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É uma hora. As notícias com Miguel Gato.

Boa noite. Já vamos à reunião marcada entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos. Antes, a atualidade desportiva. O Sporting continua imbatível no campeonato, venceu o AVS SAD por 3 x 0. É um registo avassalador dos Leões. Seis vitórias em seis jogos na Liga Portuguesa e são já 22 gols marcados e apenas dois sofridos do Sporting na atual edição do Campeonato Português. Esta noite, Gyökeres bisou, marca há nove jogos seguidos e tem também uma dezena de tentos certeiros para o campeonato. E também este domingo, o sueco partilhou o palco com outro nórdico, Konrad Harder. O dinamarquês estreou-se a titular e abriu o marcador aos 15 minutos. No final da partida, o técnico do Sporting, Rúben Amorim, nos trouxe contente com a vitória, mas cria mais gols. E sobre o reforço, Konrad Harder, Amorim diz que o dinamarquês pode dar ainda mais à equipa.

É um jogador claramente avançado. Fizemos um pouco aquilo que fizemos com o Paulinho. Obviamente, o Paulinho é melhor na ligação, o Konrad sem muito treino, mas muito agressivo. Fez um bom gol, uma boa recepção, abriu bem o corpo e fez um bom gol, uma assistência. E vê-se quando temos em blocos baixos, jogando com o Viktor e com o Konrad, temos dois jogadores muito fortes a sair para o contra-ataque e portanto acho que ele fez um bom jogo, mas acho que ainda está 50% do que pode fazer.

Do lado do AVS, o técnico Vítor Campelos lamenta a derrota, mas reconhece a superioridade do Sporting.

Como é óbvio, é uma vitória que não merece qualquer tipo de contestação. O Sporting foi melhor. Creio que preparamos o jogo para tentar contrariar da melhor forma o futebol que o Sporting está a apresentar, está num momento ótimo. Creio que ainda assim, os gols que sofremos, o segundo gol, no momento em que eu já tinha dito que está em cima do intervalo, para sermos mais inteligentes e ficarmos com a bola e irmos para o intervalo, perder por 1 x 0, as coisas poderiam ser um pouquinho diferentes durante a segunda parte. Não conseguimos levar daqui pontos porque o Sporting realmente foi superior.

Declarações dos técnicos de Sporting e AVS SAD na zona de entrevistas rápidas da Sport TV. Os Leões voltam a estabelecer a vantagem de três pontos para o Futebol Clube do Porto e continuam isolados na liderança do campeonato. Já o AVS está no 10° lugar com sete pontos somados. Nos outros jogos deste domingo, Gil Vicente empatou a uma bola com o Casa Pia e o Arouca venceu o Farense no Algarve. Hoje, segunda-feira, a jornada seis fecha com o Benfica a entrar em campo. Os encarnados deslocam-se ao Bessa para defrontar o Boavista. É uma partida que vai ter direito a emissão especial com relatos aqui na Rádio Observador. Na política nacional, Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos vão reunir na próxima sexta-feira para discutir o Orçamento do Estado. O primeiro-ministro e líder do PS vão ter a primeira reunião para tentarem avançar nas negociações do documento. É o que confirma fonte oficial do gabinete do governo ao Observador. O encontro entre os dois líderes está marcado para às 15h de sexta-feira. O editor adjunto de Política do Observador não tem dúvidas, a reunião de sexta-feira é decisiva para a aprovação do documento. Miguel Santos Carrapatozo considera que o momento das negociações é ainda prematuro, mas admite que os sinais não são animadores.

De facto, existe um clima de bastante crispação entre as partes, portanto, não é um sinal muito animador para quem, como é o caso do Partido Socialista e do governo, quer levar as negociações a bom porto. Ou seja, perante este clima de troca de acusações, os dois chegarão à sexta-feira em situações em que o consenso será difícil de alcançar.

Miguel Santos Carrapatozo, editor adjunto de Política do Observador, considera ainda que tanto o governo como Pedro Nuno Santos, têm a obrigação de aproveitar a reunião e de encontrar soluções para viabilizar o documento.

Marcelo Rebelo de Sousa fez saber, através dos jornais, de que um eventual chumbo do Orçamento do Estado resultará numa dissolução da Assembleia da República e em eleições antecipadas. Portanto, nem Pedro Nuno Santos nem Luís Montenegro poderão dizer que não estão avisados para as consequências de um eventual chumbo do Orçamento do Estado. Ou seja, se quiserem chegar a um entendimento, têm a obrigação de aproveitar estas reuniões para, como dizia há instantes, partir pedra e chegar ao consenso possível.

É a análise do editor adjunto de Política do Observador, Miguel Santos Carrapatozo, acerca deste encontro marcado entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro para sexta-feira. Numa nota publicada ao início desta noite, o primeiro-ministro atribuiu responsabilidades ao líder do Partido Socialista pelo impasse nas negociações para o Orçamento do Estado. Já o secretário-geral do PS diz que é a falta de agenda do primeiro-ministro que não permite avanços no documento. Diz também que o comunicado do governo se trata de uma provocação inaceitável. Marcelo Rebelo de Sousa lamenta e condena o ataque no Paquistão a uma comitiva de diplomatas, em que seguia um embaixador português. Numa nota publicada na página oficial da presidência, o chefe de Estado português explica que já falou com Frederico Silva para exprimir solidariedade e assegurou também que o diplomata está bem. Um polícia morreu e outros quatro estão feridos neste incidente que aconteceu a 230 km da capital do Paquistão, junto à fronteira com o Afeganistão. Ao início da noite, o embaixador presente neste acidente, Frederico Silva, tinha garantido estar seguro e deu conta de como tudo aconteceu.

Quando o comboio de viaturas se dirigia para o hotel, numa região montanhosa de grande beleza natural, mas com uma estrada bastante sinuosa, em determinado ponto deu-se uma explosão e a viatura que seguia em frente do comboio foi atingida. Na altura, não tive percepção do que se tinha passado exatamente, porque imediatamente todos os outros carros, assim que a explosão sucedeu, tivemos de retroceder e afastar-nos do local com rapidez.

Apesar de este tipo de incidentes acontecer com alguma frequência no Paquistão, Frederico Silva, diplomata português, não escondeu surpresa pelo ataque de que foi alvo.

No Paquistão, não tinha vivido situações idênticas. A região onde nos deslocamos a convite da Câmara de Comércio é uma região que desde há bastante tempo é considerada calma. Portanto, foi de alguma forma inesperada o que se passou, mas obviamente que são realidades que noutras regiões deste país acontecem com alguma frequência.

Declarações do embaixador português Frederico Silva à RTP. O ataque não foi reivindicado até ao momento, mas a região é um bastião dos talibãs paquistaneses treinados para o combate no Afeganistão e que defendem a mesma ideologia dos talibãs afegãos. Na Alemanha, as primeiras sondagens dão vitória de curta margem dos sociais-democratas nas eleições regionais em Brandemburgo. O SPD, partido de Olaf Scholz, deverá ficar em primeiro lugar nas eleições desta região germânica, mas com curta margem sobre o partido da direita radical, a AFD. Segundo sondagens à boca das urnas, o partido do chanceler alemão, com um longo histórico de governação na região, terá conseguido cerca de 31% dos votos, é o que indica a sondagem da ZDF, divulgada ao início desta noite. De acordo com a mesma sondagem, o partido Alternativa para a Alemanha deverá ficar em segundo lugar, com resultado muito próximo dos sociais-democratas na ordem dos 30%. Nos Estados Unidos, Donald Trump descarta a possibilidade de concorrer às presidenciais de 2028, em caso de derrota no sufrágio deste novembro, que opõe o republicano a Kamala Harris. Foi numa entrevista ao programa Full Measure, transmitido este domingo, que Trump diz que não se consegue imaginar a voltar a candidatar-se a umas presidenciais nos Estados Unidos depois das que se realizam este ano. Ainda assim, o candidato republicano diz esperar um sucesso nas urnas no ato eleitoral que se realiza a 5 de novembro. Estas que são umas eleições que prometem ser renhidas, Donald Trump e Kamala Harris estão empatados em vários estados-chave, os chamados swing states, que são decisivos para a eleição do presidente dos Estados Unidos. O país arde, temos de acordar. Este foi o mote de várias manifestações de protesto contra os incêndios florestais, com críticas ao governo e também à indústria do papel. Depois dos fogos no norte e centro do país na última semana, que provocaram a morte de sete pessoas e mais de 170 feridos, as manifestações passaram por 12 localidades em Portugal. A repórter Maria Rego esteve a acompanhar a manifestação em Lisboa, na Avenida Fontes Pereira de Melo, uma mobilização que não trouxe muitas pessoas pra rua.

"De luto e em luta", é este o lema de dezenas de pessoas que saíram às ruas em manifestação pelas vítimas dos incêndios. Mariana Rodrigues, porta-voz da Climássimo, diz que o governo e a empresa de papel Navigator têm sangue nas mãos.

São centenas de pessoas que estão a manifestar-se hoje, de luto pelas sete pessoas que foram assassinadas, sufocadas e queimadas pelo governo e pelas indústrias como a indústria de celulose, em particular aqui representada pela Navigator, e também pela indústria fóssil, por estar a alimentar aquilo que é a crise climática e que propaga estes incêndios.

Mas as críticas ao governo não ficam por aqui. Mónica Almeida Casqueira diz que não há vontade política e é precisa uma reestruturação da floresta rapidamente.

Não mudem com os ciclos eleitorais a gestão da floresta, porque de quatro em quatro anos mudar um plano florestal não é viável, porque as árvores não crescem de quatro em quatro anos.

Soluções não faltam aos olhos dos ativistas, que garantem ser possível uma floresta mais segura.

Neste momento, o que nós precisamos é de uma floresta nativa, uma reflorestação de todo Portugal e que haja uma alteração na forma como a floresta está a ser cuidada.

As críticas deixadas por Mariana Rodrigues, porta-voz da Climássimo. A manifestação arrancou na zona de Picoas, em Lisboa, e seguiu em marcha lenta até à sede da Navigator. No caminho marcado por cânticos e cartazes de cores vibrantes, a escolta policial roubou as atenções. Uma manifestação marcada pela pouca mobilização, dois dias depois da sede da Navigator ter sido atingida com tinta vermelha por ativistas da Climássimo. Desta vez a sede permaneceu intocável e os protestos terminaram de forma pacífica.

O trabalho da repórter da Rádio Observador, Maria Rego, que esteve a acompanhar a manifestação de protesto contra os incêndios que se realizou em Lisboa. Estas manifestações que passaram este domingo por 12 localidades em Portugal. Esta é a notícia de fecho deste jornal da uma na Rádio Observador. As notícias estão de volta à 13h30. Até já.