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É uma hora. As notícias com Matilde Malva Sabino. Começamos com a corrida a Belém. Luís Marques Mendes não quer ser um presidente da República como a Rainha de Inglaterra. A comparação foi feita pelo próprio candidato, nesta quinta-feira, durante um jantar com apoiantes em Monção, no distrito de Viana do Castelo. Num registo captado pela RTP Notícias, Marques Mendes afirma que quer ser um chefe de Estado proativo e com ação.
Serei um presidente proativo, interventivo, com ação. Nunca uma Rainha de Inglaterra. Não há que ter nada contra a Rainha de Inglaterra ou, se fizermos hoje, contra o Rei de Inglaterra. Mas o que Portugal precisa é de algo diferente, maior capacidade de ação.
O candidato presidencial, apoiado pelo PSD e CDS, garante que se chegar a Belém, vai seguir em frente, sem ficar à espera de mais diagnósticos nem de estados de alma. Esta quinta-feira foi noite de debate para as presidenciais. A operação influencer fez com que Catarina Martins e João Cotrim de Figueiredo tenham pedido contas à Justiça, na sequência das escutas em que foi ouvido o antigo primeiro-ministro António Costa. Foi um dos poucos momentos de concordância entre os dois candidatos no debate desta quinta-feira. Catarina Martins considera que a Procuradoria-Geral da República deve explicações ao país.
O Procurador-Geral da República deve explicações ao país. Este caso é um caso muito grave, não é o único. Ou seja, eu acho que causa o natural alarme por estar em causa um ex-primeiro-ministro e por estar em causa um processo que até determinou, de alguma forma, a queda de um governo e, portanto, as pessoas estão mais atentas. Mas a verdade é que nós temos vindo a ter sucessivos casos gravíssimos na Justiça portuguesa.
O candidato liberal subscreve as palavras de Catarina Martins e defende que a Justiça deve provar que se mantém afastada de interesses corporativos.
Não só neste caso, em muitos outros já devia ter vindo a público esclarecer porque é que determinados processos têm o desenrolar que têm ou determinados métodos de obtenção de provas são utilizados em excesso. Tudo isso carece de explicação. E eu devo dizer que a única solução não é ter o poder político a interferir mais.
Eu acho que não. Eu rejeito completamente esse modelo.
Mas da mesma maneira que a Justiça não se pode envolver na política, estamos a dizer que a política não se deve envolver na Justiça. Mas para isso a Justiça tem que dar provas que é capaz de se regular a si própria sem interesses corporativos.
Mais acesa foi a discussão sobre a defesa nacional e o papel de Portugal na NATO. Catarina Martins considera que o aumento do investimento na defesa é um desperdício que podia ser investido noutros setores da economia portuguesa.
Fazer compras de armamento, que permeiam indústrias do armamento francesas e alemãs, que têm ganho muito com as decisões que são tomadas e que nem por isso colocam os países mais seguros. E ainda por cima gastando recursos que o nosso país precisa, e como precisa, para áreas fundamentais da nossa soberania. Uma coisa tão básica como o acesso à habitação, eu acho que é absolutamente desproporcionado, desequilibrado e, sobretudo, sem estratégia, gastar este investimento para fazer vontades que não correspondem a uma avaliação das necessidades reais do nosso país.
Já Cotrim de Figueiredo acusa Catarina Martins de estar a fugir ao posicionamento do Bloco de Esquerda em relação à NATO.
Catarina Martins está aqui a tentar disfarçar o incômodo que toda esta questão lhe causa.
Não me causa incômodo nenhum.
Causa, porque há dois dias, numa entrevista, declarava que, por si, Portugal estaria fora da NATO. Suponho, porque parece de elementar bom senso, é que Portugal está ao mesmo tempo que está a fazer esse investimento, a integrar-se noutras cadeias de abastecimento de produção de equipamento militar ou de utilização militar. Portanto, Portugal tem que estar integrado e nesse sentido, sim, parece-me boa ideia e parece-me que a NATO é, de facto, a nossa garantia de defesa única.
São os destaques do debate para as presidenciais, que juntou Catarina Martins e João Cotrim de Figueiredo. Esta sexta-feira, depois do jornal das 9 da manhã, Catarina Martins, candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda às presidenciais, vai estar em entrevista aqui na Rádio Observador, com os jornalistas Miguel Pinheiro, Rui Pedro Antunes e Mariana Lima Cunha. Seguimos com uma nova sondagem para as presidenciais, que coloca Luís Marques Mendes em primeiro lugar e depois há empate técnico entre outros quatro candidatos. O estudo é divulgado pela Euronews. O candidato apoiado pelo PSD e CDS surge em primeiro lugar na pesquisa, com 16,9% dos votos. Na fotografia do momento, António José Seguro, apoiado pelo Partido Socialista, surge em segundo lugar, com 13%, seguido de Henrique Veiga e Melo, com menos três décimas. Em quarto, André Ventura, apoiado pelo Chega, com 12,6%, e João Cotrim de Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 12,2%. Ou seja, estes quatro candidatos separados por poucas décimas, praticamente empatados. Bastante distanciados, surgem Catarina Martins, com 2%, seguida de António Filipe e Jorge Pinto. Foi entregue no posto da GNR de Carvalhos a bebé desaparecida em Vila Nova de Gaia. A bebé de quatro meses tinha sido retirada pela mãe do internamento de Pediatria do Hospital de Gaia esta quarta-feira e foi entregue agora esta quinta-feira, ao final da tarde, à GNR. A criança foi encaminhada para um hospital para ser observada, o que adianta a Agência Lusa. De acordo com o LS Gaia Espinho, já foi aberto um inquérito interno, uma vez que foram contornadas as medidas de segurança. A menina que desapareceu tinha sido entregue a uma família de acolhimento no mesmo dia em que foi levada pela mãe biológica. A pulseira eletrónica foi encontrada intacta no caixote do lixo da casa de banho do quarto do hospital onde a criança estava internada. O presidente da Câmara de Lisboa nomeou Rui Lope, o atual administrador dos Transportes Metropolitanos de Lisboa, para liderar a futura administração da Carris. Numa nota enviada à Lusa, o executivo de Carlos Moedas fala numa escolha clara. Define Rui Lope como um gestor com provas dadas no setor da mobilidade e que melhor defende o futuro da empresa. A nomeação da nova administração surge na sequência do descarrilamento do Elevador da Glória, que resultou em 16 vítimas mortais. O PCP desafia o primeiro-ministro a retirar o pacote da reforma ao Código do Trabalho. O secretário-geral comunista, Paulo Raimundo, diz que se Luís Montenegro acatar e deixar cair o dossiê esta sexta-feira, durante o debate quinzenal, a greve geral do dia 11 é cancelada.
Se o primeiro-ministro amanhã chegar, na primeira intervenção que fizer, dizer: "Vamos retirar o pacote laboral da discussão", está resolvido o problema da greve geral. Os trabalhadores têm algum interesse em fazer greve? Perde um dia de salário. Qual é o interesse dos trabalhadores em fazerem greve? Nenhum. E, portanto, não é pelos trabalhadores que há greve, o que há é pelo pacote laboral do governo.
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse esta quinta-feira que o governo se mantém aberto a negociar.
Da nossa parte, a mesma disponibilidade negocial de sempre, a mesma dificuldade de compreender um exercício de alguns que prejudicará, a concretizar-se, milhões. Dificuldade em compreender como, perante uma disponibilidade negocial tão grande do governo sobre um anteprojeto, haja um movimento que pode afetar tanto tantos portugueses.
Leitão Amaro, no briefing do Conselho de Ministros, o governo aprovou esta quinta-feira a nova lei do retorno para imigrantes ilegais. Fica em consulta pública antes de ir ao Parlamento. O primeiro-ministro considera estar a construir um país que acredita em quem vem por bem. Depois de uma missa em memória do fundador do PPD, Francisco Sá Carneiro, na Basílica da Estrela, em Lisboa, Luís Montenegro garantiu que o principal objetivo da política de imigração é salvaguardar as pessoas.
Nós fazemos aquilo que é preciso para salvaguardar as pessoas. Na política de imigração, nós salvaguardamos as pessoas. As pessoas que querem vir para Portugal trabalhar e que nós queremos que venham segundo as regras, e que nós queremos acolher com dignidade, com humanismo, para que elas sejam felizes, para que elas contribuam para o nosso país, para o desenvolvimento do nosso país, para que tenham uma oportunidade, para que se integrem bem. É isso que nós estamos a fazer.
Luís Montenegro defende que o governo está comprometido em não deixar ninguém para trás. A Assembleia da República vai levantar a imunidade parlamentar do líder do CHEGA por ter chamado corrupto ao ex-autarca de Espinho, mas André Ventura não recua e repete as afirmações. Os deputados têm um estatuto especial, mas quando a imunidade parlamentar é levantada, podem responder em tribunal. O Ministério Público tinha pedido o levantamento da imunidade para que Ventura fosse constituído arguido, posteriormente ouvido perante os juízes. O CHEGA já tinha dito esta quarta-feira que não se ia obstaculizar este processo e o líder do partido insiste que não vai retirar as acusações que fez ao ex-deputado do PSD, Joaquim Pinto Moreira.
Eu não retiro o que disse, porque eu acho que o Joaquim Pinto Moreira é um corrupto, geriu mal e geriu de forma corrupta os destinos de uma Câmara Municipal, desviou dinheiro e nós todos ouvimos o que disse. Isto não é uma questão de ser da minha opinião. Nós ouvimos as escutas em que ele dizia que por cada €25 mil, ele fará uma abordagem e fará tentativa de obter obras públicas, que chamava bifes a subornos. Nós ouvimos. Agora, eu acho que cada vez mais nós temos que ter dois tipos de políticos, os que dizem as coisas e os que não dizem as coisas. Se nos habituamos a políticos que não dizem as coisas e que têm medo de falar porque vão ser julgados ou processados, eu acho isso errado.
André Ventura, em Ponta Delgada, esta noite de quinta-feira. O Parlamento prepara-se para aprovar, entretanto, já esta sexta-feira, um parecer da Comissão de Transparência que autoriza o presidente do CHEGA a responder em tribunal também por causa dos cartazes que mandou afixar sobre o Bangladesh e a comunidade cigana. O candidato refere que se deveria estar a discutir propostas para o país e não cartazes, sendo este um dia mau para a liberdade política em Portugal. Vamos ainda à atualidade no desporto. Na Final Four da Taça da Liga, o Porto foi eliminado pelo Vitória Sport Clube. Os Dragões perderam em casa por 3x1. É a primeira derrota dos azuis e brancos em competições nacionais esta época. Nelson Oliveira, Samu e Kamaro foram os autores dos gols do Vitória de Guimarães. Já Gabri Veiga apontou o único gol da equipe do Porto. O treinador dos Dragões, Francesco Farioli, admite que a equipe teve muitos erros durante o jogo.
Acho que fizemos de tudo, pelo bem e pelo mal. Não são os resultados que esperávamos. Tentamos de tudo para voltar ao jogo, mas tivemos muitos erros. Temos de mudar de página no jogo de domingo.
Já o treinador do Vitória, Luís Pinto, fala numa equipa que demonstrou capacidade e maturidade frente ao 11 do Porto.
Numa equipa tão jovem como a nossa, acho que é mesmo importante nós termos os pés assentes na Terra e perceber que o que fizemos aqui hoje foi fantástico, demonstrou maturidade, capacidade, ainda para mais iniciamos o jogo a perder na casa de um adversário que... Dois gols sofridos, salvo erro, em casa. Por isso demonstra bem aquilo que nós fomos capazes de ser, mas foi hoje e nós temos que ser consistentes nessa maturidade.
Luís Pinto, treinador do Vitória de Guimarães, depois de vencer o Futebol Clube do Porto no Estádio do Dragão. A equipa segue assim para as meias-finais da Taça da Liga, tem encontro marcado com o Sporting na Final Four em Leiria. Notícia de fecho deste jornal. A informação regressa à 13h30. Até já.