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O Sporting entrou melhor e com mais vontade, o Benfica reagiu e terminou o jogo por cima. Ainda assim, no final, quem ganhou no meio disso tudo foi o Futebol Clube do Porto. Os Dragões podem ficar ainda mais isolados na liderança do campeonato depois deste empate de ontem, no Estádio da Luz, no dérbi eterno entre Benfica e Sporting. É o grande tema em destaque e que merece a análise dos nossos craques neste "E o Campeão É". Hoje, com casa cheia, contamos com os adeptos dos três grandes: João Pinto, adepto do Benfica, Luís Pinto Coelho pelo Futebol Clube do Porto, João Castro, adepto do Sporting, e para mediar algum tipo de conflito, temos ainda o Pedro Henriques. Sejam todos muito bem-vindos. Bom dia. Vou começar por ti, João Pinto. Um Benfica com duas caras, uma primeira parte mais sofrida, uma segunda de afirmação. Que resumo é que fazes deste dérbi? E perguntar-te também se concordas ou não com Rui Borges, que diz que este empate, no final de tudo, foi um resultado justo. Bom dia.
Olá, muito bom dia. Sim, esse era o meu primeiro tópico. Sim, sem dúvida que o empate foi um resultado justo. O Sporting começa muito melhor, tem aqueles primeiros 20 minutos de nível de Champions, uma pressão muito grande e muito bem feita, não deixar os jogadores do Benfica rodar, meterem-se sempre no ângulo morto do homem que tinha a bola e a adivinharem para onde é que ia o passe. Nesse aspecto, o Yulmann foi realmente um jogador extraordinário e conseguiu, nos primeiros 20 minutos, levar o Sporting a fazer uma exibição muito boa, mas 20 minutos ou 25 minutos, são 25 minutos. E depois, se somarmos a esses apenas aqueles sete dos descontos, isso foi o período de domínio do Sporting, que tudo o resto ou foi dividido ou foi Benfica. Portanto, acho que o Benfica esteve bem a partir desse minuto 25 ou qualquer coisa do gênero, quando o público puxa pela equipa e o Benfica consegue crescer. E depois há uma série de notas. O António Silva foi quem mais assumiu a saída de bola do Benfica nos momentos mais difíceis. Portanto, nestes primeiros 25 minutos, toda a gente dava a responsabilidade ao rapaz e ele nunca se enganou. Depois, o Sudakov, que faz uma exibição à altura do jogo, o Dalot que esteve muito bem frente ao Geny.
Então não foi o Richard Ríos que foi o homem do jogo?
Sim, estava na lista. Estou a seguir a lista.
Boa.
O Dalot esteve muito bem frente ao Geny, os extremos do Benfica, que são adaptados, mas que têm que fazer de extremos, quando se convenceram disso, acabaram por jogar bem. O Suárez do Sporting, que é um osso muito duro de roer. Realmente, ver o jogo ao vivo, fica-se com outra ideia e fiquei muito impressionado. Depois o Pote, que não tinha a disponibilidade para defender frente ao Dedic, mas fechou-se muito bem no centro e quando entra o Kenda, tudo bem parou o Dedic, mas o Sporting passou a ter ali uma avenida onde o Rios e o Ognen jogaram. O Rios esteve realmente muito bem, o Ognen, que precisa de descanso, uma excelente arbitragem e difícil vai ser o calendário até o primeiro de janeiro. Muriense, Famalicão e Braga.
Calendário difícil para o Benfica. João Castro, bom dia. Um dérbi que foi jogado no limite, uma primeira parte bem melhor do Sporting, que adormeceu na segunda, podia ter sofrido bem mais com isso. Que conclusões é que podemos tirar desta quebra de rendimento do Sporting também na segunda parte?
Olha, bom dia, antes de mais.
Bom dia.
E concordando aqui convosco, acho que foi realmente o resultado justo. São 25 minutos de grande nível do Sporting, do nível que nós esperávamos que o Sporting pudesse apresentar na Luz, em que só marcou um golo. E esse traça também um dos defeitos desses 25 minutos de grande nível que podiam ter dado realmente mais gols. A partir daí, há uma reação do Benfica muito assente sobre o primeiro gol, num claro erro do Morita, e a partir daí, realmente, de um Benfica e o Sporting nunca mais se encontrou. Conseguiu equilibrar certos momentos, mas depois, só mesmo no final e com vantagem numérica, em superioridade, é que conseguiu e foi completamente ineficaz. Já com o Grego na frente e o Aníbal, o Sporting não conseguiu nem fazer um cruzamento pro bom jogo cabeça do Grego. De resto, há que realçar aqui, claramente, o destaque que nós temos que dar. A forte pressão do Sporting e a reação à perda desses 25 minutos. Lá está aquele tique-taque do Rui Borges, que depois desapareceu. E aí vou ter que falar, obviamente, daquilo que venho a falar já há muito tempo aqui na televisão, que é a falta de um grande médio, de um grande oito do Sporting, sobretudo nestes grandes jogos. Aí é que se nota que o Sporting falhou. Rui Borges, quanto a mim, fez tudo o que tinha que fazer, fez as substituições que tinha que fazer, só que teve a infelicidade que os jogadores que entraram não entraram bem. Sobretudo o Kenda entrou muito mal, as duas primeiras bolas recebe mal e perde as bolas pro Benfica e numa até faz falta. João Simões também não conseguiu impor o seu jogo. Portanto, todas as substituições e tudo aquilo que o Mister conseguiu trazer do banco, é verdade, é que não teve real impacto na partida. O Benfica depois esteve bem, assumiu com aquelas vagas e o Sporting não conseguia tirar a bola do meio quando recuperava a bola. E o Benfica acabou por ter maior ascendente, sem criar nenhuma grande oportunidade de gol. É verdade é que teve mais cantos, mais livres, mais aproximações à baliza, sobretudo na segunda metade. E realçar que o Sporting não fez nenhum remate à baliza a partir dos 25 minutos. Eu estou a falar remates enquadrados.
Sim.
Na segunda parte, só me lembro de um cruzamento perigoso do Geny, cruzamento/remate, e pouco mais que isso. Acaba por saber a pouco, acaba por, obviamente, o Sporting perder aqui dois pontos que eram importantes na luta pelo título, mas ainda está tudo em aberto, o Porto ainda tem que jogar, pode ganhar pontos como pode perder um ponto, depende do que acontecer no jogo de Tondela. Mas é verdade que quem fica pior aos lençóis é o Benfica, nesta altura que fica a oito pontos ou poderá ficar a oito pontos e a três do Sporting, não fica fácil, mas a verdade é que a segunda parte do dérbi deixou um bocado a desejar e foi uma das mais fracas que eu vi agora nos últimos tempos.
Luís Pinto Coelho, consigo ver teu sorriso de orelha a orelha daqui. Estás muito feliz com este empate. Era o melhor resultado para o Futebol Clube do Porto. Consegues me dizer o que é que foi melhor e pior, tanto do Sporting como do Benfica neste dérbi? Tendo em conta aquilo que viste, também achas que foi um resultado justo?
Sim, eu diria que o resultado acaba por ser justo. Eu digo que o melhor da partida, para mim, foi a equipe de arbitragem. Acho que foi a mais consistente ao longo de todo o jogo. Gostei bastante da arbitragem, da forma como conduziu o jogo e num ou noutro momento, até foram os jogadores que com algumas queixidas até complicaram a vida ao árbitro, mas parece-me uma excelente arbitragem. Acho que o Sporting entra bem, entra muito forte. É verdade, tem ali 20, 25 minutos muito interessantes, depois desaparece do jogo. E o Benfica é um bocadinho esta linha de Mourinho, é uma equipe organizada, foi um bocadinho surpreendida naqueles minutos iniciais pela pressão do Sporting e depois conseguiu, a partir do gol, equilibrar e a segunda parte parece-me ser do Benfica. É uma equipe arrumada, uma equipe organizada, mas é uma equipe que depois tem poucas armas também para agitar o jogo, para fazer diferença também a partir do banco. E eu acho que Mourinho quer tentar levar a equipe um bocadinho viva até janeiro e depois acrescentar ali, se calhar, três, quatro jogadores que lhe possam fazer a diferença, fazer os ajustamentos que ele quer no plantel. O Sporting continua um bocadinho a vaquear nestes jogos de maior grau de dificuldade. Já jogou com Braga, Porto e Benfica e não ganhou nenhum jogo. E continua um bocadinho nestes jogos. Tem períodos interessantes, mas depois tem outros períodos que desaparece completamente das partidas. É algo que a equipe técnica do Sporting tem que perceber o porquê, mas acho que o resultado acaba por ser justo e eu estou mais confiante que o Porto vai ser campeão.
Pedro Henriques, um jogo com grandes emoções ao nível de arbitragem. Já fizeste essa análise no "Sem Falta", está disponível em podcast e já valeu aqui também elogios dos três adeptos, tanto Porto, Sporting, Benfica. Quanto ao jogo propriamente dito, o Benfica não conseguiu vencer. Era a equipe que mais precisava de ganhar, está mais atrasada na luta pelo primeiro lugar. Que leitura que fazes da abordagem tanto de Mourinho como de Rui Borges para este jogo?
Bom dia, uma vez mais, oito pontos para resumir a minha opinião sobre o jogo. Primeiro, claramente o melhor em campo, Raphinha Rios, quando o médio colombiano pegou no leme, a coisa mudou de figura. A figura do jogo, para mim, é Pedro Gonçalves. É aquela sensação de que estando bem, estando menos bem, estando a recuperar, quando a bola chega aos pés, pode acontecer sempre qualquer coisa. Não é por acaso que lhe dizem que é o pote d'ouro. Em relação ao Mourinho, acho que foi deselegante naquilo que é referir só o primeiro gol do Sporting como um autogol e também nas palavras que preferiu em relação ao Umann, independentemente das razões que possam assistir naquilo que seria o tal cartão amarelo, que eu também já referi no "Sem Falta" e no direto, por ele ter sido mostrado ao Umann. Acho que não foi nada elegante na forma como fez essa abordagem. De referir ainda, relativamente ao Rui Borges, eu percebo que ele diz que fica satisfeito e feliz, que desde que chegou ao Sporting nunca perdeu fora. É um fato, mas eu tinha aqui como ponto quatro aquilo que foi dito aqui mesmo agora e que é muito importante, que é: perdeu a Supertaça com o Benfica, empatou com o Braga, perdeu com o Porto e empata com o Benfica. Não interessa se agora se é casa, se é fora, qual é os contextos dos jogos, claro que isso é importante, mas o fato é que o Sporting esta época não consegue ganhar, e a Supertaça é à parte do campeonato, não consegue ganhar aos ditos grandes. E eu nunca vi uma equipe a ser campeã em que naquelas contas que se fazem entre os quatro, metendo aqui o Braga, que tenha um saldo negativo ou que não consiga ganhar. Normalmente, isso não acontece e acho que é ponto de reflexão para estes jogos de outro caráter, não estou a falar aqui da Liga dos Campeões.
E para uma equipe que sustenta a candidatura ao título, não é?
Pronto, exatamente. E que não consegue fazer pontos, não é fazer pontos, fazer pontos ganhando. Claro que o empate na Luz para o Sporting, como se não tivesse acontecido.
Ó Pedro, e a diferença para o Porto é mesmo essa, são esses cinco pontos.
Exatamente. Depois, últimos pontos, 65.247 adeptos. Não bateu o recorde com o jogo que o Rio Ave, de 2010, se não estou em erro, por interessante que seja, mas o fato é que é uma casa cheia, uma sexta-feira à noite, nem estava o melhor tempo possível e por isso isso diz bem também daquilo que é o derby de Lisboeta e das emoções e desta enchente que acho que é extraordinária. Depois, últimos pontos para dizer que agora, bem, agora tem a palavra o líder da liga, o líder que se desligou da Taça da Liga e que agora está aqui completamente ligado e que pode criar aqui uma vantagem importante, porque ir na frente é sempre melhor e quantos mais pontos, e depois em termos de cada jornada que depois vamos riscando o calendário, em termos emocionais e psicológicos, é muito importante. E o Porto, eu acho que ele queria estar na Taça da Liga, mas tem menos dois jogos nessa mesma taça no mês de janeiro, onde vai aparecer também Liga dos Campeões e para o Porto, Liga Europa. A arbitragem, por último ponto, claramente positiva, aqui incluindo o vídeo ao árbitro, coisas específicas, depois é só ler, portanto, ou ouvir o podcast. E finalmente, um aspecto que eu acho que é relevante e importante, no momento em que o futebol do Porto, através do André Villas-Boas, tem sido muito crítico em relação a tudo, a própria liga, etc. Um bocadinho o contra tudo, o contra todos. Ontem, Reinaldo Teles, Rui Costa e Filipe Varandas estavam juntos lado a lado, como deve ser, no meu ponto de vista. Como deve ser, no sentido, é assim que deve ser. As instituições devem funcionar assim, sobretudo nestes jogos. E, portanto, não deixa de ser curioso no momento em que há muitos comunicados, etc. Mas também há pontos, como vimos agora na conferência de presidentes, muito importantes, que têm que unir as equipes para bem do futebol português. Eu acho que este aspecto é um lado positivo.
Um lado positivo que estão nestes oito pontos aqui do Pedro Henriques. Com este resultado, o Benfica tem 29 pontos, terceiro lugar do campeonato, atrás do Sporting, que segue com 32. O Porto joga amanhã frente ao Tondela e pode aproveitar esta perda de pontos dos rivais. Em caso de vitória, pode ficar com cinco pontos de vantagem para o Sporting e oito para o Benfica. Cá estaremos amanhã para fazer o lançamento dessa partida. Avançamos agora para a final que aí vem no Mundial de Futsal Feminino. Luís Pinto Coelho, Portugal goleou a Argentina por 7 x 1, está na final, joga diante do Brasil. Vem aí mais um troféu a caminho?
Espero que sim. Acho que vai ser uma final completamente diferente do que foi a semifinal. Acho que há uma diferença grande ainda de Portugal e Brasil para as restantes. Espanha ainda num patamar intermédio, mas a modalidade também tem que evoluir nesse aspecto, porque ter uma semifinal, por exemplo, com 7-1, também não cria grandes expectativas para as grandes competições. Há uma desigualdade ainda grande. Ainda bem para Portugal que está nesse topo.
Aproveitar, não é?
Sim, aproveitar neste momento que os outros ainda não evoluíram tanto como as nossas jogadoras, mas acredito que sim, que é um jogo 50-50 e acho que podemos conseguir aqui mais um título.
Pedro Henriques, Portugal está com toda a justiça nesta final do primeiro mundial de futsal feminino. Segue-se agora o Brasil, uma final em língua portuguesa. Expectativas para amanhã?
Sim, e um terceiro e quarto lugar em língua espanhola.
Exatamente.
As expectativas é que Portugal tem hipótese claramente de ganhar esta final. Eu sei que é difícil estar a comparar números de jogos para dizer: "Se eles ganharam por X e os outros ganharam por Y, somos melhores ou somos piores". O Brasil recentemente ganhou à Argentina por 2 ou 3 a 0, agora por acaso não tenho aqui o apontamento. O que nós podemos dizer assim: "Bem, se nós goleamos a Argentina e o Brasil só ganhou por dois ou por três, Portugal é melhor que o Brasil". Essas contas não se fazem assim, como é óbvio, mas eu acho que vai ser uma final muito mais equilibrada. E portanto, nesse aspecto, eu acho que Portugal tem muitas hipóteses, mas claramente também que Portugal, Brasil, Espanha e Argentina. Espanha, aliás, o Brasil e a Argentina são as melhores equipas que vêm do outro lado do continente e Portugal e Espanha são as melhores equipas, seleções, obviamente, daqui da Europa. E portanto vai ser uma final diferente, no meu ponto de vista, mais equilibrada. Não acredito que quem for campeã seja com estes resultados e com facilitismo, mas eu estou muito esperançado porque Portugal está a jogar bem, tem uma seleção fortíssima e penso que tem claras hipóteses de ganhar ao Brasil.
É uma final que acontece amanhã, em língua portuguesa, a partir das 11h30 e que pode ser acompanhada através da RTP1. Destaque ainda para o sorteio do Mundial de Futebol do próximo ano. Portugal já sabe que tem a Colômbia pela frente, assim como o Uzbequistão. Resta saber qual será o outro adversário, Congo, Jamaica ou Nova Caledónia. João Pinto, uma destas seleções vai calhar na rifa à seleção nacional. O que tens a dizer desta sorte, para já?
Dois apontamentos. Primeiro, que a Nova Caledónia, se lá chegar, e duvido muito que lá chegue, Portugal fica isento. Se tiver que apanhar o Uzbequistão e Nova Caledónia, dá quase para levar duas convocatórias, uma para esses dois jogos e outra para os outros.
Vamos com calma.
É assim. Mas não acredito que chegue lá, vai lá chegar o Congo, provavelmente, e o Congo já é uma equipa mais à séria. Agora, o que vemos por todo lado e em sites por todo lado e em contas de Instagram por todo lado é o confronto que toda a gente quer.
É verdade. Já há uma combinação possível que já se fala.
Exatamente. Há uma série delas. Se ficarem os dois em segundo, podemos nos encontrar logo nos oitavos, se ficarem os dois em primeiro, é nos quartos. E portanto, é o que toda mundo quer, é esse confronto final, esse last dance entre Ronaldo e Messi, e eu também gostava muito que isso acontecesse.
Mas mais para o final era melhor.
Não, eu gostava que fosse para ir nos quartos.
Se ganhassem os grupos.
Tinha ficado as duas em primeira.
Exato. Os dois, acontece nos quartos.
Exatamente. E era um momento bonito para acontecer e se as contas ficarem certas, seria em Kansas City, que é muito perto, dão de carro uma hora e portanto abrem-se as possibilidades de termos lá um Pinto na bancada.
João Castro, também aqui a tua perspectiva para este grupo de Portugal. Falta conhecer aqui um adversário. O que achas para já?
Olha, acho que melhor era quase impossível, acho que foi escolhido quase a dedo. Acho que dois pontos importantes, João Pinto tocou num, que é nesse possível cruzamento com a Argentina, que seria fantástico até para a FIFA, seria um jogo cartaz deste mundial ou que ficaria para a história. E depois deixar aqui uma nota, ainda não se sabe bem, mas Portugal poderá voltar a estar no México durante o mundial. E se isso acontecer, vamos nos lembrar muito do que se passou em Saltillo e vai se falar muito disso. E portanto, isto é algo mais cor-de-rosa, mas a verdade é que Portugal regressa ao México após tantos anos. Vamos ver dessa vez com melhores lembranças, porque esse mundial foi desastroso para Portugal. E portanto, vamos esperar que corra bem, mas de resto é como o João Pinto, Congo, Uzbequistão. Se ao mesmo Portugal, Colômbia, que será realmente um bom jogo, mas em termos do mundial, há jogos interessantes já na primeira fase.
Exatamente. Nós vamos avançar agora para as notas. O tempo assim obriga. Vamos ter tempo ainda para analisar tudo isto. Pedro Henriques, começo por ti. Para quem vão as tuas notas hoje?
Sim, hoje as minhas notas, até porque ontem já tínhamos falado sobre a seleção de futsal feminina e amanhã esperamos voltar a falar, vai claramente para a questão do derby, porque entre o deve e o haver, acho que os jogos propriamente dito não foi dos jogos mais espetaculares, dos derbys mais espetaculares, futebolisticamente falando, mas no conjunto acaba por ser mais um derby com uma assistência quase recorde, com uma arbitragem positiva e, portanto, hoje poucas são as pessoas, só mesmo quem não tem nada para fazer é que fala mal do árbitro e da arbitragem. E por isso acaba por ser o derby das emoções jogado numa sexta-feira à noite. Mas o fato é que eu acho que saíram daqui boas sensações, porque o futebol é esta paixão e mexe cada vez mais. Para o derby em si, com todas as suas componentes, eu vou dar uma nota 18, porque realmente as coisas que estão relacionadas com as emoções são difíceis de explicar. E o desporto, de uma maneira geral, e o futebol muito em particular, é isso mesmo, é acima de tudo paixão. E assim seja e assim continue, é sinal que somos humanos e estamos vivos.
Luís Pinto Coelho
Vou dar um 18 ao António Nobre. Gostei muito da arbitragem, da forma como conduziu o jogo. Pareceu-me muito tranquilo e num jogo desta pressão, gostei bastante. Por isso, um 18 para ele, porque normalmente toda a gente é muito crítica dos árbitros, mas quando estão bem também é preciso elogiar. E depois dou aqui um 10 à FIFA. Eu gosto deste alargamento e é até por isso que ainda dou positiva, mas eu acho que aquela cerimónia podia ter um bocadinho mais de cuidado. Percebe-se agora porque é que Infantino também foi à Casa Branca. Vais à Casa Branca e depois vens aqui, depois dás-me um prémio. Deu aquele prémio ao Trump, um bocadinho ridículo, mas podiam ter tido um bocadinho de cuidado, chamar um ex-atleta mexicano, um ex-atleta canadiano. Não era preciso ter lá quatro ex-atletas.
Não sei se o Trump ia achar piada a isso, ainda por cima a parte do atleta mexicano.
Pois.
Sim, mas o México também está a organizar o campeonato.
E os americanos querem o Canadá, não te esqueças disso.
Mas é um bocadinho à americana. E depois aquelas figuras no fim, todas típicas dos Estados Unidos, parece que o México e o Canadá vão ali de atrelado e também um bocadinho falta de respeito, até porque há ex-desportistas de topo do Canadá e do México que fazia sentido estar naquela cerimónia.
João Pinto, as tuas notas.
Sim, grandes ex-desportistas canadianos, lembra-me da Alanis Morissette, por exemplo.
Ouviste hoje aqui na Rádio Observador.
Tiveram, por exemplo, campeões do mundo dos 100 metros.
Exatamente. O Ben Johnson, que também era... vá.
E o Donovan Bailey.
O meu campeão são os 65 mil na Luz. Uma assistência fantástica, também com a contribuição dos adeptos do Sporting, que encheram aquela zona toda e ainda sob chuva. Mas para o público do Benfica, que esteve muito bem, que empurrou a equipa, que fez aquilo que o público deve fazer no jogo de futebol, que é estar presente e estar ativamente presente e quando a equipa não está bem, puxar pela equipa. E o Benfica fez isso, os benfiquistas fizeram isso, e fizeram muito bem o seu papel. Portanto, o meu campeão de hoje vai para os meus consócios e para os adeptos do Benfica, que gastaram do seu dinheiro para poder estar lá e que deram por bem empregue aquela hora e meia, uma sexta-feira à noite com alguma chuva. Portanto, o campeão é para eles. Nota 20.
João Castro, culpa os teus colegas, só tens 30 segundos.
Precisava de mais. Nota negativa para o Mourinho. Vergonhosa conferência de imprensa, desrespeito por Hjulmand, claramente, desrespeito pelo golo do Sporting, uma arrogância tremenda. Estes empates nos clássicos e nos dérbis são as novas vitórias do Mourinho. Para já não trouxe nada de especial ao futebol português, tem menos pontos que o Lage pelos resultados e uma arrogância incrível. E quanto a mim, o desrespeito que teve pelo Hjulmand é muito grande. Um jogador que no ano passado teve 10 amarelos, um vermelho, ao contrário, por exemplo, do Otamendi, que se tem passado quatro amarelos. E falar assim de um capitão e de um jogador com a classe do Hjulmand é desrespeitoso. Além daquele autogolo, fica aqui uma péssima conferência de imprensa do Mourinho.
E fechamos assim as tuas notas, não é?
Sim, é só isto.
Soubesse tinha posto-te em primeiro para terminarmos assim com uma nota mais positiva, mas pronto. Ficamos por aqui nesta edição de "O Campeão É". Amanhã estamos de regresso, a partir das 11h30. Um abraço a todos.