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Jornal da meia-noite na Rádio Observador, edição da Diana Rosa. E começamos, Diana, com o Ministério Público, que decidiu arquivar o processo dos cartazes afixados por André Ventura antes da campanha para as presidenciais.
Informação confirmada à Agência Lusa por fonte da Procuradoria-Geral da República. Em causa, os cartazes que diziam que isto não é o Bangladesh ou com referências à comunidade cigana. As mensagens afixadas foram consideradas racistas e xenófobas pelos autores das denúncias, que temiam que pudessem configurar um crime de discriminação, incitamento ao ódio. A Justiça faz uma leitura diferente. No despacho a que o "Não" teve acesso, o procurador Carlos Rodrigues, do Departamento de Investigação e Ação Penal Regional de Lisboa, entendeu que as mensagens se encaixam na liberdade de expressão do discurso político. O inquérito foi aberto no dia 11 de novembro pelo Ministério Público e é agora arquivado.
E também a marcar a atualidade nacional esta noite, a autarca de Alcácer do Sal queixa-se de que o município ainda não recebeu, Diana, um cêntimo de ajuda para a reconstrução das casas afetadas pelo mau tempo.
E junta-se Clarisse Campos a outros presidentes de câmara na indignação perante as palavras do ministro da Economia e da Coesão Territorial. Manuel Castro Almeida admitiu que o processo de apoios à reconstrução das casas está a correr mal e responsabilizou as autarquias pela demora na avaliação. Clarisse Campos rejeita essas acusações, diz que é um processo complexo e convida até Castro Almeida ir ao terreno e verificar o que se está a fazer.
Aquela questão de introduzir umas fotografias e a pessoa recebe os € 5.000, põem-se mais umas justificações e recebe os 10 mil e está feito, não corresponde à realidade. Era importante que se sentassem num espaço desses e tentassem fazer uma candidatura.
Clarisse Campos, Rádio Observador. A autarca diz que o cenário é ainda mais preocupante no município de Alcácer.
Em Alcácer isto ainda é mais grave. Nós estamos no Alentejo a trabalhar com a plataforma do centro e estamos em Alcácer a trabalhar com a CCDR Alentejo, que no dia de hoje não tem um único cêntimo para dar às pessoas nas candidaturas aprovadas, ao contrário da região Centro e da região de Lisboa e Vale do Tejo. Ainda hoje, mais de um mês depois, quase dois meses depois, nós não temos um cêntimo na região Alentejo.
A autarca Clarisse Campos recorda que têm sido os municípios a estar na linha da frente e enfrentar as consequências das intempéries. Os presidentes da Câmara de Leiria e de Marinha Grande alinham nas críticas ao governo.
Críticas às quais se junta também a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, Diana, que manifestou solidariedade com o município de Leiria e refuta as declarações do ministro Castro Almeida.
Explica que as autarquias têm vindo a trabalhar com os meios que têm disponíveis, sem que qualquer tipo de reforço tenha sido feito pelas entidades centrais. São meios que são claramente insuficientes para dar uma resposta dentro dos prazos estabelecidos pelo governo.
E depois de tomar posse na segunda-feira, António José Seguro tem amanhã, Diana, a primeira reunião semanal com o primeiro-ministro Luís Montenegro.
Vai decorrer, como habitual, no Palácio de Belém, de acordo com a agenda do chefe de Estado, divulgada à comunicação social, a reunião está marcada para às 16h.
E no futebol, o Sporting perdeu na Noruega para a Liga dos Campeões, Diana, e deixou em risco o apuramento para os quartos de final.
Perdeu por 3x0 contra o Bodø/Glimt, jogo na primeira mão dos oitavos. No final da partida, o treinador do Sporting, Rui Borges, disse que faltou atitude e disponibilidade física à equipa.
Falta de energia em muitos jogadores. Fomos nos deixando abater, no sentido de não conseguirmos. Entrámos bem até na primeira parte, logo no início do jogo, e depois fomos criando alguma desconfiança. Faltou-nos também expressão, porque essa atitude competitiva não estava na energia que devia estar. Fomos ficando frustrados um pouco em termos até coletivos de equipa e deixámos o adversário ir crescendo naquilo que era chegar ao nosso meio-campo ofensivo, ao nosso meio-campo defensivo.
Já o treinador do Bodø/Glimt considera que o segredo para a vitória foi a forma como os jogadores construíram o jogo.
Acho que, sobretudo na primeira parte, fomos muito bons a livrar-nos da pressão do Sporting. Senti que controlámos o jogo já no segundo tempo. Acho que poderíamos ter matado a partida, mas abrimos muito mais o jogo. Perdemos a bola e demos ao Sporting muitas oportunidades de contra-ataque. Não era necessário, porque senti que controlámos muito bem o jogo, mas esta foi apenas a primeira mão. Estamos ansiosos pela próxima semana e vai ser um jogo difícil.
Os treinadores das duas equipas em declarações captadas pela Sport TV, as duas equipas que voltam a encontrar-se na terça-feira, dia 17, no Estádio de Alvalade. A partida tem apito inicial às 17h45. Dar conta ainda de que, também para a Champions, o Real Madrid venceu por 3x0 ao City, o Bayern empatou por 1x1 com o Arsenal e já o Paris Saint-Germain venceu o Chelsea por 5x2.
E mantemos foco no cenário internacional. Desta feita deixamos o desporto para falar de política. Donald Trump afirma que os Estados Unidos venceram o Irão, mas ainda vão ficar no território.
Esta noite, durante um comício no Kentucky, depois de várias declarações contraditórias ao longo dos últimos dias, Trump afirma agora que só sai do Irão quando o trabalho estiver concluído.
Não queremos sair antes da hora, não é? Temos de terminar o trabalho, certo? Nos últimos 11 dias, o nosso exército praticamente destruiu o Irão. É um país difícil. A Força Aérea Iraniana desapareceu Desapareceu totalmente. Isso levou cerca de três horas.
Donald Trump afirma que os Estados Unidos também destruíram todo o potencial nuclear iraniano desde a primeira hora. Avisa que ainda assim não vai cometer o erro de sair cedo demais deste conflito. Entretanto, no Líbano, morreram 12 pessoas esta noite, na sequência de ataques israelitas a este e a sul do país, informação avançada pelo Ministério da Saúde libanês. As Forças de Defesa de Israel já tinham anunciado um ataque em larga escala contra o Hezbollah em Beirute, numa publicação no X.
E com sete minutos para lá da meia-noite, Diana Rosa, vamos a outras notícias que importa destacar nesta edição.
Começamos, Vicente, pelo Ministério Público, acusou 15 arguidos, entre eles seis empresas, por associação de auxílio à imigração ilegal. Trata-se de um alegado esquema que legalizou milhares de imigrantes com base em contratos de trabalho falsos e que gerou milhares de euros de lucro. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, a acusação acontece um ano depois da operação Contrato Formoso, que desmantelou uma rede gerida a partir do Martim Moniz, em Lisboa. Há um português entre as vítimas do incêndio no autocarro que matou seis pessoas e fez cinco feridos esta terça-feira na Suíça. É o que adianta o Ministério Português dos Negócios Estrangeiros. O acidente aconteceu perto de Friburgo. As autoridades suíças adiantaram hoje que o incêndio foi causado por um homem alegadamente perturbado, que se imolou. Estão afastadas motivações terroristas. Três suspeitos do atentado contra a embaixada americana na Noruega são de origem iraquiana. São três irmãos que residem em Oslo. É o que adianta a polícia local. Os três suspeitos, que têm aproximadamente 20 anos, foram detidos, não têm antecedentes criminais, vão ser levados a tribunal nas próximas horas para serem interrogados. Mais de metade das mortes maternas registradas entre 2020 e 2024 ocorreram em mulheres com 35 ou mais anos. São quase 62% das mortes de gestantes, de acordo com o relatório da Direção-Geral da Saúde. É assim reconfirmado o aumento progressivo do risco de morte materna nas idades mais avançadas. A DGS sublinha a necessidade de estratégias integradas de prevenção, vigilância e cuidados diferenciados ao longo de todas as etapas da vida reprodutiva.
Ponto final nesta edição da meia-noite com a jornalista Diana Rosa. Foi com ela a noite informativa aqui na Rádio Observador. Diana, um beijinho, bom descanso.
Beijinhos, bom descanso pra ti também.
A informação está de regresso à meia-noite e meia, já com o Martim Madeira. De resto, é com ele. Madrugada informativa aqui na antena da Rádio Observador.