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Nos próximos minutos falamos de desporto na Rádio Observador, edição de hoje de "E o Campeão É". Vários temas em carteira para a edição e para o programa de hoje. Para tal, conto com os comentários de Gabriel Alves, do João Pinto, do Pedro Henriques e comigo em estúdio está a jornalista de desporto do Observador, a Mariana Fernandes. Sejam todos bem-vindos. Vamos falar sobre a goleada do Sporting ao Estrasburgo, 7x0. É já daqui a pouco. Antes, vamos abordar o que disse Jorge Jesus em entrevista ao Canal 11, a primeira desde que assumiu o cargo de selecionador nacional. Uma das ideias de Jorge Jesus é que as regras são iguais para todos, mas há jogadores que têm estatuto diferente. Aqui no "E o Campeão É" seguimos a mesma máxima, regras iguais para todos, mas se me permitem, pela sapiência, pela experiência e pelos muitos gols e jogos que já viu, vou dar estatuto ao Gabriel Alves, a quem faço a primeira pergunta. Gabriel, satisfeito com o que ouviu de Jorge Jesus?

Boa tarde a todos. Sim, foi uma boa entrevista. Segui. Muito bem elaborada, boas perguntas. Os jornalistas em questão estiveram muito bem, um mais medulo e uma mais jovem, portanto, o masculino e o feminino, um bom cenário, numa tranquilidade. Um bom trabalho do Canal 11. Para já, uma nota alta, uma boa nota para esta entrevista. E depois Jorge Jesus. Muito sereno e fazendo uso daquilo que é a sua sapiência, de trabalho, não só de tudo que estudou, mas também daquilo tudo que praticou. Foi uma conversa tranquila, mas incisiva, que é importante. Focou aqui alguns aspectos que me parecem interessantes, o impacto técnico-tático e a capacidade de influenciar, que é importante hoje no mundo em que a fisicalidade surge como primeiro plano e Portugal já a seguir vai defrontar três equipes dentro dessa consistência. Falou do fair play, do comportamento, que é muito importante nessa situação. Focando aquilo que é a arte e o talento dos jogadores, o improviso, aquilo que é a interpretação tática. E isso vem na sequência também de uma outra entrevista que é dada por Jorge Valdano, também muito interessante internacionalmente, em que fala que isto do futebol robótico é para onde acaba por estar muito a querer sair. Muito bem, Jorge Jesus, dando igualdade, mas regras na igualdade. Igualdade de regra, mas não deixando, obviamente, de chamar a atenção para aquilo que é a parte do estatuto. Uma situação de disciplina, formato interessante. Quanto ao foco do Mundial de 2030, acho que ele se deu muito bem, porque um selecionador, e mais ainda, tendo em conta até que Portugal é um dos países organizadores, tem que chegar e tem que dizer: "Somos candidatos e vamos lutar para ser campeões". E ele, com forma serena, sem grandes bandeiradas, disse-o e justificou e deu-lhe a consistência desse seu desejo e desse seu conteúdo para o seu trabalho. Eu acho que Jorge Jesus está bem. É preciso que a estrutura o acompanhe, é preciso que os jogadores também fiquem cientes. Sim, estatuto, mas regras são base para todos. Isso é muito importante. E a sua qualidade tática, a sua cultura tática, a sua qualidade técnica são postas ao serviço da equipe, mas a equipe em primeiro lugar. Tem sido isso a matriz daquilo que tem o futebol espanhol, por exemplo.

João Pinto, bom dia. Já notas muitas diferenças de Jorge Jesus para Roberto Martínez, em termos de comunicação?

O português do Roberto Martínez era melhor. Não, estou a brincar. Até a piada é clichê. Eu estou muito contente por ver o Jorge Jesus de volta. Estou muito contente de ver o Jorge Jesus a tomar conta da seleção e gosto desta maneira de pensar. Houve ali três ou quatro coisas que ele disse que para mim fazem sentido, ter a equipe em primeiro lugar, tratar os jogadores com estatutos diferentes, mas em pé de igualdade. Saber resolver esse binômio. Acho que a questão da ambição para o Mundial talvez seja um passo maior que as pernas, mas percebo que tem que responder à pergunta. Aqui a preocupação do Jorge Jesus deve ser o próximo jogo, o jogo com Gales, e aquilo que ele quer fazer do ponto de vista técnico e tático, diferente daquilo que estava feito. E depois, o mais importante, e aquilo que ele sublinha muitas vezes, é ele tem que ganhar o grupo, ele tem que ganhar os jogadores, tem que voltar a ter um sorriso na cara daquela malta, porque já se percebeu que havia ali qualquer coisa no grupo que não funcionava. Depois, aquilo que fica por saber é mesmo aquele ponto de interrogação de sempre, que é Cristiano Ronaldo. Como é que vai ser, como é que não vai ser, se vai ao Europeu, se não vai. Ainda é cedo para falar nisso, até porque continua essa névoa à volta do tema.

Pedro Henriques, quero também ouvir-te sobre este tema. Vou pegar aqui numa das frases de Jorge Jesus, que diz: "Dois ou três novos jogadores na primeira convocatória", mas não foge muito disso. Tu que és um homem que não tens medo de arriscar, já consegues tentar adivinhar quem é que são esses dois ou três novos na convocatória?

Bom dia, uma vez mais. Em primeiro lugar, a primeira nota que eu tive desta conferência de imprensa é que devíamos, de uma vez por todas, colocar o burro como claramente o animal da Federação Portuguesa de Futebol, porque o Scolari dizia: "E o burro sou eu". O Jorge Jesus diz mudar muito, não sou o burro, portanto, claramente é o animal que devia representar a Federação Portuguesa de Futebol, pela maneira como eles falam sistematicamente nesta palavra. Eu diria várias coisas. Tinha isso como destaque, exatamente, e deixo isso mesmo para o fim. Por um lado, ele falar da grande competitividade que é a Liga das Nações, que é a próxima fase que vem já a seguir, e como ele salienta, e nós também percebemos isso, que não é a competição mais importante, mas é a competição mais difícil, porque no fundo são os craques da Europa, ainda por cima bem selecionados para aquele grupo A. Enquanto muitas vezes quando faz um mundial, o próprio europeu, apanhas sempre seleções que não tão boas e, portanto, essa competitividade é menor. E diz que Portugal tem que jogar mais, temos grandes jogadores, mas não ganhamos muita coisa. E aquilo que eu mais gostei de ouvir foi ele falar que não esconde, que quer fazer mais e melhor que o Roberto Martínez. Isto é importante, porque são duas coisas que as pessoas às vezes esquecem, os nossos políticos então são muito fracos nisso, porque também não estudam para isso. Aliás, não sei se estudam. Tu quando estás à frente do que quer que seja, para teres credibilidade, tens que dizer assim: primeiro, o objetivo este. E depois, teres um plano de comparação ou então marcar os pontos intermédios para dizeres às pessoas se estás ou não a cumprir os objetivos. Porque muitas vezes, a malta quando vai para estas grandes caras, diz: "Nós queremos fazer isso", e a pergunta é: quando? Porque até o último dia tu podes fazer. Não, e aqui, quando ele traça um termo comparativo, que é fazer mais e melhor que o Martínez, está a estabelecer claramente que não é só bater recordes como o Martínez saiu muito satisfeito daqui, porque como ele fez com a Bélgica, colocou a Bélgica em número um, mas é fazer mais e melhor. Ora, mais e melhor tem que ser ganhar, jogar bem, porque sempre jogamos relativamente mal com o Martínez, quase sempre. Então este mundial foi uma coisa por demais e ter a tal concretização do objetivo que é ganhar. E ganhar aqui tem que ser um europeu, um mundial, e eventualmente, pelo menos igualar a Liga das Nações nessa perspectiva. Relativamente àqueles jogadores que podem ser os dois ou três. Repara que neste momento em que estamos a falar, não é fácil, mas se perguntares a mim ou a qualquer um de nós, daqui a duas ou três semanas, com as competições em andamento, porque eu acho que o Jorge Jesus pode ter já na ideia dois ou três jogadores. Mas aquilo que vai acontecer agora é muito relevante e importante, que é aparecer jogadores que se calhar, ao ver jogadores que agora não estão em tanta forma, a ver aquele jogador que agora marca não sei quantos gols ou que está a fazer umas coisas muito bem feitas no seu clube, e isso vai ser determinante, eu penso, para essa tal mudança de dois ou três jogadores. Por muito que eu pense no jogador A, B ou C, se ele não estiver a jogar, se não estiver a fazer coisas boas nos clubes onde estão, porque vai começar agora a época ou as épocas, em diversas partes do mundo, provavelmente ele não o vai fazer. E eu não sei se é dois ou três que até possam vir, ele dá a entender isso, que não estejam nesta convocatória, se é dois ou três que até se calhar foram menos utilizados nesta convocatória. Mas assim de repente, eu acho que jogadores do gênero que nós tivemos há uns anos atrás, como o Danilo e o William, como o Nuno Carvalho, eu acho que podem fazer algum sentido nessa seleção, para não ser só aquela malta. Claro que nem está em causa o João Neves, o Vitinha, são os craques ali, mas aquela coisa do seis e daquele oito mais durinho, um Palhinha, o Palhinha da vida, um jogador desse gênero. E por isso é que eu acho que jogadores dentro desse estilo poderão ter aqui mais próximos da convocatória. E depois, é aí que eu acho que ele quer também chegar, como ele disse, já substituiu 16 vezes o Cristiano Ronaldo, se calhar, um daqueles que é muito pouco utilizado e que já vai ser mais utilizado é o Gonçalo Ramos. Portanto, será fora e será dentro daqueles que lá estão.

Mariana Fernandes, quero também questionar sobre estas respostas de Jorge Jesus. No teu entender, qual é a principal resposta de Jorge Jesus que nos dá mais indicações sobre o que podem ser os próximos tempos de seleção nacional?

Uma frase que tem quatro palavras e que diz muito rapidamente: eu não sou burro. Eu acho que Jorge Jesus, ao longo dos tempos, se calhar pela questão do português, pela questão da língua, pelo facto de não ser a pessoa mais elegante e eloquente nas conferências de imprensa, foi tendo, não agora, mas foi tendo este rótulo ou esta ideia de que não era a pessoa mais inteligente do mundo. Era um tipo que percebia de bola e até ganhava umas coisas, mas que não era a pessoa mais inteligente do mundo. Eu acho que Jorge Jesus, e bem, ao longo dos últimos tempos, e até pela presença às vezes em conferências, ou seja, começou a dar-se mais ou a mostrar-se mais e a falar mais do que apenas em conferências de imprensa, tem dito muitas vezes, ou tem deixado bem claro muitas vezes, que é uma pessoa inteligente e que não é só um tipo que percebe de bola e que não é por, às vezes, não saber usar a gramática da melhor maneira ou por não conseguir que uma frase seja completamente concordante entre si, que não é uma pessoa inteligente. E Jorge Jesus é uma pessoa muito inteligente.

O treinador dizer, isto não vem nos livros, não é?

Sim, é um treinador muito inteligente e é alguém que percebe o jogo como poucos perceberam o jogo nas últimas décadas em Portugal. E eu acho que essa frase, o eu não sou burro, que ele diz em resposta à questão sobre se iria alterar muito a convocatória para os próximos jogos da Liga das Nações. Ele diz: é óbvio que não, é óbvio que não vou fazer, é óbvio que não posso mudar muitos jogadores logo à partida quando chego, eu não sou burro. Portanto, ele sabe perfeitamente o que vai fazer. Agora, eu já disse aqui, volto a dizer, nós gostamos muito de falar, ou falamos muito sobre a questão do ego de Cristiano Ronaldo, sobre a alegada luta de egos que existe dentro do balneário da Seleção Nacional, porque depois existem vários jogadores que também jogam nos maiores clubes do mundo, que também jogam nas maiores ligas do mundo. Todos esses egos, acho eu, não têm comparação ao ego de Jorge Jesus. E isto vai ser uma coisa boa para a Seleção Nacional, porque no dia em que Jorge Jesus perceber que existe um jogador, que existe um elemento ou um grupo de jogadores dentro do balneário que estão a beliscar o seu ego ou que estão a passar o seu nome na lama, porque não está a conseguir alcançar os resultados que quer alcançar, Jorge Jesus será o primeiro A dizer que acabou, a dizer que já chega, ou dizer finish, como disse a Neymar no Ali Lal. Portanto, eu acho que Jorge Jesus foi, mantenho a minha opinião, a melhor decisão que Pedro Proença tomou desde que é presidente da Federação Portuguesa de Futebol. O problema destas questões é que só daqui a dois anos é que podemos saber se esta boa decisão tem, de facto, consequências práticas ou não.

E faltam quatro para o Campeonato do Mundo que Portugal vai receber em conjunto com a Espanha e com Marrocos. Meus caros, vamos avançar rapidamente para falar sobre a goleada do Sporting ao Estrasburgo, 7x0 em jogo de preparação. Mariana Fernandes, há bons indicadores a retirar?

Há muito bons indicadores a retirar, principalmente no meio-campo. É certo que é um jogo de preparação, é certo que é contra o Estrasburgo, que apesar de tudo, é uma equipa bem construída e que tinha aquele handicap do lado do Sporting, que é a questão do treinador português, ou seja, o Hugo Oliveira obviamente trazia coisas e trazia um conhecimento de ter jogado contra o Sporting na temporada passada, que um treinador estrangeiro não teria. Portanto, vale por isso e obviamente que é um resultado positivo, é sempre um jogo de pré-temporada, é sempre muito relativo. Agora, eu acho que as indicações que o meio-campo do Sporting está a dar, tanto neste jogo como já no jogo contra o Celtic, e acredito que se vá continuar a ver nesta pré-temporada, são muito positivas, porque é precisamente aquilo que faltou ao Sporting na temporada passada. Apesar de Uhlmann lá estar, a temporada de Uhlmann na temporada passada é muito diferente da temporada de Uhlmann no ano anterior, portanto, no ano em que o Sporting é bicampeão nacional. O Morita só apareceu em a sua melhor versão já na reta final da temporada, muito afetado por lesões. O Daniel Bragança também não conseguiu dar o seu contributo. O João Simões parece que sempre que estava a conseguir arrancar, era retirado do 11 inicial e só subia para jogar a Liga dos Campeões e o Sporting não tinha jogadores de confiança, digamos assim, ou jogadores que conseguissem dar uma dinâmica diferente naquele setor. Acho que a chegada, e houve uma preocupação clara com isso no mercado de transferências, a chegada do Doumbia, do Silas Anderson e do Alta Mira, dão claramente uma dinâmica diferente. Acho que o Sporting nesta altura tem um meio-campo sólido, que pode muito bem ser o melhor meio-campo do campeonato, e é isso que principalmente se retira destes jogos.

Gabriel Alves, vou fazer aqui um dois em um. Quero que me expliques em 30 segundos o que é que retiraste deste jogo do Sporting, esta goleada por 7x0, e quero ficar já a conhecer também as tuas notas de campeã.

Desta goleada, subscrevo e sublinho aquilo que a Mariana acabou de dizer, acrescentando, nestes jogos de preparação começar com este tipo de vitória é sempre uma autoestima muito grande e uma confiança que se vai granjeando. Mas atenção, vamos jogo a jogo, vamos treino a treino, vamos construindo equipas e não sejamos já porque foi assim na entrada, que já está tudo conquistado. É preciso ter a noção das realidades. Para já, bons indicadores.

E as notas?

E quanto à minha nota. Bom, eu tenho aqui a minha nota para os treinadores espanhóis, que tenho que dar, vou dar 18. Luis Enrique é bicampeão europeu, campeão de França, Unai Emery, Liga Europa, Arteta campeão de Inglaterra e o Luis Enrique é campeão do mundo. Tem que se dar, é de facto uma nota muito alta para os treinadores espanhóis e para todos os outros que não são campeões, mas que estão a fazer um excelente trabalho. E também para aquilo que vai acontecer nas seleções. Isto estou a dar já a Jorge Jesus, que é o novo selecionador nacional, porque vai estar Portugal com novo selecionador, portanto o 17 a Jesus, e a todos os outros que vêm, Zidane, que praticamente está para assinar na França, Klopp que já assinou pela Alemanha e provavelmente, ou não, vamos ver, Guardiola na Itália. Uma nota de pesar para Keegan. Faleceu. Grande jogador de 66 a 85, 63 internacionalizações pela Inglaterra, 21 gols. Marcou presença forte, essencialmente nestes três clubes, Liverpool, Hamburgo, Newcastle, era um nove, nove e meio, extremo direito. Olha, só para te dizer, comentei muitos jogos dele. Descanse em paz.

Descanse em paz, exatamente. João Pinto, vamos às tuas notas e aos teus campeões do dia, por favor, em 30 segundos.

30 segundos. Bom jogo do Sporting, realmente o meio-campo que à pancada ganhava o meio-campo do ano anterior, realmente é gente alta, grande e com bom passe. Uma grande vitória frente ao sexto classificado do Campeonato Francês do ano passado, portanto, cuidado com eles. Para eles, para o Sporting para este início, uma nota 14. Esperando que possam vir a acrescer no início da temporada, obviamente. E depois uma nota de pesar, nota 20 para Kevin Keegan.

Pedro Henriques, fecho com as tuas notas e os teus campeões.

Sim, para o Sporting, nota 15, um leão que atropelou e mostrou novas valências, um Sporting revolucionário que acho que promete. Mas a minha nota principal é a nota 20 para o Canal 11 e para o nosso selecionador nacional Jorge Jesus. Grande, boa e com qualidade esta entrevista. De ambos, quer do Canal 11, quer das respostas que foram dadas pelo mister, o nosso selecionador nacional. Nota 20.

Estão dadas as notas e conhecidos os campeões de quem está à distância. Comigo aqui em estúdio continua a Mariana Fernandes e fechamos com as tuas notas e os teus campeões.

Muito rapidamente, e o Gabriel já disse tudo, é um 20 para Kevin Keegan, obviamente, que nos deixa demasiado cedo e principalmente por doença, que é sempre de lamentar. Um dos melhores jogadores das últimas décadas, um dos melhores jogadores que a Inglaterra já viu, ganhou duas Bolas de Ouro, coisa que eu não vejo um inglês a fazer nos próximos tempos. Temos sempre o Jude Bellingham, é verdade, mas eu acho que aquilo que Kevin Keegan fez no final dos anos 80, principalmente a jogar na Alemanha, principalmente a jogar no Hamburgo, dificilmente terá paralelo.

E é com esta nota que encerramos a edição de hoje de "E o Campeão É..." com os comentários da Mariana Fernandes, do Pedro Henriques, do João Pinto e também do Gabriel Alves. Um obrigado a todos.