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Jornal das 7 com Luís Soares. O governo e o Chega ainda não têm acordo sobre a reforma laboral. É o resultado de mais hora e meia de reunião entre André Ventura e Luís Montenegro.
Ainda assim, as conversas continuam. O líder do Chega, André Ventura, falou aos jornalistas no final do encontro com o primeiro-ministro em São Bento. Não fechou a porta ao entendimento, mas sublinhou que ainda há questões que estão longe de um consenso.
Até ao momento, não foi possível chegar a um entendimento sobre estas matérias. Da parte do Chega, ficou de forma mais detalhada e mais pormenorizada a garantia dos pontos, a identificação dos pontos, que são para nós necessários do ponto de vista do trabalho e do ponto de vista dos objetivos. Da parte do governo e da parte do primeiro-ministro, ficou claro também as suas posições referentes a alguns destes pontos, onde há convergência e onde não há convergência. É evidente e é compreensível, penso que o país compreende isso, que na questão das reformas continua uma substantiva divergência entre as posições dos partidos.
André Ventura, em declarações aos jornalistas depois da reunião com Luís Montenegro, o líder do Chega diz que a eventual viabilização da proposta de lei do governo estará dependente de haver um princípio de entendimento que tem que acontecer amanhã. A reforma das leis laborais é debatida no Parlamento na próxima quinta-feira.
E o governador do Banco de Portugal garante que a Europa está mais bem preparada para aguentar uma eventual crise financeira do que estava há década e meia. Pede, no entanto, mais reformas para continuar a reduzir a dívida pública, neste caso, a dívida pública portuguesa.
Álvaro Santos Pereira, que tem alertado que o endividamento público continua demasiado elevado, apesar da boa trajetória, e numa conferência em Lisboa esta tarde, o governador do Banco de Portugal falou em inglês. Álvaro Santos Pereira reconheceu que essa descida está a verificar-se, mas só vai ser eficaz se for acompanhada de reformas.
Quando se olha hoje para Portugal, este ano vamos ter um rácio entre a dívida e o PIB menor do que a Áustria. A dívida caiu a nível dramático e aprendemos a lição da maneira mais difícil. Acho importante que não esqueçamos os erros do passado e continuemos a diminuir a dívida nos próximos anos. Ao mesmo tempo, gostava de voltar às reformas, porque não podemos crescer mais e aumentar os níveis de vida das pessoas sem reformas.
E numa altura de incerteza na Bolsa Mundial, com várias guerras a decorrer em simultâneo, Álvaro Santos Pereira garante que nos últimos 15 anos a Europa se preparou para um cenário de uma nova grande crise mundial.
Estamos muito mais bem preparados do que estávamos há 15 anos? Absolutamente. Em termos do sistema financeiro, temos um sistema em termos de supervisão, de resolução, de regras, que é muito mais forte. A arquitetura é muito mais forte do que era há 15 anos e acho que a Europa aprovou algumas reformas importantes nessa altura e estamos a colher os frutos.
A expectativa de Álvaro Santos Pereira, o governador do Banco de Portugal, que falava numa conferência organizada pelo canal televisivo Now, esta tarde em Lisboa.
100 dias depois da tomada de posse de António José Seguro, Duarte Marques e Rui Gomes da Silva fizeram aqui na Rádio Observador um balanço sobre o mandato do Presidente da República.
Um balanço positivo. Eles que não apoiaram António José Seguro nas presidenciais, Rui Gomes da Silva esteve ao lado de André Ventura, diz que Seguro foi rigorosamente aquilo que se esperava, aponta a estratégia de continuidade adotada por Seguro na mira de uma reeleição.
António José Seguro vai fazer aquilo mesmo que fez Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco e Marcelo no primeiro mandato. Terem o máximo denominador comum, o mínimo denominador comum, neste caso, para permitir a reeleição. E a partir daí, na segunda volta, no segundo mandato, fará o que entender. E as pessoas à direita vão surpreendendo-se com umas coisas, vão dizendo bem e vão elogiando o mandato do presidente.
Do ponto de vista de Rui Gomes da Silva. Do outro lado, Duarte Marques, que começou ao lado de Marcos Mendes, mas apoiou Seguro à segunda volta, diz que o presidente da República não está a desiludir, nem a surpreender, mas sim a fazer o que se esperava quanto à postura recatada de Seguro, que mereceu algumas críticas. Duarte Marques diz que até pode ser uma mais-valia para o país.
Nesta fase em concreto que o país está a atravessar, se calar o recado de António José Seguro é mais útil ao país do que se fosse mais agitado ou se quisesse fazer da presidência um postulado de combate a um governo que não tem uma maioria. E porque o português vota num presidente da República? Vota em alguém que seja um garante da estabilidade, não um agitador.
Duarte Marques e Rui Gomes da Silva, que estiveram esta tarde no Explicador para fazer um balanço dos primeiros 100 dias do mandato de António José Seguro em Belém.
E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 16 de junho.
A Polícia Judiciária deteve um suspeito de colaborar com a fuga de cinco reclusos da prisão de Vale de Judeus. Há ainda outras 25 pessoas arguidas neste caso. É o balanço da operação conduzida pela Unidade Nacional de Contraterrorismo. Ao todo, foram sete as buscas domiciliárias realizadas na área da Grande Lisboa. Segundo o comunicado da Judiciária, o cidadão detido é um português de 43 anos, sobre o qual recaem fortes indícios da prática de crimes de tirada de presos e de detenção de arma proibida. As diligências tiveram como objetivo a recolha de novos elementos de prova e consolidação da prova já reunida, relacionada com a fuga de cinco reclusos de Vale de Judeus em 2024. Depois de alcançado o acordo entre Estados Unidos e Irão, o ministro português dos nossos estrangeiros diz que é importante agora pressionar a Rússia quanto ao conflito com a Ucrânia. No Palácio das Necessidades, em declarações aos jornalistas no final de um encontro com o chefe da diplomacia da Arábia Saudita, Paulo Rangel explica que é importante aumentar a pressão sobre a Rússia, tanto por parte da Europa como por parte dos Estados Unidos. Olhamos agora para o Mundial de Futebol. Dentro de uma hora arranca o jogo entre França e Senegal. De um lado, a finalista da última edição em 2022 e campeã mundial em 2018, do outro, a seleção finalista da Taça das Nações Africanas. Este jogo de hoje entre França e Senegal acontece em New Jersey, nos Estados Unidos, mas vamos viajar Atrás no tempo, Diogo Varela, porque o último confronto entre as duas seleções terminou com um resultado surpreendente.
E vai ser uma bela viagem, Luís. Vinte e quatro anos não é tanto para as novas gerações, mas acredito que tanto tu como o Ricardo estejam recordados, porque aconteceu no Mundial 2002, Coreia-Japão. Foi mesmo o jogo de abertura em que a França apareceu enquanto campeã europeia e campeã mundial em título. Tinha nomes como Zinedine Zidane, Thierry Henry, Patrick Vieira, mas encontrou o Senegal e perdeu por um bola a zero, com golo de Bouba Diop. Na verdade, Luís, até foi o início de uma campanha altamente desastrosa por parte da seleção francesa, talvez uma das mais chocantes das histórias do Mundial. Até porque a França chega a esse Mundial 2002 com alguns dos melhores marcadores das principais ligas da Europa. Por exemplo, o Thierry Henry era o melhor marcador em Inglaterra, David Trezeguet em Itália, Djibril Cissé em França. Ainda assim, a seleção francesa saiu desse Mundial 2002 sem marcar qualquer golo. Foi verdadeiramente impressionante, uma campanha que marcou esse Mundial 2002. Do outro lado, e como tu referiste, Luís, há Senegal, que se autointitula como campeão africano, venceu a final frente a Marrocos. Depois houve a tal polêmica que a Confederação Africana desqualificou a seleção senegalesa e atribuiu esse título a Marrocos. Agora voltam a reencontrar 24 anos depois.
O Diogo Varela com as informações desse histórico entre França e Senegal, as duas seleções que entram em campo daqui a menos de uma hora, jogo a contar para o grupo I do Mundial de Futebol deste ano. Não sei se, Ricardo, ainda temos tempo para uma música mais antiga. Então vamos a isto.
Duran Duran.
Exatamente. E Lisboa vai poder recordar este e muitos outros êxitos dos Duran Duran no dia 3 de novembro na MEO Arena.
Vêm cá?
Vêm cá.
Já não vinham cá...
Há poucos anos, há quatro anos que não vinham cá. Ainda assim. Na altura em que fazia 40 anos da estreia no país, Duran Duran vem também pela primeira vez após o lançamento do álbum mais recente, editado em 2023, que inclui temas inéditos, também a reinterpretação de outros mais antigos e covers de músicas de Billie Eilish, Talking Heads e The Specials. Os bilhetes para este concerto do dia 3 de novembro do Duran Duran, no MEO Arena, estão à venda já a partir das 9h da próxima quinta-feira.
Duran Duran a fechar o jornal das 7, "Girls On Film", uma recordação dos anos 80. O Luís Vargas vai regressar às 19h30.