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Sim, boa tarde.

Olá, José Aníbal, como está?

Felizmente tudo bem. E consigo também?

Também, tudo bem. Não o apanhei a conduzir, pois não?

Não, ainda não. Ainda é cedo para andar a conduzir.

Que carro é que tem?

Um Zoe, comprado agora em fevereiro. Um Zoe 52, com bateria 52.

Portanto, já tem o carro há seis meses. Qual é a utilização que dá ao carro?

Sim. Diariamente. Nestes seis meses já tem mais de 18 mil quilómetros, é uma utilização bastante intensiva.

Quantos quilómetros faz por dia, José Aníbal?

Em termos médios, 190.

Cento e noventa quilómetros por dia num carro elétrico.

Sim. Nem mais. E ainda dava para fazer mais 30, 40% dos quilómetros em termos médios. Os que são essencialmente em autoestrada, ainda dava para mais 30, 40%. Isto também quer dizer que sou um bom condutor.

José Aníbal, por que optou por um Zoe da Renault e um carro elétrico?

Foi porque o carro que eu tinha anterior já tinha 18 anos. Aliás, os carros que eu tinha, ou que tenho, tinha dois, agora só tenho um, porque também entreguei um à Renault naquela campanha, que a Renault lançou. Se entregássemos um carro com mais de 12 anos, dava-nos 3 mil € pela retoma, que também aproveitei essa iniciativa. E cada vez mais estou apreensivo com esta questão da ecologia. Todos os dias há notícias sobre a questão dos problemas ambientais por esse mundo fora. Mas como faço muitos quilómetros, também tinha que ter um carro que me assegurasse essa autonomia dos tais 190 km por dia. O Zoe, este do 52, assegura-me essa autonomia diária dos tais 190 km e ir a 120 na autoestrada, sem grandes preocupações de olhar para a percentagem da bateria que ainda está activa, por assim dizer. Questões ambientais, questões de necessidade de trocar de carro, questões de também poupar algum dinheiro, que eu espero com o Zoe poupar algum dinheiro relativamente àquilo que eu gastava em combustível, em gasóleo.

E nestes seis meses de utilização já poupou dinheiro ou não?

Sim, estou a poupar dinheiro. O carro elétrico é mais caro, como nós sabemos, do que os outros carros. Mas também esses custos adicionais, se nós fizermos muita utilização, que é o meu caso, mais economia de escala, como a eletricidade é mais barata que o gasóleo, vamos conseguir amortizar aquele investimento inicial da compra do carro ao longo dos quilómetros que vamos fazendo. Portanto, acaba por uma coisa compensar a outra. E aí estou a poupar e espero continuar.

Já tinha conduzido um carro elétrico antes de ter um Zoe da Renault?

Sim, fiz uma experiência naquelas alternativas, naquelas hipóteses que a Renault propõe de nós andarmos com o carro. Andei uma hora, ou duas, ou três, já não sei precisar, há alguns tempos atrás, e era a versão 40, da bateria 40. E andei e gostei, gostámos. De facto, é um carro diferente, é um conceito diferente de condução. Tem que se aprender a conduzir um carro elétrico para também tirar as características do carro e as potencialidades do carro. Depois tem algumas coisas que nos faz voltar 30 e 40 anos para trás, que é aquele arranque, que se alguém se for meter conosco, a gente dá-lhe uma fora dela e o que vem atrás de nós, por muito que acelere, nunca mais nos apanha. Claro, 20 ou 30 anos. Como já tenho 50 e alguns, faço conta que tenho 20 e tais. Isso também às vezes dá algum gozo. Tenho um familiar que diz que o meu namoro com o Zoe só podia dar em casamento. E o casamento acabou por acontecer, porque já andava a namorar há algum tempo o Zoe, estava à espera que viesse facto o 52, com a bateria 52, para ter a tal autonomia que ainda há pouco falava.

Impressionou a sua família com este carro?

Sim, claro. Claro que agora andamos todos em guerra, porque toda a gente quer andar com o Zoe e não com o segundo carro com que ficamos. Guerra no bom sentido, é uma forma divertida de usar. A minha filha e a minha nora andam sempre à escuta para ver quem é que leva o Zoe em detrimento do outro carro que tenho. É mais fácil conduzir. Em termos de ponta de embreagem é espetacular. Não me assusta muito a condução de carros, mas numa subida, neste carro, a gente não se preocupa se o carro recua ou não recua. O carro não recua, a gente para e a gente acelera e ele continua a andar. Nos outros carros tradicional, temos de estar a fazer aquele ponto de embreagem para ver se o carro não descai. E claro que toda a gente gosta dessas potencialidades e dessas facilidades.

Claro que sim. José Aníbal, antes de fecharmos esta conversa, tenho aqui uma pergunta de um ouvinte. Vamos a ela?

Vamos a ela.

É verdade que podemos carregar um carro elétrico apenas em casa?

Eu carrego-o essencialmente, eu diria 99%, senão 99,9%, em minha casa. Em minha casa quer dizer, na minha garagem. E tenho tempo, como eu ainda há pouco dizia, no bi-horário, ou seja, entre as 22h e as 08h, dá-me tempo suficiente para eu carregar a bateria, dá perfeitamente para eu vir a fazer os tais 190 km. E nesse período, eu carrego em 99% das situações à noite, na minha garagem, na minha box.

Isso é ótimo!

É ótimo, sim, sem dúvida.

Muito bem. José Aníbal, muito obrigado e boa viagem.

De nada. Obrigado, até um dia destes.