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Muito obrigada por estar com os Manhãs 360. No Explicador de hoje é nosso convidado o diretor-executivo da Olivoom, associações de olivicultores do Alqueva, Gonçalo Almeida Simões. Bom dia, muito obrigada pela sua presença.
Muito obrigado pelo convite.
O INE revelou na semana passada que nunca se produziu tanta azeitona para azeite em Portugal como no ano passado. A que se deve este recorde? Houve condições excepcionais ou é porque temos cada vez mais olival?
Sim, é verdade. O INE, são números ainda não confirmados, só serão confirmados em abril, mas foram colhidas cerca de 900 mil toneladas de azeitona, o que equivale sensivelmente a 140 mil toneladas de azeite. É o recorde dos últimos 80 anos, e estamos muito satisfeitos com isso. Perguntou-me se há mais olival. Não, isso é que é mesmo interessante. É que em 2000 a área de olival era superior à área que existe atualmente. Em 2000 eram cerca de 370 mil hectares, hoje temos uma área de olival no país inteiro, podemos depois falar relativamente à situação do Alentejo, mas de 360 mil hectares. Portanto, com menos área, produziu-se muito mais.
Mas o que aconteceu foi, digamos, um bom ano ou isto é para continuar, isto pode continuar?
Isto pode continuar ou não. Ou seja, a questão da safra, em termos de azeitona, tem anos bons e anos maus. Este foi um excelente ano, o ano passado não terá sido um bom ano. E, portanto, não se pode assumir que daqui para frente será sempre a crescer.
Mas como é que se justifica este resultado? É a cultura intensiva que está com técnicas cada vez mais adaptadas ou foi, de facto, as condições climatéricas que favoreceram?
São dois fatores. A associação representa associados na área do Alqueva, de norte a sul, e na área de regadio do Alqueva, portanto, Alentejo, incluindo o Alqueva. O que aconteceu, para termos uma ideia, é que no ano 2000, e refiro-me a médias nacionais, colhia-se meia tonelada de azeitona por hectare. No ano 2018, já estávamos com uma média, a nível nacional, de três toneladas de azeitona por hectare. E no Alentejo, ao dia de hoje, temos explorações a fazer 10 toneladas por hectare.
De seis a 20 vezes mais do que aquilo que se colhia.
Exatamente. E perguntavam por quê? Tem tudo a ver com agricultura de precisão, com boas práticas e com tecnologia aplicadas à agricultura. E daí o interesse da questão.
O que nos leva também às críticas e acusações de haver uma cultura de olival intensivo. Aliás, foi tema na campanha eleitoral, o que é invulgar. Não estão a deitar fora a galinha dos ovos de ouro com recurso excessivo de água, de terrenos, exaustão de terrenos?
Essa é realmente uma questão mediática, é uma questão que está a ser discutida neste momento, mas é uma questão também muito fácil de desmontar. E aqui o setor preocupa-se, sobretudo, em estar atento aos factos, em ver o que é que há em termos de informação estatística e estudos científicos também. Falou-me na questão da sustentabilidade. São, sobretudo, quatro temas que estão em cima da mesa: a questão da água, a questão dos solos, a questão dos fitofármacos e a questão da descarbonização. Em relação à água, para terem uma ideia, foram comparadas 14 culturas em Portugal, aquelas que são mais expressivas, e o olival só no top três em termos de uso eficiente da água, com 3 mil metros cúbicos por hectare. Abaixo do olival, só a vinha e a cevada. Todas as outras culturas em Portugal, e também na região do Alqueva, gastam mais que o olival. Em termos de descarbonização, tanto se fala de ambiente, pois bem, o olival captura sete a oito toneladas de CO₂ por hectare. Isto são números muito interessantes. Por quê? Porque é uma cultura permanente, é uma cultura com alta densidade em termos de árvores por hectare e com folhagem ao longo de todo o ano. Para terem uma ideia, só na região do Alqueva, e estamos a falar de 55 mil hectares plantados na região do Alqueva, foram sequestradas, por ano, 52 mil toneladas, o que equivale às emissões de Beja e Évoras juntas.
Perante o que nos está a dizer, por que razão é que acha que alguns partidos e alguns movimentos dizem que temos uma prática de olival intensivo?
Antes de mais, é uma questão semântica. Vamos lá ver, há três tipos de olival: olival tradicional, olival em copa e olival em sebes. E alguns, erradamente, foi uma questão que se adotou logo à partida, chamam o olival em copa, olival intensivo, e olival em sebes, olival superintensivo.
Se consegue explicar as diferenças, porque disse os nomes, mas não...
Explico claramente. Olival tradicional, basicamente, é o que temos na zona norte do país, na zona de Trás-os-Montes, na zona das Beiras e algum no Algarve, com muito espaçamento entre árvores, portanto, pouca densidade.
Será aquilo que podemos identificar como a paisagem natural.
Sim, paisagem natural. Quer dizer, isto é uma cultura milenar.
Claro que sim.
É uma cultura milenar que nem nasceu na Europa. Portanto, logo aí à partida, temos essa questão. Depois, o olival em copa já tem mais densidade de árvores, portanto, quando a pessoa olha, já vê as árvores alinhadas.
Mais parecido com a vinha, mas com árvores separadas ainda.
Com árvores separadas ainda. E depois, aquilo que se denomina de olival superintensivo, que é o olival em sebes, para terem uma ideia, podemos ter 2 mil árvores por hectare. Falou-me da vinha. A vinha tem 3 mil árvores por hectare. A dimensão também é diferente.
Claro.
A dimensão é diferente em termos de ocupação cultural. A vinha tem 180 mil hectares em Portugal, o olival tem 360 mil hectares. O olival é, em Portugal e no mundo, a cultura permanente mais presente no planeta.
E em relação à saturação dos solos, ainda não chegou a explicar por que razão entende que não há motivo para ficarmos preocupados com isso.
É realmente a cultura mais presente em Portugal, são 360 mil hectares, apesar disso, tem apenas 8% do mercado de fitofármacos.
Isto é, de químicos para tratamento.
De pesticidas, de químicos utilizados neste tipo de culturas.
Apesar do aumento da produção, não está a haver um aumento proporcional de químicos.
O aumento é sempre proporcional, mas vamos ver uma coisa, temos que comparar aquilo que é comparável. Se uma cultura com 360 mil hectares tem apenas 8% do mercado de fitofármacos em Portugal, eu acho que isto já diz muita coisa.
Por quê? São mais resistentes as oliveiras a pragas e a doenças?
E precisam de menos tratamentos do que outro tipo de culturas.
Mas como é que atribui as críticas que são feitas? Apresenta dados científicos, à partida deviam ser objetivos, mas parece que haja ou quem tenha outros dados científicos, ou quem com os mesmos dados, faça outras leituras. Por quê?
A questão é mesmo essa, é uma questão de ciência. Este tipo de temas, e aliás, em Portugal, começa a ser recorrente, nomeadamente, para o setor agroalimentar, o que é uma pena, porque é o país e o azeite, imagina, exporta 500 milhões de euros por ano, é muito, mas começa a ser recorrente termos esse tipo de discussões sem dados científicos. Há projetos de lei na Assembleia da República que lidos, não têm uma nota de rodapé com dados científicos. Isto é assustador, porque induz muitas vezes, quer o consumidor, quer o cidadão, a tomarem opções em termos de consumo, que depois não colam à realidade. E isso, sim, é uma questão societal e que temos que lidar com ela rapidamente, porque senão as pessoas podem entrar numa deriva alimentar que é errada.
Portanto, todas as preocupações que ouvimos, nomeadamente na campanha eleitoral, não são sustentadas do ponto de vista científico.
Do ponto de vista científico, certamente que não. Aliás, é uma cultura no Alentejo que tem 10 anos. E não podemos esquecer uma coisa, é que a região do Alqueva ou projeto do Alqueva, não há nenhuma região ou nenhum projeto de regadio tão monitorizado como o Alqueva. Não há nenhuma região em Portugal que tenha sido batida de pente fino em termos de monitorização geológica, em termos de monitorização hidrográfica, em termos de patrimônio histórico, como o Alqueva. E nós temos que confiar nos dados que estão disponíveis. E o Alqueva é um ótimo exemplo. Aliás, temos delegações a visitarem o Alqueva. Tem até uma entidade de gestão, que é a EDIA, onde trabalham 300 pessoas, desde arqueólogos a engenheiros e tudo mais, que se ocupam daquela área e da preservação daquela área.
E esta é uma área que ainda tem possibilidade para crescimentos?
É certamente uma área com capacidade de crescimento. Neste momento, Portugal é o oitavo maior produtor de azeite no mundo, é o quinto maior exportador de azeite no mundo. Se conseguirmos continuar com esta revolução tecnológica, não podemos esquecer que em 2050 haverá os tais 10 mil milhões de pessoas para alimentar, tal como diz a ONU. E portanto, o olival é privilegiado, enquanto setor, para entrar neste combate, porque cada vez com menos área ou com a mesma área, consegue produzir mais. E isso é muito interessante.
A questão é saber se há um limite a isso. Isto é, no meio das críticas da intensividade da cultura, se pode continuar a aumentar, isto é, Portugal tem capacidade ainda, nomeadamente na região do Alqueva, para aumentar a produção por hectare, por exemplo, no olival, concretamente, claro.
Terá, certamente, o potencial é grande.
E isso é recomendável ou não, em termos agrícolas e em termos da tal sustentabilidade?
Vamos lá ver uma coisa. Em termos científicos, é recomendável. Como sabem, o Alqueva tem 120 mil hectares irrigados, estão projetados até 2023 mais 50 mil hectares. Agora, não há, e há bocado falei da comparação em termos, por exemplo, de consumo d'água, muitas outras culturas a consumirem tão pouca água como o olival.
Mas como são menos intensivas e ocupam menos área, fazendo conta depois aos hectolitros d'água que são consumidos, deve ser menor. Digo eu, sem dados aqui, mas é uma questão lógica.
Certo, mas esse termo menos intensivo, centremos na questão da água. Só há duas culturas, disse há pouco, vinha e cevada a gastar menos do que o olival. Pensemos nas outras culturas que existem em Portugal. Frutas e hortícolas, gastam mais. Amendoal, gasta mais. Tomate, gasta mais. Estes são os nossos campeões em termos de exportações e em termos de produção em Portugal. Portanto, se todos esses gastam mais, a decisão de fazer mais ou menos olival no Alqueva vai ser política, mas esperemos nós que com base naquilo que é científico e que está plasmado.
Há cotas no Alqueva neste momento para os tipos de cultura?
Não, no Alqueva não há cotas.
Portanto, é o que os proprietários das terras quiserem lá fazer.
Não é bem assim. Há um obstáculo, desde já, do ponto de vista imobiliário, porque neste momento um hectare no Alqueva custa 25 mil euros.
Que é muito, imagino.
Que é muito. É muito comparado com as outras regiões, e daí a questão da sustentabilidade.
E daí a comparar com outras regiões, no Centro, por exemplo, no Ribatejo ou no Norte?
Valerá certamente menos. No Alqueva, 25 mil euros, noutras regiões andará entre os 10, 15 mil euros. E quando falamos de sustentabilidade, quer dizer, não há nenhum investidor Racional que vá fazer um investimento para que não faça um investimento sustentável.
Que é o retorno.
É o retorno do ponto de vista.
E esse retorno consegue-se, obviamente, com técnicas mais modernas de cultura.
Técnicas mais modernas.
Rentabilizar os hectares.
Isto é muito importante, que fique aqui bem presente. A agricultura de precisão só é possível a partir de uma certa escala, porque os investimentos que são feitos em termos de sondas, em termos de estações meteorológicas e em termos de investigação, não é possível na agricultura familiar, é possível numa agricultura a partir de uma certa escala, que eu não chamaria intensiva, chamaria agricultura com escala.
Falava desse investimento. Neste momento, no país, quem são os maiores investidores neste setor do olival?
Em termos de percentagem, 60% é investimento português, 32% é investimento espanhol e depois existe toda uma panóplia de investimento, que pode ser chileno, que pode ser francês, que pode ser inglês. E esta questão do investimento estrangeiro é uma questão muito interessante, porque os sucessivos governos o que têm feito é querer atrair investimento estrangeiro para Portugal, nomeadamente para a área industrial, para a área tecnológica. Por que o setor agroalimentar há de ser discriminado?
E por que tem sido?
Tem sido, mais uma vez, um bocadinho por esta questão da crítica, que também passa por uma questão ideológica, não podemos aqui querer afastar esse tema, dizendo que o olival, na área do Alqueva, muito dele é investimento estrangeiro. Já expliquei que a maior parte não é, é português. E mesmo que o fosse, por que discriminar o agroalimentar em relação a outros setores? O investimento estrangeiro é bem-vindo, desde que seja feito com regras, desde que as filiais paguem impostos em Portugal, desde que as sucursais estejam em Portugal, tudo isso é bem-vindo.
É isso que está a acontecer.
É isso que está a acontecer.
Esta conversa começou, de facto, pelas estatísticas, a dizer que é a maior colheita de sempre de azeitona. O setor do olival é um setor rico?
Um setor rico. Essa questão pode me levar a várias respostas.
Está a ter a maior produção de sempre, basicamente. Está a vender mais do que nunca.
Sim, está a ter uma maior produção de sempre, está a vender mais do que nunca. É um setor bem-sucedido, é um setor, sobretudo, com potencial. Eu acho que quando olhamos para o setor agroalimentar em Portugal, não nos podemos focar só no presente. Temos que perceber o que é que tem potencial. O azeite, quando comparado com todas as gorduras consumidas no mundo, equivale apenas a 1,54%. O girassol está à frente, a soja está à frente, a colza está à frente. Portanto, o potencial de crescimento é enorme, por quê? Por causa dos benefícios ligados à saúde e, sobretudo, por causa da proximidade, que muitas pessoas esquecem isto. O azeite é produzido em Portugal, é consumido em Portugal e desde 2014 que passamos a ser autossuficientes, o que é uma questão também muito interessante.
E na questão da qualidade, como é que tem evoluído?
A questão da qualidade é fantástico e os números, aliás, o estudo que a Olivo lançou no final deste ano, são muito claros. Portugal é o único país no mundo em que 95% do seu azeite ou é azeite virgem ou virgem extra. Para terem uma ideia, em 2005, era apenas 70%. Portanto, a evolução garantiu que Portugal, neste momento, se possa orgulhar de dizer que é o país com melhor qualidade de azeite do mundo. Quem vem atrás? Vem atrás os Estados Unidos. E quando pensamos naqueles que supostamente eram os mais nossos diretos concorrentes, Itália e Espanha, estão apenas com 70%. Portanto, pode não ser em termos de quantidade, e nunca será por causa da dimensão do nosso país, mas em termos de qualidade, é seguramente. E é precisamente por aí que Portugal tem que continuar a ir, a assegurar a qualidade, a promover o consumo junto dos consumidores, quer nacionais, quer internacionais.
Desculpa, Paulo, quais são os principais destinos de exportação?
Aqui há duas situações. Há a situação do azeite embalado com marca e os destinos são, sobretudo, Brasil e Angola, e outros destinos, destinos gourmet, sobretudo, destinos de nicho. Pensem no Japão, pensem noutras latitudes.
Há países em que a lata ainda, a antiga do azeite, vai à mesa, no Brasil, ainda.
No Brasil, o Brasil tem um pouco essa tradição, sendo que agora que tanto se fala de reciclagem do plástico e da lata, a tendência é ir para o vidro, em vários formatos, mas para o vidro. E depois, há também a exportação a granel e aí os principais destinatários são a Espanha e a Itália.
Que colocam marcas deles depois no azeite que eles vendem.
Exatamente.
O que significa que nós temos um problema de marca país, isto é, Portugal, apesar dessa qualidade que falou há pouco, ainda não é reconhecido como um país de produção de azeite de qualidade?
Para que tenhamos uma ideia, o que se passa em termos regulatórios e em termos de etiquetagem, é que dentro da União Europeia não é obrigatório que haja a denominação de origem em termos de país, nem em termos de região. E portanto, é só origem UE ou origem não UE. A mesma coisa acontece para o mel e acontece para outros produtos, onde depois há algumas misturas dentro da União Europeia. E, portanto, a questão da marca. Se temos muita marca, se temos pouca marca. A marca é uma coisa que custa dinheiro a trabalhar. Há marketing por trás da marca, há comunicação por trás da marca e, portanto, é um investimento grande.
Que ainda não fizemos, provavelmente, no azeite.
Não fizemos marca Portugal. Isso, se calhar, seria uma boa ideia.
Porque o vinho já vamos tendo marca, apesar de também sermos um produtor de qualidade, mas de quantidade muito reduzida.
Mas aí, por exemplo, eu acho que é importante o azeite não seguir o exemplo do vinho em termos de multiplicação de marcas, porque o consumidor quando vai à prateleira de um supermercado, tem marca a mais.
Várias regiões.
E interpretação e compreensão a menos, eu diria. E, portanto, o que se quer para o azeite é marca, com certeza.
Mas deve ser marca nacional e não marca por regiões.
Portugal pode ser marca Alentejo, pode ser marca Trás-os-Montes e depois é uma opção estratégica.
Mas isso não vai avançar. Esta é a altura propícia, não é? Estamos numa ótima fase de produção de azeite, seria altura de avançar com a marca.
É uma possibilidade. Teremos que ver se há entendimento entre aquilo que é o olival tradicional e o olival moderno, se todos estão de acordo ou não, para que haja uma marca Portugal.
Qual é a sua sensibilidade sobre isso?
Ou se tem que ser por regiões.
Há um conflito entre as duas?
Não há certamente um conflito e essa é uma questão muito interessante. O que há é uma necessidade de convivência e o olival moderno, o olival que está no Alentejo, não vê com bons olhos que o olival tradicional venha a desaparecer. Isso seria um erro estratégico para o país. É importante que ambos os tipos de olival coexistam. Embora este ano a produção cresceu, aquela está a 900 mil toneladas, mas em Trás-os-Montes diminuiu. Portanto, a questão do olival tradicional tem vindo a diminuir, por causa da luta contra as pragas, algumas intempéries que se fizeram sentir, é um olival mais sensível.
Aliás, há uma praga que está a afetar o olival, sobretudo na região Norte, que é a Xylella fastidiosa. Temem que possa afetar também o olival do sul do país?
É um olival mais recente, é, portanto, um olival mais resistente.
O olival do Alqueva.
O olival do Alqueva, o olival do Alentejo. E por ter uma monitorização diferente e por estar muito ligado à agricultura de precisão, obviamente, que ninguém pode dizer que está livre de uma dessas pragas, mas teoricamente é um olival mais resistente.
Portanto, isto é uma praga que pode afetar mais o olival tradicional. É isso que está a dizer?
Tal como a mosca da azeitona, tal como outras pragas.
O diretor executivo da Olivum, Gonçalo Almeida Simões, no Explicador de hoje. Muito obrigada por ter vindo à Rádio Observador. Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto.