As empresas comunicaram 479 despedimentos coletivos até setembro, uma subida de quase 16% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados divulgados pela DGERT.
À semelhança do que já tinha sido registado nos meses anteriores, os 479 despedimentos coletivos comunicados até setembro representam o valor mais elevado desde 2020, período pandémico, quando tinham sido registados 521 despedimentos coletivos nos primeiros oito meses desse ano.
Nos primeiros nove meses de 2025 tinham sido comunicados 414 despedimentos coletivos, enquanto até setembro de 2024 tinham sido registados 354.
Em igual período de 2023 tinham sido registados 288, até setembro de 2022 registaram-se 225 e até setembro de 2021 registaram-se 271, de acordo com os relatórios mensais disponibilizados pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).
Dos 479 despedimentos coletivos comunicados, 141 foram de microempresas, 216 de pequenas empresas, 86 de médias empresas e 36 de grandes empresas.
Em termos regionais, Lisboa e Vale do Tejo continua a liderar, com 268 despedimentos coletivos comunicados, seguida pelo Norte (com 137), pelo Centro (47), pelo Algarve (14) e pelo Alentejo (13).
Já o número de trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos caiu cerca de 0,1% nos nove primeiros meses de 2026, face ao período homólogo.
Até setembro, houve 5.539 trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos, dos quais 5.294 foram efetivamente despedidos (em igual período de 2025 tinham sido 5.544 trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos, dos quais 5.412 efetivamente despedidos).
Deste modo, o número de trabalhadores efetivamente despedidos em processos de despedimentos coletivos caiu 2,18% até setembro, face aos registados no período homólogo, de acordo com os dados disponíveis.
No que toca especificamente ao mês de setembro, foram efetivamente despedidos 669 trabalhadores, um valor superior aos 200 registados no período homólogo, bem como aos 570 registados em agosto.
Dos 669 trabalhadores efetivamente despedidos em agosto deste ano, a região de Lisboa e Vale do Tejo liderava (com 56% do total), com 376 trabalhadores efetivamente despedidos.
As indústrias transformadoras foram a atividade com maior número de trabalhadores despedidos em setembro, sendo que, de modo global, a redução do número de trabalhadores é a principal razão apontada (47%), seguida pelo encerramento de uma ou várias secções ou estrutura (34%) e pelo encerramento total e definitivo (19%).