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As notícias com Maria Miguel Duarte.

Marcelo Rebelo de Sousa afirma que nos próximos anos há folga para a vida além do déficit. Esta noite, em entrevista à TVI, o presidente da República admite que o tempo é de grande imprevisibilidade econômica, mas diz que neste momento há folga orçamental. Ao governo, aconselha que vá ajustando a resposta econômica e social aos condicionamentos externos, já que alguns apertam a situação das famílias. O chefe de Estado afirma que tem que existir flexibilidade nos próximos orçamentos para acudir às emergências das famílias, mas com alguma prudência.

É gerir em dois domínios fundamentais ou em duas linhas fundamentais. Uma é ir ajustando aquilo que é a resposta econômica e social aos condicionamentos externos. Há acontecimentos externos que apertam a situação das famílias, que apertam a situação econômica, financeira e social. Isso obrigou o orçamento ou os orçamentos a terem flexibilidade suficiente para acorrer a essa emergência. Por outro lado, é naquilo que depende de nós, que é o PRR, e depois o Portugal 2030, executarmos tudo até o último cêntimo e executarmos o melhor possível e com a máxima rentabilidade social possível.

O presidente da República também falou sobre o veto ao pacote Mais Habitação e garante que o caso não está encerrado. Marcelo lembra que o diploma precisa de regulamentação e tem ainda de voltar às mãos do presidente. O presidente da República afirma que, no caso do pacote Mais Habitação, eram mais os aspectos negativos do que positivos.

O presidente ou concorda com os diplomas ou não concorda. Pode concordar com muitas dúvidas e tem a obrigação de explicar as dúvidas, promulgar, e não há nada na Constituição que o proíba de explicar publicamente que, apesar das dúvidas, promulga. Os aspectos negativos são claramente superiores aos positivos, veta. Então, excede o Parlamento, o Parlamento olha para o diploma e se quer confirmar, confirma. Já aconteceu em muitos diplomas o alterar. Alterar, mas pode confirmar, em bloco. Se é do governo, aí o governo pode confirmar passando por cima do presidente.

Quanto à saúde, sobre a reforma do SNS prometida para 2024, Marcelo Rebelo de Sousa avisa que é importante que funcione melhor e o que está pensado passe do pensamento para a ação. São as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa esta noite, em entrevista à TVI, nos Jardins do Palácio de Belém, onde aconteceu a Festa do Livro. Terminou a Festa do Avante e Paulo Raimundo garante que o PCP é uma alternativa confiável. O secretário-geral do PCP estreou-se no palco da Festa do Avante com um discurso duro para o governo, acusou o Executivo de andar ao sabor do vento e abandonar os trabalhadores e afirma que o PCP é uma alternativa confiável.

O poder do inimigo. Um partido ligado à vida, que não fala de cor dos problemas, que não olha de cima para baixo para a realidade, que está lá todos os dias onde é preciso estar. E não há silenciamentos, mais ou menos organizados, que consigam tapar esta realidade. Decretem-nos todas as sentenças que quiserem, que um partido assim, dos e ao serviço dos trabalhadores, tal como revela a nossa festa, está destinado a isso sim, a crescer, a alargar e a reforçar-se a bem do povo e a bem dos trabalhadores.

O secretário-geral do PCP promete apresentar propostas ao governo, nomeadamente sobre as pensões, o IVA e a tributação dos grupos econômicos. São as declarações de Paulo Raimundo no discurso final, nesta que foi a sua primeira Festa do Avante, enquanto secretário-geral do PCP. A jornalista de política do Observador, Mariana Lima e Cunha, esteve na Festa do Avante a acompanhar o secretário-geral do PCP e explica que, para além das críticas ao governo, Paulo Raimundo avança mais um ano de contestação social do partido.

Paulo Raimundo pegou no lema das contas certas do governo para dizer que essas só desacertam a vida das pessoas normais que nem cheiram, expressão dele, a tal riqueza do país. E por isso, lançou um pouquinho o que vai ser o ano do PCP, mais um ano de contestação social. Aliás, Paulo Raimundo falou já em mobilizações específicas nas áreas, por exemplo, da habitação ou do custo de vida, e o PCP já está envolvido e em diálogo com as forças que vão promover essas manifestações. Aliás, tinha, como é habitual, o secretário-geral da CGTP na primeira fila do comício. Depois, o secretário-geral do partido dedicou-se, sobretudo, a uma mensagem de mobilização e de unidade do partido.

A jornalista de política do Observador, Mariana Lima e Cunha, com resumo do discurso final de Paulo Raimundo na Quinta da Atalaia. O PS acusa o PSD de viver agarrado à maldicência. É a reação do secretário-geral adjunto socialista ao discurso de Luís Montenegro na Universidade de Verão do PSD. O presidente social-democrata deixou duras críticas a António Costa e volta a falar num governo incompetente e irresponsável. Em declarações aos jornalistas há pouco, João Torres afirma que o líder social-democrata só sabe criticar e que não apresenta nada de novo.

Esta ideia de que a oposição, quando está agarrada à maledicência, é uma melhor oposição, é uma ideia que nós, naturalmente, contestamos, porque quem vive agarrado, quem vive amarrado à maledicência, perde o contato com a realidade. E penso que o líder do PSD pecou por não ter nenhuma mensagem de estímulo e de reconhecimento do muito que de positivo se tem passado no nosso país também.

O secretário-geral adjunto do PS a reagir ao discurso do líder do PSD, aqui em declarações recolhidas pela RTP. João Torres defende assim o trabalho do governo, destaca, por exemplo, medidas como manuais escolares e creches gratuitas e o IVA zero Na saúde, há mais uma greve de médicos, desta vez na área de Lisboa e Vale do Tejo. Greve que acontece nos dias 13 e 14 de setembro, de acordo com o pré-aviso do Sindicato Independente dos Médicos, divulgado hoje. De acordo com o pré-aviso do sindicato, os clínicos da área da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo vão estar em greve. O sindicato refere que a greve tem como objetivo levar o governo a dar uma resposta efetiva ao caderno reivindicativo sindical. Esta é a mais recente greve regional dos médicos convocada pelo SIM e a segunda nesta região, depois de uma primeira a 23 e 24 de agosto. Na atualidade internacional, Volodymyr Zelensky anuncia a substituição do Ministro da Defesa. O presidente ucraniano anunciou que vai substituir o Ministro da Defesa, Oleksii Reznikov, saída que já vinha sendo especulada há algum tempo. Hoje, no habitual discurso ao fim do dia, Zelensky confirmou esta decisão. O presidente ucraniano aproveitou também para anunciar o nome do presumível substituto, Rustem Umerov, ex-deputado e atual líder do Fundo de Propriedade Estatal da Ucrânia, que esteve envolvido nas negociações em torno do acordo de cereais do Mar Negro. No futebol, o Sporting empatou a uma bola com o Braga, na Pedreira, partida da quarta jornada do Campeonato Nacional. Pedro Gonçalves fez o gol dos Leões na primeira parte, Álvaro Djaló empatou no segundo tempo de livre direto. Para Rúben Amorim, a formação de Alvalade esteve sempre mais perto do gol.

Nós estivemos sempre mais perto dos gols em si. O Braga teve alguma bola que nós não costumamos consentir. Portanto, acaba por ser justo, porque é o empate. Agora, se tivéssemos que olhar para as grandes ocasiões, nós estivemos mais perto. É indiferente quem merece ou não, foi este o resultado.

Do lado bracarense, Franklin Carvalho, treinador adjunto que substitui Artur Jorge na zona de entrevistas rápidas. Para Franklin Carvalho, o resultado é justo.

Foi um jogo equilibrado, como nós estávamos à espera. Estes jogos definem-se sempre pelo detalhe. Sofrermos um gol numa situação que trabalhamos e que falamos durante a semana, reagimos muito bem. Os jogadores deram uma resposta muito forte. Criamos muitas oportunidades na primeira parte. Tivemos pelo menos duas ou três situações, uma do Bruma e do Ricardo, que eu me recordo, um cruzamento à direita e o Ricardo ao segundo poste. Reagimos muito bem e a segunda parte, acho que controlamos o jogo completamente. Tivemos mais bola, mais remates, estivemos sempre em cima do adversário, tentamos mexer sempre à procura de mais, acabamos por fazer o gol. Parece-me a mim um resultado justo.

Declarações dos técnicos do Sporting e Sporting de Braga à Sport TV. Antes, o Futebol Clube do Porto também empatou com um gol para cada lado, frente ao Arouca, no Estádio do Dragão, num encontro com 112 minutos e muita polêmica à mistura. No final do jogo, os Dragões emitiram um comunicado no site oficial do clube a pedir a anulação do jogo por má conduta da equipa de arbitragem. A direção azul e branca explica que este pedido tem por base o facto de o árbitro da partida ter anulado a grande penalidade a Taremi, no momento em que as imagens do VAR falharam. Miguel Nogueira acabou por reverter a decisão que tinha tomado em campo depois de uma chamada telefónica com o VAR. Situação que é explicada por Daniel Ramos, treinador do Arouca, na conferência de imprensa de rescaldo à partida.

O árbitro chamou a mim, chamou também o Vítor Bruno, e aquilo que nos disse foi que perderam conexão, embora a imagem tinha sido analisada pelo VAR, na Cidade do Futebol, e que tinha indicação que não era penalti. Portanto, ele não podia confrontar com a imagem no campo para perceber realmente se não tinha sido penalti e que tinha que acreditar naquilo que o VAR lhe estava a dizer. Portanto, era uma decisão difícil para ele. Foi aquilo que ele nos disse, mas iria seguir o VAR, porque o VAR tinha analisado a imagem na Cidade do Futebol.

O técnico do Arouca na sala de imprensa do Estádio do Dragão. Já Vítor Bruno afirma que o final do jogo é uma caricatura do futebol em Portugal.

Eu não quero faltar o respeito a ninguém, agora penso que aquilo que aconteceu no final foi uma caricatura daquilo que tem sido o futebol mais recente aqui em Portugal. Já tivemos vários casos esta época em que as coisas não funcionaram bem a partir da Cidade do Futebol. Alterar posições que são tomadas no campo a 10, 15 metros via telefone, não me parece que esse seja o caminho, independentemente de ter ajuizado bem ou mal, não é isso que eu questiono aqui. Agora, parece-me que se queremos credibilizar ainda mais o nosso futebol e fazer com que o nosso jogo seja algo que seja promovido lá fora e seja falado pelas melhores razões, acho que este não é o caminho, sinceramente.

O treinador adjunto do Futebol Clube do Porto, Vítor Bruno. O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol já confirmou que vai analisar a quebra de comunicações áudio e vídeo no videoárbitro durante o jogo do Futebol Clube do Porto e do Arouca. É a notícia de fecho aqui na Rádio Observador. A informação está de regresso à meia-noite e meia, já com a jornalista Magda Cruz.