição vão reunir-se para discutir o envio de tropas para a Ucrânia.

Pedro Sánchez e Alberto Núñez Feijóo vão reunir-se na próxima segunda-feira, dia 19 de janeiro, para discutir o eventual envio de tropas espanholas de paz para a Ucrânia e a orientação da política de defesa do governo espanhol. Esta reunião insere-se na ronda de contactos lançada por Pedro Sánchez, o primeiro-ministro espanhol, com os partidos, à exceção do Vox de extrema-direita, para tentar assegurar apoio no Congresso a uma futura missão europeia de paz na Ucrânia quando houver um cessar-fogo. Feijóo, o líder da oposição, aceitou o convite, mas deixa já um aviso a Pedro Sánchez. O Partido Popular quer uma discussão profunda sobre a estratégia de Espanha em matérias de defesa e política externa e recusa tomar decisões isoladas, como o envio de tropas, sem uma votação global sobre o orçamento e a estratégia militar de Espanha para os próximos anos.

Destaques da imprensa nacional e internacional com o João Costa Campos. A conferência de imprensa da Rádio Observador está de regresso amanhã, depois do Jornal das seis.