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As notícias com Carla Jorge Carvalho. A ministra do Ambiente garante que a situação está controlada nas barragens portuguesas, mas admite que, se for necessário, está tudo preparado para retirar de casa as pessoas que vivem em zonas mais críticas.

Sobretudo em Coimbra, Montemor-o-Velho, Soure e em parte da Figueira da Foz. Isto porque o caudal do rio Mondego é aquele que gera, por esta altura, maior preocupação no país. A convidada do Explicador desta manhã, Maria da Graça Carvalho, sublinha que não há qualquer aviso de evacuação, mas se houver, a mensagem passada é de tranquilidade.

De cheias controladas, porque o ponto crítico é um caudal no açude, 2000 metros cúbicos por segundo e nós estamos entre 900 e 1000. Portanto, estamos na metade. E a população pode estar segura de que quando se aproximar, porque estamos a medir a toda hora, quando se aproximar do ponto crítico, está tudo preparado para tirarmos a população das zonas baixas e mudá-los para outro sítio. Está tudo preparado.

Neste momento, ainda não há aviso nesse sentido.

Não. E os períodos mais críticos são os períodos da maré cheia.

A ministra do Ambiente esclarece ainda o que significam esses períodos mais críticos.

Hoje temos ainda uma maré cheia durante a manhã, depois temos ao fim do dia. O dia mais crítico que nos é dito pelo IPMA é de quarta para quinta e quinta ao fim da manhã. Depois voltamos a ter um período crítico no fim de semana, entre sábado e principalmente domingo.

Maria da Graça Carvalho, esta manhã no Explicador. A governante sublinha ainda que foi importante fazer descargas preventivas nas barragens para evitar problemas de maior, principalmente na madrugada de domingo para segunda-feira.

O primeiro-ministro reúne-se daqui a pouco com o líder da estrutura de missão para a reconstrução da região centro do país. Luís Montenegro vai encontrar-se com Paulo Fernandes em Pombal.

Reunião marcada para às 10h30 da manhã, vai ser acompanhada pelo repórter Luís Soares. Luís, bom dia novamente. Ontem, Paulo Fernandes já teve uma primeira reunião com os ministros da Economia e Infraestruturas, autarcas e empresários. Hoje a reunião é com o primeiro-ministro e depois vão visitar as zonas mais afetadas pelo mau tempo.

Precisamente, Carla, vamos partir aqui do Centro de Apoio Logístico de Pombal, situado no Pavilhão das Atividades Económicas e Desportivas. É aqui que os jornalistas se vão concentrar para depois seguir em comitiva para essa visita às zonas afetadas aqui no Conselho de Pombal. Uma visita que vai ser acompanhada pelo primeiro-ministro e também por Paulo Fernandes, da estrutura de missão, o líder da estrutura de missão, que foi criada recentemente pelo governo. Sendo que é certo que ontem já houve uma primeira reunião com as várias autarquias afetadas, também com empresários e outros responsáveis, também com Paulo Fernandes a sublinhar essa ideia de que nos próximos dias vão começar os trabalhos de reparação mais urgentes, aqueles que é possível fazer já, de forma que não haja danos adicionais, nomeadamente em algumas empresas. Esses trabalhos vão começar de imediato. De resto, também o ministro da Economia anunciou que o Estado vai suportar essas intervenções de emergência mais imediatas que sejam necessárias para evitar um agravamento da situação. Ontem a reunião foi em Leiria, entre portas, digamos assim. Hoje saem à rua para ver, provavelmente com os próprios olhos, esses estragos e aquilo que aconteceu. E, portanto, ao longo das próximas horas, o primeiro-ministro e também o responsável da unidade de missão vão poder ver no local, in loco, aquilo que são os impactos da passagem da tempestade na semana passada.

Luís Soares, vais acompanhar também esta visita, agora em direto de Pombal, onde o primeiro-ministro vai chegar esta manhã. Ora, números atualizados. Nesta altura, ainda 118 mil clientes sem eletricidade em Portugal. A grande maioria encontra-se nas zonas mais críticas. É o que indica a atualização que acaba de ser divulgada pela E-Redes.

Um autocarro que transporta crianças e idosos está retido a esta hora na neve, em Castro Daire, distrito de Viseu. Decorrem nesta altura os trabalhos de socorro às mais de 25 pessoas que seguiam a bordo e que continuam dentro do autocarro.

Foi na Estrada Municipal 550, que liga Pinheiro a Castro Daire. Ao que indica o Comando Sub-Regional de Viseu, Dão Lafões, a via em que está retido este autocarro esteve cortada durante a noite por causa da queda de neve. No local estão cinco operacionais e três veículos da GNR e dos bombeiros. Esta é uma das cerca de 40 ocorrências que a Proteção Civil regista nas últimas horas. Destaque também para Alcácer do Sal. A Avenida dos Aviadores voltou a ficar inundada esta madrugada com a subida do rio Sado. O caudal do rio Douro também subiu na zona da Alfândega, no Porto, mas sem impacto e danos para estabelecimentos e moradores. Já em Penafiel, há registo de uma inundação no rés-do-chão de um edifício de apartamentos devido à chuva intensa desta noite. Duas pessoas ficaram desalojadas.

A situação continua também muito complicada na Marinha Grande, onde há ainda muitas falhas no abastecimento de água e de luz. O presidente da Câmara Municipal alerta que vai levar anos até a normalidade ser totalmente reposta.

Foi em declarações esta manhã à Rádio Observador. O autarca Paulo Vicente fala numa situação muito complicada e que obriga a medidas urgentes.

A normalidade daqui a uns anos. Mas não temos. O senhor secretário de Estado da Parte da tarde, da Energia, vai reunir aqui conosco, até na sequência da reunião que tivemos ontem em Leiria, vai reunir aqui conosco e ainda vamos, com certeza, manifestar as nossas carências e as nossas necessidades urgentes, porque isto é urgente.

O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande avisa ainda que os apoios do governo podem não ser suficientes. Quanto à reabertura das escolas, explica que vai acontecer de forma gradual e apenas quando estiverem reunidas as condições de segurança.

Entretanto, vem aí uma nova depressão, a Leonardo. Portugal começa hoje a ser afetado por esta tempestade, mas, Carla, desta vez, não é esperado um impacto tão grande como na semana passada.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera ressalva que esta depressão que vem a caminho é um fenômeno normal para esta altura do ano, do inverno, e que não está previsto um cenário de destruição como o da depressão Cristina. A meteorologista do IPMA, Maria João Frada, explica que é esperada chuva, vento, neve, agitação marítima, mas não com tanto impacto

A Depressão Leonardo é uma depressão que não foi nomeada pelo continente, porque não afeta diretamente o território do continente. Não vai vir direita a Portugal continental, como o Christine, não tem nada a ver. E o seu impacto sobre Portugal é colateral. Vamos ter, na generalidade do território, períodos de chuva persistente e, por vezes, forte em todo o território, isto até ao início da manhã de dia cinco, acompanhado de vento forte no litoral e nas terras altas.

São as previsões avançadas pela meteorologista do IPMA, Maria João Frada. O pior dia deverá ser na madrugada de quarta para quinta-feira, quando é esperada chuva e vento forte. Hoje há sete distritos com aviso laranja, oito com aviso amarelo. Toda a costa está também com aviso laranja devido à agitação marítima.

São agora 10h08, Carla, que outras notícias estão em destaque antes do Contra Corrente?

António José Seguro e André Ventura voltam hoje a passar pelas zonas afetadas pelo mau tempo, no meio da campanha para a segunda volta das presidenciais. O candidato apoiado pelo PS vai estar daqui a pouco em Penhensa Nova, onde visita o parque empresarial. É a primeira vez que Seguro leva os jornalistas para uma das regiões que foi afetada pela Depressão Christine. Já André Ventura vai visitar mais, logo à tarde, uma empresa em Torres Vedras que também sofreu danos por causa da tempestade da semana passada. O presidente dos Estados Unidos deve receber hoje o presidente colombiano, Gustavo Petro. O encontro acontece algumas semanas depois de Donald Trump ter ameaçado a Colômbia com uma ação militar. Esta reunião vai focar-se na cooperação entre os dois países, no âmbito da segurança regional e nos esforços de combate ao narcotráfico. Volodymyr Zelensky acusa a Rússia de preferir continuar os ataques à Ucrânia, em vez de procurar uma solução diplomática, e isto depois de um ataque noturno que fez três feridos e deixou mais de mil casas sem aquecimento em Kiev. A Rússia volta assim a atacar a capital ucraniana na véspera das negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos, em Abu Dhabi. Várias mulheres acusam a escola de ioga de Lisboa de ter sido o ponto de partida para uma seita que usava sites de conteúdos sexuais na internet como fonte de rendimento. É o foco da investigação do novo podcast Plus do Observador, "Os Segredos da Seita do Ioga". O segundo episódio já está disponível.

No centro das acusações está um guru romeno que fundou o movimento internacional e que está, neste momento, preso preventivamente em França.

Estes casos remontam ao início dos anos 2000, quando várias mulheres denunciam terem sido enviadas da Roménia para o Japão.

Antes da partida, tem de memorizar algumas palavras em japonês. Tem de aprender a dançar de forma sensual, tem de decorar coreografias, tem de fazer provas para vestidos provocantes que depois a farão usar para se apresentar em palco e tem ainda de fazer um juramento solene com a mão direita sobre a Bíblia.

E tudo com intuito, propósito e juramento de doar tudo, inclusivamente joias, aparelhos digitais, tudo que nós recebemos dos pronto clientes naquele contexto foi nightclub, mas podias ter qualquer tipo de trabalho, a doação era a mesma. E era tudo para doação. Nós tínhamos direito de guardar o equivalente a $8 por dia para comer. O resto era tudo para doar.

Confrontada pelo Observador com as denúncias, a atual direção da escola de yoga em Lisboa garante não sancionar ou incentivar a alegada prática de trabalho sexual através da internet. Afirma ainda não ter conhecimento dos casos.

"Os Segredos da Seita do Yoga" é uma série narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamin. Os guiões e a investigação são das jornalistas Tânia Pereirinha e Mariana Marques Tiago. Hoje estreia o segundo episódio, mas se for assinante Standard ou Premium do Observador, tem acesso antecipado à série completa.