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Jornal da meia-noite com a Laura Figueiredo. Laura, pela primeira vez num ano e meio, os líderes da União Europeia aprovaram por unanimidade conclusões sobre a Ucrânia.

Os líderes dos 27 Estados-membros estão hoje e amanhã reunidos em Bruxelas para debater o apoio à Ucrânia, também numa fase de avanço do alargamento do bloco. O porta-voz António Costa, presidente do Conselho Europeu, dá conta de que as conclusões foram aprovadas e que os líderes decidiram também renovar as sanções à Rússia por mais 12 meses. A última vez que uma cimeira do Conselho Europeu tinha aprovado por unanimidade conclusões sobre a Ucrânia tinha sido em dezembro de 2024. Quanto às sanções a Moscovo, o Conselho Europeu reitera a importância de reduzir ainda mais as receitas energéticas da Rússia, de travar as operações da frota paralela e de restringir ainda mais o sistema bancário russo. São algumas das medidas que constam no pacote número 21 de sanções contra a Rússia, que está atualmente em discussão. Outra das medidas propostas passa pela proibição de entrada em solo europeu de qualquer combatente russo que tenha participado na guerra na Ucrânia. E na análise, o especialista em relações internacionais, Orlando Samões, considera que podemos estar agora numa fase de reequilíbrio de posições entre Rússia e Ucrânia, não só no campo de batalha, mas também no campo diplomático.

Agora no G7, com esta imagem, que não é surpreendente, mas que deve ser sublinhada, de termos Zelensky sentado no conjunto do acordo entre as maiores economias e com a presença da União Europeia, e Trump apenas falar ao Putin pelo telefone, faz com que possamos argumentar que algum reequilíbrio se estabeleceu.

Declarações do especialista em relações internacionais, Orlando Samões, que acrescenta ainda que a Ucrânia está atualmente apetrechada com um nível tecnológico muitíssimo avançado.

E o Irão anunciou a suspensão de portagens no Estreito de Ormuz durante 60 dias e compromete-se com as operações de desminagem do estreito.

Informação avançada num comunicado do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão. Os navios retidos no Golfo Pérsico voltaram hoje a navegar pelo estreito de Ormuz, mas apenas em duas vias. De acordo com a CBS News, a principal rota ainda está fechada. Estima-se que terá cerca de 80 minas que precisam de ser retiradas. Entretanto, Steve Witkoff, negociador norte-americano, anunciou que Teerão terá convidado inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica para visitar as infraestruturas nucleares do país.

Na atualidade nacional, o diretor de Recursos Humanos da ULS Lisboa Ocidental foi suspenso e está a ser alvo de um processo disciplinar.

A informação foi confirmada pela instituição à Agência Lusa, na sequência de uma notícia avançada pela TVI. André Coelho Dias é acusado de ter prendido uma funcionária a uma cadeira com fita-cola e de ter proferido expressões intimidatórias. O Conselho de Administração daquela Unidade Local de Saúde garante que o responsável vai ficar afastado de funções enquanto decorrer o apuramento deste e de outros casos. Já de acordo com o jornal Público, também a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde instaurou um processo para esclarecer as denúncias que envolvem o diretor de Recursos Humanos da Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental.

E o governo está a preparar uma reforma no Ministério da Saúde. O plano vai ser conhecido no próximo mês.

Informação avançada pelo ministro da Reforma do Estado e também pela ministra da Saúde. À margem de uma iniciativa sobre inteligência artificial na saúde, o ministro Gonçalo Matias adiantou que as linhas mestras estão a ser ultimadas. No próximo mês, o plano vai ser revelado.

Serão anunciadas as linhas dessa reforma. É uma reforma que tem como objetivo a colaboração do Serviço Nacional de Saúde com os privados e nessa colaboração inclui-se, naturalmente, também a questão dos dados. A questão dos dados é muito importante, a questão da interoperabilidade, a garantia de que os dados estão disponíveis para todos. Nós hoje já temos no SNS 24 os meios complementares de diagnóstico, lá em larga medida disponíveis, mas é importante que esse alargamento também se dê aos privados e, portanto, nós consigamos constituir aqui uma capacidade de resposta à saúde entre o Serviço Nacional de Saúde e também os vários atores privados.

O ministro Gonçalo Matias explica ainda que a reforma que está em andamento no INEM está integrada nesta transformação do Ministério da Saúde.

E a ministra da Saúde garante que o SNS está a postos para o período de maior calor que se avizinha.

Ana Paula Martins assegura que o plano para o verão está já em marcha.

O plano de verão já está feito há algum tempo. A Direção-Geral de Saúde e a Direção Executiva da parte da saúde coordenam a resposta durante o verão, como aliás coordenam durante o inverno. O SNS 24, naturalmente, tem aqui, e o INEM, um papel também determinante, assim como todas as Unidades Locais de Saúde e Centros de Saúde. Isto é muito complexo, como aqui ouvirão.

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, esta tarde numa iniciativa sobre inteligência artificial na saúde, em Lisboa. E Laura, crise na Comissão Nacional de Eleições, o orçamento para 2027 foi chumbado.

O documento foi rejeitado por maioria simples num plenário em que estiveram presentes nove elementos. O Observador conseguiu confirmar que os cinco membros que contestam o rumo atual da CNE votaram contra a proposta apresentada pelo presidente João Carlos Trindade. Contudo, não é claro se mais algum membro do plenário se juntou a esse grupo no chumbo ou se se absteve. As razões para a rejeição prendem-se com o volume de despesa previsto, mais de € 3 milhões, um valor considerado injustificado para um ano sem eleições. Outra das questões está relacionada com o mapa de pessoal. A proposta de orçamento para o próximo ano previa a contratação de mais seis funcionários que não tinham sido contratados no ano anterior.

Este é um artigo assinado pelos jornalistas Mariana Furtado e Luís Rosa, que pode ler com mais detalhe no site do Observador. Nove membros do grupo neonazi Movimento Armilar Lusitano foram hoje acusados do crime de terrorismo. Planeavam um atentado contra o primeiro-ministro.

Luís Montenegro era um dos alvos mencionados, tal como Marcelo Rebelo de Sousa, Cavaco Silva e António Costa. De acordo com a acusação do Ministério Público a que o Observador teve acesso, um dos elementos deste grupo chegou mesmo a conseguir a morada de Luís Montenegro e a informação de que a PSP vigiava permanentemente a casa do primeiro-ministro em Lisboa. Nas conversas do grupo, os indivíduos ponderaram raptar Montenegro, mas desistiram da ideia. O plano passou depois a ser disparar uma granada para o interior da casa do primeiro-ministro através de uma janela. Além do crime de terrorismo, os nove neonazis do Movimento Armilar Lusitano estão ainda acusados de incitamento, recrutamento, posse de arma proibida e tráfico de armas.

A UGT não exclui uma nova greve geral se as alterações às leis laborais forem aprovadas no Parlamento.

Mário Mourão assistiu esta tarde ao debate no Parlamento, que terminou com a ideia de que o Chega deverá viabilizar a proposta de reforma laboral do governo para avançar para a discussão na especialidade. Caso isso aconteça, o líder da UGT, Mário Mourão, diz que há espaço para novos protestos.

Vamos acompanhando e evoluindo, porque aquilo que foi hoje aqui discutido, amanhã se calhar podem ter outras opiniões. Alguns partidos que fizeram ali algumas declarações, já nos vêm habituando a isso. Portanto, vamos assistir com toda a serenidade. Dizer o seguinte: a UGT não vai desistir de lutar. A UGT vai continuar a lutar contra este pacote laboral. E não está excluída nenhuma forma de luta, incluindo uma greve geral.

Mário Mourão, líder da UGT, que avança ainda que a central sindical vai pedir reuniões com os vários grupos parlamentares. Já o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, esteve hoje junto aos trabalhadores que se concentraram no exterior do Parlamento, garantiu que amanhã vai também marcar presença e deixou um apelo à responsabilidade de todas as bancadas parlamentares.

Vamos agora olhar para o Mundial. A esta hora, o Canadá defronta o Catar numa partida do grupo B.

Antes a Suíça venceu por 4 x 1 a Bósnia. Agora a acompanhar o Canadá-Catar está o jornalista João Lourenço, conosco em estúdio. João, boa noite. No início da segunda parte e já há três gols neste jogo.

Precisamente, Laura, mais uma vez muito boa noite. A formação da casa conseguiu ampliar essa vantagem já junto aos últimos minutos da segunda parte, novamente da autoria de Jonathan David, o avançado do Lille, que nesta partida já foi autor de dois gols e de uma assistência. Na síntese das 11h30 ficou praticamente em dúvida esse pontapé de pênalti, que neste caso não foi confirmado por um vídeo-árbitro. Foi confirmado, sim, um livre direto bem junto à área do Catar e na sequência dessa falta houve um cartão vermelho para o lateral esquerdo catari, o jogador Oman Al-Muheiri, nesta partida que tem sido de domínio total por parte da formação canadiana. Junta-se essa expulsão de um homem do Catar. Neste momento, a formação catari está reduzida a 10 unidades. A segunda parte já recomeçou, leva 47 minutos esta partida. Canadá 3, Catar 0.

João Lourenço aqui a detalhar este jogo entre Canadá e Catar.

A fechar, Laura, vamos a outros temas em destaque.

O governo determinou hoje o reforço da vigilância aérea face ao aumento do perigo de incêndio rural nos próximos dias. Este reforço vai decorrer da atuação do Comando Integrado de Prevenção e Operações na zona centro do país, numa iniciativa dos ministros da Defesa Nacional, Nuno Melo, e também ministro da Administração Interna, Luís Neves. No comunicado conjunto, avançam que a prioridade vai incidir sobre os 26 concelhos fortemente afetados pela tempestade Cristina. Isto porque os terrenos ficaram com mais carga combustível, o que se traduz num risco acrescido de ocorrência e propagação de incêndios rurais. A PSP não vai acompanhar este ano os adeptos portugueses durante o Mundial 2026, por opção das autoridades norte-americanas. É a primeira vez que isto acontece em competições deste gênero. De acordo com a PSP, a segurança dos adeptos portugueses nas cidades, transportes, áreas públicas e nos estádios é da responsabilidade das autoridades policiais dos países anfitriões e da organização do evento. Assim, este ano a PSP acompanha apenas a equipa, a seleção nacional.