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70 anos depois, o Torriense volta ao Jamor. Foi uma noite longa em Torres Vedras para festejar esta passagem à final da Taça de Portugal. Vai encontrar o Sporting nessa final a realizar daqui a um mês, dia 24 de maio. Desde 2010 que uma equipa fora da Primeira Liga não chegava a esta final. A última a conseguir fazê-lo foi o Desportivo de Chaves. É um dos destaques desta edição de "Um Campeão É", num dia em que damos destaque a esta final histórica da Taça de Portugal, mas também temos em estúdio Gabriel Alves, Pedro Henriques, o troféu da Liga Portugal. Estamos bem acompanhados hoje e portanto é também por isso que nos pode ver em vídeo através das nossas redes sociais e através do site do Observador. Como eu já disse, hoje tenho comigo o Gabriel Alves, o Pedro Henriques e o Augusto Inácio, que está aqui à distância. Augusto, estamos a vê-la, tu não, mas podes sempre acompanhar em vídeo. Tudo bem contigo por aí?

Eu tenho muita pena, mas foi-me completamente impossível. A horas que eu me despachei já não chegava a tempo de ir ao estúdio. Estão bem representados. Está aí bem o Gabriel Alves e o Pedro Henriques a representar os comentadores.

É isso mesmo. Vamos começar aqui pela Taça.

Eu vou pôr a mão por ti.

Vais, Gabriel. Não sei se chegas com os chuandes até lá. O Gabriel já fez questão de fazer aqui também uma ação fotográfica. O Pedro Henriques deixa mais para o final. Vamos começar pela Taça de Portugal. Vitória por 2 x 0 do Torriense em casa diante dos seus adeptos. Gabriel Alves, um Torriense que está aqui na iminência e ainda a lutar por um lugar na subida à Primeira Liga. O que tens a dizer sobre o trajeto desta equipa, que já no ano passado tinha ficado perto, mas que este ano ganha aqui um sabor especial com este apuramento para a final da Taça de Portugal?

O Sporting que se acautele.

É preciso, não é?

Na final que julgue bem o que é o Torriense e obviamente que não olhe para o Torriense como uma equipa de escalão inferior e, portanto, dê o máximo. Aliás, que é o que fazem os campeões, os grandes clubes, todos eles, desde que queiram ganhar troféus. A carreira é boa. Moreirense, Arouca, Sporting de Braga, são três equipas que o Torriense mandou para fora daquilo que é a competição, com especial até incidência ao Europeu Braga. Portanto, está aqui com todo o mérito, como disse. Num jogo ontem sem casos, sem histórias, sem espuma. E com conteúdo.

Sim. E ali mesmo com o gol também já nos minutos finais.

É, minuto 90, minuto 100, portanto, com emoção. Um Torriense que foi mais dominador, um Fafe que tentou ser mais calculista, mas a verdade é que foi um jogo de futebol e o Torriense é bom que apareça nestas lides e que traga a festa ao Jamor, ao Vale do Jamor.

Vai ser a verdadeira festa da Taça.

Traga os pastéis de feijão do carnaval, que é sempre muito agradável, e fazer viver outros momentos, outros tempos. É preciso dizer que este Torriense foi fundado em 1917, embora depois a partir de 37 que tivesse tido uma maior dimensão. Mas a verdade é que é importante que estas equipas que fizeram história nos anos 50, nos anos 60 e que depois ali a partir dos anos 70, até depois a partir dos anos 80 desapareceram praticamente daquilo que é o contexto do futebol maior em Portugal, é bom que elas regressem, porque obviamente isto traz vida àquilo que são as regiões no país o que são, os pequenos clubes que olham para o futebol e olham para aquilo que é a sua atividade, os seus dirigentes, as suas estruturas, os seus sócios e dizem: "Vale a pena". Porque vale sempre a pena lutar por algo mais. É uma questão de reestruturação também. Quando agora temos a hipótese de poder ver uma final, depois de 55, 56, que é sido e frente ao Futebol Clube do Porto a última, conforme eu disse, a última vez que esteve na Primeira Liga foi em 91, 92, mas de forma escassa. A propósito do Porto, houve uma vez em que o Torriense eliminou o Porto da Taça de Portugal com Fernando Santos à frente, e em que até Pinto da Costa, na altura, dado ficar tudo muito espantado, deu muito apoio a Fernando Santos. E a verdade é que Fernando Santos fez uma excelente carreira no Futebol Clube do Porto enquanto treinador e para o Futebol Clube do Porto. É o engenheiro do Penta. Agora, eis temos o Torriense outra vezAcaltele-se, Sport e Cup Portugal. Encare o jogo como uma grande final, se faz favor.

Fica aqui o aviso.

E quando eu digo se faz favor, é para todos nós que somos amantes do futebol e gostamos do bom futebol.

Pedro Henriques, acredito que também tenhas aqui uma palavra a dizer a este Fafe, porque vejamos, eliminou o Braga, Arouca e Moreirense, três equipas da Primeira Liga, mas claro, também destaque aqui para este Torriense que está aqui em várias frentes e a exibir-se a grande nível.

Boa tarde a todos. Obrigado pelo convite físico, estamos aqui hoje em estúdio e junto desta bonita Taça da Liga. Sim, o que eu tenho a dizer, é lógico a minha afinidade até por região é mais pelo Torriense. É giro. Sim, exatamente. Depois, em termos profissionais, há dois anos que eu fiz uma época a colaborar com o Torriense, sobretudo na parte das arbitragens, com as camadas jovens, etc. E ia assistir aos jogos do Torriense numa altura em que o projeto era chegar à Primeira Liga. Depois, na altura, ficaram em quinto ou sexto lugar. O Torriense, neste momento, tem uma equipa feminina, não fugindo do assunto, que está em tudoíssima Taça de Portugal, Supertaça e Taça da Liga. São só três troféus que eles conseguiram conquistar. A questão do Torriense é a questão também relacionada com as infraestruturas. São clubes que crescem muito e por isso as suas camadas jovens vão para o Paú, vão para vários sítios disputar jogos. Há um projeto extraordinário, fica ali também onde está o campo, mas isso depois implica dinheiro, implica apoios, que neste momento não serão sempre fáceis. O dinheiro está caro, como costumo a dizer, mas que faria também o Torriense crescer, porque depois a dimensão de um clube tem muito a ver com as pessoas que estão por dentro no clube, mas também tem a ver com os associados. Ontem tivemos realmente o campo, como costumo dizer, ao barrote, mas não é assim. Normalmente é pouco mais de mil pessoas que lá estão. O futebol feminino há três épocas, quando foi lá jogar o Benfica, o Benfica meteu lá 1300 pessoas. E depois o jogo que o Torriense na altura tinha feito com mais gente, foi na altura com o Belenense, porque é um clube que também leva muita gente. E portanto, é preciso depois que este Torriense consiga chegar também à população no sentido de irem aos jogos, não só nestes, que são relevantes, como vai ser na final da Taça de Portugal, mas também todos os outros. E esse é que é um projeto para crescer. Há a massa crítica, há a população, há pessoas que são apaixonadas por futebol e pelo desporto, mas depois falta aqui passos importantes ao nível do profissionalismo. De resto, está tudo dito. O Fafe, obviamente, bateu-se bem, é uma equipa de um escalão inferior. Derlei, se não estou em erro, é o Derlei, não é? Que é o seu presidente.

É o Derlei.

É o Derlei, portanto está a fazer também um trabalho extraordinário. O Fafe bateu-se bem, as pessoas de Fafe estiveram presentes. Entre sorrisos e lágrimas, acho que acima de tudo foi um momento bonito em termos de festa.

Houve utopia.

Houve utopia, exatamente.

Isso é que é importante. Utopia é essência.

Nós ainda ontem estávamos aqui a falar. E mesmo esta questão, e termino com isto, mesmo esta questão de há 16 anos não termos uma equipa que não seja do primeiro escalão, tem muito a ver com a organização da própria Taça, que quando colocas uma meia-final a duas mãos, dificilmente uma equipa que não seja da Primeira Liga não chega lá.

Claro.

Porque se esta meia-final fosse a uma só mão e em campo neutro, no meu ponto de vista, até abre mais perspetivas e expectativas de clubes. E era mais frequente, nós tínhamos os Amadores, Beiras-Mar, que chegavam a esses patamares e que agora dificilmente conseguem chegar, porque com duas mãos, os grandes chegam ali, mesmo que não consigam fazer o resultado fora, acabam por fazê-lo em casa. De qualquer maneira, vai ser uma final bonita, mas ontem foi muito bonito o que aconteceu. Parabéns ao Torriense, obviamente, mas também parabéns ao Fafe pelo fantástico jogo que fez dentro de campo e fora das quatro linhas.

Augusto Inácio, o que é que é para dizer sobre este Torriense? Ganha aqui uma energia extra e diferente também para o que falta deste campeonato. Lembrar que este fim de semana ganhou ao primeiro classificado, ao Marítimo, e está nesta luta para a subida à Primeira Liga.

49 pontos.

Boa tarde a todos. Eu estava a ver o jogo ontem e estava a entrar dentro do espírito da Taça, porque eu também fiz muitos jogos como jogador e como treinador, jogos de Taça Portugal com equipas consideradas mais pequenas e sofri, e vão sofrer, digo-te já, para realmente a gente passar e até fui eliminado em algumas situações com clubes de menor dimensão. Agora, olhando para o jogo de ontem, foi um jogo, na minha opinião, espetacular. Foi espetacular dentro do campo, foi espetacular nas bancadas, foi espetacular no final do jogo. Foi tudo tão espetacular que já ninguém se falou de casos e mais casos e menos casos. Falou-se só do futebol.

Ora bem.

O Torriense ganha e ganha bem, mas atenção, eu tenho que dar os parabéns também ao Fafe, porque o Fafe fez um percurso fantástico para chegar a estas meias-finais. Eu acho que praticou um futebol que normalmente no seu campeonato não pratica. A Taça tem esta magia, porque estava em causa uma ida ao Jamor e o Fafe no seu campeonato não está a fazer um bom campeonato, mas na Taça fez um trajeto excelente. O Torriense, por sua vez, foi aquilo que o Pedro Henrique já disse, está em crescimento, é uma equipa que tem um projeto, falta concretizarem desse projeto, está a lutar pela subida de divisão, está a quatro pontos, salvo erro, do Académico de Viseu. Está a lutar também para um playoff, que pode dar acesso também à subida de divisão. Enfim, está naquele momento em que está a passar um grande período para já conseguir um objetivo, que é ir à final. E eu digo que foi um objetivo, porque o outro objetivo é ganhar a Taça. O Gabriel Alves falou aí muito bem. O Sporting já perdeu com o Aves, o Sporting já perdeu com a Académica, finais da Taça de Portugal. Atenção, porque isto não é favas contadas. O Sporting é o maior favorito, claramente que é.

É daqueles jogos em que não há divisões, não é? Não há escalões superiores.

Não, ganham uma alma, o Jamor vai estar cheio, de certeza absoluta, mais gente do Sporting, como é evidente, mas vai estar muita gente de Torres Vedras, vai estar ali assim.

Eu não sei se não é meio por meio, Augusto. É capaz de ser meio por meio.

A avaliar a tempo a festa em Torres Vedras.

Como o Sporting tem uma dimensão de gente, de sócios e adeptos maior, por isso é que eu digo que é capaz de estar mais gente do Sporting, mas vai estar muita gente também do Torriense. E aí, depois é 11 contra 11.

Para concluir, Augusto.

Não, é só para dizer que o Sporting ainda não ganhou a Taça.

Olha, só dar uma nota rápida. E é um dos jogadores que se destacam e se mostra e se fala deles. Olha, o David Bruno, Ravi Vasquez, hoje estão a ser mencionados na comunicação. Por quê? Porque deram nas vistas, mostraram valorA sua fotografia passa rapidamente para aquilo que é o domínio público. E bem, positivamente.

Vamos ter essa final agendada para daqui a um mês. Hoje é dia 24 de abril, dia 24 de maio há Jamor, jogo que encerra esta temporada desportiva de futebol com uma grande festa no Jamor. Vamos ter esse Sporting-Torreense na final da Taça de Portugal. Como já disse, hoje e aqui em estúdio, temos conosco o troféu de campeão da Liga Portugal. Troféu que, a correr bem para o Futebol Clube do Porto, se vai pintar de azul e branco esta temporada. Está bem encaminhado para isso. O Benfica está em segundo lugar a sete pontos, o Sporting com menos um jogo está a oito, quando faltam quatro jornadas. E o Sporting pode ficar sem Hjulmand. Augusto Inácio vai avançar, ao que tudo indica, com uma participação disciplinar contra Gabri Veiga. Com Hjulmand fora, vês também esta luta pelo segundo lugar a ficar ainda mais complicada para o Sporting nestas jornadas finais?

Isso das queixas uns dos outros é mato. Todas as semanas há sempre queixas, por isso hoje é o Sporting, amanhã vai ser o Porto.

É a liga das caixinhas.

É isso. Como é que se costuma dizer? A Liga dos Calimeros, como já disse o Pedro Henriques, é a Liga dos Calimeros. Isso é normal, por isso passa à frente que não vale a pena estarmos a perder tempo.

Temos depois de ver é quem é o campeão nessa liga. Muito disputada a campeonato aí.

Acho que vão ficar todos empatados. Agora, em relação ao Hjulmand, claramente que o Hjulmand, se é um dos melhores médios do mundo, claramente vai fazer falta ao Sporting, como é evidente. Além disso, não é só isso, é o que ele transmite dentro do campo, o que ele transmite no balneário que a gente não ouve, não vê.

Mais uma coisa, no mercado, estar lesionado agora não é bom sinal. No mercado, atenção.

Também pode ser isso, mas também é menos uma opção que o Sporting tem no banco de alguém. O Daniel Bragança, por exemplo, se calhar vai ser titular agora no próximo jogo e se calhar se tivesse no banco era uma opção que o Rui Barros tinha ali para no caso acontecer alguma coisa a algum dos homens do meio-campo do Sporting. Mas diria que o Benfica tem um calendário complicado, difícil para o segundo lugar. Acho que o Sporting tem tudo para ficar no segundo lugar, sinceramente. Não é por causa do Hjulmand estar agora de fora que o Sporting não vai pensar nisso, até porque o Hjulmand também não jogou muitos minutos ou quase a segunda parte toda no jogo do Dragão e o Sporting mesmo assim passou à final. Por isso, o que se lamenta aqui é que o Sporting tem sempre muitas lesões. Foi o ano passado, é este ano e o Sporting bate sempre com este problema e nunca sabem por quê.

Estavas aqui a falar do calendário do Benfica, tem realmente um calendário mais complicado. Recebe o Moreirense já amanhã na Luz, depois vai ao Famaricão, recebe o Braga e ainda vai à Moreira jogar com o Estoril. Já o Sporting joga com a AFS, tem o Tondela com esse jogo em atraso, ainda o Vitória Sport Clube, Rio Ave e Gil Vicente. Gabriel Alves faz falta, Hjulmand nesta parte final da temporada, mas o Sporting parece ter aqui um calendário mais acessível, pelo menos em teoria.

Sim, mas tem uma campanha muito desgastante em tudo aquilo que foi a sua época. E como disse e bem o Augusto Inácio, a questão das lesões também, portanto, o fator físico. Quanto à falta do Hjulmand, claro que sim, mas eu sou daqueles que digo: "Olha, só faz falta quem está presente. Quem está ausente, os treinadores têm que se adaptar às circunstâncias, às estruturas, aos jogadores. Por isso é que estão lá a liderar processos. E os processos são vários, é o técnico, o tático e não só. Há todo um envolvimento para todos os treinadores. O Benfica vai jogar com a Associação de Futebol do Minho daqui até o fim, porque leva com o Moreirense, leva com o Famalicão e leva com o Braga. Obviamente, a Associação de Futebol do Minho, que está no topo, está a discutir. Claro, não está a discutir títulos, mas está a discutir uma classificação acima dos 10.

Pedro Henriques, não sei se gostaste do nome Liga das Caixinhas, preferes Liga dos Calimeros. Mais um imbróglio aqui entre Futebol Clube do Porto e Sporting. É um conflito desnecessário nesta altura do campeonato.

Tem sido a tônica desde o princípio da época. Recordo-me bem quando foi aquela reunião, aquele summit do futebol. Penso que ainda em agosto ou setembro, já não me recordo, em que aí começou, até na altura com o presidente do Futebol Clube do Porto, e depois a partir daí tem sido um rol por um lado e por outro. Quando fazem aqui a queixa, vamos lá ver, o árbitro vai ter que ser ouvido, toda a equipe de arbitragem vai ter que ser ouvida, porque normalmente estes processos depois para irem pra frente e para darem castigos, é preciso que o árbitro não tenha tido uma avaliação do lance, mesmo que tenha sido errada. E às vezes isso é complicado. Se o árbitro avaliou, mesmo que tenha avaliado erradamente, normalmente não é possível. Agora, uma coisa é, para as pessoas perceberem, imaginemos que há uma agressão fora da visão do árbitro e que aí sim, poderá vir a haver castigos. Agora, partindo do princípio que o árbitro terá feito uma avaliação, embora errada.

Pode dar em água de bacalhau.

Vamos ver. Mas para o Sporting, como seria para o Porto ou Benfica, o que fica, e aí se passa para os adeptos, é: nós estamos em cima, nós estamos aqui, mesmo que já saibam que possa não dar em nada. A entrada foi violenta, foi dura, foi uma falta grosseiraSem falta está lá o cartão vermelho por um instante. É um red card. Agora o Huler, lá está a situação, faltam quatro mais um, cinco jogos, e depois mais a taça. É um jogador muito importante, não só da parte técnico-tática, mas também da parte mental e psicológica daquilo que aporta. Aquilo é um entorse traumático, mas depois vamos ver as repercussões e o que é que ele tem.

Estamos a ficar sem tempo, mas vamos só dar aqui conta que hoje temos o arranque da jornada 31 com o Alverca-Arouca às 20h15. O Benfica recebe amanhã, dia 25 de abril, o Moreirense na Luz às 18h00. O Futebol Clube do Porto joga no domingo com o Estrela às 18h00 e o Sporting vai ao terreno do Aves, também no domingo, às 20h30. Vamos para as notas de campeão. Gabriel Alves, começo por ti.

Olha, para tirar uma nota de preocupação, estou a falar ao nível global do futebol, ainda a lesão do Lamine.

Sim.

Que está a ser muito-

Em ano de Mundial.

Em ano de Mundial. Uma lesão muito grave. Portanto, até há que dizê-lo, e está a ser acompanhada de muito perto, muito próximo, com muita atenção. Não é só pelo Barcelona, é pelo futebol, inclusivamente o futebol espanhol. Tudo leva a crer que ele vai estar presente no Campeonato do Mundo. Provavelmente será também gerida a sua participação na seleção em função daquilo que são os jogos que a La Roja vai ter. Mas esperemos que Lamine esteja neste Campeonato do Mundo, porque é de facto uma grande figura do futebol mundial, um jovem cheio de promessa, já que também temos outra grande figura do futebol mundial que parece que não vai mesmo poder estar, que é o Estevão do Brasil. Portanto, isto é uma nota que me deixa algo preocupado. Quero dar uma nota-

Rápido, Gabriel, temos de avançar.

Vou ser rápido. Vou dar uma nota de 17 ao Pep Guardiola. Eu já aqui tinha dito que a Itália andava a namorá-lo e acho que continua a namorar. E parece que o Pep Guardiola não faz cara, vai sorrindo, parece que sim. O problema é a questão financeira, mas parece que há aí uma marca, um patrocinador que cobre aquilo que for necessário, porque também já patrocina o Pep Guardiola, portanto, as coisas vão por aí. Enfim, e bem, eu dou a nota e vou dar bem, aquilo que a própria imprensa, alguma imprensa italiana já está a dizer: é uma vergonha a Itália ir substituir sem mérito, sem competição, se isso acontecer, o irá ao Mundial dos Estados Unidos. Estou curioso de ouvir, dado que a senhora Meloni foi notada neste enviado especial de Trump à FIFA, estou expectante em ouvir o que a senhora Meloni dirá ou poderá vir a dizer sobre isto.

Pedro Henriques, num sprint.

Sim, a minha nota vai exatamente para este troféu que nós temos aqui, que tem muito simbolismo, obviamente. Representa as quatro palavras que lá estão: união, identidade, a glória e a memória, portanto, o simbolismo e depois aqueles braços torcidos da taça que representam as dificuldades, os clubes todos desde 95, 96 que estiveram na liga e tem 18 estrelas lá metidas, que são as 18 estrelas referentes às 18 equipas e portanto tem muito simbolismo esta taça. Quem ganha, para mim ganha sempre com mérito. Teve dois anos em verde, acho que vai estar em azul porque o Porto está mais perto de ser campeão, mas glória aos vencedores, mas a taça é muito bonita e é um gosto e um prazer estar aqui na Rádio Observador, porque nós acompanhamos os jogos todos.

Todos.

Todos e portanto estamos com muito gosto, muito prazer. Nota 20 para esta taça que é lindíssima.

Augusto Inácio, em 15 segundos.

15 segundos. Nota 19 para o Torreense que vai estar na final, nota 17 para o Fafe que fez um grande trajeto e nota 18 também para o Tiago Tomás que marcou um grande golo no Stuttgart que colocou a sua equipa na final com o Bayern de Munique.

Estávamos a ver aqui há pouco nas imagens televisivas esse golo. Ficamos por aqui nesta edição de "O Campeão É" especial com o troféu da Liga Portugal em estúdio e com vídeo através das nossas redes sociais. Pedro, Augusto, Gabriel, um grande abraço. Amanhã estamos de regresso, mas depois das 13h10, é isso, não é? Estamos aqui com algumas alterações por causa do 25 de Abril. Um abraço a todos.

Um abraço.