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Que noite! Queria, antes de mais, felicitar a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa como presidente de Portugal para um segundo mandato, felicitar aquele que é o chefe de Estado, agora já escolhido pelos portugueses, e desejar que faça um segundo mandato com dignidade, com respeito por Portugal, pelos portugueses, pelos portugueses de bem, e que esse mandato marque uma rotura em relação àquilo que foi o seu primeiro mandato.
Salva de palmas para as primeiras palavras de André Ventura, dirigidas diretamente ao presidente reeleito, um presidente que Ventura quer que seja bom para os portugueses de bem.
Em que a direita em Portugal se reconfigurou completamente. É uma noite histórica em que, pela primeira vez, um partido declaradamente antissistema rompeu o espectro da direita tradicional com cerca de meio milhão de votos e conseguiu furar o bloqueio habitual em Portugal para criar uma avassaladora força antissistema, que não quebrou hoje, nem acaba hoje, mas que hoje conhece o seu momento maior da sua história e a sua força para as batalhas que se aproximam.
Mais uma salva de palmas para o candidato.
Há um dado que devemos realçar hoje: é que esmagamos a extrema-esquerda em Portugal.
Era um dos grandes objetivos de André Ventura, ficar em frente a toda a esquerda. Não conseguiu. Ana Gomes está à frente de André Ventura.
Teve mais votos que o Partido Comunista de João Ferreira, o Bloco de Esquerda de Marisa Matias e a Iniciativa Liberal de Tiago Malhan, todos juntos. Conseguimos mostrar que só aqui há alternativa em Portugal.
Os apoiantes gritam "Ventura, Ventura!" nesta altura, batem palmas, muitos estão de pé.
Mas nós somos firmes naquilo que defendemos. Ficamos, e fiquei, aquém dos 15% que deveríamos ter e, segundo o que os números indicam até à hora em que estamos, não obstante não terem terminado, com algumas décimas de diferença da candidata que representa o pior que Portugal tem. A esquerda mais medíocre, mais colada às minorias que têm explorado Portugal e mais colada àqueles que têm destruído Portugal e levado Portugal ao estado em que está. Por isso mesmo, e porque esse era também um dos grandes objetivos que tinha, não fugirei à minha palavra e devolverei aos militantes do Chega a palavra sobre se querem ou não a continuidade deste projeto à frente deste partido.
Uma salva de palmas para André Ventura, depois de anunciar que vai mesmo demitir-se da liderança do Chega. Um anúncio em que, ao mesmo tempo, diz que se recandidata.
Recebi hoje chamadas da grande maioria dos líderes europeus do nosso grupo de ID. Por toda a Europa e por todo o mundo, o olhar esteve nesta noite e todos, em uníssono, me disseram que Portugal estava adormecido, que o antissistema não existia em Portugal, que a verdadeira direita nunca teria espaço em Portugal. E hoje, Espanha, Alemanha, passando por Itália e pela França, todos estes líderes se regozijaram na enorme força que transmitimos e que lhes mostrámos que estamos também ao seu nível na luta contra o sistema em Portugal. E isto não foi mérito meu, foi mérito de meio milhão de portugueses que hoje saíram de casa para votar.
André Ventura a falar dos vários apoios europeus da extrema-direita que teve ao longo desta campanha. Marine Le Pen, de França, e Matteo Salvini, de Itália, foram dois deles.
Uma palavra para as sondagens, que colocaram Ana Gomes entre os 13 e os 16, ou entre os 14 e os 17, e que a mim me colocaram com o mínimo de nove. É curioso, Ana Gomes não chegou aos 13, mas eu estou muito perto dos 12. E acho que as empresas de sondagens e quem as faz têm de começar a perceber que não é enganando os eleitores, que não é manipulando o sentido de voto, que se faz política em Portugal.
Uma crítica a sondagens por parte de André Ventura. Sondagens que, apesar de tudo, ao longo da semana, algumas delas lhe foram dando o segundo lugar.
"Ana Gomes descola", "Marisa Matias aproxima-se", "João Ferreira cresce". Todos vimos esses títulos ao longo dos últimos meses, mas hoje era a prova dos nove. E não só o batom da Marisa não lhe permitiu crescer, como a Ana Gomes não descolou e como João Ferreira nem no Alentejo me ganhou! Nem no Alentejo me ganhou!
André Ventura a fazer referência aos resultados que teve no Alentejo, onde ficou à frente do candidato apoiado pelo Partido Comunista Português.
Meus amigos, saímos daqui com a claríssima convicção de que, embora tenhamos em breve uma nova disputa neste partido, democrática e aberta, sabemos bem que este é um projeto vencedor Sabemos bem que este é um projeto a olhar para o futuro e que hoje, esse futuro que nós tanto queremos, por que tantos lutamos, ficou cada vez mais perto. De toda a Europa, choveram mensagens de apoio a dizer que Portugal acordou. E eu, humildemente, me reconheço. Eu, humildemente, posso olhar para mim próprio e agradecer a Deus, me ter colocado a mim como a voz desse país que acordou.
André Ventura a agradecer a Deus. Ele quando chegou aqui ao hotel onde está a acompanhar os resultados desta noite eleitoral, disse que tinha rezado muito nos últimos dias.
Mas hoje rompemos outra barreira. Quebrámos o mito das terras de esquerda e das terras comunistas. Por todo o território dito comunista, por todo o território alegadamente de esquerda, hoje, nem o Partido Comunista ficou à nossa frente. E temos que dizer que mesmo no Alentejo e mesmo nas zonas profundamente comunistas, o Chega mostrou hoje que esse eleitorado é seu e que vai ser seu no processo de transformar Portugal nos próximos anos.
André Ventura aqui a mostrar-se muito satisfeito por aquilo que diz ser um roubo, digamos assim, de eleitorado ao Partido Comunista Português, que terá transitado diretamente para a sua candidatura.
A mensagem é para o coração da direita e do centro-direita em Portugal. Não há segundas vias depois desta noite. Não há ilusões, nem grandes, nem pequenas, depois desta noite. Poderemos continuar a ser alvo e vítimas de todos os ataques mais vis, baixos e incompreensíveis. Mas há uma coisa que hoje ficou clara em Portugal e que ficou clara para a Europa e para o mundo, que não haverá governo em Portugal sem que o Chega seja parte fundamental desse governo em Portugal. Não haverá governo em Portugal sem nós e nós seremos uma transformação enorme.
André Ventura aqui com mais uma das ideias que tentou passar durante esta campanha, um governo de direita só vai ser possível com o Chega.
Vai derrubar todas as barreiras nas eleições autárquicas e nas eleições legislativas. E hoje ouvimos os protagonistas dessa direita dizer que foram os outros que falharam com a nossa ascensão, que foram os outros que falharam com este resultado, que foram os outros que falharam por uma grande maioria do povo português se estar a juntar à volta deste projeto. Não há volta a dar e não haverá governo sem Chega nos próximos anos. E como não haverá governo sem Chega, a quarta república que desejamos está cada vez mais perto de acontecer, está cada vez mais perto de conseguirmos lutar por ela em Portugal. PSD, ouve bem, não haverá governo em Portugal sem o Chega. Não haverá! Chega, Chega, Chega!
André Ventura, aqui a falar diretamente para o PSD e para Rui Rio. Foi uma mensagem clara, direta a Rui Rio, a quem pede para olhar para estes resultados, porque no futuro não vai haver um governo de direita sem a participação do Chega.
De um movimento desconhecido, a uma força residual, a uma força fundamental e a uma força indispensável. Os que acharam que confrontando-nos, chamando-nos nomes, apelando ao feminismo, ao racismo ou ao antirracismo, conseguiriam alguma coisa. O povo português hoje, deu a resposta. E aqueles que passaram a campanha a falar de batons e a falar de temas de serviços sociais e a dizer que aqui havia o programa A e o programa B, a dizer que éramos isto e aquilo e tudo o seu contrário, hoje tiveram uma enorme resposta do povo português nos distritos onde seriam teoricamente mais fortes. E isso nos envaidece, e isso nos dá e nos transmite a todos um enorme orgulho de fazer parte deste movimento. Nós, meus amigos, não criamos só um enorme movimento. Nós somos e seremos responsáveis pela maior força de transformação em Portugal das últimas décadas. Toda a noite eleitoral foi sobre nós e toda a noite eleitoral foi sobre o que seria no futuro e foi no passado, tudo o que permitiu que este resultado acontecesse e tudo o que vai permitir que num dia mais breve do que imaginamos, este governo miserável caia e nós possamos finalmente assegurar o governo em Portugal para o levar à transformação que sonhamos e que tanto queremos para o nosso país. És grande, Ventura!
André Ventura agora aqui também a apostar na possibilidade de o Governo Socialista vir a cair nos próximos tempos, pelo menos antes do fim da legislatura, e com o objetivo de, já se percebeu, formar um governo à direita com o PSD. É esse o próximo objetivo que Ventura traça aqui.
Queixaram hoje da falta de apoio de António Costa, ou se queixaram do terreno que não permitiu campanhas eleitorais, ou da falta de contacto com a população, ou que se queixaram de tudo e mais alguma coisa. A nossa mensagem é precisamente a contrária. Obrigado, enorme, fantástico povo português, por nos permitirem dar este enorme estalo no sistema em Portugal. Porque hoje foi um estalo, mas amanhã será uma avalanche que nos levará ao governo de Portugal. Contem conosco, porque nós estamos aí para a luta. Viva Portugal, viva o Chega! Obrigado, Portugal.
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