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Do meio-dia. Jornal do Meio-Dia na Rádio Observador, com edição do Luís Soares. Duarte Marques critica Rui Rio, o antigo deputado do PSD e atual diretor de campanha de Luís Marques Mendes acredita que o apoio a Gouveia e Melo é motivado pela pequena vingança.

Duarte Marques não tem dúvidas. Afirma que Rui Rio não lida bem com as críticas e nunca lidou bem com a independência de Luís Marques Mendes enquanto comentador. É o que escreve o antigo deputado, o atual diretor de campanha de Marques Mendes na rede social X, depois de Rui Rio ter sido anunciado ontem à noite como mandatário nacional da campanha presidencial de Gouveia e Melo. Duarte Marques diz que Rui Rio aproveitou a oportunidade para fazer uma pequena vingança, pelo que não é por interesse nacional que decide entrar na campanha de Gouveia e Melo. Junta-se a nós em direto, precisamente Duarte Marques, diretor de campanha presidencial de Luís Marques Mendes. Boa tarde, obrigado por se juntar a nós. Por que considera esta decisão de Rui Rio uma pequena vingança?

Porque é preciso conhecê-lo bem e saber que Rui Rio nunca conviveu bem com as críticas. E na verdade, Luís Marques Mendes, como fez com outros líderes de vários partidos, sempre foi muito independente nos seus comentários, ora elogiando, ora criticando. E Rui Rio nunca reagiu bem a esse tipo de críticas, nem dos comentadores, nem das pessoas do próprio partido. Portanto, isso foi uma oportunidade para fazer a sua pequena vingança, como lhe é característico de quem o conhece e daquilo que nós todos já conhecemos.

Esta é uma posição muito sua, Duarte Marques, particular, ou é partilhada também por Luís Marques Mendes?

É uma posição minha, obviamente, é uma reação que eu fiz no Twitter, mas diria que é toda a gente que está na campanha de Luís Marques Mendes e os próprios militantes do PSD e de outros partidos reconhecem esta oportunidade e esta característica. Portanto, é normal que quem foi comentador durante tantos anos tenha tido a obrigação e a necessidade de comentar determinado tipo de decisões, se for independente e se o fizer de forma honesta e séria, é normal que vá desagradando a uns e agradando a outros. E muitas vezes quem sabe lidar com a crítica, melhor e aprende, digo sempre, que um bom governo também é feito por uma boa oposição. E no caso do doutor Rui Rio, nunca lidou muito bem nem com a crítica interna nem dos seus pares. E, portanto, considerei que esta era uma reação um pouquinho de vingancinha, porque não gostou, sentiu-se sempre muito incomodado por isso. Não é um interesse nacional que está nada em causa, é apenas aproveitar para ajudar, tentar machucar de alguma forma Marques Mendes. Mas na minha opinião, sinceramente, isso só vem marcar a independência do candidato Luís Marques Mendes, por contraponto a um candidato que afinal não gosta de partidos, mas tem tudo que é gente de vários partidos a apoiá-lo.

Mas de qualquer forma, Duarte Marques, deixe-me perguntar-lhe se é ou não legítimo que Rui Rio, independentemente dessa consideração que faz, é ou não legítimo que Rui Rio apoie outro candidato que não aquele que é apoiado pelo PSD?

Completamente legítimo. É normal. Aliás, é normal, tanto Luís Marques Mendes tem apoiantes que vêm do Partido Socialista ou de outros partidos mais à esquerda, que já apoiaram o PCP, o Bloco de Esquerda ou até a IL, ou até o CDS, tal como é normal que pessoas do PSD apoiem outros candidatos. Não há problema nenhum com isso, é normal. Aliás, não vemos isso como qualquer tipo de problema. As pessoas são livres e devemos viver bem com isso mesmo. E nós teremos com certeza na campanha muitos apoiantes que vêm também de outros partidos. Mas neste caso, o PSD está em peso com Luís Marques Mendes e não nos surpreende que outras pessoas apoiem outros candidatos. O caso Rui Rio é particular porque assume o facto de ser mandatário nacional e ter dito que era por uma questão de interesse nacional. Quando quem o conhece, quem já trabalhou com ele, que candidatou com ele, sabe perfeitamente que não é isso que está em causa, mas é apenas uma pequena vingancinha à Rui Rio, de voltar mais uma vez a reagir e a não estar cômodo com as críticas que lhe faziam, mas isso devo dizer que só vem ajudar a reafirmar o papel de independência e de saber exercê-la, apesar de ter um passado de um partido, quando é chamado a exercer um papel de independente, eu fá-lo sem qualquer tipo de problemas, por mais que isso custe a tantas pessoas. E podemos ver que várias pessoas que estão hoje a apoiar Gouveia e Melo do PSD, são pessoas que no passado Luís Marques Mendes teve que tomar decisões que não lhes agradaram em nome da ética e dos valores e daquilo que é importante para valorizar a imagem que as pessoas têm da classe política.

Duarte Marques, muito obrigado por ter estado em direto conosco no Jornal do Meio-Dia da Rádio Observador. Duarte Marques, diretor de campanha de Luís Marques Mendes, nesta reação ao anúncio de Rui Rio, que é o mandatário nacional de campanha presidencial de Gouveia e Melo. Os dois estiveram juntos num jantar ontem no Porto, afirmam que têm uma visão comum para o país.

Luís Montenegro revela que ainda está em curso o processo de seleção do novo governo, mas tal como Marcelo Rebelo de Sousa espera tomar posse ainda esta semana.

O primeiro-ministro indigitado ainda está a fazer convites, ou seja, a composição do novo governo vai ter alterações, ainda não está fechada. Luís Montenegro fala num processo que está em curso e por isso prevê uma semana intensa.

É uma semana sempre exigente. Nós vamos ainda proceder à escolha dos membros do governo, portanto, respondendo também à sua pergunta, isso ainda não está feito. Não está feito, não há nomes ainda, não há convites feitos? Está em curso. Mas toma posse ainda esta semana, o governo. Tudo aponta que sim, mas é um processo normal.

Luís Montenegro em declarações esta manhã aos jornalistas, à margem de uma prova de ciclismo em Lisboa. O presidente da República também já tinha dito que quer dar posse ao novo governo até ao fim da semana, antes mesmo do feriado do 10 de junho.

E Luís, depois da demissão de Rui Rocha, nomes como Mariana Leitão e Mário Amorim Lopes são os mais apontados à sucessão da liderança da Iniciativa Liberal.

São várias as hipóteses em cima da mesa, numa altura em que o partido se prepara para eleições internas. Destaque para esses nomes de Mariana Leitão, a líder parlamentar até agora, e Mário Amorim Lopes, que foi também eleito deputado. São nomes próximos de Rui Rocha. Já Bernardo Blanco, ex-deputado e há muito apontado como futuro líder, atualmente está fora do Parlamento, está no setor privado. Quanto aos antigos presidentes, João Cotrim Figueiredo e Carlos Guimarães Pinto são também nomes que voltam a estar em destaque. Na análise, o analista político Paulo Sande admite que ficou surpreendido com a demissão de Rui Rocha e aponta erros à campanha eleitoral do até agora presidente

Talvez Rui Rocha tenha cometido um erro na campanha eleitoral, quando se posicionou demasiadamente como um possível aliado, quase que um candidato a uma coligação de governo. Portanto, aquilo que aparentemente poderia ser considerado uma vitória, que é um resultado positivo e uma presença na Assembleia da República consistente e considerável, acaba por ser lido por alguns setores dentro da própria Iniciativa Liberal como uma, não digo uma derrota, mas justamente um defraudar dessas expectativas.

Paulo Sande entende que Rui Rocha colocou a fasquia demasiado elevada. Análise feita esta manhã aqui na Rádio Observador. Rui Rocha adianta que vai manter-se como deputado no Parlamento e que vai continuar a andar por aí.

Esta é uma notícia que faz manchete a esta hora no site Observador, assinada pela jornalista Inês André Figueiredo. Luís, 12h07, que outras notícias estão em destaque a esta hora?

Foram retomadas esta manhã as buscas pelo jovem de 17 anos que desapareceu na sexta-feira, depois de saltar para o rio da Ponte D. Luís I, no Porto. As operações de busca estão a ser coordenadas pelo capitão do Porto e comandante local da Polícia Marítima do Douro, com o apoio de elementos do comando local da Polícia Marítima e da capitania do Porto do Douro. De acordo com o comunicado através da Marítima Nacional, o gabinete de psicologia da Polícia Marítima foi ativado. Pelo menos 21 pessoas morreram esta madrugada na Faixa de Gaza, que estavam a aguardar por alimentos em pontos de distribuição de ajuda humanitária em Rafah. Foram vítimas de um ataque israelita. Na Polónia, já abriram as urnas pra segunda volta das presidenciais. São cerca de 29 milhões de eleitores que vão hoje às urnas numa eleição extremamente polarizada. Os polacos escolhem entre Karol Nawrocki, um historiador independente apoiado pelos conservadores nacionalistas da Lei e Justiça, e o presidente da Câmara de Varsóvia, o liberal e europeísta Rafał Trzaskowski, que tem também o apoio do primeiro-ministro Donald Tusk, e a quem as sondagens dão uma ligeira vantagem.

Jornal do Meio-Dia com Luís Soares.