O PSD indicou os vice-presidentes da bancada Hugo Carneiro e Andreia Neto para a comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária, sendo a deputada a coordenadora dos sociais-democratas.
Esta Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), forçada pelo Chega, vai ser presidida pelo partido liderado por André Ventura (ainda não foi divulgado o nome) e composta por 25 deputados, sem BE e PAN.
Segundo o projeto de deliberação apresentado pelo presidente da Assembleia da República e aprovado na quarta-feira, a primeira e segunda vice-presidências serão assumidas por PS e PSD, respetivamente.
Fonte da direção do grupo parlamentar do PSD disse à Lusa que, além de Hugo Carneiro e Andreia Neto, vão integrar a comissão de inquérito os deputados do PSD Marco Claudino, Francisco José Martins, Bárbara Amaral Correia, Paulo Edson, Gonçalo Valente e Sandra Pereira, como membros efetivos.
Gonçalo Capitão e o também vice da bancada António Rodrigues serão os deputados suplentes indicados pelo partido.
Luís Neves é, desde fevereiro deste ano, ministro da Administração Interna do XXV Governo Constitucional e o terceiro titular da pasta dos dois executivos PSD/CDS-PP liderados por Luís Montenegro (depois de Margarida Blasco e Maria Lúcia Amaral).
A CPI será composta por 25 deputados efetivos, distribuídos de acordo com a representatividade parlamentar: oito do PSD, cinco do Chega, cinco do PS, dois da IL, dois do Livre, um do PCP, um do CDS-PP e um do JPP. Estes partidos, à exceção do JPP que tem apenas um eleito, poderão indicar membros suplentes.
Os deputados únicos do PAN e do BE não estarão representados neste inquérito para “avaliação da intervenção de Luís Neves enquanto diretor da Polícia Judiciária durante todos os seus mandatos (2018-2026) e eventual responsabilidade de membros do Governo que o nomearam e tutelaram”.
De acordo com o Regime Jurídico dos Inquéritos Parlamentares “os membros da comissão tomam posse perante o presidente da Assembleia da República até ao 15.º dia posterior à publicação no Diário da Assembleia da República da resolução ou do requerimento que determine a realização do inquérito”, iniciando trabalhos logo a seguir.
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