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Estou?
José Manuel Dias?
Boa tarde.
Olá, fala da Rádio Observador. Viva.
Boa tarde.
Como é que está aí na Costa da Caparica?
Olhe, Costa da Caparica, neste momento, estaremos com 16, 17 graus e ligeiramente sol, uma temperatura amena pra passear.
A pé ou no Renault Zoe?
Olhe, agora mais a pé, utilizo mais as pernas do que o carro.
Habitualmente, utiliza o seu Renault Zoe em que circunstâncias?
Em circunstâncias de me deslocar até à capital, até Lisboa, ou em circuito profissional, quando vou para algum lado, normalmente Palmela e Setúbal, é um pouco mais frequente.
Diria que faz quantos quilômetros por semana, José Manuel Dias?
Por semana tenho feito em média 180 km. Nesta altura, de confinamentos, de alguma contenção de saúde pública, faço menos. Portanto, 170, 180 por semana.
Com carregamento?
Sim, com carregamento. Praticamente, passo três, quatro semanas sem fazer carregamento.
José Manuel Dias, está contente com o seu Renault Zoe?
Plenamente. Estou satisfeitíssimo e recomendo a quem encara abandonar os fósseis e ir para os elétricos. A marca Renault, para já, também efetivamente tem me satisfeito.
Quando optou por comprar um Renault Zoe, o que o fez tomar a decisão?
Tomou a decisão, dentro de todas aquelas que já estavam no mercado com o totalmente elétrico, era aquela que tinha mais publicidade e pelas discussões que fiz de mercado e de amigos que já tinham, efetivamente estavam satisfeitos. E então foi o que me levou a procurar a Renault Zoe, foi essa situação. E a própria economia, atendendo que os custos de manutenção são completamente diferentes.
O José Manuel Dias tem 70 anos, é um homem já experiente, vivido. Qual é que é a sensação de conduzir um carro elétrico?
O barulho não existe e, portanto, até para os peões que inadvertidamente vão a circular às vezes não no sítio próprio, que é o passeio, e na estrada, efetivamente devemos ter mais cuidado porque é silencioso demais.
É um problema pra si ser silencioso?
Não, é um problema de requerer muito mais atenção, porque independentemente de termos atenção aos outros veículos que transitam no sítio apropriado que é a estrada, às vezes os peões que vão distraídos, a gente tem que estar com cuidado, porque efetivamente ele não percebe o barulho do carro.
É um carro silencioso?
É bastante silencioso.
E precisou de ler livro de instruções?
Fiz aquilo que efetivamente já faço desde os oito anos sem carros, leio o mínimo possível, desde que aprenda como é que ela anda pra frente, pra trás. As coisas fundamentais, abrir o capô, trancar portas, é o fundamental. Quando acontece alguma emergência, então é que vou ao porta-luvas, tiro o livro das instruções e vejo se efetivamente tenho solução, senão tenho que telefonar pra alguém.
E já precisou de ir ao livro de instruções ou ainda não?
Não, graças a Deus, não. Ainda não.
José Manuel Dias, e o interior do carro elétrico?
É ajustado ao preço. Relação preço-qualidade, efetivamente não se pode também exigir mais. Em termos de painel informativo, muito bem. Há carros similares que há dois, três anos era um extra. E hoje, efetivamente, está muito bem, está ajustado ao preço. Não há nada a apontar.
É um carro que satisfaz as suas necessidades?
Sim. E pra quem faça circuitos urbanos, quem faça numa faixa dos 70, 80 km por dia, efetivamente recomendo vivamente uma situação destas.
É um problema o carregamento ou nem por isso?
Não, nada. Simples, é apenas ligar a tomada à eletricidade, efetivamente ter a potência contratada que permita essa ligação e ligar à parte do veículo, que é na parte fronteira do carro, e pronto. Não é nada complicado.
O José Manuel Dias tem um ponto de carregamento em casa?
Exato, eu vivo em vivenda e, portanto, não tenho esse problema. Efetivamente, tenho só de controlar mais ou menos quais as horas mais adequadas pra carregamento, normalmente é à noite. A potência contratada que eu tenho também não colide com a utilização dos outros equipamentos que são necessários e, portanto, durante a noite é a hora mais aconselhável pra deixá-lo a trabalhar, a preparar o combustível dele.
José Manuel Dias, temos aqui uma pergunta de um ouvinte: a durabilidade da bateria adequa-se aos quilômetros que faz?
Sim, efetivamente, até pela própria garantia que dá a fábrica, que é oito anos, eu nem carecia efetivamente do aluguer. Podia ter comprado logo com a bateria, mas neste momento, atendendo à confinação de todas estas situações, quando comprei o carro, nada disso ainda estava previsto no horizonte tão curto, é que eu fui pro aluguer. Porque eu iria fazer bastantes quilômetros ainda. Mas estou satisfeito.
Posso deduzir que o próximo carro vai ser um elétrico também?
Sim, totalmente elétrico. O outro que eu tenho é híbrido, mas o próximo será totalmente elétrico.
José Manuel Dias, muito obrigado pelo seu testemunho.
Muito obrigado eu também pela vossa atenção.
Obrigado.
Boa tarde e obrigado.