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Espetador da Rádio Observador, o ministro da Administração Interna contraria a ideia, as percepções de insegurança em Lisboa. Luís Neves diz que hoje em dia estamos muito longe dos valores registados nos anos 80, 90 ou mesmo no final da década de 2000. Segundo o ministro, em 2008 e 2009, e vou citar: "Entre assaltos a bancos, gasolineiras e postos dos CTT com mortos, houve 900 ataques por ano. Hoje, porventura", diz o ministro, "não temos 10% desses crimes". Eu sou o Ricardo Conceição e comigo está a Judite de França.

E são nossos convidados Miguel Quintas, é presidente da Associação Nacional das Agências de Viagem, e Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia. Eu começo por si, Paulo Santos, bem-vindo, antes de mais. O ministro da Administração Interna disse hoje que Lisboa tem menos criminalidade do que no passado. É essa a realidade dos agentes da PSP no terreno?

Muito boa tarde, muito obrigado pelo convite, cumprimento os ouvintes. Bem, eu não tenho bases sólidas que fundamentem a opinião contrária. Estamos a falar de um ministro que conhece aquilo que são os RACIS. Estamos a falar de uma pessoa que para além de ter exercido agora funções de ministro, esteve à frente de uma Polícia Judiciária. E objetivamente, aquilo que nós sabemos é que com os dados que temos disponíveis, e eu não vou colocar em crise aquilo que consta dos relatórios, porque esses são a base de trabalho pra podermos formar a nossa opinião, não há outro, posso colocar em crise a forma como são feitos, a engenharia que é incorporada nesses relatórios para fins políticos eventuais, mas a verdade é que com os dados que temos, há uma noção da realidade daquilo que são as palavras do senhor ministro. Mas há aqui uma dimensão importante que tem que ver com a perceção da criminalidade. E isso nós temos debatido muito, porque é verdade que efetivamente há registros de crimes, mas também há as cifras negras. Há aquilo que muita gente que é sujeito a crimes também não participa. E como nós sabemos, os relatórios refletem aquilo que é a criminalidade participada. Agora, se me permite, só nesta primeira abordagem, eu acho que o senhor ministro da Administração Interna está a tentar, de certa forma, colocar a agenda como pretende, que é afastar algumas interpretações, tem sido uma tentativa de colocar algum alarmismo pra discussão das matérias de segurança interna. Aquilo que nós sabemos é que os polícias, no terreno, confrontam-se com problemas vários, complexos e que já são de há muitos anos, e que aquilo que tem acontecido na resposta ao crime e à preservação da paz pública, tem sido não através dos recursos que os sucessivos governos têm incorporado na administração interna, mas muito à custa de cortes e de trabalho suplementar. Isso parece não ser uma estratégia correta.

Só pra ver se percebi bem o que acabou de dizer. Há os números que constam dos relatórios, mas a perceção que os senhores têm, e vamos entrar aqui no mundo e no reino das percepções, é diferente da desses relatórios pra pior, é isso?

Eu não diria que era pra pior, é a nossa interpretação. Por quê? Porque nós temos também outras variáveis. Desde logo, nós sabemos que hoje os polícias que existem na PSP só existem porque tem sido nos últimos 12 anos, barrada completamente a saída pra pré-aposentação. Nós sabemos que qualquer cidade do país, para ter um evento com alguma envergadura, necessita de cortar folgas. E sabemos também que os cidadãos, isto já nos leva pra outra discussão das redes sociais, da forma como se noticia o crime hoje, cria-se uma perceção de criminalidade muito aguda. Mas é verdade que nós temos um país tranquilo do ponto de vista geral, mas não deixamos ter focos de criminalidade que já nos preocupam e mereciam uma atenção mais fina.

Vamos chamar também Miguel Quintas à conversa.

Bem-vindo, Miguel Quintas. A perceção de insegurança, mesmo que não seja baseada em dados reais, interfere na escolha de um destino de férias. Lisboa arrisca perder competitividade por essa questão.

Boa tarde a todos. Nós temos que olhar este tema, se calhar, por dois prismas. Em primeiro lugar, acho que é muito importante deixar aqui claro: Portugal e Lisboa são considerados destinos seguros e, portanto, um turista quando decide vir para Portugal, está ciente de que vem para um país seguro, um dos países mais seguros do mundo e não é o principal tema de decisão quando visita Portugal. Portanto, isso é importante deixar claro. Sobre as palavras do ministro, aqui compete-me dizer duas coisas. Bom, em primeiro lugar, eu entendo, e é importante não haver alarmismos à volta disto, porque, em particular no setor do turismo, que é aquilo que mais me interessa falar neste momento e aquilo que me pede muito a opinião. Obviamente que considerar que Portugal tem um aumento de criminalidade ou deste tipo de episódios de violência, levanta temas também de registro pro próprio turismo e como tal, não podemos esquecer o turismo que representa 14% do PIB em Portugal e é uma indústria que tem que ser bem protegida. Sobre os dados do próprio ministro, em primeiro lugar, acho importante consultar o RASI, e o RASI são indicadores, vamos chamar, fiáveis. Em 2025, dizia que efetivamente a criminalidade violenta e grave caiu 1,6%, mas a criminalidade geral subiu 3,1%. Sendo que foram registadas algumas milhares de ocorrências de carteiristas em Portugal, quase metade deste crescimento de ocorrências foram em Lisboa. E aqui convém distinguir o que é a criminalidade há 30 ou 40 anos, quando o ministro fala, sobre aquilo que é a criminalidade hojeA verdade, 30 ou 40 anos atrás, quando havia um crime reportado numa headline do jornal, numa gorda ou eventualmente no seu interior. Hoje, com as redes sociais, nós temos pessoas que filmam nos andares das casas, na rua, episódios de violência, episódios de carteiristas, por exemplo, e são colocados no TikTok, no Facebook, no Instagram e rapidamente são divulgados por todo lado. E portanto, a forma de combater o crime tem que ser diferente, porque a nossa realidade é diferente e não podemos estar a comparar há 30, 40 anos atrás, porque as realidades são completamente diferentes. Depois, temos um segundo nível de segurança, que é este, sim, também é muito importante deixar nota, que é o facto de nós sermos uma porta de entrada na Europa, Portugal, e cada vez mais temos assistido a que face ao fraco controle de qualidade, e aqui sem levantar nenhum tema, igual ao meu colega do painel, da Polícia Financeira Pública, que tem feito um esforço, e nós sabemos disso, tremendo para garantir o controle de entrada dos países fora da zona Schengen. Levantam problemas de filas de horas e naturalmente com máquinas que não funcionam ou que estão fora de serviço, em que alguns países da Europa já levantaram a questão de fazerem um segundo controle das pessoas que entram em Portugal, se entrar em outros países da Europa, haver um segundo controle.

Esse é um ponto muito importante, Miguel Quintas. No fundo, esses turistas e essa má experiência é uma coisa que se resume àquelas horas e àquele primeiro dia e depois no segundo dia as pessoas vão à vida delas e lá esquecem isso ou é algo que pode estragar toda a experiência da viagem a Lisboa ou Portugal?

Estraga toda a experiência. Não há dúvida absolutamente nenhuma. Acabei de vir, por exemplo, do Brasil, estamos a falar de duas semanas atrás, e no Brasil comentavam que as filas eram 14 horas. É claro que não chegamos a esses números, infelizmente, mas são muitas horas de espera. Eu pessoalmente tenho essa experiência, quer para sair de Portugal, quer para entrar.

Então deixe-me ver se o Paulo Santos também, do convívio que tem e do contacto que tem com os agentes da PSP que estão na rua. De alguma forma, isto também influencia a forma como os turistas lidam com a cidade e com as autoridades, Paulo Santos?

Há um impacto, isso é natural, há um impacto no turista que visita Portugal da forma como é recebido no aeroporto. Se lá está duas ou três horas, está lá 10, seis, oito horas. Mas não nos esqueçamos da outra dimensão, porque isto também é do conhecimento comum de qualquer polícia. Eu próprio estive em Faro há uns meses atrás, de facto, o responsável policial do aeroporto de Faro abordou a questão da entrada de turistas no aeroporto de Faro como tendo uma melhoria, porque houve um reforço efetivo, mas depois colocou também a questão de saber se aquele turista que já não esteve tanto tempo à espera para sair do aeroporto para ir para as cidades do Algarve, se teria polícias para acorrer a uma situação que lhe possa eventualmente acontecer. Isso também marca aquilo que é a perceção com que o turista fica do nosso país. Agora, eu creio que a questão dos aeroportos é importante, porque nós, quando foi a alteração da reestruturação do SEF, da sua extinção e da criação dessa valência na Polícia de Segurança Pública, questionamos diretamente, na altura, ao senhor ministro José Luís Carneiro, aquilo que estava a ser feito na PSP para acolher as missões que outrora eram do SEF, ao nível do efetivo, ao nível da formação, ao nível dos mecanismos, ao nível da preparação estrutural dos aeroportos. E aquilo que nós sabemos hoje é que foi feito muito pouco e era importante as pessoas perceberem hoje que os aeroportos de Lisboa, não tanto no Porto, mas Lisboa e Faro, têm problemas estruturais gravíssimos, que há aqui uma tentativa, e assumo aquilo que digo, de branquear alguma realidade que se passa nesses aeroportos. E esta política de branquear realidades e secundarizar alertas que têm sido feitos, não parece que seja uma política correta. Por isso alertamos também ao senhor ministro para que não se deixe levar por algumas considerações que são feitas por responsáveis da polícia e conheça aquilo que efetivamente se está a passar no terreno, que são dificuldades acrescidas para a Polícia de Segurança Pública, porque não foi preparada, ainda hoje sabemos isso, para acolher essa missão que outrora era do SEF.

A polícia tem alguma formação para lidar com os turistas, Paulo Santos? Há trabalho nesse sentido? Sei que ultimamente temos visto, da parte da PSP, vídeos nas redes sociais, por exemplo. Essa preocupação está presente no vosso trabalho?

Claro que sim. A Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras e todos os colegas que estão envolvidos nesta nova missão têm tido a formação adequada. A verdade é que o efetivo e todas as outras variáveis, desde logo as condições estruturais dos aeroportos e mesmo as plataformas tecnológicas, não estão é a responder àquilo que são desafios imensos. Nós estamos a falar de um universo de pessoas que visitam o nosso país, e o meu parceiro de debate saberá melhor do que eu, que o volume de passageiros que entrou em Portugal nos últimos dois, três, quatro anos é muito elevado relativamente àquilo que acontecia há dois ou três, quatro anos atrás. Por isso, é preciso perceber se Portugal está preparado em termos policiais para responder a estas dinâmicas e estamos a falar numa realidade que já era deficitária do ponto de vista de polícia nas esquadras convencionais e que não tinha meios suficientes para acolher estas missões. Eu não estou contra ao aumento de valências na Polícia de Segurança Pública. Agora, aquilo que nós sabemos nos últimos anos é que sempre que a polícia recolheu novas missões, novas atribuições, desde a investigação criminal no início dos anos 2000, nunca foi apetrechada de meios suficientes para essas novas valências, e isso é que é errado.

Miguel Quintas, tem algum feedback sobre os clientes e os turistas, sobre a forma como lidam com as autoridades, com a PSP? Isso é matéria de preocupação e de conversa ou não?

Essencialmente, não. Deixe-me dizer, para já, em relação à PSP, não. Aliás, aproveito para citar meu colega de painel e dizer que nós sentimos sempre, do lado do aeroporto, o maior profissionalismo das pessoas que estão nas boxes e sentimos também que, às vezes, muitas pessoas à beira do esgotamento ali a atender milhares de pessoas que entram. Não podemos esquecer que só em Lisboa entram 12 milhões de pessoas fora do espaço Schengen. Para um aeroporto que tem 36 milhões de passageiros, é quase um terço fora do espaço Schengen. Ora, quando um sistema não funciona, quando não foi preparado, quando os softwares não foram testados, quando não existem sistemas pilotos, quando não existe um adicional de formação de equipes da PSP ou quando trazem GNR para ajudar a PSP. A manta, como dizia o próprio ministro hoje, é curta e não tapa tudo, é um fato, mas nós já sabemos que a manta vai ser curta há um ano. Estamos a avisar isto. Ora, o que acontece é que o alerta começa a surgir, porque se o controle torna-se difícil de realizar, porque as máquinas não funcionam, porque os efetivos não são suficientes, é natural que no meio desta malha difícil de gerir passem pessoas que não deveriam passar. E isto tem se notado. E o alerta não é meu, o alerta vem da SE Europe, que já disse isto mesmo, e vem colocar Portugal nos piores lugares dos rankings dos 29 países que estão a utilizar o ES, no que toca à entrada de estrangeiros ou pessoas fora do espaço Schengen. O único ponto em que nós estamos acima, é um ponto realmente reduzido, que é a adoção de uma app que praticamente ninguém usa. Portanto, nós estamos efetivamente muito mal no relatório que saiu. A culpa não é dos profissionais, a culpa está aqui claramente no planeamento. É verdade que este ministro também herda uma situação, porque entrou há pouco tempo, que já vem, vamos chamar, torta, entre aspas, mas tem que se pôr pés a caminho para resolver isto rapidamente, porque está a causar um impacto, uma imagem muito negativa nos demais países da Europa, mas acima de tudo para quem cá chega, quer pelas filas de espera, quer porque estamos, e as notícias vêm longas e vêm nas televisões, vêm nas rádios, vêm nos jornais, a deixar entrar pessoas indesejadas no nosso país.

Esse é o ponto, Miguel Quintas, porque obviamente os números dão-nos uma realidade, depois temos as famosas percepções. Até que ponto é que elas podem ou não prejudicar este sustento do país, que é o turismo?

Prejudica muito e é exatamente por isso que nós temos que levantar a voz, porque é uma questão de planeamento e uma questão de execução desse planeamento, que não tem acontecido. Eu entendo que são várias entidades que estão aqui envolvidas. Eu recordo-me que no verão do ano passado, o primeiro-ministro veio dizer que estavam cinco ministros envolvidos nisto. Para resolver o problema dos aeroportos, é algo impensável, aliás, não vai resolver absolutamente nada, não é por termos ministros envolvidos que vai resolver o que quer que seja. Isto resolve-se quando existe profissionalismo, existe competência na execução. E portanto, este é o apelo que eu tenho que deixar aqui ao nosso ministro, que o senhor Prata disse há pouco tempo, tem um problema em mãos grave, tem vários outros, mas este aqui é um problema grave para o país e não tenho a mais pequena ponta de dúvida que esta imagem ressalta lá fora, porque quando nós viajamos ou quando temos os nossos parceiros lá fora para trazer clientes para Portugal, este é um tema que é recorrente e falo essencialmente fora do espaço Schengen, nos Estados Unidos, Inglaterra, um dos nossos principais parceiros de turismo internacional, falamos da Ásia, falamos do Brasil e também de outros países da África. Portanto, temos um problema gravíssimo para resolver entre mãos e no meio, como eu disse, desta teia, há gente que passa entre os pingos da chuva, como eu disse, que não é desejável e seguramente depois a PSP vai ter um trabalho adicional e a GNR e a PJ para resolver problemas que nós não queremos.

Paulo Santos, como é que vai ser o verão?

Boa pergunta. Eu diria só que não nos podemos centrar, apesar da importância que têm os aeroportos, mas não nos esqueçamos, e ando a dizer isto há muito tempo, que as esquadras estão no limite. Tudo aquilo que tem sido feito, e permita-me dizer isto, a situação só não está pior porque os policiais têm tido altruísmo, espírito de dedicação e profissionalismo bem vincado, mas isto já satura. Eu estou a dizer isto com alguma tentativa de me aguentar, porque andamos a deixar alertas de forma muito reiterada, mas não me parece que a parte política, a componente política, a responsabilidade governativa esteja à dimensão daquilo que têm sido os alertas feitos. Nós estamos a falar de uma instituição que não tem recursos efetivos suficientes para estarem em todo lado. Nós estamos a falar de profissionais que estão no limite. Eu conheço bem a realidade, aliás, fiz plenários nos últimos meses nos aeroportos, sei bem qual é a carga de exaustão e de burnout que os meus colegas estão sujeitos. Aquilo que se pergunta é: o senhor ministro da Administração Interna, que está efetivamente há pouco tempo na sua função, mas conhece com rigor aquilo que se passa, terá respaldo político da parte do senhor primeiro-ministro? Terá capacidade de investimento para recrutamento de novos quadros, uma vez que nós temos concursos muito abaixo daquilo que são as necessidades? Estaremos preparados para estar nestas dimensões de segurança pública e de estrangeiros e fronteiras com aquilo que é o necessário? Teremos capacidade para responder às dinâmicas sociais que são cada vez mais complexas? Nós não temos que ter vergonha de dizer as coisas como elas são. É preciso investimento. A segurança interna nas últimas décadas não tem tido uma política de execução que vá à dimensão ou ao encontro daquilo que tem sido anunciado. Eu recordo-lhes só um número. Nos últimos anos tem-se falado no plano de infraestrutura de equipamentos, sempre com o mesmo valor, 607 milhões de euros nesse pacote. As pessoas saberão que apenas na casa dos 24% é que foi executado nessa dimensão do anúncio que foi feito. Isto depois, na prática, tem reflexos que são negativos. Agora, eu acho que o senhor ministro da Administração Interna, o doutor Luís Neves, pelo conhecimento que tem, pela experiência que tem já a gerir uma polícia judiciária.

Já leva um avanço, não é?

Já leva um avanço, mas é preciso ter condições políticas e ter dinheiro para ter políticas de atratividade, para ter capacidade de colocar a Polícia de Segurança Pública num patamar de excelência, que apesar de os polícias terem feito esse esforço, politicamente não estamos a ter esse acompanhamento da parte do governo.

Paulo Santos, há zonas da cidade que concentram muito turismo, mas que têm algumas tensões sociais. Como é que a PSP gere essa convivência?

Bem, a PSP, não estamos a falar, mas a PSP tem condições para fazer ainda melhor daquilo que faz. Mas é preciso percebermos uma coisa: os polícias não podem estar em todo lado. É necessário também avaliar no futuro uma política de reestruturação que possa permitir saber quem é que tem que fazer o quê. Os polícias, a nível da segurança pública, a nível da ordem pública, a nível do policiamento de proximidade, têm capacitações muito boas para dar resposta a estes desafios. Mas é preciso, como em tudo na vida, que haja aqui condições objetivas, materiais, estruturais e motivação. Eu falo com muitos colegas, ando muito pelo país, visito muitos comandos da PSP e aquilo que me parece evidente é que, chegando ao pé dos colegas, há sempre uma desmotivação gritante. E isso não é correto.

Paulo Santos, muito obrigado. Paulo Santos, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia e obrigado também ao Miguel Quintas, o presidente da Associação Nacional das Agências de Viagem. Muito obrigado pela vossa disponibilidade para participar neste explicador.

Obrigado.