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Uma ideia para fomentar a indústria em Portugal passa, acima de tudo, por acelerar a ligação entre talento, inovação e produção industrial. Portugal já demonstrou que consegue competir na indústria global. Hoje somos reconhecidos pela qualidade, pela flexibilidade e pela capacidade técnica das nossas pessoas e empresas. Mas o próximo passo é subir na cadeia de valor e afirmar o nosso país como uma base industrial cada vez mais tecnológica e inovadora. Para isso, há três prioridades fundamentais. Primeiro, reforçar a ligação entre universidades, centros de investigação e indústria. O conhecimento só gera verdadeiro impacto económico quando conseguimos transformá-lo rapidamente em tecnologia, inovação e produção industrial. Segundo, precisamos de maior agilidade. A competitividade industrial mede-se também pela velocidade de execução. É importante simplificar processos, acelerar o acesso a fundos para inovação e criar mais previsibilidade regulatória para que os projetos avancem mais rapidamente. Terceiro, Portugal deve posicionar-se de forma clara na estratégia industrial europeia e no movimento Made in Europe. A Europa está a reforçar a sua autonomia tecnológica e industrial e isso representa uma grande oportunidade para países com capacidade produtiva, talento qualificado e experiência industrial. Temos todos os ingredientes para crescer: talento, indústria, capacidade de inovação e credibilidade internacional. Agora precisamos de visão de longo prazo, ambição e capacidade de execução para transformar esse potencial em liderança industrial.
O Conselho Industrial dá voz a protagonistas importantes da economia portuguesa, que o Observador reuniu em torno da Cimeira da Indústria. É uma parceria com a AEMinho, com o apoio do Município de Braga, PwC, Tabaqueira, Siemens, Elior e Derichsburg Facility Services, Universidade Católica Portuguesa e BPI.