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06:36, atualizamos a informação na Rádio Observador, edição do Luís Soares. Luís, o primeiro-ministro vai falar ao país às 20h sobre o tema da habitação.
Anúncio feito por Luís Montenegro, numa breve declaração aos jornalistas à saída da cerimónia de assinatura de venda de grande parte do capital da TAP ao grupo Lufthansa.
Sei bem que a vossa curiosidade jornalística está também muito direcionada para outros temas, em particular para o tema da habitação, mas se não me levarem a mal, eu remeto qualquer pronúncia nesse domínio para a declaração que farei ao país por volta das 20h e depois para a conversa que terei convosco. Até já.
Anúncio de Luís Montenegro, lado a lado com os ministros das Finanças e das Infraestruturas e Habitação. A declaração ao país acontece após semanas de manifestações e acampadas em Lisboa e no Porto, que protestam contra o custo da habitação e que já originaram várias cargas policiais.
A declaração foi feita depois da cerimónia de assinatura de venda de parte da capital da TAP ao grupo Lufthansa. Luís Montenegro promete uma parceria leal e exigente.
O primeiro-ministro garante que a ação do governo salvaguarda o interesse do país.
Todos conhecemos o trauma que a sociedade portuguesa tem com as sucessivas injeções de capital nesta companhia, sem que os seus problemas estruturais e a sua sustentabilidade de médio e de longo prazo fossem garantidos. E é isso que nós estamos a fazer aqui hoje. Nós não tivemos nenhum capricho ideológico, nós não tivemos nenhum capricho político. Nós estamos aqui mesmo a pensar no interesse do país. Nós estamos aqui a pensar que esta companhia tem muito mais para dar no futuro do que aquilo que é muito, que já deu até hoje.
Garantia deixada pelo primeiro-ministro nesta cerimónia. O chairman da TAP disse que não espera que a entrada da Lufthansa no capital da empresa resulte em reduções de custos e, consequentemente, na redução de funções.
O ministro da Presidência recusa a responsabilidade direta do governo sobre a ação da polícia nos protestos pela habitação.
Foi durante a audição parlamentar a propósito do orçamento do próximo ano. António Leitão Amaro respondia ao deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, sobre as cargas policiais. Sublinhou as diferenças entre a responsabilidade política e operacional.
Até temos uma orientação estratégica geral para a política de segurança e a responsabilidade administrativa operacional de cada ato administrativo e de cada ato material da administração pública. Nós somos responsáveis politicamente, o que é muito diferente da responsabilidade operacional e o senhor deputado, como deputado desta Casa e conhecedor, deveria saber que há um mundo de diferença. Eu creio que será seguramente por exercício retórico que o senhor deputado está a querer confundir os conceitos.
Declarações de António Leitão Amaro na audição, no âmbito da apreciação, na especialidade, do orçamento do próximo ano, que ainda decorre a esta hora no Parlamento e na qual o governo anunciou que o plano de integração de estrangeiros vai ser aprovado já este mês. Anúncio do secretário de Estado adjunto da Presidência e Migração. Rui Armindo Freitas explicou que o plano de integração vai envolver municípios, empresas e sociedade civil.
Na integração, a orientação é igualmente clara. Quem escolhe Portugal para viver deve aprender a nossa língua, respeitar as nossas leis e querer verdadeiramente pertencer à nossa comunidade. Com este governo, a política de integração não é negociável. A política de integração não é, nem pode ser, uma dança sem par. O Plano Nacional de Integração, que será aprovado ainda este mês, organizará também essa resposta, envolvendo municípios, empresas e sociedade civil.
As declarações de Rui Armindo Freitas, que realçou também que pela primeira vez o orçamento da imigração é pago pela própria imigração. António Leitão Amaro acrescentou, já em resposta à deputada do Chega, Cristina Rodrigues, que o Plano Nacional de Integração será financiado com receita obtida através de taxas pagas por imigrantes e, por outro lado, também por fundos europeus para a imigração.
Entretanto, Luís, a Câmara Municipal de Lisboa propôs três locais alternativos para a acampada de Renata Cambra, mas o movimento recusa abandonar o Rossio.
Em causa a necessidade de compatibilizar o protesto com o mercado de Natal, como decorre da decisão do Tribunal Administrativo. A autarquia liderada por Carlos Moedas reuniu-se em separado com Renata Cambra, uma das líderes da acampada de Lisboa, e com os comerciantes da Baixa, propondo locais alternativos para a continuação dos protestos pela habitação. Em comunicado, a Câmara de Lisboa adianta que os três novos locais propostos alternativos ao Rossio foram o Largo de São Domingos, a Praça do Martim Moniz e os Restauradores. A Câmara de Lisboa assegura que mantém toda a disponibilidade para prosseguir o diálogo com as partes envolvidas, com o objetivo de alcançar uma solução equilibrada que mantenha as tradições da cidade, valorize o comércio local, a participação cívica e a vivência do espaço público. Em resposta, a acampada de Lisboa recusa abandonar o Rossio para permitir a instalação do mercado Natal. Propõe à Câmara que desloque o evento para outro local. Num comunicado, a organização da acampada refere que a recusa de abandonar o Rossio foi transmitida durante a reunião desta tarde com a autarquia. Como alternativa, os representantes dos protestos propuseram que o mercado Natal seja instalado noutro local, considerando que a mudança do evento permitiria salvaguardar tanto a continuidade do protesto como os interesses dos pequenos comerciantes.
Quatro pessoas ficaram feridas com gravidade numa explosão dentro de uma oficina de pintura de automóveis em Pombal.
Foi em Albergaria dos Doze, em Pombal, há ainda a registar um ferido ligeiro. Quanto aos quatro feridos graves, de acordo com o Comando Regional de Leiria, dois foram transportados para o Hospital de Coimbra, um ferido grave foi heli transportado para o Hospital de São José, em Lisboa, e um outro também por helicóptero para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Quanto aos incêndios nos distritos de Viseu e da Guarda, a situação está agora mais calma. Durante a manhã, as chamas cruzaram vários concelhos, passaram de Fornos de Algodres para a Guarda de Bari e Tonalva do Castelo. Na última hora, o Comando Sub-regional das Beiras e Serra da Estrela deu conta à Rádio Observador que o cenário era mais tranquilo, mas antevê muito trabalho para as próximas horas.
Notícia de fecho, edição do Luís Soares. Informação na Rádio Observador volta a ser atualizada no final do encontro entre o Shakhtar Donetsk e o Sporting para a Liga dos Campeões.