Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jornal das 10, com edição do Luís Soares. Começamos com a entrevista de Mário Centeno ao Observador. A dois dias do Eurogrupo votar o nome do próximo vice-presidente do Banco Central Europeu, Mário Centeno destaca a importância deste cargo para Portugal e garante que tem a experiência necessária para o assumir.
O Eurogrupo vota na segunda-feira a escolha do sucessor de Luís de Guindos na vice-presidência do BCE, cargo que fica disponível no final de maio. São seis os candidatos na corrida, sendo que o Parlamento Europeu considera Mário Centeno, ex-governador do Banco de Portugal e antigo ministro das Finanças do PS, e Mārtiņš Kazāks, governador do Banco Central da Letónia, como os candidatos preferenciais. O Observador falou com Mário Centeno numa altura em que a deliberação se aproxima e, Rui Casanova, ele explica que avançou com a candidatura por dois motivos.
Primeiro, porque Portugal não tem atualmente ninguém em conselhos executivos de reguladores ou supervisores na área financeira, algo que Mário Centeno considera importante para o posicionamento de Portugal na Europa. E em segundo, por uma questão pessoal, por achar que reúne a experiência necessária depois das passagens por instituições como o Banco de Portugal, Conselho do BCE e Eurogrupo, onde Mário Centeno foi presidente.
Ora, o escolhido tem de garantir o apoio de 72% dos Estados-membros e, Rui, caso não exista um consenso, os ministros podem deixar a discussão para mais tarde.
Sim, já está marcada uma nova reunião para o dia 16 de fevereiro. Nesta entrevista ao Observador, Mário Centeno admite que a discussão pode, de facto, prolongar-se, mas destaca que o objetivo que foi assumido em dezembro, quando se estabeleceu o calendário, é que se deveria tomar a decisão no dia 19, já depois de amanhã, segunda-feira. Até porque o mandato de Luís de Guindos está a terminar depois de oito anos do espanhol na vice-presidência do BCE.
Mas Rui, Mário Centeno não tem um caminho fácil. Há vários fatores contra o português.
O facto de Luís de Guindos ser espanhol e ter sucedido a outro português, Vítor Constâncio, não joga a favor de Mário Centeno para a eleição de vice-presidente do BCE. Espanha, que tem ambições de escolher o próximo presidente do BCE, Christine Lagarde, sai em outubro do próximo ano, não deve querer prejudicar as próprias chances de o conseguir, votando agora por um candidato que também é do sul da Europa. Uma fonte ouvida pelo Observador, que conhece bem os corredores de Bruxelas e de Frankfurt, avisa que Mário Centeno é uma escolha difícil. O próprio Centeno reconhece nesta entrevista ao Observador que é uma eleição com algumas particularidades.
Por outro lado, pode ter em António Costa, o presidente do Conselho Europeu, um importante aliado para chegar à vice-presidência do BCE.
Por um lado, o fato de estar um português na presidência do Conselho Europeu pode não abonar muito a favor de Mário Centeno. Porém, uma das fontes ouvidas pelo Observador considera que isso pode até nem ser um impedimento e, na verdade, é precisamente com António Costa que Centeno está a contar para arregimentar apoios para a candidatura. Ao Observador, Mário Centeno afirma que já recolheu, de resto, o apoio de vários países de diferentes zonas geográficas da área do euro, mas sem preferir nomeá-los, e acrescenta que os grandes países ainda estão em processo de decisão. Sublinha que isso é normal nessa fase.
Rui Casanova, e o caminho que Mário Centeno tem pela frente para tentar chegar a vice-presidente do Banco Central Europeu. A votação vai acontecer na reunião do Eurogrupo em Bruxelas, marcada para segunda-feira.
Este é o artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador, assinado pelo jornalista da editoria de economia, Edgar Caetano. Hoje é sábado, dia 17 de janeiro, um dia histórico para o comércio mundial. Está marcada, Luís, para hoje a cerimónia da assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. As negociações tinham começado há 25 anos.
É um acordo que vai abrir as portas para a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores. Vai permitir aos países europeus exportar mais veículos, maquinaria, vinhos e bebidas espirituosas para a América do Sul, enquanto que, no sentido contrário, vai facilitar a entrada na Europa de produtos como a carne, o açúcar, o arroz e o mel. A cerimónia da assinatura do acordo vai acontecer esta tarde no Paraguai. Vão estar presentes a presidenta da Comissão Europeia, o presidente do Conselho Europeu e os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países que integram o Mercosul. Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão, destaca a importância do Brasil nas negociações que acabaram por chegar a bom porto.
"O acordo União Europeia-Mercosul envia uma mensagem poderosa, diz: 'Bem-vindos ao maior mercado do mundo e à maior zona de comércio livre do planeta'. Este é o poder da parceria e da abertura. Este é o poder da amizade e da compreensão entre povos e regiões através dos oceanos. E é assim que criamos prosperidade real, uma prosperidade que é partilhada."
Ursula von der Leyen, numa conferência de imprensa ao lado do presidente do Brasil, ontem no Rio de Janeiro. A Confederação Empresarial de Portugal já veio elogiar este acordo entre a União Europeia e o Mercosul. A CIP afirma em comunicado que este acordo abre grandes perspectivas de crescimento económico e apela a políticas públicas que permitam abrir novos mercados.
O presidente do Conselho Europeu afirma que as preocupações dos Estados Unidos em relação à Gronelândia vão ser resolvidas no local próprio da NATO.
Um aviso que António Costa faz numa altura em que os Estados Unidos continuam a ameaçar tomar a Gronelândia, a bem ou a mal, como diz Donald Trump. O presidente do Conselho Europeu afirma que todos os problemas de segurança e defesa da Gronelândia vão ser assegurados pela NATO, visto que a ilha pertence à Aliança Atlântica. Em declarações aos jornalistas, também no Rio de Janeiro, António Costa defende ainda que os aliados da NATO devem responder em conjunto perante a crescente tensão com os Estados Unidos.
Temas que vão estar em análise no Gabinete de Guerra desta manhã com o especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, para ouvir logo depois do Jornal das 11.
Para já, são 10h06, já seguirá novo episódio do "Máquinas que Pensam". Ficamos a par das últimas novidades sobre a inteligência artificial. Antes, Luís, que outras notícias estão também em destaque nesta manhã de sábado?
Os habituais constrangimentos no SNS este fim de semana estão encerradas as urgências de ginecologia e obstetrícia dos hospitais do Barreiro e das Caldas da Rainha, estão as duas encerradas, tanto hoje como amanhã. São informações adiantadas no portal do Serviço Nacional de Saúde. Hoje há sete distritos de Portugal continental sob aviso laranja, devido à agitação marítima. O IPMA prevê também um fim de semana de muito frio. Há ainda vários avisos amarelos para a queda de neve no norte do país. Amanhã o frio mantém-se, mas o dia vai ser de sol. Nesta altura continuam cortados os acessos na Torre da Serra da Estrela por causa da neve. João, não sei se já foste a algum restaurante com estrela Michelin?
Nunca fui.
Eu também nunca fui, mas se calhar há um ao qual agora talvez não fosse de todo.
Então.
No país de Gales há um restaurante que tem duas estrelas Michelin, mas que recebeu apenas uma estrela no que diz respeito a higiene.
Então como é que isto é possível? Não está tudo ligado?
Pois, é um restaurante que oferece um menu de degustação de 30 pratos por uma única quantia de 540 €.
Muito em conta, por acaso, nos dias que correm.
Foi visitado por inspetores de normas alimentares, constataram que a limpeza e o estado do edifício e das instalações necessitavam de melhorias. Já quanto à higiene no manuseio dos alimentos, foi considerada, em geral, satisfatória, mas deu apenas uma estrela em cinco na higiene ao restaurante. É preocupante, mas um dos sócios já disse que não está envergonhado com esta classificação. Ficou desapontado.
Claro!
Ele diz que os inspetores questionaram, por exemplo, a existência de peixe cru usado no sashimi. O responsável garante que só compra os melhores ingredientes do mundo e de qualidade, nomeadamente para o sashimi. Enfim, não sei onde vem bem. Ir lá, se calhar, para perceber como é que são, tirar as próprias conclusões.
São um bocado picuinhas. Acho que não. E até pelo preço também não é assim muito convidativo, vamos dizer assim.
Vamos ficar por aqui.
É, ficamos por aqui. Jornal das 10 com Luís Soares.