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Muito bom dia, está com a Rádio Observador, 10:59. Estamos na hora da campanha da Rádio Observador. Para já, atualizamos as notícias. Eu sou o João Costa e Silva. A edição deste jornal às 11 é do José Rafael Lopes. E Zé, começamos com o Ministro das Finanças, que não se compromete com prazos para o aumento do investimento em defesa.

À chegada para o encontro dos ministros da União Europeia, Joaquim Miranda Sarmento não se compromete com um prazo ou com um valor. Esta reunião, promovida pela presidência polaca, vai discutir a eventual criação de um novo mecanismo europeu destinado a assegurar verbas para projetos de grande escala no setor da defesa. Depois da garantia de Luís Montenegro de que Portugal quer antecipar a percentagem de 2% do PIB de investimento no setor, Joaquim Miranda Sarmento não aponta prazos nem valores.

Temos que fazer de forma a criar um equilíbrio entre manter, e se possível, reforçar o Estado social, reforçar a capacidade de defesa e manter o equilíbrio orçamental. Este equilíbrio destas três partes significa que temos que avançar nas três sempre com cuidado e sempre numa lógica de não desequilibrar nenhuma delas. Haverá uma reunião em junho ou julho da NATO, onde isso será revisto. Nós estamos a trabalhar nesses cenários, não posso naturalmente, neste momento, comprometer-me nem com valor nem com ano, mas teremos naturalmente que acelerar.

Joaquim Miranda Sarmento, em declarações recolhidas pela Agência Luz, à chegada a este encontro de ministros das Finanças da União Europeia, que o governante português diz ser um bom ponto de partida para o debate.

No dia em que entra em vigor a retaliação da China às tarifas norte-americanas, a Europa tem uma nova oportunidade para se aproximar da Ásia.

É o que considera o especialista em assuntos asiáticos, Luís Ma. Todos os produtos importados dos Estados Unidos para a China passam a ter uma tarifa de 125%. A medida de Pequim foi anunciada ontem como uma resposta direta às últimas tarifas aprovadas por Washington, que sobem o total das taxas aplicadas às exportações chinesas para 145%. Com esta nova relação entre os dois países, Luís Ma diz que pode estar em cima da mesa uma aliança entre a China e a Europa contra as decisões norte-americanas.

Porque para a China, no fundo, interessa que a Europa seja autónoma e que tenha uma visão própria e não esteja dependente dos Estados Unidos. Quer a Europa quer a China são defensoras do modelo econômico atual, ou seja, da globalização comercial. Nesse sentido, julgo que há uma aproximação, que a Europa está também disposta a começar a lutar contra Washington nesta guerra comercial iniciada por Washington.

Luís Ma, especialista em assuntos asiáticos ouvido na Rádio Observador, salienta que há demasiada incerteza sobre a forma como a economia norte-americana pode reagir, até porque esta decisão pode pôr em risco todos os negócios entre os dois países.

Já não há margem de lucro, ou seja, já não há nenhum interesse comercial em vender aos Estados Unidos porque as empresas não terão lucro. Julgo que vamos assistir a esta paragem no comércio. As implicações são dos dois lados. Os consumidores norte-americanos ou estarão dispostos a pagar muito mais por uma série de produtos que vêm da China e a China basicamente perde um mercado que é importante e naturalmente vai ter implicações também na própria economia chinesa.

Luís Ma, em declarações na Rádio Observador durante a semana, Donald Trump anunciou uma suspensão de 90 dias das tarifas sobre diversos países, mas manteve as taxas impostas à China.

E no caminho para as legislativas, hoje à noite realizam-se mais dois debates televisivos.

Entre o PS e o PAN às 21:00 e uma hora depois entre PCP e Bloco de Esquerda. Já esta manhã, na análise ao debate de ontem entre a CDU e a Iniciativa Liberal, o eurodeputado comunista João Oliveira considera que Rui Rocha perdeu a cabeça ao apresentar uma lista dos votos do PCP sobre a guerra na Ucrânia. O comunista diz que o líder dos liberais ficou sem argumentos e acusa ainda os dirigentes dos liberais de terem um passado ligado a partidos como o PSD e o CDS.

O debate de ontem foi um debate demolidor do projeto político da Iniciativa Liberal. A forma como o Fahrenheit foi adiantando elementos diretos e concretos relativamente às soluções que é preciso pôr em prática para ultrapassar esses problemas, e quando viram aquele desnorte, aquela desorientação do Rui Rocha, que resolveu acabar o debate, eu diria, a bolsar o anticomunismo que é próprio da Iniciativa Liberal quando fica sem argumentos. Todos os dirigentes, o líder parlamentar da Iniciativa Liberal, aliás, o anterior líder parlamentar, hoje vice-presidente da Assembleia da República, Rodrigo Saraiva, que também aqui há uns anos, todos eles têm um longo percurso pelo PSD, pelo CDS, por outros partidos, fazem conta hoje que têm um currículo limpo, mas é verdadeiramente um cadastro político.

Já a vice-presidente da Iniciativa Liberal, Angélique da Treza, acusa o PCP de desorientação ao atribuir à Iniciativa Liberal a culpa pelas anteriores governações e responde com o apoio ao governo do PS em 2015. Já sobre o conflito na Ucrânia, a dirigente liberal diz que Rui Rocha desmontou a narrativa do PCP.

No fim, aquilo que Rui Rocha fez foi apresentar os sentidos de voto que o grupo parlamentar do PCP fez na Assembleia da República. São as decisões políticas do PCP. E, portanto, eu não acho que foi perder a cabeça, foi mais uma vez apresentar fatos para contrariar este discurso de Miss Mundo que o João Oliveira acabou de ter e que não faz sentido nenhum. É particularmente interessante e mais uma vez demonstra a total desorientação de dizer que um partido que foi inclusive fundado em 2017, é o culpado das políticas, como se diz, neoliberais do país. Portanto, tudo o que é de mal que existe em Portugal é das tais políticas neoliberais, o que é um perfeito absurdo, até porque o PCP fez parte de uma geringonça e eu não percebo então o que é que o PCP andou a fazer.

Angélique da Treza no Explicador das manhãs 360 de fim de semana, onde a dirigente da Iniciativa Liberal e João Oliveira, eurodeputado do PCP, analisaram o debate de ontem entre Rui Rocha e Paulo Raimundo.

E já a seguir este jornal, temos também segundo Explicador, na hora da campanha, analisamos o debate entre AD e Livre com Liliana Reis e Francisco Paupério. Na saúde, este fim de semana voltam a encerrar serviços de urgência.

Hoje são seis que estão fechadas. As urgências de obstetrícia e ginecologia dos hospitais Garcia de Horta, em Almada, do Amadora-Sintra, do Hospital de Leiria e do Barreiro estão todas encerradas. Já nas urgências de pediatria, são dois os encerramentos hoje: no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, e no Hospital de Vila Franca de Xira. A estas seis urgências fechadas. Amanhã junta-se mais uma. Fecha também a urgência de obstetrícia no Hospital Distrital de Santarém.

No futebol, depois de terem perdido pontos, Sporting e Futebol Clube do Porto procuram hoje voltar às vitórias no campeonato.

Os Leões jogam frente ao Santa Clara, nos Açores, às 18h. Pedro Gonçalves está de regresso, depois de vários meses de fora devido à lesão. Na conferência de imprensa de antevisão, o treinador Rui Borges garante que não vai deitar a toalha ao chão até o final do campeonato. Já o Futebol Clube do Porto procura recuperar da pesada derrota frente ao Benfica. Joga hoje com o Casa Pia. Martin Anselmi diz que o grupo está focado para vencer uma das equipas mais consistentes do campeonato e que é tempo de pegar na derrota frente ao Benfica e melhorar o desempenho da equipa. Evidentemente, perder nunca é bom. Perder dói, mas também nos dá fome de vingança, fome de conquistar. Por isso vejo o grupo com sede de vingança e de este sábado dar essa imagem que queremos dar. As palavras do treinador do Futebol Clube do Porto, Martin Anselmi, os Dragões entram em campo frente ao Casa Pia às 20h30. Os dois jogos, quer este encontro entre o Futebol Clube do Porto e o Casa Pia e o Sporting Santa Clara, têm relato aqui na Rádio Observador.

Exatamente, Zé. Olhamos ainda para outras notícias que também estão a marcar a atualidade.

Todo o país está hoje sob aviso amarelo devido à chuva. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê que Portugal continental vai hoje ser afetado por aguaceiros acompanhados de trovoada e granizo, bem como vento forte. O alerta amarelo em Portugal continental mantém-se até às 18h.