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É uma hora. As notícias com Matilde Malva Sabino. Está na final. O Sporting empatou com o Futebol Clube do Porto no Dragão para a Taça de Portugal e tem presença garantida no Jamor. Os leões entraram em vantagem depois de terem vencido a primeira mão em Alvalade por 1 x 0. Esta quarta-feira, com o empate sem gols, apuraram-se para a final. A partida fica marcada pela expulsão de Alan Varela, do Futebol Clube do Porto, a poucos minutos do fim. Na reação ao jogo, Rui Borges não fica surpreendido com a passagem do Sporting à final.
Queríamos ganhar o jogo. Sabíamos que em algum momento íamos quebrar um bocadinho. É natural com a quantidade de jogos exigentes que temos tido. Uma primeira parte muito boa, melhores, claramente melhores que o Porto, com bola, muito bem a controlar o jogo. Uma segunda parte melhor o Porto. Nós fomos perdendo um bocadinho essa capacidade física, mas um entregue, um compromisso fantástico da equipa e uma demonstração clara daquilo que é a força deste grupo.
Rui Borges, no final da partida. Já do lado do Futebol Clube do Porto, o técnico Francesco Farioli dá a entender que o Sporting faz perder tempo de forma propositada.
Não tivemos o gol que definitivamente merecíamos, mas acho que os dominamos em todas as fases do jogo, com 11 ou com 10 homens. Tal como viu, eles vieram aqui para perder tempo, muito tempo. Nós esmagamos fisicamente em todos os momentos em campo. Honestamente, eu estou muito orgulhoso e deixa-me dizer com clareza: o Porto está de volta.
Futebol Clube do Porto fica pelo caminho na Taça de Portugal. Nesta quinta-feira, às 20h45, joga-se a segunda mão da meia final para as duas equipes que faltam, Torriense e Fafe. Uma delas vai defrontar o Sporting no dia 24 de maio. É a terceira vez que os Leões se apuram para a final da Taça. Já regressamos à atualidade nacional. Primeiro, o conflito no Médio Oriente. Donald Trump terá informado Israel que o Irã tem até cinco dias para negociar com os Estados Unidos. É o que adianta a imprensa israelita, que cita responsáveis norte-americanos. No entanto, em entrevista à Fox News, Trump diz que não há calendário para a guerra nem pressão para o cessar-fogo acabar. Sem pressa, garante o presidente norte-americano, que rejeita querer acelerar as negociações por causa das eleições intercalares nos Estados Unidos. Nestas conversações com o Irã, as questões humanitárias não são prioritárias para Donald Trump. O líder norte-americano está focado na questão nuclear. É o esclarecimento dado pela porta-voz da Casa Branca, em resposta à Fox News. A Karoline Leavitt deixa claras as linhas vermelhas neste processo: o Irã nunca pode obter uma bomba nuclear e deve entregar o urânio enriquecido. Nos Estados Unidos, há mudanças no setor da defesa. O secretário da Marinha, John Phelan, vai sair do governo com efeitos imediatos. Na rede social X, o porta-voz do Pentágono, Sean Purnell, deixou apenas um agradecimento a Phelan pelo serviço e desejos de sucesso para o futuro, sem acrescentar explicações. O anúncio surge no momento em que a Marinha norte-americana está a levar a cabo um bloqueio dos portos iranianos. Enquanto essa medida se mantiver, o Irã rejeita por completo a reabertura do Estreito de Ormuz. Na rede social X, o presidente do Parlamento iraniano, o principal negociador de Teerão, acusa os Estados Unidos de repetidas violações de cessar-fogo, que considera flagrantes. Ainda nos Estados Unidos, duas pessoas morreram e mais de 30 precisaram de assistência médica na sequência de uma emergência química numa refinaria em West Virginia. O New York Times cita um comunicado das autoridades locais. As equipes de socorro foram chamadas à refinaria depois de ter havido uma libertação de químicos. A empresa diz que se tratou de um incidente industrial. A refinaria está agora fechada e a ser limpa e descontaminada. Regressamos à atualidade nacional com as alterações à Lei do Trabalho. O Presidente da República esteve reunido esta quarta-feira com os parceiros sociais, quer do lado dos trabalhadores, quer dos patrões. As expectativas para um acordo são escassas, pelo menos para já. O último a ser recebido foi a Confederação Empresarial de Portugal. O presidente Armindo Monteiro afirma que a CIP vai disponibilizar on-line a proposta final e desafia a UGT a esclarecer o que os separa.
Desafio com esse sentido de esclarecimento a UGT a indicar aos trabalhadores portugueses quais é que são os pontos de divergência. E aquilo que eu gostaria é que este acordo continuasse a ser discutido como acordo e não pela vida interna da UGT. Cada vez mais estamos a discutir a UGT e a CIP não quer discutir a UGT. A CIP quer discutir este acordo de trabalho que impacta na vida das pessoas.
Armindo Monteiro no final da reunião com António José Seguro. As outras confederações patronais baixaram as expectativas quanto a um acordo assinado pela UGT. O presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, aponta o dedo à Intersindical.
Nunca vi por parte da UGT qualquer cedência. E por parte do governo e das entidades empregadoras, vi bastantes. Umas com algumas cedências e outras com cedências totais.
Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal. Também o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal admite que não se consegue adiantar muito mais em futuras discussões sobre a reforma laboral. Isto é o que dizem os patrões. Do lado dos trabalhadores, a UGT admite que está desconfortável com a proposta tal como está. É o que explica o secretário-geral Mário Mourão.
Não, eu não disse que vou votar contra nem a favor. O seu colega perguntou-me se estava confortável. Não estou ainda confortável com a proposta que está em cima da mesa. Por isso é que a UGT continua disponível e aberta, se houver alguma proposta do governo que possa vir ainda a melhorar.
Mário Mourão admite abertura para continuar a negociar a reforma laboral. Quanto à versão atual da proposta, garante que não sabe qual a decisão que vai sair do Secretariado Nacional. A CGTP foi afastada das negociações no Ministério do Trabalho, mas não deste encontro com o Presidente da República. A Intersindical transmitiu a António José Seguro que este é um pacote laboral ferido desde o início. O secretário-geral Tiago Oliveira frisa que deu a conhecer ao chefe de Estado o afastamento da CGTP das negociações, que considera ser inconstitucional.
Tivemos a oportunidade também de colocar ao Presidente da República aquilo que foi, na condução deste processo, a tentativa de afastar a CGTP. E isto vai contra a Constituição da República, porque a própria Constituição da República entende que cabe às associações sindicais participar na construção da legislação laboral. Ora, quando este governo afasta uma central sindical, afasta a maior central sindical do país na construção deste processo, porque nós sabemos o porquê. Nós sabemos que o faz porque não quer discutir as propostas dos trabalhadores, não quer discutir as propostas de quem trabalha. Portanto, está aqui um processo que está ferido desde o início, um processo que está a ser construído por um governo antidemocrático, que não permitiu a discussão dos problemas concretos de quem trabalha, e um governo que foi ao arrepio da Constituição em todo este processo.
Tiago Oliveira antevê que os trabalhadores vão rejeitar esta nova lei laboral por não defender os direitos de quem trabalha. José Luís Carneiro acusa o governo de insistir numa reforma que ninguém quer, só mesmo a AD. O Executivo, que escondeu as pretensões de alterar a lei laboral, é o entendimento do secretário-geral do Partido Socialista.
Dá a ideia que ninguém pediu ao governo que avançasse com esta legislação. Portanto, por que é que o governo avança com uma proposta de legislação que não levou às eleições, nem no programa eleitoral, nem na campanha eleitoral? Podia estar no programa e nos debates televisivos, nos debates com os jornalistas, dizer: "Nós temos um problema de competitividade da nossa economia e nós temos de alterar a legislação laboral". Nunca foi dito. Portanto, se havia uma intenção e não foi assumida em campanha eleitoral, então houve uma intenção de esconder das pessoas. E isso é pior, porque isso, no fundo, quebra o vínculo de confiança dos cidadãos com o primeiro-ministro e com o governo.
José Luís Carneiro sai ainda em defesa da UGT e reforça a importância da Intersindical no resultado das negociações.
Consoante as propostas foram apresentadas, elas deveriam ser discutidas, trabalhadas em concertação social. E, para nós, a opinião da UGT seria uma opinião muito importante, porque é a central sindical que reúne trabalhadores sociais-democratas, que não podemos esquecer, trabalhadores que são mais próximos do Partido Socialista ou são até mesmo militantes do Partido Socialista, tem independentes, vários sindicatos independentes. E, portanto, para nós, a expressão da sua vontade é um sinal muito importante sobre se a legislação responde ou não à necessidade de manter a dignidade das condições laborais, porque, como se pode ver, tudo o que é trabalho precário traduz-se em quê? Em mais baixos salários.
Para o secretário-geral do PS, as mudanças propostas não estão à altura do que os trabalhadores precisam. José Luís Carneiro diz que não há condições para se chegar a acordo na concertação social. O Bloco de Esquerda propõe o acesso aos financiadores dos partidos para fins de interesse público. É a reação do partido ao parecer da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos, que limita o acesso a estes dados por motivos de proteção de dados pessoais. O projeto de lei do Bloco de Esquerda já foi entregue no Parlamento e propõe alterações à lei do financiamento político. O diploma prevê a divulgação à entidade das contas e financiamentos políticos, dos nomes dos doadores e também dos montantes dos respectivos donativos. O Bloco considera que o atual enquadramento reduz o escrutínio público e fragiliza a transparência no financiamento partidário. O governo indeferiu o pedido de reconhecimento da Fundação Livraria Lello, uma fundação com sede em Matosinhos e que foi criada no início de 2024 com o objetivo de promover a leitura, o pensamento crítico e a preservação do património cultural. O despacho, assinado pelo secretário do Estado da Presidência do Conselho de Ministros, foi publicado esta quarta-feira em Diário da República. A Lusa pediu esclarecimentos à Fundação Livraria Lello, sem sucesso. O governo e sindicatos chegaram a acordo sobre o trabalho em feriados, em museus e monumentos. A informação é adiantada num comunicado dos Ministérios da Cultura e das Finanças. O acordo assinado esta quarta-feira prevê o aumento da compensação dos trabalhadores pelo trabalho em dias de feriado. O novo complemento fixa-se em €60 por dia, acrescido da remuneração já prevista. O documento põe fim a dois anos de reivindicações e greves que chegaram a encerrar vários museus e monumentos no país. Seguimos com o alerta do presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares. Há unidades com dificuldade na compra de produtos devido à guerra no Médio Oriente. A forte subida de preços dos consumíveis está a aumentar o risco de falhas nos dispositivos médicos. O representante dos administradores hospitalares, Xavier Barreto, considera que isso é um alerta que deve ser feito ao Ministério da Saúde.
Não estamos perante nenhuma crise, não está neste momento em causa a prestação de cuidados. Todos os cuidados estão a ser prestados com as mesmas condições de segurança e de assepsia com que sempre foram prestados. Portanto, não há nenhum perigo em vir aos hospitais. O ministério está perfeitamente a tempo de encetar um conjunto de ações de diálogo com a indústria e com os fornecedores para resolver esta questão. Portanto, não estamos perante uma crise.
Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, assegura que, para já, o estoque de segurança mantém-se, mas dentro de algumas semanas o cenário pode alterar-se. Foi a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa à 13h30. Até já.