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É tempo de olhar para os temas que estão a marcar a atualidade nos próximos minutos por aqui na Rádio Observador. Pontuação de 0 a 20 no e o vencedor é que começa agora e hoje, nesta edição de sábado das manhãs 360 de fim de semana, juntam-se a nós a Eunice Lourenço, editora de política do jornal Expresso, e também o António Costa, publisher do jornal Eco. A moderação é do José Rafael Lopes.
António Costa e Eunice Lourenço, sejam muito bem-vindos.
Bom dia.
Bom dia.
Bom dia.
Olá, Eunice, como estás? À distância, como tal, vou dar aqui prioridade ao António Costa, que fez o esforço de vir ter conosco aqui ao estúdio. António Costa, queres começar por olhar para a escolha de Fernando Araújo para cabeça de lista e também para as listas do PSD em geral? Este nome de Fernando Araújo parece ser o ideal para o universo socialista e depois já lá vamos às listas do PSD, porque Eunice também quer tocar nesse ponto.
Uma das críticas que se tem feito, e eu diria com muita razão, a Pedro Nuno Santos, é a falta de gente à volta dele. Isto é, nós olhamos nomeadamente na bancada parlamentar. E agora nesses últimos dias, semanas, apesar do esforço que fez para fazer estes Ministrados Gerais um bocadinho à pressão, mas ditado pelas circunstâncias políticas, mas na verdade, o que se percebeu do último ano, pós-eleições, foi uma dificuldade enorme de Pedro Nuno Santos captar, de atrair gente que seja politicamente relevante, sejam independentes, com intervenção cívica e participação profissional muito relevante. E portanto, esse era um problema a viver e ainda é. Um problema para Pedro Nuno Santos, sobretudo, obviamente, quando vai enfrentar um governo que está em funções há um ano e que tem coisas para apresentar. Na verdade, nós percebemos que a saúde, talvez somada à habitação e ao caso, digamos assim, Spinù vive e todo aquele tema que levou à crise política, são as três áreas onde Pedro Nuno Santos pode fazer alguma moça ao governo. A escolha de Fernando Araújo, eu diria, é mesmo a ideal.
Está a parecer até para ter logo ali uma farpa à Ana Paula Martins.
Exato. Nós estamos a falar da escolha do cabeça de lista ao Porto, mas que é obviamente, eu diria, uma espécie de ministro sombra da saúde de Pedro Nuno Santos. A escolha, de facto, não poderia ser melhor. Eu acho que teve a capacidade de atrair o nome que é reconhecido pelos pares no setor, que estava a fazer o seu trabalho com pouco tempo, que saiu e conseguiu sair, e eu diria um erro político do governo e da ministra vitimizando-se. Isto é, a ministra, em vez de deixar Fernando Araújo assumir as suas responsabilidades, porque já estava em funções há algum tempo e os resultados que tardavam a aparecer seriam responsabilidade de Fernando Araújo. A ministra fez um favor a Fernando Araújo, que foi criar as condições para que ele saísse e saísse ainda por cima vitimizando-se. E agora Pedro Nuno Santos acaba por escolher a pessoa que é reconhecida no meio, que veremos como é que se comportará do ponto de vista político em campanha, veremos, isso é outra dimensão, mas que vai ser crítica, vai ser essencial para a avaliação que o PS vai fazer da área da saúde e deste ano. Enfim, não é que os anos do PS na saúde tenham sido particularmente brilhantes, pelo contrário, também é razoável dizer que enfrentar uma pandemia não é uma coisa qualquer.
Ainda assim, Marta Temido, que era ministra da Saúde, era das mais bem cotadas em termos de-
Era, mas acabou por sair mal, como tu te lembras, com uma demissão esquisita à 01:00, com comunicado depois da morte de uma pessoa à entrada de um hospital. Portanto, acabou por sair mal. Recuperou, o gajo ganhou as europeias e portanto como cabeça de lista do PS. Mas não é que o PS tenha feito particularmente bem na área da saúde, por exemplo, nas listas de espera. A verdade é que este governo criou uma expectativa. Disse que em 100 dias apresentava um plano de emergência, que passou a ser um plano de emergência estrutural, portanto já não era pouco o plano de emergência, ainda lhe juntaram o estrutural. E na verdade é que passado um ano, é mesmo a área mais difícil e politicamente mais fragilizada do governo. E portanto, a escolha de Fernando Araújo é mesmo uma aposta muito certeira e eu antecipo-me já dando um três a Pedro Nuno Santos pela escolha. A lista do PSD, vamos lá ver. Eu não percebo bem as críticas aos que dizem que há ministros a mais, mas o que seria de esperar? Há um governo que está em funções há um ano, que quer dizer ao país, e o primeiro-ministro quer dizer ao país, que quer dar continuidade ao seu trabalho político. O estranho seria é que estes ministros não assumissem protagonismo político agora nesta campanha. Seria, de facto, muito estranho. Mesmo a ministra da Saúde. E não é um paradoxo, apesar de parecer ser. Por quê? Porque obviamente, se o primeiro-ministro, e neste caso, na condição de presidente do PSD, deixasse cair Ana Paula Martins e não lhe desse o protagonismo e uma relevância como cabeça de lista, seria o reconhecimento ele próprio, da parte do governo, de que as coisas estavam a correr mal. Portanto, eu não retiro desta escolha que a ministra, se o PSD ganhar, se há de ganhar as eleições, que a ministra vai continuar a ser a mesma, que lhe vai ser renovado o mandato. Eu diria até a probabilidade de não ser é elevada, eu diria desejável, até mais do que elevada, desejável. Mas neste contexto, eu diria que as escolhas de Pedro Nuno Santos são boas escolhas. Obviamente, há o tema Nani Dias creio, que é o secretário de Estado que acabou por sair naquelas condições e que não tinha condições para ser membro do governo.
Na altura, Luís Montenegro disse que foi imprudente.
Imprudente. Mas se foi imprudente e não podia continuar como membro do governo, é difícil aceitar que possa ser deputado, porque das duas, uma: ou o primeiro-ministro considera que ser deputado é irrelevante, ou também está a reconhecer implicitamente que aqui o valor partidário e o conselho é mais relevante que os princípios que levaram Luís Montenegro a aceitar e a decidir a saída do ministro. Uma última nota.
Para ouvirmos depois também a Eunice.
Para ouvirmos a Eunice. Não gosto de ver o ministro das Finanças como cabeça de lista a Lisboa. Acho que o ministro das Finanças tem uma função ingrata, que é dizer não a todos os ministros. Deveria evitar uma exposição à luta partidária em campanha eleitoral. Teria que estar nas listas, obviamente, mas é diferente ser cabeça de lista e não ser. Eu recordo-me que Teixeira dos Santos, aliás, saiu muito chamuscado e foi uma das razões que o levou a não ter capacidade de dizer não a Sócrates em determinado momento, foi ter sido cabeça de lista no Porto. E eu acho que o ministro das Finanças, Sarmento não poderia dizer que não, eu acho que Luís Montenegro não o deveria ter convidado e por isso dou um 12 às listas do PSD pela escolha de Ernani Dias e por esta escolha de Joaquim Miranda Sarmento na lista em Lisboa.
Uma nota 12 aqui dada pelo António Costa. Eunice, também tens aqui na tua lista de temas as listas do PSD. A minha pergunta é se te surpreendeu algum destes nomes e queres acrescentar aqui também a entrevista de Luís Montenegro a Manuel Luís Goucha, onde o primeiro-ministro desabafou que tinha ânsia de eleições. Ficaste surpreendida com essa declaração?
Fiquei um bocadinho surpreendida, porque uma parte da campanha do PSD assenta na responsabilização do PS e do Chega por irmos a eleições e, portanto, o primeiro-ministro e o governo têm feito muito uma narrativa de que os causadores da crise política são o PS e o Chega, mas Luís Montenegro acabou a reconhecer que a responsabilidade era dele, que preferiu ir a eleições a ficar um ano aqui a ser alvo de críticas e eventualmente, depois a partir de outubro, a ter um governo sem orçamento. Portanto, surpreendeu-me essa capacidade de Manuel Luís Goucha arrancar ao primeiro-ministro a declaração que se calhar muitos de nós jornalistas gostávamos de ter arrancado, de assumir a responsabilidade pela convocação das eleições, por ter gerado uma situação ao apresentar uma moção de confiança que sabia que ia ser chumbada, por ter tido essa decisão de provocar eleições. Quanto às listas, não me surpreende a governamentalização das listas. Acho que, como o António dizia, é natural nestas circunstâncias. O governo quer dar uma ideia de continuidade, de que isto é uma breve interrupção e a seguir continua a governar da mesma forma, com o mesmo projeto e praticamente com as mesmas caras. Também não gosto muito de ver o ministro das Finanças a liderar a lista de Lisboa. Se calhar, quem vai assumir o protagonismo político em Lisboa será o número dois de Miguel Pinto Luz.
Provavelmente.
Quanto a Ernani Dias, acho que é preciso lembrarmo-nos que o problema de Ernani Dias não foi só criar empresas quando já estava em funções governamentais e num ministério em que podia haver conflito de interesses com as empresas que estava a criar. O problema de Ernani Dias vinha de trás. Uma investigação da RTP mostrou que estava a ser investigado pela Procuradoria Europeia e há ainda um outro problema de Ernani Dias, que foi objetivamente ter mentido no Parlamento quando disse que a Entidade para a Transparência lhe tinha dito que ele podia criar as empresas e depois a Entidade para a Transparência veio dizer que não.
Eunice, devo dizer que isto não melhora muito a argumentação de Ernani Dias, mas eu acho que o Ernani Dias fez mesmo uma grande confusão entre os serviços da Presidência do Conselho de Ministros, que servem para validar, que validam e que avaliam as condições de exercício de mandato e que também têm integridade no nome. Eu confesso que não recordo exatamente o nome correto, mas também tem integridade no nome, com o serviço de entidade de transparência, com essa Entidade para a Transparência junto ao Tribunal Constitucional e que essa sim, entidade oficial, digamos assim.
É constitucional, mas não abona em favor dele.
Não abona, é isso que eu dizia, não abona em favor dele. Estou a ser benigno a admitir que houve uma grande confusão, mas isso também não abona, tens razão, em favor do antigo secretário de Estado.
Pois eu acho que a escolha de Ernani Dias como cabeça de lista para Bragança, no fundo valida que as questões éticas não sejam tidas em conta para a escolha de protagonistas políticos e, portanto, é mais um sinal de como o PSD, e nomeadamente Luís Montenegro, acha que este tipo de questões não se deve colocar e vai tentar que não se coloquem.
Também admito que tenha incluído Ernani Dias para criar uma barreira ao seu próprio caso, isto é
Uma tentativa de desviar atenções?
Não só. Retirar ou excluir a Nélia Dias, porque se saberia que obviamente o próprio queria ser e tem relevância distrital no círculo por onde vai entrar, seria também ele próprio colocar o tema da ética no centro da discussão, quando estas eleições, na verdade, resultam por causa desse tema ético. Admito que a explicação também tenha essa razão.
Ele que chamou a imprudência ao que o secretário de Estado tinha feito e o tirou do governo, também o podia e devia tirar das listas.
Sim, totalmente.
Acho que aí estava salvaguardada.
E essa foi a lição também.
Posto tudo isto, em relação ao PSD e ao primeiro-ministro, dou um 15 a Manuel Luís Goscha, por ter conseguido que o primeiro-ministro assumisse a responsabilidade pelas eleições.
Fica aqui dada esta nota, nota 15, pela Eunice a Manuel Luís Goscha, pela entrevista que fez ao primeiro-ministro Luís Montenegro. Eunice, vou continuar por ti, até porque queres falar das eleições onde houve uma vitória de Miguel Albuquerque, eleições na Madeira, entenda-se, vitória de Miguel Albuquerque. A Madeira é conhecida muito pelo bailinho, é o bailinho da Madeira. Este é um caso para ti, Eunice, não de um bailinho, mas de um vira o disco e toca o mesmo, mas agora um pouco mais alto?
É, claramente. Vira o disco e toca o mesmo, um pouco mais alto. Miguel Albuquerque saiu reforçadíssimo destas eleições e eu acho que para isso contribuiu o facto de o processo em que ele é arguido não andar. Não toca bailinho nenhum naquele processo. E o facto do presidente do Governo Regional da Madeira estar há 400 dias sob investigação sem sequer ter sido ouvido, desvaloriza muito o caso e as suspeitas sobre ele. Nós no Expresso fizemos um trabalho em que falámos com vários politólogos e especialistas em corrupção sobre se a ética conta ou não para as eleições. Não há propriamente opiniões de sim e não, são talvez. E um deles disse mesmo que o próprio desempenho da Justiça neste cargo leva à desvalorização das suspeitas sobre Miguel Albuquerque. E ainda assim, acho que Miguel Albuquerque dá um bom sinal na formação do seu governo ao afastar secretários regionais que eram arguidos noutros processos e ao apresentar um governo regional bastante renovado. Portanto, é claramente uma vitória reforçada, um vira o disco e toca o mesmo, mas mais alto, como dizias, e por isso dou um 16 a Miguel Albuquerque.
É um 16 para Miguel Albuquerque. António, antes de avançarmos para o teu segundo tema, queres deixar aqui alguma nota também sobre a situação da Madeira?
Sim, eu ao contrário, acho que há mesmo leituras.
Sendo que, António, depois eu tenho seis minutos para isto e depois para o teu tema que envolve Miranda Sarmento.
Eu sublinho, ao contrário do que parece ser a opinião dominante, que eu acho que há mesmo leituras nacionais destas eleições regionais e portanto, de facto, percebe-se que provavelmente os eleitores, nesta fase do país, estão a valorizar mais a estabilidade e a governabilidade aos temas ou às dúvidas, vamos pôr assim, às dúvidas éticas. Sendo que, vamos também ser claros, o que está em causa no caso de Miguel Albuquerque é substantivamente diferente do que está em causa no caso de Luís Montenegro. Miguel Albuquerque é arguido. Obviamente que há um ano, quando foi a eleições em cima do caso, perdeu votos. Este silêncio, como diz a Eunice, de facto terá ajudado, mas sobretudo a governabilidade eu creio que contribui muito para este resultado.
E a falta de capacidade do PS em ter uma alternativa.
Totalmente.
Teve ali uma derrota monumental.
Monumental, passou aliás para terceiro partido na região, parecia impossível ainda há pouco tempo.
Sacudir assim como se não existisse.
Exato. Nuns longos quatro minutos. Joaquim Miranda Sarmento. Eu vou dar um 14 a Joaquim Miranda Sarmento. Esta foi uma semana marcada pela política, porque estamos em pré-campanha eleitoral.
Ainda assim, Miranda Sarmento anunciou um excedente de 1900 milhões de euros nas contas públicas, um valor acima das expectativas, é o que diz o ministro das Finanças. Então, sendo assim, António, como é que avalias esta ação e sobretudo as palavras do ministro?
Sim, vamos falar de dois temas e não dou mais por um ponto que vou já sublinhar. Estamos a falar dos nossos impostos e portanto quando as contas públicas são positivas e temos excedente, isso é muito importante. E quando já vamos para o terceiro ano de excedente e tivemos ministros do PS, eu estou a falar de Medina no pós-pandemia e inflação, e agora Miranda Sarmento, ficamos a saber que isto deixou de ser, felizmente, uma ideologia. Isto é, para os ministros do PS e para os ministros do PSD, ter excedente orçamental é muito importante e isso é muito importante para todos nós. Depois, eu acho que obviamente, mais do que o excedente orçamental, embora isso também obviamente é um contributo, a redução da dívida pública para valores abaixo de 95% é um número muito importante. Na verdade, a dívida pública, para quem nos está a ouvir, é um fardo de impostos que deixamos às gerações futuras, porque alguém tem que pagar e vão ser provavelmente os jovens de hoje que vão entrar no mercado de trabalho e que vão ter que pagar em impostos essa dívida pública. Portanto, quanto mais a reduzirmos, melhor. Eu creio que Miranda Sarmento entrou e aquela primeira fase não foi particularmente feliz, até na discussão sobre as contas públicas, ainda com Fernando Medina, logo na ressaca da entrada do governo, criaram-se algumas dúvidas. Eu creio que Miranda Sarmento ganhou e reforçou o seu estatuto político. Como eu dizia há pouco, eu não gosto de o ver como cabeça de lista, mas isso também explica isso. O peso político de Miranda Sarmento foi muito reforçado com estes números. E, portanto, eu dou um 14 a Joaquim Miranda Sarmento pelos resultados. O que me parece? Eu não gostei de o ouvir, desde logo, e é porque eu não gosto de vê-lo como cabeça de lista, a prometer novas descidas de impostos já em pré-campanha eleitoral. Ao mesmo tempo que estava a falar dos resultados de 2024 como ministro, já estava a falar como cabeça de lista do PSD às eleições do próximo mês de maio, em nome da coligação.
E deixou também algumas referências ao programa que vai ser apresentado. Diz que um terço já está feito.
Já está feito, mas sobretudo, que seguramente vai haver novas descidas de impostos anunciadas. É misturar aqui funções, competências e papéis que eu não gosto de ver. Embora, volto a dizer, acho que é um excelente resultado. Supera as expectativas, embora também seja necessário dizer, em abril, Fernando Medina deixou, aliás, na pasta de transição, eu tive a oportunidade de entrevistar Fernando Medina. Perdão?
É um resultado que ainda se deve em parte a Fernando Medina.
Não diria tanto, porque depois a execução, o orçamento é de Fernando Medina, mas a execução é deste ministério, não é de Fernando Medina, embora seja justo dizer que na pasta de transição. Nove meses, portanto, entrou em março, abril. As eleições foram logo no início do ano.
Tomou posse em abril e entrou em plenas funções já-
Em abril, sim, entrou em posse em abril, entrou em plenas funções quando tomou posse. Portanto, eu diria que a execução é mérito de Sarmento, podia ter feito um retificativo, não fez, mas isto para acelerar. Fernando Medina deixou na pasta de transição, quando já com dados mais atualizados, uma estimativa de saldo de 07 para concluir, o que mostrou logo na altura que havia condições para fazer. Mas também é preciso dizer que este governo deu muito mais coisas do que aquilo que o próprio PS admitia dar, nomeadamente às carreiras especiais da função pública e em impostos. Dito isto, os riscos continuam aí. A economia portuguesa cresceu bem e vai crescer por força do andamento da economia no último trimestre. Em 2025 vai crescer mais do que em 2024, mas o que nos dizem as previsões é que voltaremos a crescimentos de 1,5%, 2% nos anos seguintes, se não houver reformas. Portanto, eu acho que é um ótimo resultado para o país, obviamente, mérito da equipa do governo e do ministro, em particular. Diria que a pressão e a exigência de controle das contas públicas e de redução da dívida pública continuem aí, sobretudo com a exigência que se sabe. Eu vou deixar mesmo esta última nota, armamento.
Recorda só a nota para fecharmos.
Dei um 14 ao ministro das Finanças. Não dou mais, porque eu não gostei de o ver antecipar já no momento em que estava a anunciar este valor, a fazer promessas eleitorais, que eu acho que é confusão de papéis que não deve ser feita nesta fase.
António Costa, Eunice Lourenço, muito obrigado. Foi a edição de sábado de "E o Vencedor É".
Obrigada.
Obrigado.