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É o Jornal da Meia-Noite, edição de António José Soares. E a começar exatamente com a notícia que marcou o dia. Vão ser retomadas este sábado de manhã buscas subaquáticas para encontrar o último desaparecido da queda do helicóptero de combate a incêndios que caiu no Rio Douro.

Foi essa a indicação dada pelo comandante da Capitania do Douro. Já as buscas em terra, nas margens, mantêm-se ao longo da madrugada. O ponto da situação foi feito esta noite por Rui da Silva Lampreia.

A principal dificuldade é efetivamente a visibilidade. A água tem uma turbidez elevada e, portanto, o alcance visual debaixo d'água fica bastante limitado, o que dificulta bastante as buscas.

Ainda é, vão alargar o perímetro de buscas?

Iremos. Isto é um processo evolutivo. Vamos evoluindo, vamos batendo a área nas imediações onde estão os destroços e iremos aumentando, progredindo no sentido da corrente, ou seja, para jusante. Para o dia de amanhã, a ideia é iniciarmos as buscas subaquáticas ao nascer do sol. E assim que tivermos condições, também proceder à remoção da aeronave do fundo do rio.

O comandante da Capitania do Douro, num registo captado pela Sic Notícias. A bordo do helicóptero seguiam cinco militares da GNR e o piloto. Até ao momento, apenas o piloto foi resgatado com vida. Foram também encontrados quatro corpos e há ainda um desaparecido.

Houve uma reação. Marcelo Rebelo de Sousa diz estar consternado com o acidente.

Numa nota publicada no site da Presidência da República, o chefe de Estado dirige sentidas condolências aos familiares dos militares falecidos, assim como a todos os profissionais da GNR.

E dizia, e com tudo isto, o governo decretou um dia de luto nacional para amanhã, em homenagem às vítimas do acidente. Luís Montenegro diz que a proposta teve o aval do Presidente da República.

Foram declarações aos jornalistas em Lamego, onde o Primeiro-Ministro enviou condolências às famílias das vítimas. Questionado sobre as críticas por ter participado nestas operações dentro de uma lancha, Luís Montenegro responde assim:

O Rio Douro, nesta ocasião, tem uma grande dificuldade de visibilidade. As operações de mergulho são extremamente complexas, são perigosas também para quem as executa. E é minha obrigação e responsabilidade, em nome do povo português, estar ao lado daqueles que também arriscam, mesmo nesta circunstância trágica, a sua vida. Sinceramente, eu creio que a presença do Primeiro-Ministro não foi motivo de nenhuma perturbação nas operações de busca, que de resto ocorreram com um cumprimento já quase integral da missão que era exigida. Fazer disso crítica ou caso, francamente, eu acho que é um desrespeito também pelas instituições.

O Primeiro-Ministro Luís Montenegro. Entretanto, também o Ministério da Administração Interna emitiu uma nota de pesar. O gabinete de Margarida Blasco envia a sua solidariedade para com os familiares das vítimas e agradece o trabalho das equipes envolvidas nas operações de busca e salvamento.

Agora 00h03. Na política, a líder parlamentar do PS diz que o partido pode não viabilizar o orçamento do Estado.

Alexandra Leitão falava esta noite na Academia Socialista, que está a decorrer em Tomar, onde deixou um aviso: o PS tem de ver claramente a sua marca no documento, caso contrário, não o viabilizará. A líder parlamentar do PS contrariou ainda o argumento que o executivo tem dado de que se os socialistas viabilizaram inicialmente o programa do governo, então têm de permitir que continue a governar.

O governo e o PSD têm dito e repetido que, ao não reprovar o programa do governo, o PS ficou obrigado a deixá-los governar. Já ouvi isto muitas vezes. Não é verdade. O PS limitou-se a permitir que um governo ultraminoritário começasse a governar. Mas o PS só permitirá que esse mesmo governo ultraminoritário continue a governar, se as políticas forem boas e se corresponderem, ainda que apenas em parte, à agenda social-democrata e progressista do PS.

A líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão. A acompanhar na Academia Socialista em Tomar, está a jornalista de política do Observador, Mariana Lima Cunha.

Foi um dia de escalada de tensão entre PS e PSD por causa do processo de negociação do orçamento do Estado. E isso ficou muito patente no discurso de Alexandra Leitão, já aqui à noite, em que a líder parlamentar do PS quis frisar, sobretudo, duas ideias. A ideia de que um orçamento de direita não pode contar com a votação favorável do PS. Isto porque o PS, se não vir uma marca sua muito visível e muito evidente no orçamento de Estado, ameaça assim que não o viabilizará. E, por outro lado, agitou a mesma ideia de que o PS pode não contribuir para a continuação do governo, ou seja, no fundo, poderia contribuir para deitar abaixo o governo, que é uma ideia que o PS tem evitado, até porque não quer ficar com o ônus da instabilidade, nem da responsabilidade por uma eventual crise política. Mas a noite mostrou que o PS está a tentar pôr as fichas todas na ideia de que não está aprisionado, como já dizia Carlos César na abertura aqui da Academia Socialista, e que não está encostado à parede pelo PSD, nem é obrigado a viabilizar o orçamento de Estado, qualquer que seja o seu conteúdo.

A análise da jornalista de política do Observador, Mariana Lima Cunha, ao discurso da líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão.

Ainda pela política, o Chega está fora das negociações do orçamento do Estado e diz que a decisão é irrevogável.

O anúncio foi feito por André Ventura, que acrescenta que há uma forte probabilidade de votar contra o documento. O líder do Chega fala numa traição ao eleitorado de direita por estarem a decorrer alegadas negociações secretas entre o PS e o PSD. Ventura diz também estar cansado da arrogância do executivo de Montenegro.

Ainda no Orçamento do Estado, agora com o presidente da Iniciativa Liberal, que acusa o PSD de estar a ceder ao PS nas negociações deste orçamento para 2025.

Rui Rocha falava durante uma visita à Agro Semana, na Póvoa do Varzim. O presidente da Iniciativa Liberal diz que se é para continuar naquilo que classifica ser mais do mesmo, a resposta é simples: não viabiliza o documento.

Agora é 00h07 e o PS quer ouvir a ministra da Administração Interna ao Parlamento com urgência, para pedir explicações sobre o assalto ao edifício do ministério.

Os socialistas consideram o roubo misterioso e acusam o governo de desvalorizar o caso. Já a Iniciativa Liberal requereu esta sexta-feira a audição parlamentar urgente e à porta fechada de Margarida Blasco, para esclarecer este assalto ao edifício da Secretaria-Geral daquele ministério, onde foram roubados computadores. Do lado do Chega, André Ventura considera que o assalto é, e passamos a citar: "Uma situação um pouco caricata e ridícula, que mostra a falta de segurança que existe em Portugal".

E agora, António, tempo para desporto e o Benfica arrancou hoje na quarta jornada da Liga e voltou a escorregar no Campeonato Português. Agora empata um golo em Moreira de Cónegos.

O Moreirense inaugurou o marcador quase no final da partida, aos 84 minutos, graças a um golo de Ofori, a meias com António Silva. As Águias empataram já nos descontos com um golo de Marcos Leonardo, a partir da marca de grande penalidade. No final do encontro, Roger Schmidt mostrou-se desapontado com o resultado e lamentou a falta de eficácia da equipe encarnada.

Estou desapontado com o resultado. Dominamos praticamente todo o jogo. Tivemos cuidado com o contra-ataque. Na minha opinião, estivemos bem. No início da segunda parte, colocamos o Moreirense sob pressão, criamos muitas oportunidades para marcar. Teria sido muito importante, mas de momento, para ser honesto, não sei por quê, mas temos problemas para marcar, como se viu noutras partidas. Temos muitas oportunidades, cruzamentos, chegadas, mas falta a precisão, o timing não está lá. Se não marcas, pode acontecer como hoje, um desvio na área e estás atrás do marcador. Salvamos o ponto, mas claro que estamos desapontados com o resultado.

Declarações do treinador do Benfica, num registo captado pela Sport TV. Já o técnico do Moreirense, César Peixoto, lamentou o resultado e lançou dúvidas sobre o lance que dá o golo do empate ao Benfica.

O Benfica com mais domínio, como era natural, mas nós sempre muito bem organizados e a aproveitar os espaços que nós queríamos aproveitar. Uma primeira parte onde nós saímos algumas vezes e se tivéssemos melhor tomado as decisões, poderíamos ter feito mais ainda. Depois o Benfica, na segunda parte, acaba por entrar mais forte, empurrou-nos ali um pouco para trás. Nós aguentamos esse primeiro embate e depois começámos a crescer outra vez no jogo e conseguimos chegar ao golo. Depois, na parte final, aquele penálti cai do céu para mim. Na minha ótica, tanto o penálti como o golo anulado na primeira parte, claramente muito duvidoso, não me parece nada penálti.

César Peixoto, num registo captado pela Sport TV+. Amanhã é a vez do Sporting receber o Futebol Clube do Porto em Alvalade. A partida vai ter início às 20h30, com relato aqui na Rádio Observador.

Agora é 00h10. António, que outras notícias estão a marcar a atualidade?

Um ataque com uma faca em autocarro faz cinco feridos no oeste da Alemanha. Uma mulher atacou várias pessoas num autocarro em Siegen com uma faca no oeste do país. Segundo fontes policiais citadas pela Agência Lusa, cinco pessoas ficaram feridas, três delas estão em estado crítico e uma em estado grave. Pelo menos 20 mortos em três dias de operação israelita na Cisjordânia. O número é avançado pelo Crescente Vermelho, que cita o Ministério da Saúde Palestiniano. Já os Médicos Sem Fronteiras denunciam condições de vida desumanas em Gaza. Segundo esta ONG, centenas de milhares de palestinianos na região vivem em locais sobrelotados e sem acesso adequado a serviços básicos. E uma vez que é sexta-feira à noite, Nuno, gostas de dormir até mais tarde quando estás de folga?

Eu tenho um problema. É que eu nunca acordo cedo e, portanto, esta pergunta nunca se aplica.

Não se aplica a ti.

Não.

Mas olha, para as pessoas que aproveitam o fim de semana para recuperar o sono, tenho boas notícias. Há um estudo que diz que quem dorme até mais tarde ao fim de semana pode reduzir em 20% o risco de doença cardíaca. São conclusões de um estudo que foi apresentado num congresso da especialidade em Londres e que, para os dorminhocos, são boas notícias, porque antigamente diziam-se que isso de recuperar as horas de sono não resultava, mas afinal parece que até pode ter efeitos positivos para a saúde.

Não, depreendo, portanto, que estou a salvo de qualquer AVC, não é?

Tu, se dormes sempre até mais tarde, estás a salvo, de certeza. Olha, eu, para passear o cão, levanto-me sempre cedo.

Por isso é que eu não tenho um cão e tenho um gato. Estás a ver?

Pois, estás a ver.

Lá está.

É verdade.

Olha, a informação está de regresso daqui a pouco, a partir da 00h30. Já não contigo amanhã. Contigo, final da tarde?

Não, este fim de semana durmo até mais tarde.

Pronto, para prevenir o AVC.

Exatamente.

Lá está. Então, olha, bom fim de semana.

Bom fim de semana, Nuno.

Amanhã cá estarei então de regresso para o "Varatoce", emissão especial de desporto a partir das 19h. A informação estará de regresso daqui a pouco. Já no sábado, fim de semana já aí está, é 00h12. A informação daqui a pouco, então, à 00h30. Quanto a mim, até amanhã. Um belo arranque de fim de semana para si.