Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal das 10, com a edição do André Maia. André, começamos por Francisco Assis, que defende que as negociações para o orçamento do Estado devem ser feitas entre governo e Partido Socialista.

O eurodeputado do PS foi um dos convidados da última noite da Escola de Quadros do CDS-PP e sublinha que em determinados momentos é fundamental que a esquerda consiga falar com o centro-direita, mesmo que no fim acabe por não chegar a qualquer acordo.

Eu sou daqueles que acha que era desejável que houvesse aqui uma disponibilidade para algum diálogo. Aparentemente, há esse diálogo, há essa disponibilidade, vamos ver o que é que daí vai resultar. Confesso que não serei a pessoa em melhores condições para responder a isso, porque não estou neste momento dentro desse processo. Penso que as discussões vão começar agora, e é a altura de negociar e discutir. Se não se chegar a acordo, também não é absolutamente tragédia nenhuma. Agora, o que me parece importante é que haja essa disponibilidade de fundo para uma negociação. Eu sei o que é que faria se fosse comigo, mas compreendo perfeitamente a situação. Estou a acompanhar como vocês.

A necessidade de diálogo aqui sublinhada por Francisco Assis, o socialista apela à coerência do Partido Socialista em relação a forças populistas como o CHEGA.

Do ponto de vista das pessoas da minha área política, não se pode de manhã dizer que o CHEGA é um partido fascista ou protofascista, infr frequentável e que até deve haver um cerco sanitário em relação ao mesmo, e da parte da tarde dizer que é desejável que o PSD vá governar com o apoio do CHEGA e trazer o CHEGA para a área da governação. Acho que isso que é mau, acho que é negativo que o CHEGA venha para a área da governação e, portanto, julgo que todos os esforços devem ser feitos no sentido de evitar isso mesmo.

Francisco Assis, no segundo jantar-conferência da Escola de Quadros do CDS-PP, ao lado de Pedro Mota Soares, o antigo ministro centrista aponta responsabilidades tanto ao governo como ao PS na discussão do orçamento do Estado.

Eu acho que há uma obrigação de se escolher falar com quem, não pensando exatamente como nós, pensa nos fundamentais há 20 anos como nós, do ponto de vista da democracia, e não escolher falar com forças populistas. Mas isso também implica uma segunda responsabilidade, que é se alguém é de uma corrente política, que é uma corrente política de uma democracia liberal, mesmo que pense diferente do governo, não pode dizer ao mesmo tempo que não quer falar com o governo, o governo que vá lá falar com os populistas, porque eu quero sair desse mesmo debate. E, portanto, acho que há uma responsabilidade muito grande do governo de poder, de alguma forma, encetar um diálogo com o Partido Socialista, mas o Partido Socialista, ao mesmo tempo, não pode dizer ao governo: "Nós recusamos a falar, vão lá encontrar soluções com populistas".

Pedro Mota Soares, na mesma linha de Francisco Assis, a apelar à disponibilidade para o diálogo entre o Executivo e também o PS. A Escola de Quadros do CDS-PP continua hoje. Vai contar com a presença do antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes.

E Pedro Nuno Santos rejeita que o PS esteja a fazer birra nas negociações do orçamento do Estado.

É uma acusação que foi feita pelo primeiro-ministro ontem à tarde, depois do antigo secretário de Estado socialista, António Mendonça Mendes, ter dito que o governo não está a agir com boa-fé. Ora, o secretário-geral do PS reafirma que o partido não recebeu a informação solicitada ao Executivo sobre a margem orçamental. Para Pedro Nuno Santos, sem esses dados, é impossível pensar em negociações.

Ainda não recebemos a informação que nós pedimos e que é essencial para que o Partido Socialista possa participar em qualquer processo negocial. E eu queria que todos entendessem, não é nenhuma birra por parte do Partido Socialista. Nós precisamos de saber qual é a margem orçamental para 2015, para nós sabermos quais são as propostas que nós podemos apresentar, porque para nós é uma condição essencial garantir que o próximo orçamento de Estado seja equilibrado, que nós mantenhamos o equilíbrio nas contas públicas. E, portanto, para nós podermos fazer as nossas propostas, nós precisamos saber qual é o cenário orçamental para 2025, com o respectivo saldo, para nós percebermos qual é o espaço que ainda existe para se apresentarem propostas. Nós queremos estar de forma séria e responsável neste processo.

As declarações de Pedro Nuno Santos aos jornalistas à margem de uma visita à Feira de São Mateus, em Viseu.

Com cerca de mil votos por apurar, Luís Montenegro deve ser hoje reeleito líder do PSD.

Os votos ainda não acabaram de ser contados, mas as urnas fecharam ontem à noite, de acordo com a informação disponível no site do Partido Social Democrata. Luís Montenegro concorre sozinho à liderança do PSD, vai ser conduzido para um segundo mandato. O Congresso Nacional do PSD, que vai consagrar Montenegro, está marcado para os dias 21 e 22 deste mês e vai acontecer em Braga.

Viramos atenções para o desporto. Sétima medalha para Portugal nos Jogos Paralímpicos em Paris.

Carolina Duarte fez o terceiro melhor tempo na final de 400 metros T13, destinada a corredores com deficiência visual. No final, a atleta paralímpica mostrou-se orgulhosa pela nova medalha de bronze.

Foi uma corrida muito rápida. Eu não estava à espera. Estava preparada, mas não estava à espera. Mas tenho vindo a focar-me nisso, estava completamente concentrada no ritmo que eu consigo, no ritmo que eu aguento, no que eu sei fazer. Mas até à reta final eu pensei: "Vai tudo quebrar". Elas não quebraram, eu também não. Consegui o terceiro lugar e estou superfeliz de ter aguentado.

Carolina Duarte, em declarações registadas pela RTP esta manhã, a atleta paralímpica conquistou a medalha de bronze nos 400 metros T13. Ainda hoje, Portugal vai em busca das finais de natação. O já medalhado Diogo Cancela, Daniel Videira e Tomás Cordeiro participam nas eliminatórias de mariposa, costas e estilos, respetivamente.

Dez horas e seis minutos. André, que outras notícias estão a marcar a atualidade a esta hora?

Um camião de transporte de vinho incendiou-se esta manhã na via de cintura interna no Porto. O incidente ocorreu junto à saída de Beça Leite, no sentido Arrábida-Freixo, de acordo com a Lusa, com fonte dos bombeiros e proteção civil. A via está cortada ao trânsito, no terreno estão quase 30 operacionais e nove meios terrestres. O supertufão Yagi já chegou ao norte do Vietname, a tempestade mais forte a atingir o continente asiático este ano. Além das chuvas fortes, os ventos chegam nesta altura aos 160 km/h. Nos últimos dias, o supertufão atravessou a ilha chinesa de Hainan, onde fez dois mortos e mais de 90 feridos. Nas Filipinas, morreram 16 pessoas. A maioria dos países do Conselho de Segurança da ONU estão preocupados com a nova lei afegã sobre a moralidade. Doze dos 15 países membros manifestaram insatisfação face a esta nova lei que, por exemplo, proíbe as mulheres no Afeganistão de levantar a voz fora de casa. Obriga também a que cubram todo o corpo e o rosto se tiverem de sair. A ONU apela às autoridades talibãs para que revertam rapidamente todas as políticas e práticas que restringem os direitos das mulheres. E pra fechar, há uma superbanda que voltou esta semana ao ativo.

Opa! Oi, oi. Quem é?

Não sei se consegues adivinhar pela voz.

Não estou a ver.

Pela voz é complicado. São os Linkin Park, que fizeram uma pausa na carreira depois da morte do vocalista Chester Bennington em 2017, mas que regressaram agora em 2024. Novo álbum, nova tour e também, como percebemos aqui, uma voz feminina.

Olha, eu já fui aqui ao Google, chama-se Emily Armstrong, é isso?

Exatamente. Vocalista da banda de punk rock Dead Sara, é a nova cara dos Linkin Park, juntamente com o também vocalista e guitarrista, o mítico Mike Shinoda. Sendo que a banda norte-americana lançou ontem este single, "The Emptiness Machine". O novo álbum sai a 15 de novembro. Os Linkin Park vão também fazer uma tour internacional. Portugal, para já, infelizmente, não está nos planos. Foram anunciadas apenas cinco datas: Estados Unidos da América, Inglaterra, Alemanha e Colômbia, mas já com esta nova voz de Emily Armstrong.

É uma mini turnê.

É isso.

Os Linkin Park a fechar o jornal das 10, com edição do André Maia.