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Está na hora do Jornal das 7, com Miguel Cordeiro. Miguel.

Começamos este jornal com a ministra da Saúde, que falou na última hora e rejeita que o artigo de opinião que escreveu seja um mecanismo de autoelogio ao governo. Reforça que continua no cumprimento do dever e afirma que o governo está a trabalhar para a reorganização das urgências a nível nacional. Ana Paula Martins escreveu um artigo de opinião publicado no Jornal de Notícias, em que sublinha que reformar exige coragem aos atores políticos, tempo de concretização, perseverança e capacidade de gerir os descontentamentos. Esta tarde a ministra esteve na inauguração do Hospital das Lusíadas, em Loura, em Sintra, e foi à margem dessa inauguração que a ministra falou sobre o artigo que escreveu no Jornal de Notícias, publicado hoje, e rejeita que esteja preenchido de elogios à atuação do Ministério da Saúde.

O artigo que eu escrevi não pretendia, de forma alguma, ser nenhuma ode ao trabalho que temos feito. Ou seja, eu falo do trabalho que temos feito, mas também falo de factos com números que não estão bem. Naturalmente. E, portanto, o que é que eu lhe posso dizer? A consciência não me pesa porque eu estou a cumprir o meu dever. E eu já disse isto várias vezes. Mesmo atendendo àquilo que os barómetros dizem, e eu compreendo, eu não confundo popularidade com responsabilidade.

Palavras da ministra da Saúde, que reage também aos resultados de uma tracking poll da CNN, que avança que a ministra com maior taxa de reprovação por parte do governo é a ministra da Saúde. Ana Paula Martins diz que é comum que a pessoa a cargo da pasta da Saúde tenha uma avaliação mais negativa.

Miguel Cordeiro, a ministra da Saúde também fala sobre a falta de recursos e insiste que perante a falta de recursos é preciso apostar na concentração.

Ana Paula Martins reforça a necessidade de fazer uma otimização de uma das maiores redes de urgência em toda a Europa. Avança que está a ser feita uma revisão das urgências a nível nacional, por vários especialistas, e já avança com as primeiras datas para os resultados deste trabalho que quer desenvolver.

Os primeiros resultados desta reorganização acontecerão no final do mês de novembro. O que é que eu quero dizer com isto? Estará em audição pública esta primeira parte do trabalho deste grupo de especialistas, por uma questão de transparência, e depois avançaremos para essa regionalização das urgências.

Palavras da ministra da Saúde. Resultados que são referentes à região de Lisboa e Vale do Tejo, uma das zonas onde os tempos de espera nas urgências são mais elevados. Ana Paula Martins volta a dizer que está de consciência tranquila com o trabalho que tem feito e que só sai do cargo quando o primeiro-ministro entender. Deixa também uma nota: dois anos e meio de governação é pouco para o que ainda há por fazer.

E numa altura em que há muitas pessoas à procura de casa ou de quarto para os estudantes universitários, o presidente da Federação Académica do Porto critica o que chama de paralisia do Estado e também inação das universidades na resposta ao problema da habitação para os estudantes.

Se uma federação académica consegue dar resposta na área da habitação, por que não consegue o Estado? Esta é a pergunta que é feita esta segunda-feira por Francisco Porto Fernandes, na inauguração de uma residência universitária na Póvoa de Varzim. A residência, construída com o apoio da autarquia, vai receber 11 alunos, o que aumenta para 75 o número de camas disponibilizadas pela Federação. Mas o presidente pede mais ação do Estado e aponta também o dedo às universidades, que acusa de não fazerem o suficiente nesta área.

Quando nós criticamos a falta de camas no movimento estudantil, acusamos muitas vezes os governos PS e PSD. Têm a sua cota parte de culpa, mas não podemos esquecer das instituições de ensino superior, muitas delas com grandes capacidades financeiras e que ano após ano adiam o investimento em ação social, porque preferem investir noutro tipo de áreas.

Declarações do presidente da Federação Académica do Porto na inauguração da terceira residência para estudantes criada por esta instituição, sendo que esta é a primeira fora do município do Porto. O evento contou com a participação e elogios do presidente da Assembleia da República.

Luiz Montenegro assume erros na pasta da Educação. Hoje, ao lado de António José Seguro, o primeiro-ministro prometeu trabalhar para resolver os problemas.

Estiveram lado a lado na inauguração de uma nova escola, a Secundária de Cascais. E Luiz Montenegro considerou que António José Seguro está sempre atento ao que se passa neste setor e que partilha a mesma visão que o governo para a educação. Perante os alunos, Luiz Montenegro quis deixar uma mensagem positiva para este arranque de ano letivo. A reportagem do jornalista Ricardo Lopes explica-nos que Luiz Montenegro também reconheceu alguns erros.

Depois de mais de 50 anos em instalações provisórias, Cascais tem agora uma escola novinha em folha. O chefe de Estado e o líder de governo estiveram juntos para destapar a placa e fazer uma primeira visita. Com uma plateia cheia de alunos, Luiz Montenegro quis deixar uma mensagem descontraída.

A escola é para viver alegrias, viver tristezas e também é para fazer asneiras. É para isso tudo. Todos nós as fizemos, senhor presidente, até o senhor presidente da República. Portanto, todos nós, o primeiro-ministro, os ministros.

Brincadeiras à parte, o assunto fica mais sério quando se abordam os problemas que aconteceram nos exames nacionais.

Este ano comporta novos desafios, como aquele que terminou

Teve também as necessidades que tiveram de ser preenchidas e os objetivos que tiveram de ser alcançados, muitas vezes com dificuldade.

Dificuldades justificadas com um processo de transformação e mudança que, no fim, resultará em progresso. Ainda assim, há outros problemas mais difíceis de colmatar no setor, especialmente em Lisboa.

É nesta região que muitas vezes um professor não consegue pagar a renda da casa.

Por isso, o primeiro-ministro garante que o governo está a centrar grande parte do investimento tanto nas instalações como na fixação de professores nesta região. Sentado a ouvir está o Presidente da República que, segundo Montenegro, está bem atento àquilo que se passa na educação.

Um Presidente da República sempre muito atento, empenhado e interessado naquilo que se passa na escola, em todos os níveis de escolaridade, com uma visão que é partilhada com o governo.

Chegada a vez de falar, António José Seguro, o chefe de Estado confirma que está atento e que tem algumas preocupações.

Os resultados do PISA mostram que Portugal tem muito caminho a percorrer. Infelizmente, a expressão correta é muito caminho a recuperar.

Segundo este relatório, os alunos portugueses estão a perder conhecimento e competências. O Presidente da República não dramatiza, mas quer ver melhorias.

É por isso que é obrigatório olhar para esses resultados com serenidade, mas também com ambição.

António José Seguro e Luís Montenegro não têm tido agenda pública em conjunto muitas vezes. Depois de inaugurarem a nova escola secundária de Cascais, seguiram juntos para a reunião semanal.

Lado a lado, António José Seguro e Luís Montenegro, hoje em Cascais.

E o PCP diz que são bastante mais do que os 170 mil alunos, os que não têm, nessa altura, parte dos professores.

O PCP pede mesmo ao governo para assumir responsabilidades. Fala Jorge Pires, membro do Comitê Central do PCP. Jorge Pires, do PCP, que diz também que a falta de professores vai agravar-se ao longo do ano letivo.

E há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira, 21 de setembro.

Um bombeiro sofreu ferimentos ligeiros durante o combate ao incêndio em São Mamede de Coronado, na Trofa. A Proteção Civil explica à Agência Lusa que o bombeiro foi transportado para o hospital. Mais cedo, este incêndio obrigou a retirada de 40 alunos e três funcionários da escola da vila, em Paço. O alerta foi dado pelas 15h. Estão cerca de uma centena de operacionais no combate às chamas, apoiados por 27 viaturas e dois meios aéreos. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, hoje à tarde, alertou para as condições adversas para os próximos dias, no que toca ao combate a incêndios. Nível de prontidão no nível três. O objetivo é prevenir o risco de incêndio nos próximos dias. Os meios estão preparados para lidar com essas condições adversas. Espera-se tempo quente e seco em várias zonas do país, fraca humidade durante as noites e também vento forte. J.D. Vance defende a decisão de Donald Trump de tirar acesso à imprensa da Casa Branca a várias empresas. Foi decidido, durante o dia de hoje, que vários órgãos de comunicação social não iriam poder entrar na Casa Branca. As cadeias de televisão norte-americanas, entretanto, CBS, NBC, ABC e Fox, suspenderam a cobertura de Donald Trump em apoio aos órgãos de comunicação social que ficaram proibidos de entrar na Casa Branca, como por exemplo a CNN e o Politico. Ora, J.D. Vance sai em defesa de Donald Trump.

Ele não está a proibir os meios de comunicação social. O que ele está a fazer é dizer: "Nós vamos conceder acesso à Casa Branca se se envolverem no que é, na prática, propaganda". Temos de nos lembrar que estes três órgãos de comunicação representam cerca de 92% das notícias negativas sobre o presidente dos Estados Unidos e a administração. Portanto, se dedicam ao que é, na prática, propaganda de extrema-esquerda, por que razão uma Casa Branca republicana lhes concederia acesso especial? Eu acho que é totalmente adequado, a menos que, claro, comecem a comportar-se como verdadeiras organizações noticiosas.

Esta suspensão inclui a ausência de fornecimento de imagens de eventos presidenciais às várias cadeias de televisão e imprensa. E Donald Trump já tinha também acusado vários órgãos de comunicação social de serem uma ameaça à segurança do país.

Miguel Cordeiro vai regressar às 20h00.