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Momentos de Glória com Bruno Vieira Amaral.

Eu não sei se têm dedicado o vosso tempo a este assunto, mas estamos em agosto, silly season, mas deviam ter mais atenção a chapas de matrículas.

Queridos amigos, bom dia. A questão é a seguinte: há alguns veículos que têm uma chapa de matrícula sem nenhum parafuso, sem nenhum rebite a fixá-la. Encaixam na moldura. Isto acontece à frente e atrás.

Já me está a dar vontade de rir, não sei o que aí vem. As pausas dramáticas.

Isto é pausas dramáticas, porque estamos a ouvir Hélder Fráguas, advogado, o conhecido juiz do programa "A Sentença", e que é um grande produtor de conteúdos nas redes sociais. Isto pode ser um problema grave, das matrículas. E por quê? Hélder Fráguas explica.

A lei obriga a que a chapa de matrícula seja fixada de forma inamovível, e considera-se que é inamovível quando a chapa de matrícula não pode ser retirada sem o auxílio de uma ferramenta.

Sair à mão não dá.

Não, tem que ser com uma ferramenta. Qual ferramenta? Uma ferramenta. Portanto, muita atenção ao rebite ou à falta de rebite das matrículas. Assunto a que os portugueses agora têm dedicado mais atenção do que aos rebites e às matrículas, é o caso Luís Neves, um caso que até mete acetona.

Mentiu várias vezes. Agora descobriu-se que mentiu na questão dos 150 mil euros. Dizia Neves: "É para pagar a eliminação da acetona, é o custo." Não é. Era para eliminar a acetona e muitos outros produtos. Mentira. É um mentiroso compulsivo.

Acetona? Acetona. Só falta o verniz. O verniz que estalou no caso de Cláudio Ramos.

Não posso dizer nada?

Podes dizer tudo.

Ainda bem que vou de férias. Que nervos! É que às vezes estou aqui mesmo com vontade de bazar. Sério, palavra. Mesmo. Estou mesmo a falar sério. É que não se sabe conversar. É que às vezes não se sabe conversar. Não se diz o que se quer, não se sabe conversar. Sério, mesmo, palavra de honra.

Já mesmo a precisar de férias.

Mesmo. Eu acho que todos nós somos solidários, já todos tivemos um momento em que só nos apetece bazar. Olha, por exemplo, Santana Lopes, que bazou mesmo de um estúdio de televisão há uns anos. Desta vez não vai bazar, porque tem coisas para dizer, não sobre matrículas, mas sobre Luís Neves.

Já falei muito disso.

Mas então parece-lhe um procedimento normal o atual ministro andar com o carro que já usava quando era diretor nacional da Polícia Judiciária, e carro esse foi apreendido num processo-crime da PJ? Acha normal?

Se eu pudesse falar...

Não está aqui para isso?

Estou, mas não tenho tempo para contar tudo. Sabem quantos gabinetes de governo já eu tive? Sabe quantos carros apreendidos em gabinetes de membros do governo eu já vi?

O que diz é: "Esteve bem, não está aqui para isso."

"Eu queria, mas não tenho tempo." É o tradicional "cala-te boca, se eu pudesse dizer tudo aquilo que sei". Mas Santana Lopes é notoriamente incapaz de se calar a si mesmo.

É que o problema dos escândalos hoje em dia é assim: "Ele tem um carro apreendido, estava na PJ." Eu já vi ministros andarem de Porsche.

Apreendidos?

Apreendidos, nos gabinetes.

É que há por aí muito carro apreendido que passou das mãos dos bandidos para as mãos dos políticos ou vice-versa.

Eu achava muito bem. Vão ver, querem acabar com os carros apreendidos? Mas vão ser centenas. E na polícia, olhe.

Eu não parece mal que andem por aí a circular carros apreendidos nas mãos dos ministros, desde que tenham as matrículas fixadas com rebites ou com parafusos.