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11 em ponto. Jornal das 11, uma edição do José Rafael Lopes e depois de três dias seguidos de ameaças de bomba em vários países na Europa, as autoridades portuguesas estão em alerta elevado com ameaças de bomba e também, José, ciberataques.
Em Lisboa, um voo da Ryanair com destino a Roma foi impedido de decolar hoje, na hora prevista, por suspeitas de que teria uma bomba a bordo. O caso foi reportado publicamente pela PSP, mas o Observador sabe que este caso não foi o único. Também durante o dia de hoje, outros dois voos da TAP, um com destino a Paris e outro que viajava para Copenhaga, foram alvos de ameaças de bomba. A informação tornada pública fazia referência a uma comunicação através dos mecanismos de cooperação policial internacional, mas o Observador sabe que, em todos estes casos, as informações foram transmitidas à PSP diretamente pelo FBI, a Agência Norte-Americana de Investigação Criminal. As ações disruptivas não ficam por aqui. Também no início da semana, sete lojas do Intermarché anunciaram ter sido afetadas pelo mesmo tipo de ataques que já tinham sido identificados noutros pontos do continente europeu. Não há ainda uma certeza absoluta da origem desta ofensiva, mas o que chocou os especialistas na área da defesa no meio digital foi o fato de ter havido uma segunda ronda de ataques às estruturas de refrigeração.
Este é um artigo dos jornalistas Martim Adrado e Pedro Rinho, que faz manchete a esta hora no site do Observador, em observador.pt. Seguimos nesta edição das 11 com a defesa de Renata Câmara, que acusa a Câmara Municipal de Lisboa de não estar a executar a sentença do Tribunal de Lisboa, que tinha reconhecido o direito de manifestação à manifestante, de continuar na acampada dos protestos pela habitação.
A acusação visa, em particular, o presidente da Câmara, Carlos Moedas. A defesa denuncia a existência de um despacho do autarca a impor a saída da acampada no Rossio, por considerar que o protesto das tendas e a realização do mercado natal são inconciliáveis no mesmo local. A advogada de Renata Câmara, Leonor Caldeira, refere também que a Polícia Municipal já se deslocou ao Rossio para avisar que iria ser cumprido aquele despacho, que a defesa de Renata Câmara considera nulo. A advogada diz ainda que a autarquia não pode tomar esta decisão antes do tribunal se pronunciar e sem observar o juízo que a sentença lhe impõe. Pede também, Leonor Caldeira, ao tribunal que tome uma decisão urgente para impedir a saída de Renata Câmara do Rossio, devido ao mercado de Natal. Para o presidente da Câmara de Lisboa, a acampada de Lisboa deve deslocar-se para o Largo de São Domingos, para a Praça do Martim Moniz ou para os Restauradores. A decisão é suportada por um parecer do Comando Metropolitano da PSP que, segundo a defesa de Renata Câmara, não atesta a impossibilidade de manter a acampada e o mercado no Rossio.
E no Porto, a acampada montou na Praça Dom João I uma lona suportada por cabos de aço e quatro grandes tendas fechadas para apoio logístico.
É uma preparação para os dias de chuva que se aproximam nos próximos dias devido à depressão Bruna. Os manifestantes estão a acautelar a presença na Praça Dom João I. Isto numa altura em que a Câmara do Porto quer avançar com a construção da habitual pista de gelo na praça, o palco dos protestos pela habitação das últimas semanas, sendo que o presidente da Câmara já enviou um novo e-mail aos manifestantes do movimento Acampada sobre a conciliação do espaço. A autarquia portuense avança à Agência Lusa que a preparação do programa natalício vai decorrer de forma progressiva, com o arranque dos trabalhos de montagem a começarem exatamente daqui a uma semana, no dia 13 de novembro.
E continuamos nesta edição com o Chega, que insiste na descida da idade da reforma e na descida do IVA dos combustíveis para o orçamento do próximo ano.
São algumas das 600 propostas de alteração ao orçamento do próximo ano, apresentadas pelo partido, de um total de mais de 2500 que os partidos no geral apresentaram. André Ventura explica aos jornalistas que não vai abdicar da descida da idade da reforma.
Há uma proposta de que nós não abdicamos e que eu entendi, e que dei também indicações ao grupo parlamentar nesse sentido, que era uma imagem da coerência e da insistência do Chega, do ponto de vista das políticas públicas: a descida da idade da reforma. É fundamental começar uma trajetória para descer a idade da reforma em Portugal.
André Ventura, a dar conta dessa vontade de diminuir a idade da reforma, insiste ainda que não se pode separar a alteração da lei das rendas das medidas relacionadas com o custo de vida.
Já o secretário-geral do PS insiste que está disponível para construir soluções para a habitação.
Mas lembra que foi o Chega que aprovou a lei das rendas na generalidade. José Luís Carneiro admite negociar, mas apenas e somente se cair o conceito de renda moderada do governo.
O governo também viabilizou com o Chega os €2300 como uma renda moderada. Eu pergunto ao país, quem é que pode pagar uma renda moderada de €2300? Se calhar, se vos perguntar a vós, talvez não tenham rendimentos suficientes para pagar uma renda moderada de €2300 por mês. Portanto, é disso que nós estamos a falar. Portanto, quando me perguntam se o PS está disponível para construir uma solução para a habitação, nós estamos. Agora, tem que ser com condições de justiça social.
José Luís Carneiro diz que o Partido Socialista continua aberto para negociar a crise da habitação, mas diz que se recusa a viabilizar aquilo que faz mal à vida das pessoas. São declarações da guarda, aqui o registro da RTP.
E o ministro das Finanças insiste que o principal problema da crise da habitação é a falta de casas disponíveis no mercado e garante, José Rafael Lopes, que o atual governo já fez mais que os anteriores.
Foi o que defendeu Joaquim Miranda Sarmento durante a discussão, na especialidade, da proposta de lei do Orçamento de Estado, onde voltou também a estar em discussão a questão da renda moderada, que o governo coloca no máximo de €2300. Joaquim Miranda Sarmento reiterou que o principal problema não é tanto as rendas, mas sim a falta de oferta de casas.
Nós temos um problema de falta de oferta e temos que aumentar a oferta de casas novas e temos que aumentar a oferta de casas que podem ser arrendadas. E mais uma vez A renda é até € 2.300. Estamos a incentivar a entrada de casas com rendas de 800, 1000, 1200, bastante mais baixas do que aquele limiar que o senhor deputado refere muitas vezes como se fosse um valor único, quando, na realidade, a função é contínua.
Joaquim Miranda Sarmento regressou à ideia de que o governo já fez quase tudo para responder à crise na habitação e garante que já fez muito mais do que executivos anteriores.
Também a marcar a atualidade nacional nesta noite de sexta-feira, a FENPROF acusa o governo de atropelar as regras da negociação coletiva com a aprovação da revisão das habilitações para dar aulas ao primeiro ciclo.
Em causa está a aprovação de um decreto lei que permita às escolas com maior carência de professores contratar licenciados em educação básica para dar aulas ao primeiro ciclo antes de concluírem a formação pedagógica. A proposta tinha sido apresentada na semana passada aos sindicatos, que enviaram contributos. Esta quarta-feira, o Ministério da Educação comunicou que estava encerrado o processo de negociação, sendo que a versão do documento não mudou e a medida foi depois aprovada em Conselho de Ministros. José Feliciano Dacosta, um dos secretários-gerais da FENPROF, critica a forma como decorreu o processo das negociações.
Não vale tudo, não vale desrespeitar a lei, não vale atropelar a negociação coletiva, não vale desvalorizar a formação pedagógica, não vale colocar em causa a qualidade da escola pública e, sobretudo, não vale, como é óbvio, comprometer o futuro das crianças para esconder a capacidade de resolver os problemas estruturais do sistema educativo.
José Feliciano Dacosta, secretário-geral da FENPROF, em conferência de imprensa, onde exigiu uma negociação suplementar do diploma, apelando também ao veto presidencial de António José Seguro.
E antes de, como é hábito nesta edição das 11, atualizarmos a informação de âmbito local, tempo ainda para a atualidade internacional. O presidente norte-americano diz que Israel e o Médio Oriente não existiriam se o Irão tivesse acesso a uma arma nuclear.
Donald Trump insiste na rede social Truth Social, nesse argumento, que já utilizou no passado para justificar um ataque a Teerão. As palavras do líder norte-americano surgem depois do vice-presidente J.D. Vance ter atribuído ao conflito com o Irão a derrota sofrida pelo Partido Republicano nas eleições intercalares de terça-feira nos Estados Unidos. J.D. Vance diz que a razão pela qual os republicanos perderam foi a guerra no Irão. Nesse ato eleitoral, os republicanos perderam o controle do Senado e também da Casa dos Representantes, com uma vitória massiva do Partido Democrata.
Nove minutos para lá das 11. Tempo ainda para atualizar a informação de âmbito local que está a marcar esta sexta-feira, 6 de novembro. José Raposo Lopes.
Começamos no Porto. A 22ª edição da EDP Maratona do Porto acontece no domingo. A edição deste ano tem o maior número de participantes inscritos, são 15 mil. A maratona começa às 8h, junto ao Sea Life, termina no Queimódromo. O percurso passa por Porto, Matosinhos e Gaia, com a travessia da Ponte Luís I. Em Ovar, vai ser construída uma nova esquadra na Rua Gomes Freire, no espaço da antiga sede dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento. O projeto vai ser financiado pelo Ministério da Administração Interna. A obra termina daqui a um ano e meio e vai custar mais de € 2 milhões. Em Santarém, o Centro Nacional de Exposições vai receber uma conferência nacional dedicada à criptoeconomia e à inteligência artificial. São esperados cerca de 700 participantes. O evento acontece nos dias 14 e 15 de novembro, vai contar com mais de 25 oradores e mais de 10 workshops ligados a esta tecnologia. No Seixal, o Festival de Teatro da Cidade está de regresso, vai para a 43ª edição. O tema central das peças de teatro deste ano vai ser a liberdade no ano em que se assinalam os 50 anos da Constituição da República Portuguesa. A principal novidade deste ano vai ser a adesão de todas as escolas secundárias do Conselho. Na Marinha Grande, o município vai promover as jornadas sociais e da saúde, este ano, sobre os temas da dignidade e da resiliência. O evento decorre nos dias 19 e 20 de novembro. O primeiro dia dedicado à dignidade humana, o segundo, à saúde mental. O programa inclui debates, mesas-redondas e painéis de discussão. E em Sintra, o espetáculo Cama Nupcial vai estar em cena na Casa do Teatro, já amanhã, às 21h30. A peça vai ter uma abordagem marcada pelo humor e por situações inesperadas, onde são exploradas as relações conjugais. O espetáculo dura quase uma hora e meia, é necessária a compra de bilhete.
O José Raposo Lopes está de regresso, não à cama nupcial, mas à cadeira das notícias, de regresso às 11h30. Um grande abraço.
Grande abraço, Vicente.
E de regresso com uma cinza.