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Atualizar a informação. Jornal da Meia Noite, com a edição da Diana Rosa e começamos com as presidenciais. Experiência na vacinação não é suficiente para chegar à Presidência da República. É o aviso deixado por Luís Marques Mendes aos eleitores.

Cada um com as suas competências, é o que considera o candidato a Belém apoiado pelo PSD. Marques Mendes admite que Gouveia e Melo demonstrou qualidades na gestão da Covid-19. No entanto, isso não chega para desempenhar o cargo de chefe de Estado. Ainda assim, sublinha o candidato que as divergências com Gouveia e Melo são apenas e só políticas.

Quando ele passou para o campo da política, a generalidade das pessoas chegou à conclusão de que sempre que abre a boca, Gouveia e Melo é um problema. Um problema para ele próprio, para a sua candidatura, para os seus apoiantes. Mas eu não tenho nada com isso. Isso é um problema de Gouveia e Melo. Por que isso acontece? Porque a mesma experiência que se tem num processo de vacinação não é a mesma experiência que se precisa na Presidência da República. Repare, era a mesma coisa que eu ser convidado para dirigir um processo de vacinação. Não era impossível, mas seria um desastre. Não tenho experiência para aquilo. Cada um é para o que é e devemos ser humildes ao analisar estas questões.

Numa entrevista à RTP, Luís Marques Mendes considera que tem provas dadas para o exercício do cargo de chefe de Estado, deixando uma crítica a outros candidatos. Diz que a independência não é algo que se verbaliza, é sim, algo que se pratica.

Seguimos com Marcelo Rebelo de Sousa, que considera que as políticas públicas no setor da saúde não devem ser influenciadas por casos específicos.

Mas sim por questões genéricas. O presidente de Estado visita Angola, foi lá que foi questionado pelos jornalistas acerca dos casos que têm assolado o SNS. Marcelo diz que as políticas do Parlamento não podem ser influenciadas por casos particulares, tendo em conta que todos os dias surgem novos problemas.

Acho que é uma má metodologia estar a ver as questões de saúde do ponto de vista pontual, porque vai haver pontualmente, todos os dias, problemas nesse setor, como noutros setores, na vida de todos nós e na vida da sociedade. Eu preferiria colocar a questão em termos genéricos. E em termos genéricos, é evidente que há opções a fazer relativamente a situações que são genéricas, de como gerir o Serviço Nacional de Saúde.

Marcelo Rebelo de Sousa diz que é preferível colocar a questão em termos genéricos para evitar que se corra atrás do prejuízo. Apela ainda o presidente a que sejam tomadas medidas, nomeadamente sobre qual deve ser o regime de funcionamento do SNS.

E Carlos Moedas falhou na eleição da Assembleia Municipal de Lisboa. Venceu André Moscaldas, da coligação liderada pelo Partido Socialista.

Apesar de ter ganhado as autárquicas, o PSD de Carlos Moedas reuniu o menor número de deputados municipais, venceu a lista A, encabeçada pelo ex-secretário de Estado do PS, teve 37 votos, que corresponde ao número de todos os deputados da esquerda. No discurso de posse, Moscaldas quer estar ao serviço de todos, promete isenção.

Saibam que exercerei este mandato com toda a isenção, tratando todos os grupos municipais com igualdade e procurando assegurar com todo o rigor, mas também com a firmeza exigível, a qualidade e a serenidade dos trabalhos desta Assembleia ao serviço de todas e de todos os lisboetas. Será esse o sentido da condução da Presidência da Assembleia Municipal de Lisboa que imprimirei e queria agradecer a todas e todos aquela que considero ser uma das maiores, senão a maior honra que já me foi concedida, presidir a Assembleia Municipal da cidade onde nasci.

Do outro lado, a lista B, encabeçada por Margarida Mano, do PSD, apenas teve 31 votos. Houve ainda duas abstenções e cinco votos nulos.

Antes desta eleição, Carlos Moedas discursou na tomada de posse do segundo mandato. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa pede que o deixem governar a capital.

Porque o PS já ameaçou votar contra o orçamento municipal. Na presença de personalidades como Cavaco Silva ou Pedro Passos Coelho, Moedas deixou apelos, fez promessas e também avisos. João Gama.

Carlos Manuel Félix Moedas, coligação Portugal de Lisboa.

Inspirado por Fernando Pessoa, Almada Negreiros e até Gabriel García Márquez, Carlos Moedas promete uma cidade futuro.

Nos próximos anos queremos ser, sem dúvida, a capital mundial da justiça social, a capital mundial da inovação, a capital mundial da cultura, porque nós não temos medo de sonhar.

Habitação no topo das prioridades do novo mandato do presidente de Câmara, mas avisa que construir casas demora tempo.

São obras que demorarão o seu tempo e sempre o disse, mas são obras que farão a diferença no futuro da nossa cidade. A cidade nova que se faz não se vê imediatamente.

A segurança segue pouco depois. Carlos Moedas fala de um problema real que se resolve com mais agentes nas ruas.

Na segurança, que durante tanto tempo foi reduzida a um mero problema de perceção. Para as pessoas, é um tema real e concreto. Exigimos ao governo mais polícia de segurança pública, mais polícia municipal. É um imperativo para todos nós.

Carlos Moedas promete ainda uma reforma da higiene urbana ao colocar um ponto final na divisão de competências com as juntas de freguesia. Foi reeleito no passado dia 12 de outubro, agora com uma maioria maior, e isso serve de lembrete à oposição.

Quem exerce o governo deve governar e quem exerce a oposição deve deixar governar, fiscalizando a ação de quem governa. Tendo em conta a pluralidade das forças que compõem o Executivo, não nos podemos esquecer de quem os lisboetas mandataram para governar.

Resultados autárquicos na ponta da língua, Carlos Moedas pede estabilidade e promete dar em troca diálogo, mas sempre com Lisboa no centro das prioridades.

A partir de hoje, quem se senta neste Executivo Deve ter a responsabilidade e a consciência que representa os lisboetas, não os interesses partidários. Eu serei o garante de que os lisboetas estarão sempre em primeiro lugar.

Tomada de posse concluída, Carlos Moedas começa assim novos quatro anos a governar a cidade de Lisboa.

O trabalho do jornalista João Gama, que acompanhou a tomada de posse do renovado mandato de Carlos Moedas. Diana, vamos ainda atualizar outras notícias em destaque. Começamos com a COP 30, a Cimeira do Clima, que decorre no Brasil. Pelo menos três pessoas ficaram feridas numa altura em que à porta da cimeira, os manifestantes entraram em confronto com seguranças, acabaram mesmo por invadir o edifício. Vamos ouvir aqui um registo dos protestos. Os feridos são precisamente dois seguranças e um polícia, de acordo com a Reuters. Um segurança foi levado numa cadeira de rodas enquanto se segurava na zona da barriga, enquanto o outro sofreu um corte na testa ao ser atingido na cabeça por um instrumento que terá sido atirado por um manifestante. Os manifestantes entraram na sede do evento a entoar gritos a favor de taxar os multimilionários e contra a exploração de petróleo na foz do Amazonas. A Ucrânia atacou a central térmica na região ocupada de Donetsk, no leste do país, numa altura em que nesta região decorrem os combates mais intensos na linha da frente. A notícia é avançada pelo Kyiv Independent. A central é atualmente controlada pela Rússia. Nas redes sociais, estão a ser publicados vídeos de explosões seguidas de incêndios. Demitiu-se um ministro próximo de Benjamin Netanyahu, um mês depois de alcançado o cessar-fogo na Faixa de Gaza. Trata-se do ministro dos Assuntos Estratégicos de Israel. Alega que prometeu à família que apenas permaneceria no cargo durante dois anos e já prorrogou o mandato duas vezes. Ron Dermer é próximo do primeiro-ministro israelita, ajudou a negociar a trégua no enclave. Foi detido em Dortmund, na Alemanha, o homem que criou na internet uma lista de políticos para matar. Com dupla nacionalidade, alemã e polaca, é suspeito de financiamento de terrorismo, instrução para a realização de atos violentos perigosos para o Estado e difusão perigosa de informação pessoal. O suspeito levou a cabo estes planos na dark web durante cinco meses. Informações preliminares indicam que pertence ao grupo de extrema-direita Cidadãos do Reich. Na Venezuela, o Parlamento aprovou hoje uma lei para defender o país da presença militar dos Estados Unidos no Mar das Caraíbas. Em causa, o destacamento aéreo e naval ordenado por Donald Trump, sob o argumento de combate ao tráfico de droga. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, considera que os Estados Unidos estão a tentar retirá-lo do poder. A Venezuela mobilizou, por isso, 200 mil soldados para enfrentar o que considera ser a ameaça norte-americana. Notícia de fecho do Jornal da Meia-Noite.