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É uma hora. Muito boa noite. Começamos este jornal a falar do Mundial de Futebol. Roberto Martínez diz que Portugal vai começar agora um novo Mundial. Para o selecionador nacional, os jogos da fase de grupos foram apenas uma preparação para esta nova fase de mata-mata. Agora é praticamente uma nova competição. É o que diz Roberto Martínez.

Terminamos o primeiro Mundial, amanhã começamos o segundo Mundial e é só quando termina o Mundial que podemos avaliar. Eu posso avaliar agora a atitude, o compromisso, o trabalho dos jogadores, que é exemplar. Isso é o aspecto mais importante. Depois, no relvado, há um adversário, há os aspectos do jogo.

Declarações de Roberto Martínez, que garante que a equipa fez uma boa preparação para o jogo contra a Croácia, um adversário que Portugal conhece bem.

A Croácia é uma equipa que conhecemos muito bem. Eles conhecem também os nossos pontos fortes e o nosso talento. Então, um jogo competitivo, com a importância de ser o novo Mundial e querer ganhar para continuar o caminho.

Declarações de Roberto Martínez. O selecionador nacional destaca ainda a vontade da equipa portuguesa em jogar melhor. Garante que todos têm noção que os jogos agora são decisivos. Já Vitinha, que também falou nesta antevisão ao jogo de amanhã, assegura que todo o grupo está imune a críticas e que a seleção nacional vai ter um melhor rendimento nesta fase a eliminar.

Diria que compreendo perfeitamente as dúvidas, diria que compreendo perfeitamente as críticas. Nós recebemo-las de braços abertos. É normal, não queremos só palminhas nas costas. E sabemos também quando estamos mal, quando estamos bem. Ninguém quer mais ganhar do que nós. Ou seja, nós estamos lá dentro para nós, para a nossa família, para o nosso país. Não há ninguém que queira fazer melhor figura do que nós. Não há ninguém que queira mais passar do que nós. E é isso que nós vamos tentar transmitir em campo, mas que acreditem em nós e que nos apoiem até ao fim.

Pedido de Vitinha, que apoiem a seleção até ao fim. Ouvimos também Roberto Martínez em antevisão ao jogo contra a Croácia. O duelo dos 16 avos de final joga-se esta madrugada, da madrugada de quinta-feira para sexta. A bola começa a rolar à meia-noite. Vai ter relato aqui na Rádio Observador. Continuamos a falar do Campeonato do Mundo. A Bélgica está nos oitavos de final, venceu Senegal por 3 x 2. Os belgas estiveram a perder por duas bolas, mas conseguiram carimbar a reviravolta com um golo de penalti aos 120 minutos, quando tudo parecia encaminhado para seguir para a decisão em grandes penalidades. Um jogo à semelhança do Inglaterra contra Congo. Inglaterra sofreu, mas também segue em frente para os oitavos de final da prova. A seleção inglesa venceu por 2 x 1, sendo que estiveram a perder durante grande parte do encontro, mas dois gols de Harry Kane permitiram a reviravolta inglesa. Na próxima fase, Inglaterra vai jogar com o México. Começou também há breves minutos o jogo entre os Estados Unidos e a Bósnia, mais duas seleções que tentam chegar aos oitavos de final. O jornalista João Lourenço vai acompanhar aqui em estúdio este jogo. João, estive aqui a ver e os norte-americanos nunca perderam com os bósnios, também cruzaram-se apenas três vezes. O que é que podemos esperar deste jogo? São seleções com perfis muito diferentes?

São seleções que, acima de tudo, vêm em momentos de forma diferentes. E agora pode ser o primeiro gol dos Estados Unidos. Houve aqui uma pequena interrupção no raciocínio, até porque Christian Pulisic, ao minuto três, podia ter inaugurado o marcador. Há, neste momento, pontapé de canto a favor da seleção norte-americana e, como referias, Ricardo, seleções um pouco distintas e, acima de tudo, vêm em formas diferentes, até porque os Estados Unidos, além de jogar em casa, teve uma prestação assinalável na fase de grupos. Já a Bósnia-Herzegovina teve certamente que puxar pelos galões para garantir este apuramento para os 16 avos de final. Ora, a Bósnia-Herzegovina, que já está a fazer história, até porque da única vez e última vez que esteve numa fase final de um Campeonato do Mundo foi em 2014 e apenas esteve, neste caso, na fase de grupos. Vida diferente tiveram os Estados Unidos na última participação, neste caso, nas últimas participações que teve, até porque o recorde é datado de 1930, quando a seleção norte-americana atingiu as meias-finais. A partida já leva quatro minutos. Agora, pontapé de canto para a seleção norte-americana, o segundo desta partida, mas o resultado mantém-se a zeros. Estados Unidos zero, Bósnia também zero.

Jornalista João Lourenço, na análise deste jogo dos 16 avos de final do Campeonato do Mundo. Voltará também, certamente, a marcar presença aqui nos próximos noticiários para nos dar conta do resultado da partida. Viramos a página para a política nacional. André Ventura critica a Ministra da Justiça por se manter em silêncio sobre a indenização que o Estado terá de pagar a José Sócrates. Em causa está a condenação do Tribunal de Círculo de Lisboa, que condenou o Estado português a pagar cerca de €15 mil a José Sócrates no âmbito da Operação Marquês. Em causa está a violação do segredo de justiça, uma decisão conhecida esta semana. Ora, o líder do Chega já reagiu por diversas vezes a esta condenação. Esta quarta-feira criticou o governo por se manter em silêncio e visa concretamente a Ministra da Justiça, Rita Júdice, por ainda não ter dito uma palavra sobre a indenização.

Eu lamento muito que a senhora Ministra da Justiça não tenha tido ainda uma palavra para nos tranquilizar e para nos dizer alguma coisa. Ninguém está a pedir à Ministra da Justiça que reverta a decisão. É uma decisão dos tribunais, Portugal tem separação de poderes, não é isso que está em causa. Mas a senhora Ministra da Justiça é responsável pelo edifício da Justiça em Portugal. Eu acho que era importante que o governo diga se acha que faz sentido termos um regime tal que o José Sócrates acaba a receber indenizações do Estado.

André Ventura, em declarações aos jornalistas no Montijo, distrito de Setúbal. O presidente do Chega pede respostas ao Governo para entender o que pretende fazer para que casos como o do José Sócrates não se repitam. Sobre outro tema, mas mantendo as críticas ao Executivo, André Ventura quer a responsabilização do ministro da Educação pelos problemas com os exames nacionais.

Porque é insensato que o Governo que lidera as várias matérias em Portugal, nomeadamente a da educação, faça agora, levante perguntas e auditorias sobre o que está a correr mal nos exames, quando é o Ministério da Educação que deve e que está a organizar esses mesmos exames. Quer dizer, há milhares de jovens, centenas de milhares de estudantes que estão agora a fazer os exames com os erros que todos temos vindo a ver nas notícias e o Governo mais uma vez desresponsabiliza-se.

André Ventura, aqui num registo da Agência Lusa. O líder do Chega diz ainda que o atual problema do Estado é estar a viver longe das pessoas. Falamos agora do Amália, o primeiro modelo de linguagem aberto em português lançado pelo Governo, vai ter um investimento adicional de 1,5 milhões de euros. O desenvolvimento inicial do Amália representava um investimento de 5,5 milhões de euros, financiado pelo PRR. Está agora prevista uma nova tranche para evolução do modelo. O Amália foi apresentado na tarde desta quarta-feira numa cerimónia em Lisboa, que contou com a presença do primeiro-ministro, Vasco Maldonado Correia. Luís Montenegro salienta que o Governo está a arriscar na inovação e que mesmo que falhe, isso será sempre melhor do que ficar parado. Está apresentado o Amália, o primeiro modelo de inteligência artificial em código aberto em português europeu. E mesmo que os resultados não venham a ser os esperados, esta é a cultura que o Governo quer implementar.

A cultura do risco deve ser entendida dentro de um sentido de responsabilidade, mas de um sentido de ambição, de um sentido de esperança, de um sentido de confiança. É mesmo caso para dizer quem não arrisca, não petisca.

Luís Montenegro fala num projeto arrojado e que alguns chegaram a considerar difícil de concretizar. Um deles, o próprio.

Também posso confessar que eu próprio tive que me mentalizar e perguntar aos ministros e aos secretários de Estado que tinham envolvimento mais direto se não estavam aqui a levar para um caminho perigoso.

O primeiro-ministro olha para este momento como sinal de que o país e a Europa devem liderar os esforços para a inovação.

Não haverá desenvolvimento económico, não haverá, com isso, coesão social, garantia de qualidade de vida, se nós, no contexto europeu, não formos capazes de estar na linha da frente das grandes evoluções, das grandes transformações.

E avisa que o Amália é também um investimento na soberania.

A autonomia estratégica da Europa está hoje, talvez, mais dependente do que nunca deste tema que é a inteligência artificial. Nós estamos dependentes e não é preciso dizer de outra maneira. Nós estamos dependentes, mesmo, ainda hoje. E aqui estamos a dar um pequeno passo para colmatar essa falha. Eu sei que é um pequeno passo.

E apesar deste pequeno passo, fica uma tentativa de travão para o ministro da Reforma do Estado.

Não digitalize aquilo que ainda não está simplificado, porque isso é transportar a burocracia, vamos chamar-lhe tradicional, na burocracia digital, que é tão ou mais difícil de superar. Portanto, simplifiquem, simplifiquem. E depois digitalizem.

Recado para o ministro Gonçalo Matias, que garante, Luís Montenegro tem intervenção de forma transversal em todos os setores da governação. Vasco Maldonado Correia, que esteve a acompanhar a apresentação do Amália depois da conclusão da última fase de desenvolvimento do modelo. Olhamos ainda para a situação na Venezuela. Aumentou o número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos no país. São agora 75, dados do mais recente balanço feito pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Entre os mortos estão 12 crianças e 63 adultos. Há ainda 66 desaparecidos. O total de mortes na Venezuela subiu para perto dos 2300, dados atualizados durante a tarde pelo presidente da Assembleia Nacional do país. Quanto aos feridos, são já mais de 11 mil. Há também quase 13 mil pessoas desalojadas. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou um luto nacional por sete dias. O embaixador de Portugal na Venezuela diz que Lisboa vai ajudar os luso-venezuelanos a restabelecer as suas vidas. Frederico Silva diz que vai se realizar o necessário para apoiar a população na Venezuela.

Será feito tudo o que for necessário para minimizar, restabelecer aquilo que é a vida normal das pessoas, dos portugueses, dos lusodescendentes. Tudo será feito. Todos os problemas, as necessidades estão a ser equacionadas, ponderadas e a nível de Portugal, do seu governo, das suas autoridades e até da sua sociedade civil, há um consenso enorme perante esta necessidade de apoiar não apenas a comunidade portuguesa e lusocendente, mas a comunidade venezuelana em geral.

Declarações do embaixador de Portugal. Em declarações à Agência Lusa, Frederico Silva pede também aos portugueses que se preparem para uma realidade mais dolorosa causada pelos sismos. O diplomata diz ainda que Portugal reagiu com uma rapidez impressionante e em muito menos de 24 horas decidiu formar e enviar uma missão de emergência para uma fase de salvamento de vidas. É desta forma que termina este jornal da 1:00 da manhã. A informação regressa à 13:30 com a síntese informativa. Até lá.