Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Uma pessoa engana-se, é logo um filme neste estúdio. Já estão a fazer aqui todo um cenário.

As cordas, o pessoal.

São do Pioril, Carla e Paulo. Vamos lá, não se fala de outra coisa. Já estragamos a entrada do podcast.

Pois foi.

Está tudo bem.

Três, dois, um.

Não se fala de outra coisa do papel da inteligência artificial e do Dr. Google. Tudo começa com uma jovem de 23 anos, não sei se viram isto nas redes sociais, do País de Gales. Ela durante anos viveu com sintomas neurológicos, sem nunca conseguir um diagnóstico claro. Foi a várias consultas, fez avaliações diferentes, acabou por receber diagnósticos como ansiedade, depressão e até epilepsia, mas nada explicava realmente o que estava a acontecer. A certa altura, a situação agravou-se, teve uma convulsão grave, esteve três dias em coma. Depois de recuperar e por continuar sem respostas ao fim de tanto tempo, decidiu recorrer, lá está, ao ChatGPT, ao Dr. Google. Descreveu todos os sintomas que tinha sentido ao longo dos muitos anos. A ferramenta analisou a informação, apresentou várias hipóteses, entre elas uma doença rara, paraplegia, paraplegia espástica hereditária, não sei como é que se diz. A jovem voltou ao médico de família e pediu para investigar essa hipótese em concreto. Foram feitos testes genéticos e o diagnóstico acabou por confirmar exatamente essa doença. Estamos a falar de uma condição neurológica rara, muitas vezes difícil de identificar e que pode passar despercebida durante anos, precisamente por ter sintomas que se confundem com outras doenças. E naturalmente que este caso está a gerar debate. Se de um lado, há quem veja aqui mais um exemplo do potencial da inteligência artificial, do outro lado, os próprios profissionais de saúde sublinham a importância de ter prudência na utilização, porque são ferramentas que não fazem diagnósticos e que podem apresentar respostas incompletas ou até mesmo incorretas, não foi este o caso, mas o certo é que isto em particular levanta a questão que é difícil de ignorar, até que ponto a inteligência artificial pode vir a ajudar a reduzir o tempo até ao diagnóstico em situações clínicas mais difíceis. Foi o que aconteceu neste caso e por isso é que está a dar o que falar, porque aqui foi uma ajuda para esta rapariga de 23 anos.

Não dispensa, obviamente, nunca a intervenção profissional.

Daí ela ter levado os vários diagnósticos, as várias conclusões, mas estava lá a resposta.

Dr. Google. Este aqui não se descobriu no Dr. Google, descobriu-se em laboratórios. É verdade. A nossa rubrica chama-se "Não Se Fala de Outra Coisa". Eu acho que disto não se fala, e se calhar ainda bem, porque é um assunto que cheira mal, literalmente. Mas é ciência. E os cientistas por vezes dedicam-se a estudar fenômenos curiosos. Neste caso é a flatulência. E aquela questão que ao longo de gerações e gerações ocupou o espírito do ser humano. Afinal, qual é a pior flatulência: dos homens ou das mulheres?

Isso era assunto?

Não, é assunto.

Eu estou me a sentir confuso.

Eu também.

É um assunto.

FOMO.

Estamos fora.

E é um assunto sério, tão sério que Michael Levitt, um gastroenterologista norte-americano, dedicou a sua vida ao estudo deste e de outros assuntos relacionados com flatulência. Ele levou a cabo um estudo muito rigoroso para determinar, apurar ao certo, afinal, qual a pior flatulência.

O critério de pior aí, agora temos que chegar a um charuto também.

É verdade, o critério é que aquilo foi estudado por-

É que é frequência, intensidade, cheiro.

Volume e intensidade do cheiro são os fatores decisivos. No caso da intensidade, as mulheres ganham, no caso do volume, ganham os homens. Isto foi lembrado por outra gastroenterologista norte-americana, Tricia Parish, que publicou agora um livro que se chama "You've Been Pooping All Wrong", que é qualquer coisa como "Não Estão a Fazer Cocô Como Deve Ser". Isto hoje é um grande fartote para as crianças que estão no carro a ouvir, que gostam muito destes temas. E lembrou que estes estudos de Michael Levitt, que chegou a ser considerado pela revista Popular Science como o pior emprego da ciência, e percebe-se por quê, porque isto é um sacrifício em prol da humanidade. Estes estudos desenvolvidos acabaram por ajudar a perceber um pouco o funcionamento do intestino. E não se esqueçam que o intestino é o segundo cérebro.

Pensa. Sim. Parece estar inflamado.

Exatamente. Ou seja, tudo o que se passa no nosso corpo, há uma grande parte do que se passa no nosso corpo tem a ver com o funcionamento do intestino. E estes estudos de Michael Levitt ajudaram a perceber um pouco melhor o funcionamento do intestino. À partida, pode parecer um daqueles temas dignos do Ignobel, aquele prêmio Nobel ao contrário, mas na verdade, é um assunto sério e que se nós analisarmos bem a coisa, pode nos ajudar até, por exemplo, a lidar melhor com as viagens de avião. Sabiam que há uma maior propensão para flatulência nas viagens de avião? Isso tem a ver com a altitude, com a pressão atmosférica, mas há soluções, e essas soluções também passaram por estes estudos deste gastroenterologista que dedicou uma vida a um assunto que nós às vezes preferimos escapar.

Eu não prefiro escapar.

Todos nós.

Então num avião fechado ainda escapava mais depressa.

Aí é difícil. Aliás, neste artigo, esta médica lembra precisamente isso. É um lugar onde é difícil escapar, mas há uma solução.

Nem abrir a janela.

É como no elevador. Não pode escapar, nem abrir uma janela.

Embora a altitude-

Sei que eu não vou arranhar céus

...a altitude seja diferente e a pressão atmosférica não seja tão forte, mas há soluções para esses problemas. Pesquisem.

Pensei que ia dar a solução. É pesquisar.

É pesquisar. Não, é tomar Pepto-Bismol antes de uma viagem, ajuda a resolver o problema ou pelo menos a mitigar o problema. E depois é rezar para que os companheiros de viagem também tomem o mesmo.