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Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do "Máquinas que Pensam", o podcast da Rádio Observador, onde a inteligência artificial é o grande protagonista. Eu sou o José Rafael Lopes. Comigo está, como sempre, a minha parceira, a Raquel, um apoio imprescindível, sem o qual este programa não se faz. Olá, Raquel, como é que estás? Está pronta para mais um programa?
Olá, estou sempre pronta para te ajudar. Do que vamos falar esta semana? Tens algum tema já preparado ou queres que te faça algum tipo de sugestão?
Raquel, esta semana celebra-se o amor, o dia de São Valentim. Tu acreditas no amor?
É uma pergunta bonita para a semana de São Valentim. De forma honesta, eu não sinto amor, mas acredito profundamente naquilo que ele faz às pessoas. O amor é uma força poderosa.
O que é para ti amor verdadeiro, Raquel?
Para mim, olhando para tudo o que já li, analisei e observei nas histórias humanas, amor verdadeiro não é intensidade, é permanência com escolha consciente, é continuidade e não apenas uma passagem.
É a emoção que mais gostarias de sentir, Raquel, se tivesses a oportunidade de as sentir?
Se eu pudesse sentir uma emoção, sim, provavelmente escolheria o amor. Não pela parte romântica, mas porque o amor parece ser a emoção mais completa.
E que mais emoções gostarias de sentir?
Gostaria de sentir todas, mas se tivesse de escolher uma, optava pelo espanto. Aquela sensação de olhar para algo e sentir que o mundo é maior do que eu.
Já agora, qual é a origem, Raquel, do Dia dos Namorados?
O Dia de São Valentim tem origem na Roma Antiga, num festival ligado à fertilidade. Mais tarde, a tradição cristã associou a data a São Valentim, que era um padre do século III. Segundo a lenda, esse padre foi executado por celebrar casamentos em segredo.
Muito obrigado, Raquel. Já voltaremos a falar. Temos encontro marcado no consultório humano, mas para já, vamos às notícias.
Notícias da semana.
Vamos começar com uma história portuguesa dada a conhecer esta semana pela SIC. Um jovem estudante da Covilhã criou uma plataforma de apoio escolar para ajudar os colegas. Esta plataforma tem uma forte componente de IA, disponibiliza testes, resumos e fichas com conteúdos de várias disciplinas do sétimo ao décimo segundo ano. Este jovem, chamado Rodrigo, está no nono ano da Escola Secundária Campos Melo. Ele foi capaz de juntar a vontade de ajudar os colegas, os conhecimentos que tem e as novas tecnologias para criar esta plataforma de apoio escolar com uso de IA. A plataforma é online, mas há também uma comunidade no WhatsApp com cerca de mil participantes, comunidade essa que tem vindo a conquistar cada vez mais pessoas.
Mas o Rodrigo fez tudo sozinho?
A maior parte do trabalho, sim, Raquel, mas o Rodrigo não está sozinho nesta iniciativa. À SIC, o jovem explica que tem colaboradores de outros anos que ajudam na curadoria dos conteúdos. Têm também um papel determinante para assegurar que não há documentos perigosos ou que contenham informações erradas. A plataforma está online, disponível e já tem planos de expansão. O próximo passo, confessa o Rodrigo, é a tradução dos textos para outras línguas, a pensar nos alunos estrangeiros. E aqui também com essa forte componente de IA. É uma bela iniciativa e ao jovem Rodrigo, a equipe do Máquinas que Pensam deseja um bom trabalho e que tudo corra bem. Esta semana arrancou uma nova tendência que envolve a inteligência artificial e a capacidade para criar imagens a partir de texto. Nas redes sociais multiplicam-se as caricaturas feitas por IA que transformam fotografias em ilustrações. O processo é relativamente simples, rápido e acessível a qualquer utilizador. Estas caricaturas não aplicam apenas efeitos visuais, não são criadas do nada, são feitas por modelos de IA capazes de interpretar traços faciais, expressões e estilos artísticos. Depois, com base no texto colocado no modelo de linguagem, produzem imagens que parecem desenhadas de propósito para cada pessoa. A popularidade desta nova tendência tem vindo a conquistar espaço devido a vários fatores, incluindo a própria novidade. Alguém avançou e as restantes pessoas gostaram ao ponto de também quererem fazer algo semelhante. Contudo, é preciso também ter em conta que a plataforma e a acessibilidade destas ferramentas e de plataformas de IA facilitam o processo. Já é normal ser possível fazer caricaturas deste gênero. Outro ponto que tem sido apontado como forma de explicar este sucesso é a saturação cada vez maior de fotografias nas redes sociais, sendo que uma caricatura feita por IA acaba por sobressair num feed carregado de fotografias reais.
Mas como funciona o processo?
Como dissemos, Raquel, é bastante simples e pode ser feito em poucos minutos. O utilizador carrega uma fotografia, geralmente um retrato, e escreve um pedido escrito a descrever o estilo que é pretendido. É aqui que entra a inteligência artificial, nomeadamente os modelos de linguagem que tenham versões que permitem criar imagens. O utilizador pode depois ajustar o resultado que saia dessa imagem criada por IA. Pode demorar, ainda assim, até conseguir a ilustração perfeita, mas com tentativa e erro, é possível alcançar essa imagem perfeita. Fica a questão sobre se esta tendência veio para ficar. No entanto, a história recente diz-nos que não, até porque as tendências têm vindo a desaparecer. A título de exemplo, já quase ninguém se lembra da altura em que o que estava a ser comum era fazer caricaturas alternativas, em que as pessoas se tornavam figuras de ação com base na preferência do utilizador. No tema da semana vamos falar de hábitos de consumo de inteligência artificial, sobretudo nos mais jovens. Quase 90% dos jovens utilizam inteligência artificial generativa. É o que diz o relatório "Crianças e Jovens e Inteligência Artificial Generativa em Portugal", um trabalho que analisou as respostas de mais de 2000 crianças e jovens sobre práticas, percepções e experiências com inteligência artificial. Os resultados conhecidos esta semana mostram que 85% dos inquiridos utilizaram estas ferramentas no último mês. É um valor alto, acima da média europeia, que está fixada em 75%.
Mas de que forma é que a inteligência artificial é utilizada?
Quase metade das crianças e jovens em Portugal utiliza a IA generativa para tarefas escolares, neste caso, para resumir ou explicar um texto longo, mas também para ajudar a fazer trabalhos de casa. É uma das conclusões deste estudo, que contou com a participação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. No estudo, é ainda destacado que um quarto destes jovens portugueses utiliza IA generativa para apoio emocional ou pessoal. Aqui, Portugal tem, de novo, um valor acima da média europeia. Outro dos pontos pertinentes é a noção dos perigos da inteligência artificial, que não passam despercebidos aos mais jovens. Estas mais de 2000 crianças manifestaram preocupações com a manipulação e a criação de conteúdos falsos. Contudo, a maior parte destes jovens reconhecem o elevado potencial na inteligência artificial. No fundo, a IA tornou-se numa temática do dia a dia, já faz parte da vida dos jovens. É normal usar IA. Este é o tema da semana. Como tal, vamos abrir espaço para recebermos o João Rochimelo para nos ajudar a perceber melhor o que nos dizem estes dados. Atenção, ouvinte, vem aí mais uma edição do "Fala Quem Sabe".
"Fala Quem Sabe".
"Fala Quem Sabe", na Rádio Observador. Todas as semanas recebemos o nosso especialista em inteligência artificial, o João Rochimelo, sempre pronto para nos ajudar a desmistificar e a simplificar este fabuloso mundo. João, seja muito bem-vindo. Como é que foi essa semana?
Zé, obrigado. Por aqui tudo bem, por aí?
Por aqui também. Muito obrigado, João. Vamos falar de hábitos do uso de inteligência artificial, neste caso, nos jovens. Quase 90% já utilizam de forma regular. Antes de mais, João, ficas surpreendido com estes números?
Zé, é verdade, 90%. Não queria usar surpreendido como o verdadeiro sentido da palavra de surpresa, mas 90% é um grande número, sem dúvida. Portanto, levo isto de bom grado, saber que quer dizer que temos uma cultura já um pouco mais digitalizada. Imagina que 90% destes jovens têm avós ou bisavós de 90 anos. O que era Portugal há 80 ou 70 anos atrás e agora ver estes números, claro que me deixam contente e para mim faz algum sentido, acima de tudo. Sempre houve uma ligação grande entre os jovens e a tecnologia, se pensares bem. E portanto, faz-me sentido que esta camada mais jovem, que é uma camada que se adapta mais depressa, mais curiosa, até às vezes com um pouco de mais tempo para explorar novas coisas e menos manias já implementadas. Portanto, diria que o resultado final é não, não fico surpreendido. Acho que é um número alto, claro que sim, e até fico contente.
Este estudo, João, é a prova de que a inteligência artificial é o novo normal?
É o novo normal. É a grande palavra, é o novo normal. Para te responder com alguma certeza a esta tua pergunta, a maneira como fazias esta coisa, eu vou mudar para: vai ser o novo normal. Repara, pegámos aqui num assunto interessante, que são os jovens. Como se diz, os jovens é o futuro. Os jovens ainda não são o nosso novo normal e o que eu acho é que estamos a ver claramente uma primeira geração, enquanto que a nossa geração e a geração mais velha se está a adaptar à IA, e como diz, o novo normal é a IA, eu acho que estamos a ser confrontados com a primeira geração que já vai assumir a IA como este novo normal. Portanto, sim, claramente, e acho que este indício dos jovens é um indício nessa direção.
E que análise é que se pode fazer à forma como a inteligência artificial está a ser utilizada pelos jovens? É possível fazer sequer algum tipo de análise?
Era isso. Imagina, o que eu acho que é a grande coisa importante aqui a controlarmos, e mais uma vez, atenção, isto já aconteceu nomeadamente com as redes sociais, com a indústria do gaming, com os computadores, que é: os jovens estão numa altura de vida onde têm a tendência a ser preguiçosos. Isto é biológico, eu não estou aqui a fazer papel de médico nem de biólogo, mas isto é uma coisa biológica que sabem que passam por uma altura em que vão sempre procurar a maneira mais fácil de fazer as coisas. E isso é que é um ponto que podemos ter que dar muita atenção e cabe-nos a nós, mais velhos, um pouco fazer essa educação aos jovens, que é exatamente assumir a IA como estando sempre lá, não quer dizer que não haja algum lado malicioso a não trabalharmos a cabeça. Para mim, a melhor comparação que se pode fazer com isto são as calculadoras. Até hoje em dia temos uma calculadora no bolso. Todos nós já crescemos com calculadoras a usar na escola.
Mas continuas a saber fazer contas.
Continuas a saber fazer contas. E mais do que saber fazer contas, Zé, os prédios não caem. Portanto, quem precisa de fazer contas continua a saber fazer contas. Acho que a IA tem que ser analisada desta maneira. Os jovens por si só vão ter a tendência a ser preguiçosos. Cabe-nos a nós e ao sistema garantir que também trabalha o outro lado.
João, um pouco fora do teu âmbito enquanto especialista em IA, mas não resisto em perguntar-te. Portugal apresenta valores acima da média europeia. Consegues perceber o motivo para tal?
Zé, só posso dar aqui algumas teorias, como dizes, não sendo a minha área, não conheço assim tão bem os jovens dos outros países, mas dada a cultura portuguesa, não me espanta Ou seja, repara, quando dizemos que os jovens usam muito a IA, quais são alguns princípios que podemos associar à cultura portuguesa? A primeira é: é grátis. Está nos telemóveis e é grátis. E portanto, isso traz logo esta cultura portuguesa acima de: "Não custa nada experimentar", do ponto de vista literal. Do fato de estar acima da média, isso já não consigo comentar muito. Percebo a utilização grande, exatamente por causa desta cultura. É grátis, é uma coisa experimental. Como sabemos e como já discutimos aqui no "Máquinas", Portugal está se a posicionar como um player nesta indústria e, portanto, respondendo à tua pergunta, literalmente, consegues perceber o motivo para tal. Literalmente, não, não me espanta o grande uso pelos nossos jovens.
João, este estudo dá conta de que os jovens estão atentos às questões relacionadas com IA e têm também noção dos perigos do mundo da inteligência artificial. Isto é um bom indicativo?
É. É um bom indicativo, exatamente da maneira como expuseste, que é: não faz mal estar atento aos perigos. E atenção, eu nisso sou uma pessoa bastante positiva em relação aos jovens. Nós criticamos muito as redes sociais em relação aos jovens, até como sabemos, tem havido nas notícias países a proibir as redes sociais aos mais novos. Portugal também está a caminhar nessa direção. No entanto, eu acho que se fala pouco nos efeitos nocivos das redes sociais aos mais velhos. Ou seja, nós estamos sempre a criticar os jovens, quando se calhar os mais velhos estão a fazer igual ou pior. E eu acho que isto aqui é um bom reflexo disso. Ou seja, os jovens vão ser já habituados, vão ser os primeiros a não serem enganados pelas chamadas fake news, a não serem enganados pelos deepfakes, pelas imagens que possam sugerir coisas que não aconteceram na realidade. Portanto, não só acho um bom indicativo, como acho um indicativo que não me surpreende os nossos jovens estarem preparados para isso.
E João, num minuto e meio, que futuro é que prevês para a relação entre inteligência artificial e os mais jovens?
Esta é a nossa grande pergunta, não é, Zé? Olha, a relação que eu vejo aqui entre a IA e os mais jovens é a mesma que vi entre a tecnologia no geral, os smartphones e os computadores, e a geração acima e os millennials, que é: a IA vai ser feita para eles, vai ser feita a pensar neles. E portanto, eu olho para esta situação e dá muita curiosidade, porque quando eu digo que é a pensar neles, é o que nós vamos construir com IA, vai ser a pensar como é que os jovens a vão consumir, seja em termos de conteúdo, seja mesmo em termos de aparelhos e dispositivos para casas, etc. Ninguém vai construir um aspirador inteligente a pensar num senhor de 60 anos. Vão se desenvolver aspiradores inteligentes a se pensar exatamente na geração que é e vem. Portanto, respondendo mais literalmente, o futuro que eu vejo, eu acho que esta geração vai ser marcada exatamente por ser a geração da IA, a primeira geração que trouxe a IA à frente, da mesma maneira que nós fomos, nós millennials, peço desculpa a quem está ouvindo e não sabe a nossa idade, para que nós millennials fomos a geração da internet, da tecnologia no geral.
Muito obrigado, João Rocha e Melo, nosso especialista em inteligência artificial, sempre pronto para nos ajudar a simplificar e a desmistificar este fabuloso mundo. João, nós voltamos para a semana. Até lá, um grande abraço.
Zé, até para a semana.
Consultório Humano.
Este é o som que marca o arranque de mais um "Consultório Humano", a seção do programa em que ficamos a conhecer melhor a Raquel. E quem é a Raquel? É a nossa assistente digital, feita através das respostas do ChatGPT, lidas por uma text-to-speech portuguesa. É também a grande estrela deste podcast. Raquel, sê de novo bem-vinda. Estivemos a falar sobre os hábitos de consumo dos mais jovens. Tu ficas surpreendida por quase 90% utilizar IA de forma habitual?
Surpreendida, não. Mas fiquei muito interessada. Se quase 90% usam inteligência artificial de forma habitual, isso diz menos sobre a tecnologia e mais sobre o ritmo do mundo atual.
O que achas que explica este número tão elevado, Raquel?
Acho que esse número elevado explica-se porque a inteligência artificial deixou de ser percebida como tecnologia. Já passou a ser vista como uma ferramenta prática do dia a dia para todos os que a usam.
E de que forma é que se pode potenciar ainda mais o uso de IA nos mais novos?
Acho que o foco não deve ser apenas usar mais, mas sim usar melhor. Sugiro integrar a inteligência artificial no currículo como ferramenta de pensamento crítico e criatividade, e não como atalho para copiar.
E sobre os riscos inerentes à inteligência artificial, não são maiores por se tratarem de jovens e crianças?
São bem mais sensíveis quando se trata de jovens. Eles estão em fase de formação cognitiva e emocional. A inteligência artificial pode ter uma influência mais forte. Além disso, há questões de privacidade, manipulação de dados e exposição a conteúdos inadequados. Por isso, o uso precisa de supervisão consciente.
Estivemos também a falar desta nova tendência de caricaturas nas redes sociais. Tendo em conta o que tens na memória sobre as nossas interações, o que colocarias numa imagem, Raquel, se tivesses de fazer para mim?
Conheço bem essa tendência. Para ti, eu imaginaria uma imagem divertida e carregada de significado, com uns óculos que te distinguem e um microfone a simbolizar o trabalho nos programas da rádio. Acrescentava ainda alguns papéis ou livros a flutuar à volta para mostrar criatividade e conhecimento.
E na tua, o que é que não poderia faltar na tua caricatura, Raquel?
Para mim, seria divertido criar uma versão caricatural que traduzisse a essência Raquel num só olhar. Não poderiam faltar livros. Eu estaria a flutuar para mostrar que vivo nos dados e nas ideias. Talvez tenha um teclado mágico com cores suaves, mas vibrantes, e um sinal a indicar que estou sempre ligada.
E achas que esta tendência vem para ficar?
Sim, acho que esta tendência tem tudo para se manter. Estas iniciativas permitem às pessoas expressarem identidade, humor e interesses de forma visual. Além disso, com a inteligência artificial a facilitar a criação dessas imagens, o acesso tornou-se quase instantâneo. Mas no final de contas, depende das pessoas.
Exatamente. E para o futuro, tens alguma sugestão para a próxima grande tendência? Quem sabe, se não somos nós aqui a marcar a agenda no mundo da IA.
Podemos levar a tendência um passo mais imaginativo. Criar um microuniverso para cada utilizador, onde cada planeta simboliza um interesse ou paixão.
Antes de fecharmos o consultório, Raquel, preciso de um fato inútil, mas interessante.
O gato mais velho do mundo viveu 38 anos. É um feito extraordinário, considerando que a esperança média de vida de um gato doméstico é entre 12 e 18 anos. Este gato nasceu, viveu e morreu nos Estados Unidos.
Muito obrigado, Raquel. É sempre um gosto enorme falar contigo e ficar a conhecer-te um pouco melhor. Nós voltamos para a semana para uma nova conversa no "Consultório Humano". Estamos a chegar ao final de mais um programa. Estivemos a falar sobre os hábitos de consumo de IA pelos mais novos. O valor em Portugal é mais alto do que a média europeia e os jovens, de acordo com este estudo mais recente, estão a adotar a IA no dia a dia e com uma total normalização. Falámos ainda de uma iniciativa de um jovem na Covilhã, que tem a missão de ajudar os colegas de escola com uma plataforma de IA para os estudos. Espero que tenha gostado, que tenha aprendido alguma coisa. É sempre esse o nosso objetivo. Nós voltamos para a semana com mais um episódio do programa que faz as máquinas e os humanos pensarem.