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Apito inicial para mais uma edição de "E o Campeão É". Vamos falar da atualidade desportiva, contas do campeonato para fazer no encerramento da 14ª jornada. Há também uma confusão no túnel, onde já vimos isto na liga portuguesa. Hoje na nossa equipa temos Gabriel Alves, Pedro Henriques, João Pinto e Bruno Roseira. Eu sou Miguel Cordeiro. Bruno Roseira, vamos começar precisamente pelo Futebol Clube do Porto. Venceu o Estrela da Amadora, vitória por 2 x 0. O Futebol Clube do Porto acabou a jogar com mais um, conseguiu também um gol no minuto final para tranquilizar os adeptos. Um jogo que voltou a gerar alguma ansiedade aos adeptos, mas no final são três pontos para o Futebol Clube do Porto e tudo aponta para mais uma confusão nos túneis do futebol português.
Sim, isso é aquele presente que faltava já debaixo da árvore. Não podia haver um Natal sem haver uma confusão destas. Ainda há alguns dados por conhecer, ou seja, o que se passou ao certo, o que levou a isto. Há, sobretudo, uma coisa que ressalta já, que é o novo Futebol Clube do Porto não era propriamente talhado para confusões no túnel. E se nós olhássemos para este novo Futebol Clube do Porto, se apontássemos um visado para haver confusão no túnel, era Jorge Costa e não Vilas-Boas. Essa, para já, é a única conclusão que se pode tirar. Houve, de facto, essas declarações do José Faria. Não sei, sinceramente, ainda quem é que tem razão ou quem é que não tem. Gostava primeiro de aferir isso, mas a nota que fica é o novo Futebol Clube do Porto, que é completamente avesso a confusões e a tudo o que seja de mau da era Pinto da Costa, acaba por tropeçar num episódio que poderá não acontecer várias vezes na era Pinto da Costa. Sobre o jogo em si, duas coisas estranhas, uma que mostra já o ambiente que se vive no Dragão. Apesar de ser segunda-feira à noite, 32 mil pessoas, o próprio ambiente, a maneira como sobretudo os Super Dragões foram logo embora a seguir ao apito final. Não é propriamente o melhor ambiente nesta altura para o Futebol Clube do Porto, não só pela questão dos resultados das exibições, não explica isso. Nota-se que existe ali muita fração. E depois um outro dado que é só 43 dias depois é que o Futebol Clube do Porto consegue duas vitórias consecutivas. Isto é um dado que mostra que a campanha não está a ser propriamente a ideal. Ainda assim, mais uma vez, uma exibição de serviços mínimos serve para ganhar, serve para a condição subir ao segundo lugar e serve, por exemplo, para bater mais um dado. Foi o jogo em que o Futebol Clube do Porto ganhou mais duelos, portanto, não falta atitude nem entrega, falta qualidade e inspiração. E eu, à semelhança daquilo que eu tinha visto no sábado com o Sporting, no domingo com o Benfica e na segunda-feira com o Futebol Clube do Porto, diria que a grande conclusão de dezembro é: se Rúben Amorim estivesse no Sporting, provavelmente o Sporting já era campeão nesta altura. É a minha conclusão.
Sendo que, na verdade, o Futebol Clube do Porto tem mais três pontos do que tinha nesta altura na época passada e portanto, a nível de pontos, já conquistou mais esta jornada do que tinha na época passada. As contas, claro, fazem-se no fim. Mas Gabriel Alves, estiveste também no comentário este encontro ontem à noite aqui na Rádio Observador. Que ideia te deixou este jogo? A tranquilidade chegou no minuto final, mas que impressão te deixou também esta exibição do Futebol Clube do Porto?
Boa tarde. É que se tivesse sido outra equipa a defrontar o Futebol Clube do Porto, não sei se o Futebol Clube do Porto tinha do mal o menos, isto é, os três pontos, porque o Estrela da Amadora, com todo o respeito, mostrou fragilidades, independentemente de ter aparecido no segundo tempo mais agressivo em termos competitivos, acaba com 10 unidades e sem treinador no banco e é quando o Futebol Clube do Porto volta outra vez a ter alguma fluência de jogo. Portanto, é o Futebol Clube do Porto que vence, mas não convence. É uma tirada antiga, mais uma vez, corrente, mas na verdade, não sei que Futebol Clube do Porto é este, recorro a tudo que o Bruno Roseira acabou de referir. E em relação ao público, repare-se que nos últimos jogos esta é a média. Parece que são os mesmos que lá vão. Isso ontem, durante a transmissão, foi naturalmente versado. Portanto, é cerca de 30 mil. São aqueles que vão ao estádio, seja às 21:00, às 20:00, às 18:00, às 16:00. É a média que neste momento acaba por estar presente no Dragão. De resto, não sei o que se passa com Fábio Vieira. Não sei se ele se julga muito importante ali, mas a postura dele, em termos competitivos, não parece aquela que seja a melhor e, mais do que isso, compatível com aquilo que é o espírito do Futebol Clube do Porto. Há uma novidade que eu achei, e chamei logo a atenção no princípio e que volto aqui hoje a sublinhar, é que há algum trabalho já de casa naquilo que é a preparação para a execução dos lances de bola parada. Mas é o Futebol Clube do Porto, pobrezinho. E pegando ainda nas palavras do Bruno Roseira em relação àquilo que foram os três jogos desta semana, e eu também já fiz isso no comentário de ontem, já ouvi isso, vou repeti-lo e vou sublinhar
Mais que três candidatos medíocres.
Pedro Henriques, queria perceber a tua opinião sobre este jogo, sobre esta exibição do Porto, mas também sobre aquilo que aconteceu depois. Vimos o treinador do Porto aparecer com polícia na conferência de imprensa, falou de confrontos na zona do túnel. Perceber isto a nível de arbitragem, como é que se processa, isto entra no relatório do árbitro, que seguimentos é que isto acaba por ter. Explica-nos também o que acontece neste tipo de situações.
Algumas notas que tenho relativamente ao jogo de ontem e incluindo essa parte do túnel. Em primeiro lugar, para que não haja dúvidas, quando a gente diz que o Porto acabou com 11 contra 10, depois vem logo os outros, aquela malta que gosta de colocar condição. Não, o Porto acabou 11 contra 10, porque bem o árbitro advertiu o Danilo, porque entrou no terreno de jogo à exceção do árbitro, depois de ter sido assistido, minuto 34. Bem o árbitro, quando o Danilo pisa claramente o Francisco Moura, uma entrada duríssima, negligente, e portanto a expulsão que acontece aos 34 é correta e é pela infração do jogador. Quanto à expulsão do treinador, obviamente, eu não me lembro nunca de árbitros retirarem pessoas do banco por nada. Quando retiram, já é uma sequência de protesto, contestações, etc. Portanto, induzo que tenha sido também boa essa expulsão do treinador. Relativamente às assistências, dizer também o seguinte: é mau geral, é o campeonato dos menos bons, como a gente agora costuma dizer. O Sporting, que estava com uma média de 4.339 adeptos, passou no último jogo a ter 34 mil, menos quase 10 mil. Normalmente é a reação, com a qual eu não concordo, mas é a reação dos adeptos para quando a tua equipa está bem, estão sempre a apoiar e quando não está, há uma franja de adeptos que logicamente retira. Portanto, o mal do Porto é o mal que o Sporting neste momento está a viver por causa desta coisinha mais focochinha. Depois dizer aquilo que o nosso amigo Sérgio disse, porque eu ontem acabei exatamente a falar do Sporting sobre isso, curiosamente, que foi dizer com o Rúben Amorim, passagem dando, o Sporting já era campeão. Disso meio a brincar, mas é um bocadinho esta a ideia que fica, que Porto e Benfica, e o Sporting agora também desceu relativamente ao seu patamar. Finalmente, com relação ao túnel, dizer o seguinte: o árbitro vai mencionar tudo no relatório e aquilo que consegue presenciar. E normalmente o que acontece muitas vezes é que as equipas de arbitragem terminam o jogo. No ano passado houve indicações para que saíssem logo embora. Muitas vezes cumprimentam as pessoas que se dirigem a ele. Normalmente a equipa de arbitragem é a última a sair, o que permite fazer um varrimento de trás para a frente de tudo aquilo que possa acontecer ainda no terreno de jogo e ainda no túnel. Muitas vezes isso não acontece, sobretudo quando o jogo é mais tenso, ficando, digamos, o quarto árbitro a resolver esses aspetos burocráticos para que o árbitro saia, que é para ser menos um polo de incidência, sobretudo quando há contestação. Mas há os delegados da liga, que normalmente são nomeados dois, às vezes em jogos excecionais, não deve ser o caso deste, três. Um dos delegados da liga muitas vezes acompanha sempre a equipa de arbitragem, o outro delegado normalmente é o que faz exatamente a fiscalização dos túneis para tentar perceber o que se passa com as equipas, o relacionamento das equipas, etc. E tanto o árbitro presenciante como os delegados presenciantes são obrigados a mencionar tudo no relatório, inclusivamente as forças policiais estando presentes ali. Depois, naquela zona, não importa de quem é o estádio, naquela zona há credenciais que são passadas e que mesmo que tu sejas o dono do estádio, para as pessoas perceberem onde eu quero chegar, tu não tens direito a ter acesso àquela zona. Aquela zona é de acesso a quem tem uma credencial passada e tem a ver com desde as pessoas que estão inscritas no banco, estamos a falar dos jogadores, obviamente, os que estão todos inscritos no banco para nos suplementar e depois aquelas pessoas que vão às reuniões técnicas, diretor de campo, diretor de segurança, ou seja, há ali um conjunto de pessoas que têm credencial. Tu podes ser dono da SAD, e agora estou a falar do Porto em geral, que não tens acesso àquela zona durante aquele período que está estipulado X tempo antes de começar o jogo, até X tempo depois de acabar o jogo. Significa, e eu acho que é isso também que está a acontecer, que poderá ter aparecido ali pessoas que não estão credenciadas para o efeito. E o que vai acontecer é que havendo identificação, o árbitro pode pedir a identificação através das forças policiais, os delegados da liga também, essas pessoas são sempre punidas por estarem em zonas proibidas. Se forem pessoas que têm credenciação para estar ali, obviamente que se abre sempre um processo em função daquilo que vem no relatório do árbitro e dos delegados, para tentar perceber se houve provocação, se houve confrontação física, se só verbal, e depois existem aquelas folhas de Excel que estão na liga e que vão transformar aquilo em castigos. Termino só com isto para dizer o seguinte: esperemos que uma vez mais não seja daqui a não sei quantos meses, quando a malta estiver toda de férias, que se houver algum castigo, alguma penalização, seja ela financeira, seja ela de suspensão, que apareça, porque normalmente esse é que é o grande problema. A lei está bem feita e os regulamentos existem. O tempo que se demora a chegar a uma conclusão é que é sempre complicado e esperemos que não seja mais um caso desses.
Vamos ver o que acontece com este caso. João Pinto, olhando para a tabela classificativa nesta altura, 14 jornadas, o Sporting lidera com 36 pontos, o Futebol Clube do Porto surge em segundo com 34 pontos. O Benfica tem esse jogamento, que acontece na quinta-feira com o Nacional. Vamos ver, se não houver novo erro novamente. E o Benfica tem 32 pontos, sendo que se tivesse vencido no Vila das Aves, claro, teria agora 34 e poderia passar para a liderança do campeonato ainda esta semana. Como é que vês esta situação? O Benfica, de facto, tinha nesta semana a hipótese de chegar à liderança. Isso já não vai acontecer durante esta semana. Dado aquilo que foram os resultados, achas que o Benfica perdeu essa oportunidade ou concordas com o Bruno Lage que as contas são para fazer mais à frente?
Tenho a certeza que o Benfica perdeu essa oportunidade. Agora, o que não quer dizer nada que o campeonato esteja fechado. O Amorim já não está, portanto, não vale a pena aventar cenários de como é que seria se ele estivesse. O Benfica já perdeu três vezes pontos, não vale a pena inventar mais cenários de como é que seria se não tivesse perdido. É lidar com a realidade. O Benfica tem equipa mais do que suficiente para poder ganhar os próximos dois jogos ou um jogo e cinco sextos, sei lá o quê, desse jogo com o Nacional, e chegar depois ao jogo com o Estoril Na antecâmara de Alvalade, apresentar-se com uma boa equipa para fazer um bom resultado e aparecer em Alvalade com a melhor classificação possível. Em relação a isso, acho que o Benfica empatou um jogo, teve oito vitórias seguidas, não há que chorar. A dificuldade maior é entender por que o Benfica aparece tão cansado, tão desligado, com uma exibição tão fraca. Isso sim, preocupa-me, e muito mais do que a pontuação. E o que vejo é um plantel curto, cansado, sobreutilizado. Portanto, em relação ao Benfica, vejo essa como uma muito maior preocupação do que propriamente a parte classificativa, olhando especialmente para aquilo que era e aquilo que é agora. Aquilo que era com Roger Schmidt e aquilo que é agora.
Sendo que também das últimas horas, a renovação de Tomás Araújo confirmada depois de Órgãos, o que te parece este prémio também para o jogador?
Parece-me o caminho certo. Tanto a renovação do Órgãos, que muito aplaudi, como esta do Tomás Araújo parecem-me ser muito boas decisões. Há ainda o Bach, que é um assunto pendente. Mesmo a questão António Silva começa a ser um tema pendente. Depois outros haverá que têm que se repensar as renovações ou não, os jogadores importantes, que para mim podem vir a ser muito importantes, como o Tiago Veia quando recuperar. Mas haja diretores desportivos com disponibilidade durante o Natal para tratar dos dossiês todos e ainda terem um bocadinho de tempo para contratar pelo menos mais um médio-centro. É tudo o que eu peço.
Sim. Gabriel Alves, olhando ainda para a tabela classificativa, a classe média-alta do futebol português, Sporting Braga e Vitória Sport Clube, perderam pontos ontem, novamente. Dois empates. O Sporting Braga empatou, o Vitória também. Estão atrás de Santa Clara, que tem 27 pontos, o Sporting Braga 25.
Também perdeu.
Sim, mas Santa Clara com 27, Sporting Braga com 25, Vitória com 22. O que te parece também a época, principalmente Sporting Braga e Vitória, no que toca ao campeonato?
A época do Vitória de Guimarães é muito boa, a do Braga está aquém, mas a do Braga já ultimamente não é dois, é aquele eterno quarto, que vai ser, que vai acontecer, vai suceder.
Deixa-me dar este dado, que há pouco dei o do Porto. O Sporting Braga tem menos quatro pontos do que tinha à 14ª jornada. O Vitória Sport Clube também tem menos quatro pontos do que tinha época passada à 14ª jornada.
Sim, são menos pontos, portanto, há mais competitividade. Por exemplo, o Santa Clara estava na segunda divisão, hoje está na primeira. Esta também é uma verdade. A verdade que me parece aqui também inquestionável é que estas equipas, Braga e Vitória de Guimarães, que estão na Europa, o Braga não tão bem, o Vitória de Guimarães a fazer com sucesso uma campanha europeia na Conference League, com sucesso, esta é que é a verdade, mas o desgaste é maior. Eu penso que estão a pagar depois cá dentro aquilo que são os jogos que se seguem, mas não é só cá em Portugal. Não vamos aqui dramatizar. Acontece aqui, acontece ali ao lado, acontece mais adiante, até lá na Premier League. Portanto, são questões que os clubes e as empresas têm que dimensionar e não ficar depois a carpir mágoas. Quanto à questão de Santa Clara, é só dar aqui uma palavra, o Baroca, que é o lanterna vermelha, ganhou ao Santa Clara. Portanto, isto há que salientar. Não é a questão de Santa Clara perder, é quem venceu o Santa Clara. E deixar aqui uma nota de atenção para o Benfica, para o Nacional também, que está regressando. Hoje joga em casa e venceu um Moreirense que tem dado amargos de boca à classe alta do futebol português. E Moreirense vai defrontar o Futebol Clube do Porto já na próxima jornada.
Bruno Roseiro, o Vítor Pereira no Wolverhampton é uma aventura para o treinador português poder estrear-se na Premier League. É um bom desafio para Vítor Pereira?
Sim, temos alguém a speak the truth agora em Inglaterra. Eu diria que sim. Para mim, sinceramente, é uma surpresa. Deixa de ser a partir do momento em que começo a ver, por exemplo, o Vasco Matos ligado ao Southampton. Cada vez mais o mercado inglês está a olhar para os treinadores portugueses, até porque Rui Vitor Mourinho, seja pela empatia que gera, seja pela capacidade que teve de tomar decisões difíceis e mesmo assim, em cima disso, ganhar um derby como foi o City United, parece-me que está destinado a abrir portas para treinadores portugueses, se calhar de outro nível, poderem dar o salto para esse tipo de equipas. É bom haver um Vítor Pereira na Premier League e acho que vai ser mais um divertimento para nós.
Vamos às nossas notas de campeão. Rápido, Gabriel.
Em relação à Premier League, é rápido. Rui Vitor Mourinho, Manchester United, está em terceiro. Não esquecer o trabalho de Marco Silva, há anos em Inglaterra, oitavo no Fulham. Ver o Espírito Santo quarto no Nottingham Forest. E depois olhar aqui para todo o resto que há de jogadores, já se falou aqui agora do Vasco Bruno. Portanto, a Inglaterra, treinadores e jogadores. E os grandes treinadores portugueses estão lá fora e nem querem. Jesus na Arábia, o Leonardo Jardim nos Emirados, o Abel e o Artur Jorge no Brasil e por aí fora. Pois é. O José Conceição está desempregado. Ó Bruno Roseiro, será por muito tempo? Deixo a pergunta aqui.
Não posso dizer.
E também muitos dirigentes, dizia o Bruno Roseiro. Vamos às nossas notas campeão, rapidamente. Trinta segundos para cada, João Pinto.
A minha nota vai pro 15 para os adeptos, especialmente do Futebol Clube do Porto e Sporting. Isto não é pro adepto não ir à bola num dia mau, a uma hora má e quando o bilhete é caro, que deixa de ser adepto. Portanto, 15 para os adeptos, vão ou não vão, são sempre a base do clube.
Pedro Henriques
As minhas notas hoje são para dois túneis, duas notas 7. Uma para o Túnel do Futebol Clube do Porto, por motivos óbvios, e outra para o Túnel do Greu, que está em obras há seis meses e complica muito a minha movimentação.
Muito bem. Gabriel Alves.
A minha nota negativa para já vai para o Rafael Leão. Eu estou a continuar a mexer no Milão, o que se está a passar no Milão e a propósito dos adeptos do João Pinto. Aquilo que se está a passar no Milão não é fácil. A imprensa italiana dizia aqui há uma semana ou duas que havia 264 milhões espalhados na relva sem utilidade, isto tendo em conta o Milão e a Juventus, portanto, aquilo que foi gasto. É uma nota altamente negativa para o Rafael Leão, que de facto não tem feito aquilo que se pode dizer uma época, antes pelo contrário, ao serviço do Milão. Fica 3. E depois quero dar para o Vítor Pereira 15 e para aquilo que são os treinadores portugueses no futebol inglês, o mesmo 15, esperando poder aumentar a nota, porque é de facto muito bom. Mourinho abriu o caminho, é verdade, mas tem no seu rasto gente de valor.
Para fechar, Bruno Rosário.
Nota 15 para o Albertinho, que está de saída da Federação de Natação. Ainda assim, eu nunca vou esquecer. Um treinador brasileiro chegou a Portugal e fez Diogo Ribeiro campeão do mundo, independentemente dos Jogos Olímpicos não terem corrido bem. Nota 15 também para o João Costa, acabou oficialmente a sua carreira aos 60 anos. E uma nota que valoriza, sobretudo, aquilo que nós somos em termos de contexto e de movimento olímpico, ou seja, os portugueses que não têm condições, que treinam o tiro na garagem, que estão já na reserva em termos de vida militar, mas que mesmo assim foram sempre conseguindo somar medalhas e sucessos internacionais. E é de valorizar todos os João Costas que Portugal teve ao longo destes últimos anos.
Muito bem, está feita a edição de hoje de "E o Campeão És?". Estamos de regresso amanhã.