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Também em Braga. Jornal da Meia Noite com a edição do Martim Madeira. Martim, o secretário-geral da CGTP garante que os membros da central sindical não tiveram nada a ver com os desacatos na Assembleia.

Desacatos que resultaram na detenção de seis pessoas. As forças de intervenção foram mobilizadas para a escadaria do Parlamento, já depois da manifestação da CGTP ter terminado com um conjunto de pessoas que provocaram desacatos com as forças de segurança e acabaram por ser dispersadas. Pelo caminho, também foram incendiados alguns caixotes do lixo. Numa entrevista à RTP, Tiago Oliveira diz que os membros do sindicato não estão envolvidos nos confrontos.

O que lhe posso dizer é que não tem manifestantes da CGTP naquela manifestação.

Deve ser o que se está a pensar.

Agora, há grupos que se integram nas manifestações da CGTP para depois levar por diante este tipo de situações e concretizar este tipo de momentos. Mas acho que o objetivo foi conseguido pela CGTP, que tivemos de facto, norte a sul do país, incluindo nas regiões autónomas, um conjunto muito largo de manifestações com a presença de milhares de trabalhadores.

Tiago Oliveira volta a criticar o governo e acusa-o de arrogância, prepotência e de não ouvir os trabalhadores. A entrevista aos jornalistas teve também o superintendente da Polícia de Segurança Pública, Jorge Resende, que explica que a polícia fez vários avisos que não surtiram efeito e não foram cumpridos.

Cerca de 10, 15 minutos depois, algumas das pessoas, utilizando grades, ocuparam a via pública, pondo em causa a segurança dos utentes da via pública, tendo sido alertadas para não o fazer, e tornaram-se violentos, designadamente arremessando garrafas. Posteriormente, houve um aviso legal que a manifestação se tinha tornado violenta e, como tal, teria que cessar, e foram dados cinco minutos para dispersar. Passados esses cinco minutos, foi feito novo aviso. Passados três minutos, foi feito novo aviso. Tentou-se de todas as maneiras que as pessoas cessassem aquele tipo de comportamento e abandonassem o local.

Entretanto, também no briefing do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência elogiou a atuação das forças de segurança, mas lamenta algumas das atitudes por parte de alguns dos manifestantes.

E lamenta profundamente o comportamento de alguns, e eu quero sublinhar que alguns que ultrapassaram os limites mais do que aceitáveis do direito à greve, que provocaram desacatos, que ofenderam a ordem pública e que confrontaram a autoridade das forças de segurança portuguesas. Queria destacar que se lamentamos profundamente estes comportamentos condenáveis, que ultrapassam o que é razoável e aceitável numa democracia livre e no direito à greve e no seu livre exercício, é importante deixar claro que este foi um comportamento de alguns, não o comportamento da maioria dos manifestantes e pela informação que temos, não é um comportamento associado à organização e aos organizadores desta manifestação.

António Leitão Amaro, na conferência de imprensa no Conselho de Ministros, também aqui a dizer que a organização não tem nada a ver com estes desacatos, tal como disse também o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira.

E a ministra do Trabalho diz que o recurso ao teletrabalho dificulta a análise da adesão à greve.

Maria do Rosário Palma Ramalho falou aos jornalistas no final do Conselho de Ministros. A ministra diz que a adesão foi residual no privado e que na administração pública foi de 23%. E diz também que o teletrabalho dificulta a contabilização de adesão desta greve geral.

Que alguns setores comunicaram que também tinham recorrido largamente ao teletrabalho, pelo que muitas ausências não podem ser identificadas como adesão à greve, mas sim como trabalho à distância, que é hoje, como sabem, uma realidade dos nossos dias. No setor privado, confirma-se que a adesão à greve foi absolutamente residual.

A ministra adiantou ainda que cerca de metade dos alunos não conseguiram realizar a prova de aferição de hoje e que na saúde só se realizaram 25% das cirurgias programadas. Antes, já Luís Montenegro tinha falado aos jornalistas para desvalorizar a greve e criticar o recurso a este instrumento por parte dos trabalhadores.

Apenas me parece, como cidadão, como português e como primeiro-ministro, que todos temos uma responsabilidade e a responsabilidade também integra aquilo que são as consequências dos nossos atos. A consequência desta greve, no final deste dia, parece-me que passou apenas por prejudicar a vida de muita gente, porque as posições políticas que queriam ser transmitidas já eram conhecidas, já eram afirmadas por estas estruturas há bastante tempo.

O primeiro-ministro em declarações aos jornalistas depois ter reunido com o Conselho de Ministros.

E Martim, o ministro da Administração Interna garante que o SIRESP vai funcionar este ano.

Luís Neves, numa entrevista à Sic Notícias, foi questionado sobre os incêndios do verão. Diz que os meios de prevenção e o SIRESP vão estar operacionais.

O SIRESP teve ali uns problemas graves com a calamidade. Foram comprados equipamentos, novas estruturas, estamos a fazer um grande investimento.

Vai funcionar?

Sim, vai funcionar. Quer dizer que estamos a gastar agora, no imediato, 36 milhões e vamos gastar no PTRR, temos quase 400 milhões para gastar e vamos nos aproximar das populações, das juntas de freguesia, das câmaras.

O ministro da Administração Interna sublinha também que caso os incêndios deste verão corram mal, vai assumir todas as culpas.

O general Paulo Viegas Nunes foi renomeado presidente da empresa que gere o SIRESP, depois de haver suspeitas de irregularidades nas auditorias de Inspeção-Geral de Finanças.

Luís Neves afirma que não vão haver investigações a decorrer a nenhum funcionário do ministério e diz manter a confiança no trabalho de todos, incluindo em Viegas Nunes.

Não, não há corrupção, não há. Não tenho um único documento de uma participação de uma ministra da Secretaria-Geral do MAI, seja quem for. Mas dizer o seguinte relativamente ao general Viegas NunesVegas Nunes. Do ponto de vista daquilo que são as inspeções, e todos conhecem, Inspeção-Geral de Finanças, inspeções próprias, inspeções do Tribunal de Contas, não há um no Estado em que não aponte 3, 4, 5, 10, 20, 30 questões que é preciso corrigir, é preciso fazer de outra maneira. Não há nada ali, que eu vi, que pudesse pôr em causa a idoneidade, a seriedade, a transparência e aquilo que é mais relevante para qualquer ser humano, que é a sua honra. Não encontrei nada, são coisas comezinhas.

Luís Neves a reafirmar a confiança em Vegas Nunes e a reafirmar que o relatório do SIRESP não sofreu alterações e que não tem problemas sem que o documento seja público.

No internacional, Donald Trump afirma que pode chegar a um acordo com o Irão já neste fim de semana.

Uma garantia do presidente norte-americano dada numa assinatura de um acordo. Donald Trump começou por dizer que as negociações com o Irão estão a correr bem e está confiante que se chegue a um acordo já neste fim de semana. Ainda nos Estados Unidos, a Câmara dos Representantes, um dos dois órgãos do Congresso norte-americano, aprovou hoje uma resolução de guerra que visa pôr o fim ao conflito no Médio Oriente e à operação dos Estados Unidos na região. Republicanos juntaram-se a democratas numa votação de 215 contra 208. Houve aplausos na Câmara, apesar da votação não ser ainda muito expressiva. A proposta vai agora passar para o segundo órgão do Congresso, o Senado norte-americano. Caso seja aprovada, passa para o presidente dos Estados Unidos que, em princípio, de acordo com os analistas, deve vetar a proposta. Em caso de veto por parte de Donald Trump, então a proposta volta ao Congresso, onde é preciso uma maioria de dois terços em cada um dos órgãos para colocar um fim a este conflito.

Vamos ao desporto. José Mourinho vai mesmo para o Real Madrid, caso Florentino Pérez vença as eleições.

A informação foi confirmada pelo próprio e consta nas propostas de plano de Florentino Pérez. O treinador português aparece num vídeo de apoio ao atual presidente do Real Madrid com a camisola dos Merengues vestida. As eleições do clube espanhol acontecem já no próximo sábado.

E Bruno Batista diz que o impasse do futuro de José Mourinho termina com o divórcio não amigável entre o treinador e o Benfica e entre os adeptos.

O antigo candidato a vice-presidente do Clube dos Encarnados esteve em direto na antena da Rádio Observador e afirma que os benfiquistas estão desejosos de que Florentino Pérez vença as eleições no Real Madrid, de modo a terminar esta narrativa.

E este é o banho-maria em que ficará Rui Costa, em que ficarão os adeptos benfiquistas, provavelmente a torcer para que Florentino Pérez seja reeleito no Real Madrid para decidir o futuro do Benfica. E é aqui que temos uma insatisfação dos encarnados.

Bruno Batista lembra que o Benfica não pode oficializar a contratação de Marcos Silva sem antes comunicar oficialmente à CMVM o fim do contrato com José Mourinho. A fechar, Filipa.

Vamos a isso. Diz-me.

Estás a par das músicas que andam a surgir para o Mundial? Já há músicas oficiais, não sei se já ouviste.

Já ouvi umas quantas.

Já ouviste umas quantas.

Aquela que temos de apoio à seleção portuguesa, do Gsan, Bispo, do Sam the Kid, também aquela da Shakira. A música que começou por sair, aquela original, que não sei quem é, uns norte-americanos, não sei qual é o nome.

Jolly Roll era o cantor.

Não digas que há mais.

Há mais. Houve um streamer muito famoso chamado Speed. É um streamer norte-americano, conheces? É muito engraçado.

Grande fã do Cristiano Ronaldo.

Sim, grande fã do Cristiano Ronaldo, maluco pelo Cristiano Ronaldo, que fez uma música para este mundial e que muitas pessoas nas redes sociais estão a dizer que é melhor do que a música oficial, que é da Shakira, e pedem mesmo à FIFA para tornar esta música como oficial do mundial. Vamos fazer ouvir um bocadinho.

Era isso que ia dizer, por favor, diz para por aqui para eu ouvir.

Vamos lá, um bocadinho. Não sei se gostas.

Olha, é bastante animada. A gente está naquilo de mexer o ombrinho, sabes aquele clássico?

Os gritinhos até são giros.

Isto é o Speed a cantar?

Isto é o Speed a cantar, exato. Organizou-se, fez um videoclipe com a camisola de Portugal, obviamente, camisola do Cristiano Ronaldo, envergada, está com ela vestida. É uma camisola, penso que é do Mundial também, de 2018, tem a camisola vestida. E agora eu queria te fazer uma comparaçãozinha. Vamos ver qual é que é melhor então, não é? Já que as pessoas dizem que é melhor, vamos ouvir.

É assim, eu acho que de 0 a 10, se calhar, contexto música de competição de futebol, se calhar um oito.

Um oito?

É animada.

Para uma pessoa que vou, para um youtuber, não está nada mal.

Não está nada mal.

Pronto, então agora vamos ouvir um bocadinho da Shakira, a ver se gostas mais.

Vamos comparar. Não querendo desfazer o trabalho do Speed, eu assim que esta música começou, pronto, de facto, é porque são melhores, não dá para competir com a Shakira.

Você ouviste os ritmos latinos da Shakira, já me cheira a-

Sempre, já nos tinha trazido o Waka Waka e foi um grande sucesso. Pronto, Speed, se me estás a ouvir, peço imensa desculpa, mas vou dar um 10/10 à Shakira.

Com certeza que ele deve estar a perceber exatamente tudo o que estás a dizer.

Sua, que é quando a gente é mais chocada.

Ele diz que fala português, atenção.

Ele diz que entende. Mas olha, para um youtuber, um streamer, não sei bem qual é a denominação, não estava nada mal, mas pronto, continuo a preferir aqui a nossa Shakira, peço imensa desculpa.

É justo.

É justo, não é?