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Para 10 e um. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Eunice Baeta garante que só soube das linhas vermelhas da Iniciativa Liberal com o Chega depois das eleições autárquicas. Agora vereadora independente em Sintra, entende que a decisão da Direção Nacional do Partido é errada. Eunice Baeta foi eleita pela Iniciativa Liberal na coligação liderada por Marco Almeida, que inclui PSD, IL e PAN. O novo executivo camarário chegou a acordo com o Chega para a governação do novo mandato. Eunice Baeta aceitou fazer parte desse executivo, o que levou Mariana Leitão a retirar a confiança política à vereadora. Eunice Baeta quebrou o silêncio esta manhã no Explicador, aqui da Rádio Observador. Explica que nunca lhe tinha sido comunicado que existiam linhas vermelhas, que, no entender da vereadora, não fazem sentido.
Eu acho que estas linhas vermelhas deveriam ter sido colocadas antes de qualquer acordo de coligação, porque quando nós partimos para uma eleição, temos que desenhar uma estratégia e essa estratégia tem que ser desenhada antes de nos coligarmos com quem quer que seja.
E isso não aconteceu.
Isso não aconteceu. Além disso, eu sempre expliquei, eu sempre transmiti, até mesmo dentro do partido, aos meus pares, como é óbvio, que as linhas vermelhas em nível autárquico fazem realmente muito pouco sentido.
Eunice Baeta entende a decisão da Iniciativa Liberal, mas diz que quer mostrar que seguiu o caminho correto. A vereadora diz ainda notar uma enorme diferença entre o Chega no Parlamento e o Chega no poder local.
A Iniciativa Liberal teve sempre, em todas as propostas que apresentou, o voto favorável do Chega. E naquilo que foram políticas locais e propostas locais do Chega, não houve absolutamente nada que eu tivesse visto proposto que ferisse aquilo que são os princípios liberais que defendo.
Portanto, havia uma diferença entre, por exemplo, o comportamento do Chega ou de alguns deputados do Chega ou do Chega a nível nacional, para aquilo que é a realidade municipal, no caso até em Sintra.
Enorme. Devo dizer que nesse aspeto é uma diferença realmente muito grande.
Eunice Baeta, a convidada do Explicador desta manhã, foi a primeira entrevista desde que a Iniciativa Liberal lhe retirou a confiança política.
O secretário-geral do PCP acusa o governo de não querer negociar o novo pacote laboral. Insiste que deve ser retirado.
Numa ação de contacto com trabalhadores da Casa da Moeda, em Lisboa, Paulo Raimundo acusa o executivo de não ter em conta a realidade do país e diz que todos estão a ver quais são as verdadeiras intenções do ministério.
E não vale a pena virem já agora, se me permite, com esta manobra. Nós já andamos aqui há muito tempo. Com esta manobra de: "ai, mas o governo quer negociar". Não quer nada! O governo não quer nada. Aliás, se quisesse negociar, não tinha dito logo que as linhas mestras estão definidas. E, portanto, a primeira coisa a fazer é retirar o pacote laboral da discussão. Não tem jeito nenhum. Não vai lá com remendos, não vai lá com uma coisinha aqui, uma coisinha ali. Ele é mau no seu geral e é isso que é preciso acabar com ele de uma vez por todas.
É preciso acabar com o pacote laboral, Paulo Raimundo, esta manhã, à margem de uma ação de contacto com a população em Lisboa. As alterações à legislativa, à lei laboral, que está a ser preparada pelo governo, e já levou à convocação de uma greve geral pela CGTP, apoiada também pela UGT.
A nova presidenta da Câmara de Setúbal, eleita com o apoio do PSD, considera que o plano do governo para criar uma urgência regional no Conselho não vai resultar.
Maria das Dores Meira não vê com bons olhos a medida do governo de centralizar as urgências. A recém-eleita autarca admite que pode haver falta de médicos nas escalas e defende que é preciso mais diálogo com os profissionais.
Não estou lá muito de acordo. Acho que não vai resultar. Precisa de uma grande revisão relativamente ao funcionamento das urgências. Não podemos continuar com esta situação. A dúvida está na forma como as pessoas podem ser convocadas para trabalhar nas urgências. Acho que depois não resulta, porque depois são baixas, porque depois são fugas para os privados, etc. E não funciona. Tem que se fazer um grande diálogo com os médicos. Como é que se vai resolver? Pode ser que eles tenham, têm com certeza, ideias para se resolver. É preciso ouvi-los mais, é preciso dialogar mais, até à exaustão.
Maria das Dores Meira foi eleita para a Câmara Municipal de Setúbal como independente, mas com o apoio do PSD e do CDS, apesar de estar há décadas ligadas ao PCP, mas considera que a narrativa comunista está gasta.
Muito cansada. E sempre com a oportunidade de ir dizendo lá dentro, que eu acho que é dentro das instituições, partidos, o que quer que seja, que se devem colocar as questões e não se devem vir colocar para a rua. E, portanto, eu coloquei muitas vezes as questões com as quais eu não estava de acordo. Não vi alterações e, portanto...
Mas politicamente, o que é que a desiludiu mais no partido? O que é que a fez afastar-se mais do partido?
A estagnação, a paragem, a forma de verem o mundo, a forma como as questões internacionais são tratadas e a estagnação em relação à política nacional.
Maria das Dores Meira, convidada da Comissão de Inquérito desta manhã da Rádio Observador, a recém-eleita pela autarquia de Setúbal, defende que é preciso uma nova visão para olhar para as questões nacionais e internacionais e, por isso, diz que vai manter-se como independente.
Falta de conhecimento é a razão encontrada pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar para o governo ter decidido adquirir quatro helicópteros que só podem aterrar num heliporto hospitalar em todo o país.
Só o de Braga tem condições para a aterragem destes aparelhos destinados a missões de emergência médica. Uma notícia confirmada pela Autoridade Nacional da Aviação Civil ao jornal Público. Rui Lázaro, presidente do sindicato, defende que o Ministério da Defesa escolheu o modelo errado.
O modelo que o governo associou, o Black Hawk, é demasiado grande, pesado
Efetivamente, não consegue aterrar em locais de acesso restrito, sobretudo na maior parte dos heliportos do país. Ainda ontem, no Algarve, um dos helicópteros que serve agora o INEM aterrou numa rotunda. Era impossível isso acontecer com um Black Hawk. Esperemos que o governo reverta a sua decisão. Ou é falta de conhecimento ou terá previsto outras missões que não a emergência médica. Uma coisa é certa: não é um modelo adequado para emergência médica, disso não temos dúvidas, mas imaginemos que seja, sobretudo, falta de conhecimento.
Das duas, uma. Rui Lázaro, ouvido pela Rádio Observador, acredita que os helicópteros tinham sido comprados a pensar noutras missões, além da emergência médica. A notícia de que só um dos sete heliportos hospitalares do país reúne condições para a aterragem destes aparelhos foi confirmada pela Autoridade Nacional de Aviação Civil ao jornal Público.
Está concluída a investigação ao caso das cirurgias adicionais no Hospital Santa Maria, em Lisboa. O relatório saiu agora para o Ministério Público.
Falamos do caso do dermatologista, que terá recebido mais de €50 mil por um dia de trabalho, além de cerca de €400 mil em 10 sábados. A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde concluiu que houve, de facto, uma violação das regras de funcionamento do sistema, que permite cirurgias fora do horário de trabalho para responder às listas de espera no SNS. De acordo com a CNN Portugal, o relatório revela que terão sido feitas uma série de pequenas cirurgias, como se fossem de ambulatório, e que foi feita também uma codificação indevida destas operações. Destaca-se ainda a falta de mecanismos de controlo deste sistema.
Estão cada vez mais reduzidas as reservas de sangue nos hospitais. Por isso, a Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue apela a mais doações e à melhoria das condições para a colheita.
Este apelo já é dirigido ao Ministério da Saúde. Desde 2017, o número de dadores de sangue reduziu em 10 mil. Alberto Mota, o presidente da Federação, pede a alteração do limite de idade para poder doar, que neste momento se fixa entre os 18 e os 65 anos.
Entendemos que uma das medidas que o Estado deve criar rapidamente é a alteração desta situação da idade. Logo que, na triagem clínica, seja dado como pessoa saudável e que possa fazer a sua dádiva. Entendemos também que não podemos continuar sempre com este problema, de termos sempre baixas de reserva de sangue, mas também temos notícias de cancelamentos de colheitas por falta de meios profissionais, nomeadamente por profissionais de centros de sangue de transplante do Porto, de Coimbra e de Lisboa.
O apelo de Alberto Mota, o presidente da Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue, ouvido esta manhã pela Rádio Observador.
São agora 10h10, Carla. Antes do Contracorrente, que outras notícias há a destacar?
O Infarmed proibiu a exportação de 60 medicamentos este mês, entre os quais fármacos usados no tratamento de cancros de bexiga e gástricos e ainda transtornos como a bipolaridade e a esquizofrenia. A lista foi divulgada pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde. A suspensão destas exportações tem como objetivo assegurar o abastecimento do mercado nacional e aplica-se a todo o circuito, incluindo aos fabricantes. A depressão Cláudia traz chuva, vento e agitação marítima a Portugal continental e ao arquipélago da Madeira. O IPMA deixa hoje Viana do Castelo e Braga em aviso amarelo até amanhã à noite. Os restantes distritos de Portugal continental ficam sob aviso amarelo até à meia-noite de sexta-feira. Vai ser toda a semana. Afinal, o sistema Empresa na Hora pode demorar quase um ano. Todos os agentes do setor falam numa rutura dos serviços. O Jornal de Notícias dá conta hoje de vários processos que se arrastam por meses, com pessoas obrigadas a fazer 500 quilómetros para conseguir concluir um processo mais rapidamente. E agora, com os vossos gestos, dávamos o arroz. Eu não queria brincar. Este mês de novembro celebra-se o Festival do Arroz.
Adoro arroz de cabidela.
Adoro, vários.
Vários.
Onde é que é?
Na Pontinha.
É logo aqui.
O Velho Mirante está a celebrar este mês. Vai servir pratos de arroz e vinho à discrição.
Por quanto?
Abaixo dos €20.
Está na agenda. Já a segui.
Conta lá o que é que há, Carla.
Arroz de cabidela no pote.
Esses estão logo em cheio. Para mim, já está conquistado.
Arroz de perdizes cabeça.
Ui, meu Deus!
E arroz de cherne com gambas.
Eu ia nesse. Eu ia no primeiro e no último. Primeiro o peixinho e depois atacamos.
Vamos lá.