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São 10 da manhã. As notícias às 10 com Luís Soares. O primeiro-ministro e o ministro da Administração Interna visitam, a esta hora, a sede da Proteção Civil. Estão a acompanhar a coordenação do combate aos incêndios no norte do país.

Incêndios que mobilizam, a esta hora, cerca de mil operacionais. Estão também 15 meios aéreos espalhados, sobretudo pelo norte do país, onde são combatidos incêndios nos distritos de Bragança, Aveiro, Porto e Viana do Castelo. Já vamos atualizar a informação relativamente a estes incêndios. Primeiro, vamos até à sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Carnaxide, onde está o repórter Miguel Pina Andrade. Miguel, o primeiro-ministro esteve a visitar a sede da Proteção Civil, já falou aos jornalistas para admitir que as próximas semanas podem ser de elevada complexidade por causa dos incêndios.

Sim, foi o que ficou desta declaração do primeiro-ministro, Luís. Falava, como disseste, depois de ter uma reunião com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, uma reunião em que também participou o ministro da Administração Interna e o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre. Isto numa altura em que estão vários incêndios ativos em todo o país. O primeiro-ministro deixou a ideia de que o risco ainda é muito elevado, mas também disse que Portugal está preparado com todas as forças necessárias e com o dispositivo para acudir às necessidades. O ano tem sido de incêndios em toda a Europa, não só em Portugal. E Montenegro também deixou uma palavra em relação a este assunto, deu a entender que Portugal tem participado em missões um pouco por toda a Europa. Também destacou o espírito de solidariedade face ao ano passado e avançou com este número, Luís Montenegro, no mesmo período, até meados de agosto, temos em Portugal uma diminuição de quatro vezes o território e da área ardida, mas apesar de parecer um ano melhor em relação aos incêndios, Luís Montenegro não quer facilitismos, diz que o risco vai continuar, mas apesar disso, Portugal está preparado com um dispositivo totalmente capaz para responder àquilo que são as ameaças de fogo. Luís Neves também esteve presente, o ministro da Administração Interna, que tem estado envolto em várias polémicas. Luís Montenegro foi questionado pelos jornalistas sobre que tipo de autoridade tem ainda Luís Neves. Luís Montenegro disse apenas que o ministro tem feito um trabalho extraordinário e que está completamente capaz para responder àquilo que lhe é pedido. Entretanto, Luís, o primeiro-ministro já foi embora, mas o ministro da Administração Interna continua aqui na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Lisboa. Fica a ideia das declarações de Luís Montenegro de que os próximos meses ainda vão ser de risco elevado de incêndio.

Miguel Pina Andrade, aqui em direto, com o essencial das declarações do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que juntamente com Luís Neves, o ministro da Administração Interna, visitou esta manhã a sede da Proteção Civil em Carnaxide.

Vamos, agora sim, às atualizações dos incêndios em Portugal continental e, Luís, há quatro focos a preocupar as autoridades.

E o que mobiliza mais meios continua a ser o de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança. O dispositivo já foi reforçado com quatro meios aéreos. No terreno estão quase 450 operacionais e quase 150 viaturas também no combate às chamas. Esta manhã, à Rádio Observador, o segundo comandante regional da Proteção Civil dava conta de três setores principais no combate às chamas. Dá conta também, Luís Araújo, das dificuldades que se sentem no terreno.

A linha de fogo está em vigilância na zona de Lousada. A oeste, junto da Capela de Santa Bárbara, estamos a concluir trabalhos de contenção. Do setor bravo, combate direto também em costa, a progredir junto a uma linha d'água e que no setor Charlie temos uma frente a arder, livremente, que desce em direção à linha d'água, sem capacidade de entrada de meios.

O segundo comandante da Proteção Civil, Luís Araújo, afirma também que a prioridade é proteger habitações, mas sublinha que não há casas em risco.

Continuamos, como sempre e aqui, a dar prioridade àquilo que é a proteção dos aglomerados populacionais. Não existindo neste momento nenhum aglomerado em risco, mas sempre que tal aconteça, levamos a cabo aquilo que são a evacuação, se for necessário, ou então o simples confinamento da população, por vezes até para a sua segurança e controle emocional em alguns casos.

O ponto de situação feito por Luís Araújo, segundo comandante regional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em declarações esta manhã à Rádio Observador. Não há ainda previsão para que fique resolvido este incêndio em Torre de Moncorvo, Bragança, isto porque a área que está a arder, como percebemos, é de difícil acesso para os bombeiros. Destaque ainda a esta hora para o incêndio em Santo Tirso, no Porto. Há cinco meios aéreos no combate a este incêndio, com mais de 200 operacionais também no terreno. É um incêndio com quatro frentes ativas e também com várias projeções. Um incêndio em zona de mata, mas com a indicação de que não há danos em habitações nem pessoas feridas. Isto de acordo com a Proteção Civil à Agência Lusa. Também em Arouca há quatro frentes de fogo e também alguns cuidados a ter em duas aldeias, de acordo com a Proteção Civil. É um incêndio em Arouca que está a ser combatido a esta hora por 300 operacionais e também dois meios aéreos. Este incêndio também na região da área metropolitana do Porto. Ainda atenções viradas para Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, onde há igualmente dois meios aéreos no combate a este incêndio, onde estão no terreno também mais de 200 operacionais.

Esta manhã, no Explicador da Rádio, o Observador esteve em análise a intenção do governo combater as lojas de fachada usadas para auxiliar a imigração ilegal. As Juntas de Freguesia do Benfica e do Lumiar defendem este reforço da fiscalização.

Um passo já anteriormente defendido também pelo presidente da Câmara de Lisboa e pelo antigo autarca do Porto, Rui Moreira, com o objetivo de parar a descaracterização das cidades. Esta notícia da intenção do governo de combater as lojas que servem para auxílio à imigração ilegal foi avançada ontem pelo Observador. No Explicador desta manhã, socialista e presidente da Junta de Freguesia de Benfica, Ricardo Marques pede coragem para avançar com medidas e também com fiscalização.

Nós temos zonas que põem em causa a saúde pública, que estão acima daquilo que são os rácios de habitabilidade por fogos habitacionais ou, neste caso, por lojas ou cargos. Quer dizer, a regulação existe Nós não temos é capacidade de fiscalizar e depois, obviamente, de atuar ou de agir em conformidade. Portanto, eu penso que, de facto, tem que haver coragem nesta altura, tendo o problema identificado. O licenciamento zero, se calhar, não tem que ser revogado, mas pode ser alterado no sentido de criar cotas por zonas da cidade, ou então que o município defina, como hoje faz numa carta municipal de habitação. Temos eventualmente uma carta municipal do comércio, ou da atividade económica, que pode definir rácios na cidade e por zonas, neste caso por freguesias, de qual é o racional lógico do tipo de estabelecimentos.

Ricardo Marques, presidente da Junta de Freguesia de Benfica. Também o presidente da Junta de Freguesia do Lumiar sublinha a importância de reforçar a fiscalização a estas lojas. O social-democrata Ricardo Mexia considera que o tema deve ser debatido olhando tanto para o lado económico como para o plano social e admite que a solução pode passar pelo fim do licenciamento zero.

Às vezes utilizam-se aqui alguns escapes legais para depois ultrapassar aquele que era o espírito da lei. Eu julgo que o licenciamento zero tinha um propósito que era positivo, que era simplificar o processo da atividade económica, mas se isso está a criar problemas de outra forma, tem que ser revisto e temos que encontrar aqui uma solução que seja mais efetiva, por um lado, a evitar que surjam situações desadequadas e, por outro, simultaneamente, garantindo que também não estamos a criar um entrave à atividade económica. Portanto, é um equilíbrio difícil e eu reconheço isso, mas seguramente temos que ter mais capacidade para o implementar.

Ricardo Mexia e também Ricardo Marques, dois presidentes de Junta de Freguesia no concelho de Lisboa, eles que estiveram esta manhã no Explicador.

Um programa que pode ouvir a qualquer momento em podcast, no site do Observador e nas habituais plataformas. Luís, as falhas no ar condicionado do Metro do Porto estão a causar constrangimentos aos passageiros devido ao excesso de calor.

A empresa de transporte viu-se mesmo obrigada ontem a recolher vários veículos para as oficinas. O jornalista do Observador, Miguel Pinheiro Correia, tem estado ao longo desta manhã a acompanhar as saídas e entradas das carruagens do Metro de Lisboa. Inclusivamente, Miguel, já falaste com alguns utilizadores do Metro esta manhã sobre este problema.

Exatamente, Luís. Aqui em Matosinhos, neste momento a paragem de Matosinhos Sul está vazia porque passou agora um metro e por isso as pessoas apanharam esse metro. Então agora não está aqui ninguém, mas ainda há pouco falávamos com uma passageira que apanhou esse metro e que nos dava aqui um relato da tarde de ontem, bem pior do que o que se verifica a esta manhã. Ontem esta passageira esteve mais de 20 minutos à espera do metro quando seguia para casa, ou seja, ao final da tarde, depois do trabalho, numa hora em que os metros passam ou costumam passar com maior frequência, o que não se verificava na tarde de ontem, porque foram suprimidas algumas viagens devido ao calor excessivo que se sentia dentro destas composições do Metro do Porto. Infelizmente para esta passageira, mas também para os restantes passageiros do Metro do Porto, este problema não é novo. Assim que as temperaturas sobem, o calor torna-se insuportável dentro das carruagens. Não é uma situação também geral, ou seja, não afeta toda a rede de transportes, mas sobretudo três linhas. A azul, que vai para Matosinhos e passa aqui em Matosinhos Sul, também a laranja, que segue para Fânzeres, e a amarela, que liga o Hospital São João a Gaia. E este problema só se verifica aqui porque são as linhas onde transitam os veículos Eurotram. Quem anda no Metro do Porto conhece bem estes veículos, são os mais antigos e também são a maioria da frota do Metro do Porto. Falamos de mais de 70 veículos, o que representa mais de metade da frota total da Metro do Porto. E estes veículos que começaram a circular há 25 anos, como dizia, foram projetados, isto segundo a justificação da Metro do Porto, é que foram programados para uma altura em que não havia tantas ondas de calor e que teriam um referencial térmico máximo, a explicação da Metro do Porto, na ordem dos 35 graus, e que assim que é ultrapassada esta temperatura, o ar condicionado desliga-se devido à alta pressão. Ora, estes problemas levam a que sejam suprimidas algumas viagens, que sejam retirados de circulação também alguns veículos. Desta vez, ontem, pelo menos, a Metro do Porto não especificou quantos foram retirados, mas no início de julho, um problema semelhante levou à retirada de 20 carruagens para as oficinas e assim também para serem consertadas. Ora, esta repetição leva a que os passageiros também questionem o que será feito para solucionar o problema, tendo em conta que a temperatura não ajudará, as ondas de calor sendo mais frequentes, farão com que os problemas se repitam. E por isso, a Metro do Porto, que primeiro lamenta os problemas e diz que representam cerca de 15% do total das queixas sobre o serviço, já tomou algumas medidas, uma de curto prazo, pelo menos em julho, injetaram ar frio nas carruagens que entraram em serviço, antes de entrarem em serviço, para assim conseguir mitigar os efeitos do calor. E outra solução, mais a longo prazo, passa pela compra de mais de 20 carruagens. Em julho, a Metro do Porto dizia que chegariam em breve ao serviço metropolitano, mas ao Observador garantiram há instantes que ainda não chegaram estas mais de 20 carruagens. A Metro do Porto está a par deste problema, não só a Metro do Porto, também o governo, que está a acompanhar este problema e que lembra que as carruagens ainda terão uma vida útil de, pelo menos, mais 10 anos e que por isso é preciso encontrar soluções, que algumas já estão a ser trabalhadas, sobretudo na reconstrução ou na remodelação destes sistemas de refrigeração, para que, pelo menos nestes 10 anos, seja possível que as carruagens continuem a fazer o seu serviço normal, sem as críticas que temos notado hoje e nos últimos dias aqui no Metro do Porto.

Miguel Pinheiro Correia, em direto do Metro de Matosinhos, com a situação ligeiramente melhor hoje do que ontem à tarde no que diz respeito ao calor.

Morreu aos 98 anos a atriz brasileira Laura Cardoso. Era um dos maiores nomes da televisão brasileira.

Morte confirmada na página oficial do Instagram. Uma das maiores atrizes do Brasil, Laura Cardoso, morreu de madrugada em casa, na cidade de São Paulo, por causas naturais. É o que diz a Rede Globo, que cita declarações do bisneto da atriz. Filha de imigrantes portugueses, Laura Cardoso tornou-se numa das atrizes mais respeitadas, Carlos Pedro, da televisão brasileira.

Nasceu em 1927 e iniciou a carreira aos 15 anos na Rádio Cosmos, participando em radionovelas. Desde aí, seguiu-se uma trajetória de mais de 80 anos ligada à cultura. Não foi por acaso que em 2002 foi distinguida com o Troféu Mário Lago e quatro anos depois recebeu a Ordem do Mérito Cultural, uma das principais distinções brasileiras na área da cultura. A estreia em televisão chegou em 1952, na TV Tupi. Laura Cardoso, nome artístico de Laurinda de Jesus Cardoso, tornou-se uma das pioneiras da teledramaturgia brasileira. Em 1981, chega à Globo, onde participa em produções como "Gabriela", também

Estou aqui com algumas dificuldades. Caminho das Índias. Caminho das Índias, também A Mulher ou Mulheres de Areia, entre outras. Muitas outras peças de teatro, séries e também filmes. Foram 60 novelas ao longo de oito décadas de carreira, algumas delas transmitidas em Portugal. A última novela foi A Dona do Pedaço, em 2019. Estava afastada das novelas desde aí, mas tinha contrato vitalício com a TV Globo e numa entrevista, já durante esse processo de afastamento da televisão, falou sobre o atual mundo da representação para deixar conselhos e avisos aos novos atores.

Eu acho que essa pressa de querer ser ator, de aparecer no vídeo, de ter um carro, de ter o sofá branco. O ator esquece que ele tem obrigação de ser culto, de ir à escola, de estudar a vida inteira. O ator é uma coisa importante, é uma coisa que fala com o povo, fala com o público, então ele não pode dizer besteira.

Um conselho em estilo de aviso deixado por Laura Cardoso, um dos grandes nomes da televisão brasileira. Que nos deixa hoje Carlos Pedro. E a vida e obra de Laura Cardoso, um dos maiores nomes da televisão brasileira. Morreu aos 98 anos, em São Paulo, no Brasil. São agora 10h16. Antes do Contracorrente, Luís, que outras notícias marcam esta manhã? Vladimir Zelensky acusa a Rússia de ter lançado hoje um ataque brutal na região de Kharkiv, que terá provocado pelo menos 10 mortes, informação avançada pelo presidente ucraniano na rede social X. Várias pessoas ficaram feridas e estão a receber assistência médica. No futebol, a Marda Edits deixa o Benfica e é reforço do Newcastle, negócio oficializado pelo clube inglês esta manhã. A imprensa dá conta de uma transferência a rondar os 35 milhões de euros. É uma história de espionagem, segredos, traições e perseguições. É mais um episódio daquilo que nós bem sabemos, não é, Maria João? É o quarto episódio do novo podcast Plus do Observador. E que se chama A Vida Dupla do Espião Traidor, revela a história de Frederico Carvalhão Gil, agente do SIS, que foi apanhado a vender segredos da NATO à Rússia de Putin.

É mesmo preciso avançar agora. E o português acaba por ceder. Pega no telemóvel, liga para Lisboa e dá a indicação. Os mandados de detenção podem entrar no sistema.

Simplesmente, é que eu já estava muito embrasa. Eu senti que da parte dos colegas italianos, que já me tinham transmitido que estava a ficar difícil, porque já tinham aparecido muitas vezes à frente do Carvalhão Gil e que isto podia correr mal e por aí em diante. E então disse: "Pronto, façam os homens".

As equipas avançam. Em segundos, quase duas dezenas de inspetores entram no café e dão ordem de prisão a Frederico Carvalhão Gil e a Sergei Nikolaevitch Poznyakov. Os dois espiões ficam sem reação.

Um excerto do quarto episódio do mais recente podcast do Observador, A Vida Dupla do Espião Traidor, uma série narrada pelo ator Ivo Canelas, com música original de Bruno Pernadas. E há um novo episódio todas as terças-feiras, mas já sabe que se for assinante Standard ou Premium do Observador, tem acesso antecipado à série completa.