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Conferência de imprensa da Rádio Observador, espaço onde passamos em revista algumas das principais notícias em destaque, quer na imprensa nacional, quer na imprensa internacional. Eu sou o João Gama e a edição de hoje é do Miguel Gato. Miguel, bom dia.

Bom dia, João.

Vamos começar esta manhã de terça-feira com a capa do Jornal de Negócios. O governo vai deixar cair uma proposta do pacote laboral que está relacionada com a parentalidade.

Exatamente. O Executivo voltou atrás e já não quer dificultar a recusa dos pais ao trabalho à noite e ao fim de semana. A nova proposta entregue pelo governo à UGT na semana passada mantém, no entanto, a maioria das propostas sobre despedimentos, o banco de horas por negociação individual ou o limite de dois anos associado à redução de horário por amamentação. De recordar que está marcada para dia 11 de dezembro uma greve geral convocada pela CGTP, à qual a UGT aderiu.

Já o Público, Miguel, explica os efeitos da chamada Via Verde, criada pelo governo para a entrada de imigrantes em certos setores de trabalho.

Como é o caso da construção civil ou da agricultura, esta nova modalidade de contratação, que é feita diretamente nos países de origem, entrou em vigor no dia 1 de abril. As empresas conseguem que os trabalhadores tenham vistos emitidos pelos consulados em apenas 20 dias e já foram atribuídos 600 documentos para a agricultura e 200 para a construção, desde precisamente o dia 1 de abril deste ano, a maioria dos imigrantes vem do Sul da Ásia.

O Diário de Notícias escreve que a Polícia Judiciária já deteve este ano 24 condenados e procurados pela Justiça brasileira.

O último foi Igor Zago, mais conhecido por Hulk. Ele é o alegado cabecilha do Primeiro Comando da Capital, detido esta semana em Cascais. Foi só mais um entre as centenas de criminosos condenados no Brasil, foragidos em Portugal. A PJ garante estar atenta a este fenômeno.

O JN dá conta de que o Porto é o distrito do país com mais mortes por acidente de trabalho.

O distrito do Porto, que é onde já morreram mais de 100 pessoas a trabalhar desde 2021. Os setores com mais ocorrências são os da construção, com mais de 800 ocorrências nos últimos cinco anos, seguido da indústria, com mais de 700 ocorrências. A complexidade das obras e os horários noturnos potenciam este tipo de situações.

E o Correio da Manhã tem em destaque na edição desta terça-feira, Miguel, o homicídio no Montijo. Em causa terá estado um ajuste de contas por causa de um negócio falhado.

Negócio esse na ordem de € 1 milhão. Estará na origem deste duplo homicídio, que aconteceu num restaurante no domingo à noite. O homicida, de 61 anos, já foi detido pela Polícia Judiciária ontem, tem antecedentes policiais pelos crimes de sequestro e furto de veículo. Vai ser hoje presente a primeiro interrogatório judicial.

E já se começam a contar os efeitos da depressão Cláudia. É a capa do Jornal Económico desta manhã.

O mau tempo dos últimos dias colocou a 80% a reserva de água nas barragens portuguesas, Vouga e Douro à cabeça, bacias do Mira e do Barlavento Algarvio ficam abaixo da média histórica.

Vamos ainda à imprensa internacional, Miguel. O New York Times escreve sobre a intenção da União Europeia em recuar na estratégia de regulação da inteligência artificial.

O jornal norte-americano fala numa mudança de rumo. A Comissão Europeia prepara agora um pacote de simplificação digital que revê partes essenciais das leis de privacidade e da futura lei da inteligência artificial. A razão é simples: cresce o medo de que o excesso de regras esteja a travar o crescimento econômico europeu e a afastar empresas de inteligência artificial que fogem para os Estados Unidos e também para a China. Esta viragem tem dividido Bruxelas. Alguns eurodeputados dizem que a Europa precisa respirar para competir e, portanto, mudar estas leis da inteligência artificial. E outros eurodeputados alertam para um retrocesso perigoso, que pode enfraquecer as proteções de dados que tornaram o modelo europeu uma referência global.

E em França, o Le Figaro destaca um novo estudo sobre a comunidade muçulmana no país.

Aponta para uma mudança profunda, sobretudo entre os mais jovens. A sondagem revela um crescimento da islamização das novas gerações, com aumentos expressivos na prática religiosa, no respeito restrito das regras do Ramadão e também no aumento do uso do hijab entre raparigas com menos de 25 anos. O estudo revela ainda uma crescente simpatia por correntes islâmicas três vezes superior do que aquela que se verificava no final dos anos 90. Os jovens muçulmanos em França estão também cada vez mais afastados das tradições do país. Mais de metade dos inquiridos considera que as leis da República devem ficar atrás das religiosas. Os investigadores ouvidos pelo Le Figaro dizem que esta evolução levanta uma questão séria e preocupante sobre a relação entre esta nova geração de muçulmanos e os valores republicanos em França.

O que conta a imprensa nacional e internacional com o jornalista Miguel Gato. A conferência de imprensa está de regresso já amanhã.