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Observador. Jornal das 10 da Rádio Observador, edição do Miguel Videira. E Miguel, começamos este jornal com as dificuldades sentidas pelo Instituto Nacional de Emergência Médica. O INEM revela que o tempo médio de resposta no dia de ontem foi de 19 segundos.
Resultado, por exemplo, da adoção do atendimento automático posto em prática em momentos de sobrecarga do CODU, o Centro de Orientação de Doentes Urgentes. Na prática, sempre que o tempo de espera atinge os três minutos, a chamada é encaminhada para um sistema automático, em que quem liga responde com sim ou não a um conjunto de perguntas pré-definidas, de forma que sejam priorizados os casos. Depois, em função do nível de gravidade, são acionados meios de emergência ou a chamada é transferida para a linha de saúde 24. Segundo o INEM, o recurso a este sistema ajudou a baixar o tempo médio de atendimento de chamadas.
E entretanto, Miguel, há pelo menos 11 casos de mortes alegadamente relacionadas com as dificuldades de resposta do Instituto Nacional de Emergência Médica.
E este número pode vir a aumentar. É o que diz Paulo Passos, presidente da Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica.
É uma hipótese que é real. Obviamente, falta agora uma investigação muito detalhada sobre tudo o que levou a essas mortes. Sabemos agora também que cerca de 1000 chamadas ficaram por atender. Infelizmente, muito sinceramente, sou quase que obrigado a acreditar que o número vá provavelmente aumentar.
Expectativa do presidente da Associação Nacional que representa os técnicos de emergência médica.
E Miguel, mudamos de tema. O presidente da República quer conhecer melhor todos os contornos da polêmica que envolve a atracagem no Porto de Lisboa de um porta-contêineres que, segundo o Bloco de Esquerda, transporta material de guerra para Israel.
A imprensa nega. Disso deu ontem conta o governo português, através do Ministério das Infraestruturas, que elencou a carga transportada pela embarcação. Ora, o presidente da República ainda não teve a oportunidade de conversar com o ministro dos Negócios Estrangeiros, por isso reserva comentários definitivos sobre este caso para mais tarde.
Já ouvi várias versões, não me vou pronunciar sobre uma matéria que é muito específica, muito sensível, num momento sensível, sobre um tema sensível, que diz respeito à guerra ou ao conflito, se quiserem, em curso no Médio Oriente. Com mais informação, logo verei se há ou não razão de me pronunciar.
Para já, silêncio.
O porta-contêineres, Miguel, atracou ontem ao final do dia no Porto de Lisboa, ao som de um protesto ruidoso.
Várias pessoas manifestaram-se contra a passagem da embarcação por Portugal. Entre os manifestantes, Fabian Figueiredo, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, partido que já pediu explicações formais sobre este caso ao governo.
Agora, a Madeira. O PS anunciou ontem que vai votar favoravelmente a moção de censura do Chega ao governo regional.
Liderado por Miguel Albuquerque, que já disse que não sai pelo próprio pé e que não tem medo de ir para eleições. Caso o Juntos pelo Povo, JPP, vote ao lado do Chega e do PS, a moção de censura é aprovada, o governo regional cai. Tem depois a palavra o presidente da República. Ora, para já, Marcelo Rebelo de Sousa diz que o silêncio é de ouro.
Qualquer opinião do presidente da República sobre um processo parlamentar em curso, que culmina na votação de uma moção de censura, é o presidente da República condicionar ou pressionar a decisão do Parlamento Madeirense. Portanto, não é aconselhável em termos que respeitam à autonomia da Madeira.
A moção de censura é votada no próximo dia 18 e só a partir daí tem a palavra Marcelo Rebelo de Sousa.
Miguel, olhamos agora para a atualidade internacional. Donald Trump venceu o voto popular no Arizona. Chega assim à vitória nos sete estados decisivos para as eleições norte-americanas.
Ao que avança a Associated Press, o presidente eleito dos Estados Unidos já tinha ultrapassado a marca mínima de 270 delegados do Colégio Eleitoral, necessários para chegar à Casa Branca. Soma agora um total de 312 delegados, contra 226 de Kamala Harris. Ainda há votos a serem contados. Os republicanos esperam ainda para saber se, além da presidência e do Senado, vão também ter maioria na Câmara dos Representantes.
E agora, Miguel, falamos de desporto. Hoje, para além da despedida de Rubena Amorim, o último jogo de Rubena Amorim à frente do Sporting, temos também um grande clássico na Luz.
O Benfica recebe o Porto mais logo, a partir das 20h45. Na divisão do encontro, os dois treinadores expressaram a ambição de vencer o jogo, pois claro, e deixar lá para trás as derrotas a meio da semana para as competições europeias. Se há jogador que conhece bem o cariz especial destes encontros é Álvaro Magalhães. O antigo lateral esquerdo do Benfica jogou de águia ao peito quase uma década. Bem-vindo, Álvaro Magalhães. Obrigado pela sua disponibilidade para estar conosco esta manhã. Estes jogos têm um gostinho especial, não?
Sim, é um jogo especial para os adeptos, para os jogadores, principalmente para os jogadores, mas também os adeptos que gostam desses grandes desafios, desses grandes jogos. É um clássico, Benfica-Porto, duas grandes equipes e que lutam pelo título e que são jogos especiais para os amantes do futebol, como se costuma dizer.
Jogou muitas destas partidas, algum nervosinho, algum nervoso miudinho antes de partidas com o Porto?
Há sempre. Os jogadores sentem-se bem nesses jogos, especialmente, porque são jogos importantes para os jogadores e os jogadores gostam desses jogos. Portanto, um nervosismo natural de um grande desafio, mas que depois Quando se entra em campo, as coisas se normalizam. Porque há sempre o tempo de espera pelo jogo que deixa os jogadores um pouco apreensivos.
O que se quer é ir lá para dentro e que o jogo comece o mais rapidamente possível.
Exatamente. Quando se entra em campo, as coisas se resolvem rapidamente e pensam só no jogo, estão concentrados no jogo e essa concentração é limitada.
Álvaro Magalhães, o Benfica e o Porto chegam a este encontro depois de desaires a meio da semana para as competições europeias. O Benfica perdeu em Munique com o Bayern por 1 x 0, o Porto em Roma com a Lazio por 2 x 1. Alguma das equipes é favorita para o jogo de mais logo?
Normalmente nesses jogos não há favoritos. É evidente que a equipe que joga em casa é mais favorita, porque está em casa com o apoio do seu público, é mais pressionante, e há sempre um certo favoritismo. Estas duas equipes vêm de dois resultados negativos, que deixou os treinadores um pouco apreensivos. Mas este é um jogo diferente, é do campeonato, não tem nada a ver com competições europeias e é um jogo que eles têm a necessidade de pontuar. Principalmente o Benfica, que terá que ganhar para não ficar muito distante do primeiro classificado.
E relativamente ao seu Benfica, espera mudanças para o jogo de mais logo, relativamente ao 11 e ao sistema tático, depois das mudanças também empreendidas por Bruno Lage no jogo a meio da semana contra o Bayern de Munique, com o Benfica muito mais defensivo, muito mais recuado?
Sem dúvida, esperamos um Benfica diferente, um Benfica com outro sistema tático, com os jogadores a ocuparem bem as suas posições e com uma mentalidade diferente também para este jogo. Não pode pensar no jogo de quarta-feira, porque realmente deixou marcas de certeza absoluta na equipe, espero que sejam dissipadas durante esses dias, de forma que a equipe se apresente hoje com outras condições, com outra mentalidade e com uma postura diferente e um comportamento diferente em relação ao jogo de quarta-feira contra o Bayern de Munique.
Di María e Pavlídis de início?
Sem dúvida, acho que o Pavlídis tem que jogar sempre, porque é um grande jogador, e é um jogador que está em forma. Ultimamente tem marcado gols, mas mesmo não marcando é um jogador que faz a diferença no setor ofensivo. O Di María, dentro daquelas características que ele tem, é um jogador que ofensivamente é mais forte que defensivamente, mas é um jogador que apresenta qualidade ao jogo e até a equipe se sente mais confortável com o Di María, porque de um momento para o outro, é um jogador que não corre muito, mas é um jogador que num momento de inspiração pode criar uma oportunidade e marcar. Portanto, penso que são dois jogadores fundamentais na estrutura da equipe neste momento.
Estamos quase no apito final desta conversa. Onde é que vai ver o jogo? Vai ao Estádio da Luz?
Por acaso não, não vou ao Estádio da Luz. Infelizmente não posso ir ao Estádio da Luz, porque tenho um trabalho profissional. Estou a comentar no canal V+. Portanto, eu vou fazer o jogo via TV.
Via televisão.
Exatamente. Vou ver.
Acompanhado de amigos, com um belo repasto lá à frente.
Não. Vou trabalhar. Estou no canal V+.
Está no V+, pois. Muito bem.
Vou comentar o jogo e tenho muita pena de não estar no Estádio da Luz. Já tenho saudades de ir lá, mas há um compromisso profissional e terei que estar presente.
E assim será. Álvaro Magalhães, muito obrigado pela sua disponibilidade e pela sua presença nesta manhã da Rádio Observador e bom trabalho também para os comentários a este clássico Benfica-Porto, mais logo, a partir das 20h45, no Estádio da Luz. É um jogo que, claro, vai contar com o relato e uma emissão especial aqui na Rádio Observador.
E antes deste clássico, Miguel, Benfica Futebol Clube do Porto, há também um Braga-Sporting.
Último jogo de Rúben Amorim no banco dos Leões, antes de rumar ao Manchester United.
Foi estranho hoje sair da academia, porque sei que não vou voltar lá. Não arrumei o escritório. Não vou lá buscar, mas vão me enviar as coisas. Não quis fazer isso. Eu me despedi de toda a gente na academia, eu também não sou muito bom em despedidas, acho muito estranho.
O treinador do Sporting durante a conferência de imprensa ontem, de antevisão deste encontro à frente ao Sporting Clube de Braga, na Pedreira, no campo dos arsenalistas. O treinador do Sporting admite que os Leões podem beneficiar do desgaste do Sporting de Braga, que jogou na quinta-feira na Suécia a contar para a Liga Europa. O Sporting jogou na terça-feira, tem mais dois dias de descanso.
Em relação aos dois dias de descanso, faz toda a diferença. Mas se nós não formos empenhados, os jogadores do Braga também já estão habituados e o seu treinador tem muita experiência, e se nós não estivermos no máximo, não se vai notar a diferença. Agora, ter mais dois dias para preparar o jogo, ter mais dois dias de descanso, não há como dizer que não tem influência. Como treinador, faz toda a diferença, quer na preparação tática, quer na recuperação dos jogadores e, portanto, poderá, se nós formos competentes e muito sérios, poderá fazer uma pequena diferença, porque é sempre melhor preparar o jogo com mais tempo.
Pelo lado dos bracarenses, o treinador Carlos Carvalhal elogiou a estrutura leonina.
É uma equipe madura, acima de tudo madura. Madura de ideias, madura por ter um treinador de continuidade, por ter evoluído a equipe, por terem contratado bem.
Por terem retido um outro jogador também importante para fazer uma equipa forte este ano e, sem dúvida nenhuma, tenham um grau de maturidade coletiva acima dos demais. E, obviamente, quanto maior poderio tiver o adversário, neste caso o Sporting, que tem um poderio tremendo, temos que ter atenção às dinâmicas ofensivas. Claro que sim.
Carlos Carvalhal, treinador do Sporting Clube de Braga, em divisão ao Braga-Sporting de mais logo.
Uma partida que tem início às 18h45. Vai ter relato em direto aqui na Rádio Observador, numa emissão especial que continua depois com o relato também do clássico Benfica Futebol Clube do Porto, a partir das 20h45. Agora, 13 minutos para das 22h, Miguel Videira, vamos a outras notícias em destaque.
40 pessoas morreram na última madrugada, resultado de um ataque israelita a várias zonas da Faixa de Gaza. De acordo com a Al Jazeera, entre as vítimas estão dois jornalistas mortos, juntamente com três pessoas refugiadas numa escola que funciona como abrigo de deslocados. Desde outubro do ano passado, já morreram quase 200 jornalistas nos confrontos no enclave. Estão suspensos os voos no maior aeroporto da Rússia, em Moscovo, depois de um ataque com drones ucranianos na última noite. É uma informação avançada pela Agência de Vigilância da Aviação Russa no Telegram. De acordo com a Agência de Notícias TASS, a Ucrânia atacou Moscovo com pelo menos 32 drones, naquele que é considerado o maior ataque com veículos aéreos não tripulados sofrido pela Rússia até ao momento. Pelo menos uma pessoa ficou ferida. No México, 10 pessoas morreram, resultado de um ataque armado a um bar na cidade de Querétaro. De acordo com o chefe do Departamento de Segurança Pública da cidade, pelo menos quatro atacantes armados abriram fogo dentro de um bar no bairro histórico. Num vídeo divulgado nas redes sociais, Juan Luis Ferrusca avança que, além das vítimas mortais, pelo menos mais sete pessoas ficaram feridas. Um suspeito foi tiro, o veículo utilizado no ataque foi encontrado abandonado e incendiado. A fechar, João, três meses da cerimônia, já foram anunciados os nomeados para os Grammys.
E há alguém que gosta de bater recordes, que está sempre nas nomeações, muitas vezes.
É verdade. Beyoncé tem 11 nomeações, supera o próprio recorde como artista mais nomeada na história dos prêmios. Em 2009, tinha recebido 10 indicações. Desta vez, em destaque, o mais recente álbum da artista norte-americana.
Aliás, Miguel, esta música, Texas Hold 'Em, passa aqui na Rádio Observador. Faz parte da nossa playlist.
Fica aí se ver.
E o álbum é o "Cowboy Carter", que saiu este ano, em março.
Exatamente. O projeto da artista norte-americana fez história ao ser o álbum mais ouvido no Spotify num único dia em 2024. Mas nestes prêmios mais aguardados para a indústria musical, as atenções viram-se ainda para nomes como Billie Eilish, Sabrina Carpenter ou Chappell Roan.
Que também, de certeza que vão andar aqui a competir com a Beyoncé em alguns prêmios. É verdade. É uma noite que vamos ter de acompanhar atentamente em fevereiro. Não sei se te ligas muito a isto, Miguel.
Nada, rigorosamente nada.
Eu gosto de acompanhar.
Minha cultura musical é baixa zero.
E gosto de falar com os meus amigos e perceber quem é que acham que vai ganhar ou não.
Essas noites não vão ser comigo, João.
É uma noite que eu vou acompanhar. Dia 2 de fevereiro, não é?
É, exatamente, do próximo ano, em Los Angeles, a não perder para entusiastas como o João.
É isso mesmo. Beyoncé a fechar este jornal das 22h, que, aliás, já terminamos a música, portanto, fechamos assim mesmo o jornal das 22h.