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É uma hora. Boa noite, está com a Rádio Observador. É uma da manhã, está na hora de atualizar toda a informação na Rádio Observador. Eu sou o Martim Madeira. Começamos com um anúncio do Donald Trump, uma notícia de última hora. O presidente norte-americano vai suspender a Operação Liberdade, que consta na escolta de navios no estreito de Ormuz. Um anúncio feito através da rede social Truth Social. Trump escreve que a suspensão desta Operação Liberdade vai ser temporária para perceber se o acordo com o Irão vai ser assinado e finalizado. Trump explica ainda que esta decisão veio depois de vários pedidos do Paquistão e de outros países para que os dois países cheguem a um acordo. Uma contradição dentro da administração Trump, tendo em conta que o secretário de Estado norte-americano anunciava que a ofensiva contra o Irão acabou e que era o início de uma nova fase denominada de Projeto Liberdade. Era um anúncio feito por Marco Rubio, que falava numa operação defensiva. Ao que parece, Rubio e Trump não estão em sintonia, porque ao mesmo tempo que Rubio anunciava esta nova fase, Trump já tinha dito que ela acabava. Marco Rubio diz ser uma operação defensiva. As Forças Armadas norte-americanas estão a mobilizar os meios necessários para alargar este escudo defensivo à navegação comercial. Mas que não haja dúvidas, isto é uma operação defensiva. Se não forem disparados tiros contra nós, nós também não vamos disparar. Mas se formos alvejados, vamos responder com eficiência letal. Estas forças já destruíram, como referi, sete lanchas rápidas iranianas que não acataram os nossos avisos. São alvos fáceis e pelo menos 10 marinheiros civis morreram na consequência disso. O anúncio de Marco Rubio sobre esta operação, que dizia ser a nova fase dos Estados Unidos para o conflito, que entretanto foi suspensa por Donald Trump apenas momentos depois. Rubio dizia que esta operação tinha o objetivo de resgatar as tripulações dos navios presos no estreito de Ormuz e garantia ainda que os Estados Unidos não vão abrir fogo por iniciativa própria. Para o secretário de Estado norte-americano, se o Irão perseguir o caminho da diplomacia, os resultados para o país vão ser positivos.
O nosso presidente já provou, de vezes sem conta, que a sua preferência é a paz, mas o Irão precisa de aceitar a realidade da situação e sentar-se à mesa das negociações, aceitando termos que sejam bons para eles, mas em última análise, bons para o mundo, o caminho diplomático. E se houver um caminho diplomático real, e continuaremos a procurá-lo, poderá levar o Irão à reconstrução, prosperidade e estabilidade e a não representarem uma ameaça para o mundo. A alternativa é o crescente isolamento, o colapso económico e, em última análise, a derrota total. Eu sei qual é a escolha certa para o Irão e espero que quem toma decisões por lá faça a escolha certa.
Declarações de Marco Rubio sobre esta Operação Liberdade, que servia de escolta para navios no Estreito de Ormuz, que entretanto já foi suspensa. Durou nem 48 horas. No entanto, o Irão diz que é impossível aceitar as exigências dos Estados Unidos com vista a um acordo de paz. É o entendimento do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, sublinha que Teerão continua a receber ameaças por parte dos Estados Unidos. O chefe de Estado acusou o país de seguir uma política de pressão máxima, ao mesmo tempo que espera que o Irão ceda às exigências unilaterais dos norte-americanos. Citado pela Reuters, considera que é impossível. O bloqueio iraniano do estreito de Ormuz foi também alvo de críticas de Luís Montenegro durante esta terça-feira. O primeiro-ministro defende mais pressão diplomática sobre Teerão. Montenegro diz, numa visita à Alemanha, que não é com fatores de divisão que se resolvem conflitos.
Aquilo que o Irão está a fazer é inaceitável do ponto de vista da obtenção de potencial nuclear em termos militares e é absolutamente inaceitável nas consequências para o comércio internacional, relativamente às dificuldades de navegabilidade, sobretudo no estreito de Ormuz, e ao mesmo tempo, dos ataques que não obedecem a critério que se compreenda com todos os países da região.
Luís Montenegro, numa conferência de imprensa conjunta com o chanceler alemão em Berlim, ambos defenderam uma resposta coordenada de pressão diplomática face ao Irão. A Itália volta a defender o Papa contra as recentes críticas de Donald Trump, depois do presidente dos Estados Unidos ter dito que Leão XIV está a pôr muitos católicos em risco com os apelos à paz. Afirmações que para o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros são inaceitáveis. O apelo à paz e o diálogo na guerra com o Irão tem sido feito várias vezes pelo Papa. Trump não gostou e manifestou-se contra o líder da Igreja Católica. Em resposta, no X, o ministro italiano Antonio Tajani afirma que as críticas de Trump a Leão XIV em nada contribuem para a paz. Itália recusa de forma categórica essas afirmações e garante que a visão do Papa é partilhada pelo governo italiano. Passamos agora para a atualidade nacional. Saímos do Médio Oriente, vamos para Portugal. O ministro da Administração Interna admite ter havido um pacto de silêncio entre agentes da esquadra do Largo do Rato envolvidos em caso de estrutura, um processo que já levou à detenção de 24 polícias e um civil. Em declarações à CNN Portugal, Luís Neves acredita que houve facilitismo face a comportamentos inaceitáveis.
Tudo leva a crer que houve aqui um facilitismo e uma aceitaçãoDe comportamentos desviantes e que são comportamentos particularmente graves. A ofensa à dignidade da pessoa, do ser humano, é particularmente grave, que tem a ver com agressões bárbaras e com humilhações, e depois a aceitação e o silêncio, um pacto de silêncio na não divulgação desses mesmos factos e por isso é grave.
Mas isso tem a ver com um sentimento de impunidade? Tem a ver com uma cultura instalada nas polícias? Tem a ver com o quê?
Não, não há esta cultura instalada nas polícias. Nós estamos a falar de casos isolados.
Casos isolados que não espelham a realidade geral, acredita Luís Neves. Nesta entrevista, o ministro da Administração Interna remete juízo sobre este caso para mais tarde.
Pode ter ocorrido essa falha no controle interno, mas o que eu quero dizer é que só quando tivermos acesso àquilo que é matéria de investigação criminal, portanto, quando o processo estiver aberto e quando houver decisões transitadas em julgado por parte dos tribunais, é que nós vamos poder, de facto, fazer a avaliação de como, quando, quem, em que circunstâncias os crimes foram cometidos.
Luís Neves, ministro da Administração Interna, em declarações à CNN. Antes, já André Ventura tinha criticado a postura do ministro relativamente a este caso. O líder do Chega considera que Luís Neves tem feito declarações infelizes sobre as forças de segurança ao anunciar, por exemplo, a expulsão de elementos da polícia por comportamentos desviantes. André Ventura diz que se trata de anúncios infelizes e relativiza casos como o Largo do Rato.
Esses casos acontecem com polícias e acontecem com todas as outras corporações. Há gente melhor e gente pior em todas as profissões, em todos os órgãos. O que não podemos ter é um governo e um ministro que falam mais em expulsar polícias, em perseguir polícias, em tirar-lhes a autoridade, do que propriamente em garantir que temos uma polícia eficaz, forte e capaz de combater a criminalidade. O que não podemos é ter um governo que ainda ontem se preocupou em dizer que tínhamos que ter cuidado com as perceções de insegurança, mas não é capaz de perceber que os polícias estão sem meios.
E por isso André Ventura pretende ouvir o ministro da Administração Interna, Luís Neves, no Parlamento na quinta-feira, dia 14. Já o PS fala em motivo de repulsa o que aconteceu na PSP do Largo do Rato e exige uma investigação até às últimas consequências. As suspeitas de tortura e violações na esquadra do Rato, em Lisboa, levaram esta terça-feira à emissão de mandatos de detenção de mais de 15 polícias e um civil. O Partido Socialista considera que se trata de uma situação absolutamente intolerável e saúda todas as ações das autoridades competentes. Alega que a confiança da instituição não pode ser colocada em causa numa nota da direção socialista à Lusa. O partido lembra que não há que ignorar casos como este. A UGT não vai levar novas propostas para a concertação social na reunião marcada para esta quinta-feira. As propostas que a Central Sindical tinha para apresentar, já apresentou. Agora é continuar a negociá-las com o governo. O Observador sabe que essa é a conclusão da reunião que o líder da UGT teve com o secretariado executivo. A Intersindical rejeita assim o repto da ministra do Trabalho para que seja apresentada uma nova versão do documento do lado dos trabalhadores. Já do lado dos patrões, o presidente da CIP, Armindo Monteiro, considera que há prejuízos para o país caso sejam desperdiçados estes meses de negociações em concertação social. Voltamos ao internacional. A Organização Mundial de Saúde está a tentar localizar os mais de 80 passageiros a bordo do avião em que seguia uma neerlandesa infetada com hantavírus. A mulher de 69 anos saiu de Santa Helena num voo para Joanesburgo, na África do Sul. Veio a morrer com o vírus no hospital no passado dia 26 de abril. A Organização Mundial de Saúde entende que há indícios de contágio e quer, por isso, localizar todas as pessoas que partilharam com ela esse voo. Ainda a tempo de irmos ao desporto. É a primeira vez nos últimos 20 anos que o Arsenal está na final da Liga dos Campeões. A equipa londrina venceu o Atlético de Madrid por 1 x 0. Foi Bukayo Saka quem garantiu esta vitória sobre os espanhóis. Agora será o PSG ou Bayern Munique a enfrentar o Arsenal na final no dia 30 de maio. As equipas jogam a semifinal amanhã. Notícia de fecho neste jornal da 1:00 a.m. A informação está de regresso à 1:30 a.m. Até já.