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Um ataque da direita aos direitos da população. É assim que o Bloco de Esquerda classifica a revisão constitucional proposta pela Iniciativa Liberal. Foi isso que disse Mariana Mortágua, depois de um encontro com Marcelo Rebelo de Sousa, esta tarde, no Palácio de Belém. Para a coordenadora do Bloco, os valores de abril estão em causa. É importante compreendermos que toda a nossa democracia, o estado social, a educação, existem porque estão consagrados na Constituição. E é precisamente essa Constituição que está em risco hoje e que a direita quer atacar, e sabe que quer atacar, porque sabe que essa é uma pedra crucial e um pilar crucial da nossa democracia, conquistada no 25 de abril. Quanto ao cenário autárquico, o Bloco de Esquerda pede uma convergência dos partidos de esquerda, para evitar que a direita cresça nas eleições do próximo outono. Mariana Mortágua admite que estão já em curso conversações com o LIVRE e com o PAN para uma eventual coligação. LIVRE, precisamente que ontem, Rui Tavares, o porta-voz do partido, à saída da audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, tinha sugerido uma frente de esquerda nas autárquicas para travar a subida do Chega. Esta tarde foi também ouvido o CDS, com Nuno Melo a pedir estabilidade aos restantes partidos e a dizer "presente" à revisão constitucional proposta pela Iniciativa Liberal. O Presidente da República prossegue as consultas aos partidos políticos amanhã, com as forças com assento parlamentar que estão a faltar, quem conseguiu eleger deputados nestas eleições. Às 15h30, o PAN, uma hora depois, pela primeira vez, o Juntos pelo Povo vai a Belém. Este partido regional da Madeira conseguiu eleger para a Assembleia da República. Ouvimos aqui há pouco Mariana Mortágua falar sobre os riscos da revisão constitucional. O deputado liberal Rodrigo Saraiva garante que as alterações propostas pelo partido à Constituição não representam qualquer tipo de perigo. Rodrigo Saraiva explica que a intenção é, por exemplo, alterar a lei, de forma que o direito à saúde inclua também o direito ao tratamento em serviços privados. O liberal garante que os direitos dos cidadãos vão sair reforçados com esta proposta.
Atualmente, a Constituição obriga aquilo que acontece hoje em dia. As pessoas que têm uma necessidade de saúde, apenas vão àquilo que é público. A nossa proposta, que apresentámos há dois anos, através de um sistema de saúde universal e geral, tendencialmente gratuito, que integra o Serviço Nacional de Saúde, bem como os demais serviços de saúde privados e sociais. Não há perigo qualquer mudança de regime, nem que os portugueses percam direitos, liberdades e garantias.
Os esclarecimentos de Rodrigo Saraiva, deputado da Iniciativa Liberal, convidado do Explicador desta tarde, onde esteve também o deputado social-democrata António Rodrigues. António Rodrigues critica o timing da proposta da IL e reforça que a prioridade da AD, neste momento, é governar. Dois dias depois das eleições, ainda quando o novo Parlamento não tomou posse, não faz sentido estar a erigir isso como uma prioridade, ainda para mais, quando nem sequer foi apresentado nenhum projeto que possa permitir que se possa discutir. A Constituição, a ser mudada, tem que obedecer o máximo consenso possível em todos os partidos e não resultar apenas de uma maioria aritmética. E por isso, não estou preocupado com as preocupações da esquerda, porque também não estou preocupado com as manifestações da direita. A preocupação é a do Governo. O deputado do PSD António Rodrigues, no Explicador da tarde política, apesar de criticar a proposta dos liberais, não nega que discutir uma revisão constitucional noutro momento da legislatura possa acontecer. Demissões no PAN, dois membros da Comissão Política Nacional estão de saída. Não concordam com o rumo traçado pela liderança de Inês Sousa Real. Falamos de Anabela Castro e Nuno Pires. Transmitiram essa decisão através de um comunicado enviado ainda no dia 18 de maio, pouco antes do fecho das urnas nas eleições legislativas. As razões invocadas para este pedido de demissão são o desrespeito pela democracia interna, a centralização do poder e o silenciamento dos críticos por parte da direção do partido. Na Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas em Lisboa, a fila de imigrantes que aguardam por atendimento está mais curta a esta hora. O prolongamento dos horários de atendimento em mais cinco horas, até às 20h, mantêm-se nas próximas semanas. A Rádio Observador ouviu as queixas de algumas pessoas que tiveram de aguardar nestas filas. O caso de Avelina Silva, que diz que o site da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas esteve embaixo, o que acabou por sobrecarregar o atendimento presencial.
Chegámos para tratar o documento do meu irmão mais novo. E nesse caso, tem ali uma bagunça que dizem que há pessoas aqui a dormirem há dois dias. Eu cá cheguei para saber, porque eu estou a tentar fazer o agendamento on-line, não consigo. Fui pro consulado para tentar ver o que se passa e eles disseram que tinha que me aproximar. Vim pra cá e tá tudo horrível.
As queixas recolhidas pelo jornalista do Observador, João Costa Campos, e uma senhora que esteve hoje na fila junto à Direção-Geral dos Assuntos Consulares em Lisboa. Há ainda relatos de quem tenha sido obrigado a pedir um alargamento dos prazos de legalização à Agência para a Integração, Migrações e Asilo. 17h07. Vamos conhecer outras notícias que estão a marcar a atualidade. Mário Machado tinha anunciado que se ia entregar à Justiça para a semana, mas foi hoje detido em casa.
O militante neonazi afirmou que ia comparecer na segunda-feira na prisão das Caldas da Rainha, mas acabou por ser, já hoje, conduzido ao estabelecimento prisional de Lisboa.
A defesa sublinha que não tinha conhecimento de nenhum mandado de detenção. Vai pedir, no imediato, a transferência para outra prisão por razões de segurança.
A defesa diz precisamente isso. Mário Machado vai cumprir uma pena de dois anos e 10 meses de prisão pelo crime de discriminação e incitamento ao ódio e violência.
Ainda o futebol nesta edição, Miguel. Luís Figo afirma que o bicampeonato do Sporting é justo.
O antigo internacional português esteve num evento promovido pela Fundação Luís Figo, na Escola de Saúde ECAS Junis, no Monte da Caparica. À saída do evento, Figo, antigo atleta do Sporting, parabeniza o clube pela conquista do campeonato.
Eu acho que quem ganha, ganha sempre ou quase sempre justamente, porque neste caso trata-se de uma competição onde tens que ser regular, uma competição que são bastantes meses e por isso acho que sim, que o Sporting foi o justo vencedor.
O antigo Bola de Ouro antecipa também que os Leões podem levar vantagem para a final da Taça com o Benfica.
Eu acho que quando são dérbis ou quando são confrontos entre duas grandes equipas, é sempre complicado falar de favoritismo, porque muitas das vezes na prática não sucede o mesmo. Mas é lógico que depois de um momento de alegria, de satisfação, pode trazer muito mais confiança.
Luís Figo à margem de um evento no Monte da Caparica, um testemunho recolhido pelo jornalista do Observador, João Lourenço. A final da Taça de Portugal é já este domingo, frente a frente, os eternos rivais de Lisboa, Sporting e Benfica.
O Observador venceu um prémio de jornalismo com uma grande reportagem sobre a equipa que acompanha de perto a saúde mental de quem está mais longe no interior do país. Um trabalho inserido na secção Mental, no site do Observador, da autoria da jornalista Sara Dias Oliveira e do fotógrafo Igor Martins.
Os dois acompanharam a equipa comunitária de saúde mental de Alenfonse, que dá apoio a 350 doentes espalhados pelo distrito de Viseu.
O prémio é atribuído pela Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, em parceria com a Johnson and Johnson Innovative Medicine.