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Gabinete de Guerra na Rádio Observador, o espaço onde analisamos os principais focos de tensão na geopolítica mundial. Hoje contamos com a análise da especialista em Relações Internacionais, Ana Cavalieri. Seja muito bem-vinda à Rádio Observador. Obrigado por aceitar o nosso convite.

Muito obrigada, boa noite.

Pete Hegseth, o secretário da Defesa norte-americano. Começamos também pela guerra no Médio Oriente e Pete Hegseth, o secretário da Defesa norte-americano, diz que os Estados Unidos podem manter o bloqueio naval nos portos iranianos de forma indefinida, para sempre. Não há definição para quando é que este bloqueio pode acabar. A minha pergunta é muito simples: isto é assim?

Isto é o que ele tem de dizer. Ele não pode naturalmente dizer que a grande arma de coerção económica sobre o regime iraniano tem uma data para finalizar, para acabar. Ele não pode dizer, porque naturalmente iria sinalizar ao regime iraniano que só bastaria aguentar alguns meses ou algumas semanas, e então isso seria impossível. Relativamente aos meios, teoricamente, é possível. Eles agora estão a pensar em substituir um dos porta-aviões, que é o Lincoln, que já tem saído algumas informações de que a tripulação está a passar muitas dificuldades, e isso é sempre algo que afeta muito a chamada moral, a motivação para continuar no esforço de guerra. Tem havido informação de alguns tripulantes que já se tentaram atirar borda fora, não sei até que ponto isso não é propaganda contra o esforço de guerra americano.

Hegseth já disse que isso também é mentira e que não é verdade.

Exatamente. Naturalmente, também é algo que ele terá a dizer. Tem sido um destacamento, tem sido uma mobilização muito longa. Os marinheiros que estão nos porta-aviões estão lá já há algum tempo e não são só porta-aviões, também são os destroyers, algumas fragatas. Toda aquela mobilização logística de poder naval que os Estados Unidos conseguiram mobilizar, não só tem custos enormes em termos financeiros, é por isso que o próprio Pete Hegseth teve que pedir um pouco a ajuda do Congresso para tentar financiar aquilo que neste momento o orçamento não consegue disponibilizar com tanta facilidade, mas também sabemos que é o bloqueio naval aos navios que querem aceder aos portos iranianos ou sair dos portos iranianos, que é a componente talvez de maior pressão neste momento sobre o regime da Guarda Revolucionária. Nós sabemos que aquilo que têm sido os ataques, que são intensos, têm sido numerosos, mas que desde abril estão a ser feitos ao abrigo de um esquema de cessar-fogo e, portanto, já não têm aquela dimensão avassaladora das primeiras semanas de ataques a todas as infraestruturas, não só militares e políticas, mas também da base industrial. Se isso já não está a ser feito, e a razão pela qual não está a ser feita será, à partida, pela falta de intercetores que a possível retaliação iraniana aos países do Golfo iria fazer com que esses alvos não poderiam ser tão interceptados facilmente naquilo que é a arquitetura de defesa americana na região. Estas faltas de intercetores, que depois também afeta a guerra da Ucrânia e da Rússia, que tanto se tem falado, é algo muito escasso e muito difícil de produzir. Se essa via militar está constrangida, também constrangida porque Donald Trump não quer aumentar os preços do petróleo, isso está tudo conectado, então serão mesmo todas as medidas de coerção económica. Bloqueio naval, talvez aquilo que mais consegue destruir, deteriorar ou devastar a economia iraniana. Não esquecer que 50% da economia iraniana é controlada pela Guarda Revolucionária, porque é a única maneira de eles conseguirem pagar os agentes de repressão doméstica de um país que vive sob uma tirania, pelo que cortando as bases de financiamento da fonte de repressão doméstica, mais facilmente o regime poderá eventualmente cair. E também as outras sanções que, ao abrigo da operação Economic Theory, que é a componente económica desta operação que se chama Epic Theory, os Estados Unidos têm conseguido limitar as transferências financeiras, bancárias, que o Irão faz para todos os seus proxies e vice-versa. Isso com muito apoio dos Emirados Árabes Unidos, pelo que Pete Hegseth basicamente está a reafirmar o compromisso que os Estados Unidos têm em continuar esta pressão económica, considerada uma das armas mais eficazes contra o regime.

Queria agora olhar para o lado iraniano, sem ser o lado norte-americano. Já falámos também desta questão do USS Abraham Lincoln, que Pete Hegseth diz que é mentira. Alguns senadores norte-americanos também já estão a fazer algumas questões devido a essa reportagem publicada pelo Military Times, mas agora olhando para o lado iraniano, queria pegar numas declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, que diz que os Estados Unidos fizeram cálculos malfeitos sobre a guerra do Irão e sobre a inteligência e os riscos que poderiam tomar. Considera que, de facto, os Estados Unidos tiveram erros de cálculo em relação a esta guerra e que não esperariam que corresse desta forma?

Eu penso que aquilo que será talvez a função ou os estudos das duas agências de informação e de inteligência mais poderosas do mundo, que é a CIA e também a Mossad, com certeza que este cenário estaria programado, sendo certo que o erro de cálculo será terem talvez analisado ou sendo otimistas na expectativa que o regime poderia cair logo nos primeiros dias depois daquela decapitação, não só de Khamenei, mas também de 40 generais de topo da Guarda Revolucionária. Eu penso que quando Netanyahu e Trump, principalmente depois daquilo que foi o sucesso estrondoso da operação em junho de 2025, em que ficou exposta a fragilidade dos sistemas de defesa antiaéreos iranianos, e também o facto de a Mossad Ter um nível de penetração naquilo que são as altas elites militares e políticas iranianas que permitiu decapitar não só a primeira linha, mas a segunda linha e parte da terceira linha da liderança iraniana, eu penso que o cálculo seria que, com grande probabilidade, o regime ia cair, porque tínhamos saído de uma fase de grande descontentamento interno, com milhões de pessoas a protestar e 40 mil delas a serem mortas pelo regime. Eu penso que o cálculo foi: ou é agora e arriscamos, e provavelmente o regime irá cair, nomeadamente numa altura em que os relatórios estariam a indicar, as informações estariam a indicar que o Irão tinha subido, com a ajuda da China, a capacidade de produção de mísseis balísticos para 100 por mês, e isso era incomportável. Eu penso que o cálculo foi termos de apostar agora, porque esperar seria colocar o Irão numa posição, em termos geopolíticos, ainda mais ameaçadora ou menos vulnerável do que se estaria a avaliar naquele momento.

Mas falamos também de um cálculo que, o Irão tem, pelo menos aproximadamente, é o que se estima, cerca de 610 mil militares ativos. É um país que tem uma cordilheira de montanhas que faz uma espécie de muralha terrestre. Depois tem o estreito de Ormuz, que também é uma entrada marítima muito difícil. Portanto, sabemos que é um país muito difícil entrar, por exemplo, a pé. Daí recorrerem aos mísseis aéreos. Não poderemos estar aqui a falar também num erro de cálculo? Isto não foi posto em conta? Não tiveram em conta também esta questão do estreito de Ormuz? Acha que os Estados Unidos não teve isso em conta, de que poderia ser controlado pelo Irão?

Teve em conta, de certeza, porque há uma unidade do Pentágono que é exclusivamente dedicada a avaliar todas as possibilidades de abrir o estreito de Ormuz, caso fosse fechado pelo Irão. Há algumas décadas atrás, o Irão fechou o estreito de Ormuz e desde aí essa unidade tem estado especializada em estudar os meios para abrir por via militar. E nomeadamente o líder da CENTCOM, que é a central de comando do Médio Oriente dos Estados Unidos, que é o Bradley Cooper, fez toda a sua carreira no Bahrein, precisamente preocupado, exclusivamente preocupado com esta função. O problema é ser algo, exatamente como estavas a descrever, exponencialmente difícil, porque basta muito pouco para o Irão conseguir dissuadir navios mercantes ou petroleiros de passar o estreito de Ormuz. Basta a ameaça, basta alguns drones por mês para afugentar as seguradoras ou as empresas desses navios. Todavia, é preciso também referir que eu penso que Donald Trump, quando lançou aquele Project Freedom, para tentar militarmente, não só com o acompanhamento de destroyers que iam fazer uma escolta dos navios, mas também acompanhamento aéreo e de satélites e tudo aquilo que é serviços de informação, eu penso que eu estaria convencido que determinados players, determinados atores, países do Golfo, nomeadamente a Arábia Saudita, estariam dispostos a incorrer num sacrifício a curto prazo para tentar montar essa operação militar, que poderia, a curto prazo, aumentar a retaliação por parte do Irão nas suas infraestruturas energéticas e nas centrais de dessalinação. Mas o erro de cálculo, poder-se-á dizer, foi aquilo que se esperava que a Arábia Saudita fosse acompanhar ou não. Ou seja, a Arábia Saudita e o Qatar, desde logo, fizeram a pressão oposta, que tanto Israel como, por exemplo, os Emirados Árabes Unidos estariam dispostos a fazer, a acompanhar, talvez respostas mais musculadas para tentar abrir o Estreito de Ormuz.

Arakchi fala de um cálculo mal feito. Acha que os Estados Unidos também estavam a calcular com, por exemplo, ajuda da NATO, como Trump tantas vezes pediu, ou ajuda de outros países, e não uma espécie de isolamento no Médio Oriente, como está a acontecer, por exemplo, com Israel, que está cada vez a ficar mais isolado e os Estados Unidos a ficar cada vez mais isolados neste confronto, neste conflito?

Eu penso que era expectável que os parceiros europeus da NATO provavelmente não iriam acompanhar. Foi por isso que não foi comunicado nem a preparação, nem a execução inicial desta operação, porque sabia que fugas de informação provavelmente iriam surgir e havia os constrangimentos energéticos que a Europa tem e que sabia que seria mais afetada do que os Estados Unidos, provavelmente, com a limitação do Estreito de Ormuz, e isso veio a se verificar. Ou seja, para a proteção das nossas próprias economias, o destruiu regional, por mais que nós pudéssemos partilhar dos objetivos de evitar que o Irão conseguisse consolidar o seu programa nuclear ou o desenvolvimento dos seus programas de mísseis balísticos, por mais que nós partilhássemos desse objetivo, aquilo que nós queríamos evitar a curto prazo, que era impactos na nossa economia, eu penso que os Estados Unidos sabiam que isso iria gritar mais alto. Eu penso que o Trump já não é só do Irão, desde o início do mandato, tem uma desconfiança ou uma desilusão permanente relativamente àquilo que é o apoio da Europa relativamente a determinadas operações, nomeadamente quando aconteceu a Venezuela. Ou seja, a partir do momento em que os americanos fazem aquela operação da Venezuela, que foi algo importante para dar confiança ao Trump e talvez a esse erro de cálculo, que o Irão iria pelo mesmo caminho. Ou seja, o erro de cálculo seria que, decapitando essa liderança, provavelmente a outra liderança, com medo também de ser ela própria decapitada, iria ajustar os seus comportamentos. Na Venezuela, isso correu tão bem, eu penso que isso deu confiança aos Estados Unidos, mas até no caso da Venezuela, os membros europeus, ou a maior parte dos membros europeus da NATO, criticaram essa operação. Então eu penso que não houve surpresas Talvez há sempre o argumento que Trump reitera de que, como a Europa é mais afetada pelos constrangimentos do Estreito de Hormuz, nós então iríamos disponibilizar o máximo de meios possíveis para voltar à condição regular do Estreito de Hormuz, sendo certo que a Europa não tem esses meios suficientes. Já para os Estados Unidos, que é a maior potência marinha, em termos tecnológicos, sem dúvida. Talvez a China agora em alguns números poderá estar à frente, mas em termos de impacto, sem dúvida, os americanos ainda são a maior potência marinha. Se para os americanos já é difícil com os meios que já tinham acumulado ao longo destes anos na região, conseguir libertar o Estreito de Hormuz, eu penso que não era a Europa que iria conseguir fazer, sendo certo que nós fazemos algum apoio para retirar talvez minas e também os britânicos e os Estados ajudam muitas vezes, ou estão em cooperação com os americanos em determinadas linhas de serviços de informação e de inteligência no Médio Oriente. Mas eu penso que o erro de cálculo essencial da parte de Trump, aquilo que seria a expectativa de Trump, era que o regime iria cair em poucos dias. Isso não ocorreu. O outro erro de cálculo seria que se em poucos dias o regime não caísse, em poucas semanas, a pressão económica daquela vaga intensa inicial de ataques que destruíram por completo a base industrial militar iraniana, sendo certo que naturalmente eles têm alguns drones e ainda alguns mísseis, porque eles passaram décadas a investir nisso. Então há sempre algo que resta, mas eu penso que o segundo erro de cálculo seria Trump achar que nessas semanas a destruição iria fazer o regime cair. E talvez o terceiro erro de cálculo foi pensar que haveria coordenação suficiente nos aliados dos países do Golfo para conseguir abrir o Estreito de Hormuz através de uma operação militar mais musculada, dedicada a abrir o Estreito de Hormuz. E isso não ocorreu. Então podemos falar em três erros de cálculo, sendo certo, naturalmente, poderá haver mais se minuciarmos cada uma destas questões.

Agora queria passar rapidamente, não temos muito mais tempo, mas rapidamente passar para a guerra na Ucrânia. Há bocado falávamos dos mísseis Patriot, os tais mísseis Patriot que são de tão difícil produção. Sabemos que são de empresas privadas, neste caso, por exemplo, Lockheed Martin, que faz esses mísseis Patriot. Neste caso, Zelenskyy apela aos Estados Unidos para que lhe vendam entre 5% a 10% dos mísseis Patriot, dizendo que 5% garantem que a Ucrânia passa o inverno de uma forma mais segura e que os 10% acabariam por completo com, neste caso, a ofensiva russa, e que defenderiam por completo a ofensiva russa com estes mísseis Patriot. A pergunta é muito simples, sabemos que se calhar a resposta já está dada, mas os Estados Unidos têm, de facto, a necessidade destes mísseis Patriot. Trump tinha prometido a Zelenskyy que lhe daria uma permissão para produzir na Ucrânia estes mísseis. Até agora ainda não houve avanços nesse sentido. Quando é que parece que estes mísseis norte-americanos vão chegar à Ucrânia ou se vão chegar, sequer?

Pois, eu penso que não. E mesmo que os europeus têm dado o seu stock de mísseis Patriots para a Ucrânia com a expectativa de perceberem, através de encomendas já feitas a essas empresas privadas que estava a referir, o governo americano tem a capacidade de pedir para ele próprio e induzir essas empresas privadas em não cumprirem essas encomendas.

Precisam da produção norte-americana, não é? Também para esses mísseis serem vendidos.

Exatamente. E há aqui uma escassez que tem a ver com as dificuldades de produção. Os mísseis Patriots têm uma necessidade de tecnologia de ponta, são interceptores altamente inteligentes, então essas empresas dependem de linhas de abastecimento muito específicas, de subcontractors, ou seja, outras empresas que produzem o motor, outras empresas que produzem o semicondutor, que é muito difícil de produção. Tudo isso precisa de determinadas linhas, recursos naturais ou de terras raras. Há toda uma linha de abastecimento e de cadeia de produção que envolve muitas empresas. Essas empresas têm trabalhos rasos e precisam de fábricas altamente especializadas, que demoram tempo a ajustar o aumento da procura. Isso faz com que não seja apenas um problema de dinheiro, porque naturalmente os Estados Unidos têm $1 trilhão só para o seu setor de defesa, e mesmo com o dinheiro disponível, essas empresas não conseguem naturalmente aumentar a produção. E isso a culpa é das várias administrações americanas que não anteviram, principalmente a partir de 2022, quando Biden ainda estava, e Trump alega que mal entrou no seu segundo mandato, fez aquilo que seria necessário, não só de autorizações, como também aumentar o dinheiro para produzir outras fábricas, mas basicamente a administração americana desde 2022, em que se percebeu que esta nova maneira de fazer guerra dependia muito da capacidade de defesa antiaérea, nomeadamente interceptores, não houve um ajustamento das necessidades de produção. Ou seja, aquilo que aconteceu foi que eles passaram de 100 Patriots, produzirem 400 Patriots O que seria necessário era provavelmente passar de 100 para 4 mil em eficácia de produção. E isso é bastante complexo, porque os americanos não só precisam de sistemas de defesa antiaéreos, ou seja, todos estes intercetores para produzir a própria integridade territorial dos Estados Unidos, há sempre um grande estoque que fica naquilo que são as centrais de comando americanas pertencentes ao continente americano, mas depois os Estados Unidos têm presença global, precisam principalmente de intercetores suficientes para dissuadir a China no palco do Indo-Pacífico, nomeadamente para proteger Taiwan e outros aliados, como o Japão e as Filipinas, naquela primeira cadeia de ilhas de proteção no mar do Sul da China. Eles precisam de ter estoques decado nessa localização. Agora no Médio Oriente, foi gasto a uma velocidade que provavelmente não acompanha as possibilidades a curto prazo de fazer a substituição de estoque. E então, naturalmente, a Ucrânia, com uma administração que não está tão comprometida na proteção ativa daquilo que é o flanco leste do continente europeu, achando ou determinando que essa é a principal função dos Estados europeus. Os Estados europeus, mesmo querendo comprar esses Patriots para dar à Ucrânia, não os conseguem, porque neste momento os americanos estão a reabastecer para as suas próprias necessidades. O que significa que, mais uma vez, a Europa necessita, e isso é principalmente responsabilidade da Europa, porque nós não podemos estar sempre sujeitos à caridade de uma outra potência, é a falta de pensamento estratégico nas últimas décadas na indústria de defesa europeia, que não tem tido a liberdade regulatória, ou a competitividade, ou a inovação, ou seja, de atrair o talento necessário para as nossas próprias empresas. Nós temos várias empresas excelentes, nomeadamente na Alemanha, na Itália, na Suécia, de conseguir produzir este tipo de sistemas de defesa antiaéreo, que são agora fundamentais na forma de fazer a guerra. E então eu penso que a Letizki está preocupada porque naturalmente está afetada, nomeadamente nos ataques, por exemplo, que Kiev tem agora sofrido. A taxa de interceção neste momento está em 15% dos mísseis, nomeadamente mísseis balísticos, o que é assustador para a população, e aquilo que são os sistemas de aviso passaram de cinco minutos para cinco segundos. Ou seja, o terror que aquelas populações civis na Ucrânia estão a passar neste momento é acentuado pela falta destes meios.

Ver vamos como é que vai ocorrer essa defesa aérea da Ucrânia e também se os nossos senhores engenheiros europeus conseguem desenvolver novos sistemas aéreos para não depender destas empresas norte-americanas e também, claro, global.

É ótimo, mas as fábricas também são precisas. É toda uma logística.

Exato. Ver vamos como é que corre esse novo investimento de defesa europeu. Chegamos ao final do nosso tempo, fica por aqui o "Gabinete de Guerra", hoje com a análise da especialista em Relações Internacionais, Shana Cavallieri. Obrigado pela participação.

Muito obrigada.

O "Gabinete de Guerra" está de regresso amanhã.